Arquivoquinta-feira, 4 de julho de 2019

LEIAM! LEIAM!

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capawilliamsRIO (está demais) – Quem é fã de verdade de automobilismo não pode ter essa lacuna na estante. Estou falando do último livro do Américo Teixeira Junior: “Frank Williams – A primeira geração do FW na Fórmula 1”. A obra conta a história menos conhecida desse que é o último “garagista” da categoria — o período duríssimo entre 1966 e 1977.

Está à venda na Amazon. Basta clicar aqui e ficar na porta de casa esperando chegar.

ÁLCOOL, 40

Á

RIO (precioso) – Que dica legal mandou o blogueiro Bigode nos comentários! A Fiat encontrou, no Ministério da Fazenda, o primeiro 147 a álcool produzido em Betim. Em 1979. Foi o primeiro carro movido a etanol fabricado em série no mundo. Ele foi comprado (ou doado, não fica claro no vídeo) e levado de volta a Minas. Pelo que entendi, faz parte do acervo da Fiat, agora. Imagina a emoção do pessoal que trabalhou no projeto!

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SOBRE DOMINGO DE MANHÃ

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Verstappen: vitória histórica para cair nos braços da Honda e da Red Bull

RIO (não, acabar com MAD não!) – Verstappen, Leclerc e Bottas. Já falamos, domingo, que o pódio da Áustria foi o mais jovem da história, com uma média de 24 anos e 156 dias de idade. Mas não falamos que foi o primeiro desde o GP da China de 2018 sem Hamilton ou Vettel entre os três primeiros colocados. Naquela corrida, deu Ricciardo, Bottas e Raikkonen. Daí em diante, foram 26 corridas com um dos dois — ou os dois — levando troféus para casa.

Nesse período de 26 provas, Hamilton foi 23 vezes ao pódio. Vettel, 14. É mais um dado a ilustrar como foi incomum a corrida de domingo passado. E, por isso também, boa. A melhor do ano até aqui. Se não por outros motivos, pela atuação memorável de Verstappinho.

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 O NÚMERO DA ÁUSTRIA

European dirty 60km speed limit traffic sign…vitórias tem a Red Bull agora, mantendo-se firme como a sexta equipe que mais venceu GPs na história. Em primeiro no ranking, disparada, está a Ferrari, com 235. Seguem os italianos a McLaren em segundo (182), Williams (114), a Mercedes (85) e Lotus (81). Depois da Red Bull vêm Brabham e Renault com 35.

Ganhar em casa sempre é bom. A Red Bull é uma equipe formalmente austríaca, embora não tenha nenhuma instalação no país — exceto, claro, a fábrica de energéticos. Foi a segunda vez que ganhou no seu autódromo, comprado há alguns anos pela empresa. Ano passado, Max também venceu.

A primeira vitória do time das latinhas aconteceu na China em 2009 com Vettel, que é o maior vencedor rubro-taurino: 38 vezes. Depois dele, o piloto da Red Bull que mais ganhou corridas foi Mark Webber, com nove. Ricciardo venceu sete e Verstappen, seis.

autmasiliO holandês fez a festa de seus torcedores, retratados por nosso cartunista oficial Marcelo Masili aí em cima. Ele me explicou mais ou menos quando mandou a ilustração — alguma coisa ligada ao Pica-Pau descendo as cataratas de Niagara dentro de um barril. Oxe! Não entendi direito, mas achei o máximo!

(Fui ver o episódio. Peço desculpas ao Masili. A referência é simplesmente GENIAL. Principalmente pela “torcida”. Às vezes sou meio chucro.)

Foram, segundo os organizadores, 203 mil ingressos vendidos para os três dias do evento em Spielberg. Boa parte deles vestia laranja. Será que algum desses encapuzados do desenho é o Queiroz?

Sei não…

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A FRASE DE SPIELBERG

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Vettel: “Leave us alone!”

“Não estamos lutando pelo troféu do jardim de infância. Somos adultos. Eles deveriam nos deixar em paz.”

Sebastian Vettel, defendendo a manobra de Verstappen sobre seu companheiro Leclerc no final da corrida. O alemão anda bem bronqueado com os comissários da F-1 desde a punição que recebeu no Canadá. Lá, chegou na frente de Hamilton, mas foi relegado ao segundo lugar por ter, segundo a direção de prova, “saído da pista e voltado em condição perigosa”, obrigando o outro piloto a fazer uma “manobra evasiva”.

A Ferrari, ao contrário do que fizera em Montreal, decidiu não apelar da decisão dos comissários sobre o bate-rodas entre Max e Charlinho na volta 69 do GP austríaco — eles concluíram que foi um “incidente de corrida” e deram o veredito: “No further action”.

É o que a gente mais gosta de ver nesses comunicados. Em tradução livre, podemos dizer que é o equivalente a uma expressão consagrada pelo grande Milton Leite: “Segue o jogo!”. Seguiu, felizmente.

Nas imagens acima, nota-se como Leclerc ficou enfezado ao seguir para o pódio. Não sei vocês, mas achei a ultrapassagem normal, dentro das regras, resultado do estilo decidido de Verstappen somado a uma bobeada do monegasco, que abriu a porta quando não deveria. Lega, também, a reverência de Max à Honda. Os japoneses mereciam uma alegria depois de tantas cacetadas desde 2015.

A Honda chegou à sua 73ª vitória na categoria. É o quinto motor que mais ganhou corridas na história, atrás de Ferrari (236; só uma vez um motor Ferrari venceu sem equipar um carro vermelho: com Vettel, de Toro Rosso, na Itália em 2008), Mercedes (181), Ford (176) e Renault (168).

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McLaren: grande de novo?

GOSTAMOS De ver a <<< McLaren andando bem de novo, com Norris em sexto e Sainz Jr. em oitavo. A equipe se firmou como a quarta força do campeonato. Agora tem 52 pontos, abrindo 20 da Renault — que é sua fornecedora de motores. No ano passado, o time fez 62, apenas dez a mais do que nas nove primeiras etapas desta temporada.

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Hamilton: só quinto

NÃO GOSTAMOSDo desempenho da Mercedes, que apanhou das altas temperaturas austríacas. “Nosso calcanhar de Aquiles foi exposto”, disse Toto Wolff, preocupado com o forte verão europeu. As próximas cinco corridas acontecem no Velho Continente. Pelo menos duas, Alemanha e Hungria, devem ser realizadas sob sol escaldante. OK, Bottas foi terceiro. Mas Hamilton >>> não lutou por nada e terminou num discretíssimo quinto lugar — desde que chegou à Mercedes, foi a nona vez que ele fechou um GP nessa posição.

Perfil


Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar”, "Quatro Rodas Clássicos" e “ESPN”, rádios Cultura, USP, Jovem Pan, Bandeirantes, Eldorado-ESPN e Estadão ESPN — as duas últimas entre 2007 e 2012, quando a emissora foi extinta. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil, onde ficou até dezembro de 2020. Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o "Grande Prêmio" passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o "Esporte de Primeira" na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, "Dois cigarros", pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas "Gerd, der Trabi" (Gulliver, 2019). É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo e do Rio, para onde se mudou em junho de 2017. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020.
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