Arquivoquinta-feira, 8 de dezembro de 2005

Lindo, lindo, lindo…

L

Indicação do leitor/ouvinte/etc Carlos Trivellato, o comercial da Honda feito pela Wieden + Kennedy para uma campanha na Inglaterra é uma das peças mais belas que já vi na vida.

O Trivellato pescou o filme no Brainstorm9, um site que fala sobre publicidade.

O comercial se chama “Impossible Dreams”. Reproduzo do Brainstorm9: “Mostra a evolução dos veículos Honda em encarnações passadas e presentes. Um piloto sai de casa numa Honda Monkey, passa pelo carro de F-1 da marca de 1965 e dirige ainda o novo modelo da BAR e até lanchas. A trilha sonora, claro, é uma versão de Andy Morris para o clássico ‘The Impossible Dream’. A assinatura ‘The power of dreams’ continua nessa nova campanha, em que a Honda quer mostrar que sua missão é tornar realidade sonhos impossíveis.”

Como perco o amigo, mas não a piada, slogan apropriado para Barrichello.

Mas esqueçam a gracinha e curtam o vídeo.

E o amarelo da Jordan se foi…

E

…para o cinza, preto e vermelho da Midland, ou MF1 (depois a gente resolve como chamar essa equipe). Que já veio com patrocínio forte, da JVC. A foto é do Tiago Monteiro, de hoje. O carro é o mesmo da Jordan do ano passado, o EJ15, adaptado para levar o motor V8 da Toyota. Vale pela curiosidade da pintura e para a gente já ir se acostumando com a ausência dos carros-omelete no grid.

Medley fora das Mil Milhas

M

Acabo de saber que o Audi TT DTM dos Negrão está fora das Mil Milhas. Parece que seria preciso um lastro de 80 kg para adequar o carro ao regulamento. A equipe Medley argumenta que a estrutura poderia ser afetada e não vai colocar lastro algum.

Hummmmm… Posso estar redondamente enganado, mas 80 kg em lastro, bem distribuídos, não afetam carro algum no mundo. É como colocar uma pessoa a mais no banco do carona.

Os “medleyanos” vão querer me matar, mas estou achando que esse filme poderia se chamar “O medo do Audi diante do Jaguar”.

Lennon e nós

L

Onde você estava quando John Lennon morreu? Bem, boa parte dos que me lêem nem era nascida. Talvez não tenha a dimensão real de quem foi John, menos ainda na era musical em que vivemos, repleta de lixo de todas as espécies.

Desliguei-me de música há algum tempo. Para mim, música parou de ser feita nos anos 80. O que veio depois é puro lixo. No Brasil, então… Semana passada teve apresentação de fim de ano na escola dos meus filhos. Escolheram três músicas. Duas de Ivete Sangalo.

Vão mudar de escola.

Voltando a Lennon. Eu tinha 16 anos quando ele foi morto em NY. Logo depois, ou pouco antes, saiu “Double Fantasy”, um LP antológico. LP = Long Play. Será mesmo que é preciso explicar o que era um disco?

A “Veja”, uma revista desprezível (hoje, pelo menos; acho que sempre foi, enfim…), colocou John na capa com o título que está lá em cima: Lennon e nós.

Não chega a ser um primor de capa, ao contrário. Mas guardei em algum baú e vez por outra me pego repetindo esse título, como se fosse um mantra. O que Lennon tem a ver conosco?

Comigo, muito. Mas é inútil explicar demais.

Segue uma letra, das que mais gosto, uma que neste último quarto de século cantarolei muito, pensando sozinho, vendo a grande roda girar.

Watching The Wheels

People say I’m crazy doing what I’m doing
Well they give me all kinds of warnings to save me from ruin
When I say that I’m o.k. well they look at me kind of strange
Surely you’re not happy now you no longer play the game

People say I’m lazy dreaming my life away
Well they give me all kinds of advice designed to enlighten me
When I tell them that I’m doing fine watching shadows on the wall
Don’t you miss the big time boy you’re no longer on the ball

I’m just sitting here watching the wheels go round and round
I really love to watch them roll
No longer riding on the merry-go-round
I just had to let it go

Ah, people asking questions lost in confusion
Well I tell them there’s no problem, only solutions
Well they shake their heads and they look at me as if I’ve lost my mind
I tell them there’s no hurry
I’m just sitting here doing time

I’m just sitting here watching the wheels go round and round
I really love to watch them roll
No longer riding on the merry-go-round
I just had to let it go
I just had to let it go
I just had to let it go

Perfil


Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar”, "Quatro Rodas Clássicos" e “ESPN”, rádios Cultura, USP, Jovem Pan, Bandeirantes, Eldorado-ESPN e Estadão ESPN — as duas últimas entre 2007 e 2012, quando a emissora foi extinta. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil, onde ficou até dezembro de 2020. Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o "Grande Prêmio" passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o "Esporte de Primeira" na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, "Dois cigarros", pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas "Gerd, der Trabi" (Gulliver, 2019). É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo e do Rio, para onde se mudou em junho de 2017. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020.
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