Arquivoquinta-feira, 17 de dezembro de 2015

DICA DO DIA

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SÃO PAULO (inacreditável) – Foi em outubro que publicamos aqui o link de uma galeria de fotos dos carros de Piquet em Brasília. Mas por alguma razão a página saiu do ar.

[bannergoogle] Sem problemas. O Tiago Oliveira mandou este outro link, da “Auto, Motor und Sport”, com uma enorme reportagem sobre uma das coleções mais incríveis do planeta. Detalhe: tem 60 fotos para a gente ficar babando.

Piquet é um cara que soube ficar rico. Aliás, ganhou muito mais dinheiro depois que parou de correr, com sua empresa de rastreamento de caminhões, a Autotrac.

Dinheiro suficiente para juntar Ferraris, McLaren, Rolls Royce, carrões americanos, GT40, BMWs, Porsches, Corvettes, Minis, Mercedes, Jaguares, e um lote de nacionais que beira a insanidade — incluindo Fusca, Interlagos e Karmann-Ghia. Tem até um Puma com motor BMW de F-1, já que o velho Nelson não é muito rigoroso com originalidade quando inventa de envenenar seus brinquedos — alguém ainda fala “envenenar”?

Não faltam também carros de corrida, como a Williams do título de 1987 pendurada na parede e um Super-Vê escondidinho num canto. E tem uma oficina completa para restaurar seus achados mais recentes, como um DeTomaso Pantera, fazer a manutenção da frota e levar a cabo maluquices como espetar um motor de Audi numa Kombi.

Fora as motos. E as scooters. Vi uma Lambretta e uma Cezeta. Ninguém me contou, eu vi.

Agora vejam vocês.

dopiquetloko

“UMA MERDA”

&

SÃO PAULO (concordo, sempre) – “A Fórmula 1 está uma merda.” Eu falo isso, vocês falam. E Bernie Ecclestone também. Em mais uma entrevista explosiva e sincera, o dono do brinquedo não poupa mais seu próprio produto. Diz que ninguém entende as punições, pilotos perdendo 70 posições no grid, gente como Alonso largando no fundão. “Precisa mudar rápido”, afirma.

Também achamos.

MIL

M

SÃO PAULO (não me deixem na mão!) – Anotem aí: este aqui é o post de número 19.988 do blog. E se vocês correrem a página até o fim, verão que, lá embaixo, já são registradas mil páginas de posts — coisa pacas.

Eu, claro, vou esquecer de contar os próximos e a chance de não notar que chegamos a 20 mil postagens é enorme. Então, vão anotando aí e me avisem no 19.999. Grato.

MOTOLAND

M

SÃO PAULO (que venham!) – Confesso minha ignorância e não conhecia o ICGP (International Classic Grand Prix), campeonato que reúne motos de corrida dos anos 70 e 80. Há uma possibilidade boa de uma prova no ano que vem em Curvelo — autódromo novo que já andou sendo visitado pelo pessoal da FIM. Ou em Goiânia. A Juliana Tesser conta os detalhes aqui.

Já pensaram ver esse grid por aqui? Não perco por nada.

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PESADO

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[bannergoogle] SÃO PAULO (queremos respostas)Raphael Matos pegou punição pesadíssima da CBA por doping na Stock: dois anos. Lucas Foresti está tentando provar que é inocente.

Doping em automobilismo é algo muito sério. Não julgo quem foi pego. Apenas defendo que tudo seja feito com seriedade e transparência — o que não houve anos atrás no rumoroso caso de Tarso Marques. Desde então, CBA e Vicar têm sido mais diligentes nessas situações.

Os meninos têm de se explicar às autoridades esportivas, claro. Mas, sobretudo, devem explicações a eles mesmos, se fizeram algo errado. Vida de atleta não é fácil. De piloto, menos ainda. É preciso estar 100% dentro dum carro de corrida. No mínimo, por respeito aos seus colegas.

O comunicado da Comissão Disciplinar do STJD da CBA é o seguinte:

A Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva, por unanimidade, em julgamento realizado em 15 de dezembro de 2015, condenou o piloto Raphael Costa Silva Matos a dois anos de suspensão, a contar do julgamento definitivo, devendo ser descontado o período de 30 dias do afastamento provisório, em virtude de achado analítico adverso, no exame antidoping procedido durante a 9ª Etapa do Campeonato Brasileiro de Stock Car de 2015, no Autódromo de Curitiba, PR, no dia 17/10/2015, com a perda da pontuação e prêmios, eventualmente, obtidos na etapa em que se fez o exame antidoping.

COM QUE CARRO?

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raidrealSÃO PAULO (daremos um jeito) – O Luís Augusto Dias Malta me fez um convite irrecusável. E vai dar tempo de planejar a bagaça. O Clube de Veículos Antigos de Minas Gerais vai fazer um raid delicioso no final de abril, e podem participar carros fabricados até 1991. Tenho algumas boas opções para colocar na estrada, alguns modelos que fizeram sucesso em ralis, inclusive — o SAAB, o Wartburg, o Trabi, até mesmo um Niva, ou um Laika, ou ainda um TL, o Gol GT…

Estaremos nessa. Abaixo, as informações para os interessados, publicadas na página do CVA-MG no Facebook. Reservem minha vaga, please.

Temos o prazer de lançar, oficialmente, o I RAID CVA-MG ESTRADA REAL, que ocorrera´de 29/4 a 1º/5 de 2016. As inscições já estão abertas, com preço promocional de R$ 480,00 por dupla até 31/12. Este preço inclui toda a estrutura do raid e coquetel na chegada. Não inclui hospedagem. Em breve, o regulamento e a indicação dos hotéis parceiros estarão no ar, mas já adiantamos alguns pontos importantes:

– serão aceitas inscrições de qualquer carro de passeio ou pick-up original ou com preparação de época, fabricado até 1991 (25 anos de idade ou mais).
– réplicas, hots, carros modificados ou com menos de 25 anos, mas de interesse especial, poderão participar se tiverem a sua inscrição aprovada pela comissão técnica. Esses carros terão seus tempos cronometrados, mas não farão parte da classificação final.
– não serão permitidos equipamentos eletrônicos ligados na roda do carro.
– a planilha será distribuída um minuto antes da largada, de modo que não será possível lançá-la em programas eletrônicos de navegação.
– os cinco primeiros colocados serão premiados em categoria única.
– haverá o troféu “best of show” eleito pela comissão técnica.

O programa ideal seria chegar em Tiradentes na sexta à tarde, curtir a pousada, largar no sábado às 11h e voltar no domingo. Entretanto, estruturamos a prova para que os participantes possam curtir o raid sem mesmo precisar de hotel, se preferirem. Estamos negociando preços promocionais com o Santíssimo e alguns outros hotéis próximos.

Não percam! Façam já sua inscrição pelo mail [email protected]

Bom, vamos começar a pensar em algo legal. Para ganhar os dois, o raid e o troféu de carrinho mais bonito. O que vocês sugerem, entre os que mencionei lá no alto?

VOU DE TÁXI

V

SÃO PAULO (até que enfim uma boa notícia) – Lembram dos dois Fusquinhas que resistiam bravamente na praça, no Rio? Eles rodam no Alto da Boa Vista há vinte anos e no dia 23 de dezembro, por conta da nova legislação para táxis na cidade, teriam de sair de cena. Mas o prefeito baixou um decreto, depois de um abaixo-assinado pró-Fusca, permitindo que eles sejam exceções aos carros mais novos. Vão continuar na ativa por tempo indeterminado, apenas com uma pintura diferenciada — a faixa azul tradicional azul dos táxis cariocas será quadriculada.

De vez em quando acontecem umas coisas que arrancam um sorriso deste blogueiro.

salvos

Perfil


Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar”, "Quatro Rodas Clássicos" e “ESPN”, rádios Cultura, USP, Jovem Pan, Bandeirantes, Eldorado-ESPN e Estadão ESPN — as duas últimas entre 2007 e 2012, quando a emissora foi extinta. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil, onde ficou até dezembro de 2020. Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o "Grande Prêmio" passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o "Esporte de Primeira" na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, "Dois cigarros", pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas "Gerd, der Trabi" (Gulliver, 2019). É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo e do Rio, para onde se mudou em junho de 2017. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020.
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