Arquivoquarta-feira, 21 de dezembro de 2005

O Anjo

O

Há 25 anos morreu Nelson Rodrigues. Existem alguns anos em que o mundo surta e começa a matar quem não devia. 1980 foi um desses, com Lennon e Nelson. 1994 foi outro, com Senna e Tom Jobim. Anos bestas. Nelson era um reacionário de primeira e eu o odiaria, provavelmente, se tivesse 20 anos em 1970. Mas como tinha só seis, nem sabia quem era. O tempo se encarrega do extermínio dos ódios, e por...

Discutam à vontade – III

D

Finalmente as dez equipes aceitaram a inscrição da Super Aguri. Que, por sinal, já tem até logotipia definida. Ótimo, 22 carros no grid, finalmente. Por mim, poderiam ser 26, como nos bons tempos da pré-classificação. Sato e outro japonês ao volante, patrocínio da Honda, temporada iniciada com os modelos da Arrows de 2002. O que será desse time? Não sei, mas melhor com ele do que sem ele. 20...

Discutam à vontade – II

D

O velho Max disparou seu novo pacotão para reduzir os custos da F-1. Pelo que entendi, vai insistir na asa bipartida para 2008. E continua sua cruzada contra o controle das montadoras.
Em geral, simpatizo com as idéias de Mosley. Mas desconfio que os acontecimentos estão atropelando o cidadão. Ele queria proteger as equipes independentes, elas sumiram.
Do que mais gostei? Pneus slick, finalmente.

Discutam à vontade – I

D

Aconteceu muita coisa nesta quarta-feira e noto nesta blog certa ansiedade por discussões específicas sobre F-1. Então, uma mensagem por tema, para que vocês opinem à vontade.
Primeiro: Kimi vai para onde? Saiu hoje que ele tem quatro propostas para 2007.
Meu palpite: Ferrari na cabeça.

Boas idéias eu aproveito mesmo!

B

O Leandro Sanco, blogueiro de Porto Alegre, me deu uma idéia legal. A cada semana escolher um tema e pedir que todos mandem fotos. É uma boa forma de todos participarem. Algumas fotos vou publicar aqui. Como foi o Leandro quem deu a idéia, e ele gosta das corridas brasileiras dos anos 70 e 80, mãos à obra. Quem tiver coisas legais desse período, pode mandar para [email protected] Podem...

Atendendo a pedidos…

A

…vou dormir, sim. Mas antes deixo uma fotinho de uma série que me foi enviada por três blogueiros, o Carlos Augusto Coelho, o Roberto Maia (este de João Pessoa, Paraíba) e o Sérgio Sá (de Manaus). Nenhum deles tinha fotos de Kombis da família, para concorrer à camiseta e ao boné da Renault, mas foram gentis o bastante para dar uma busca na net até chegarem ao mesmo destino: uma Kombi tunada...

Sobre as Mil Milhas

S

Já que dei uma informação razoavelmente furada dias atrás (de que até o início da semana passada só cinco carros estavam inscritos para as Mil Milhas), é preciso que se registre: na pré-classificação, sexta e sábado, foram 22 carros treinando. A informação foi do próprio promotor da prova, Antonio Hermann, a quem entrevistamos na Rádio Bandeirantes. A corrida é dia 21 de janeiro. Tem muita gente...

Antes tarde

A

A Volkswagen oficializou ontem sua entrada na Stock Car. A carroceria escolhida foi a do Bora, que se não me engano é importado do México. São três bolhas agora a decorar o chassi tubular feito na Argentina e empurrado por um V8 americano: Astra (GM), Lancer (Mitsubishi) e o sedã mexicano. Alegra o grid, sem dúvida. Mas ainda acho que falta um bom Brasileiro de Marcas. GM, Mitsubishi e...

Para ler nas férias

P

Recebi, e repasso, do grande Bob Sharp: O livro “Alguns aspectos da história do automóvel no Brasil”, bem como a versão “Some aspects of the history of the automobile in Brazil”, do qual participei efetuando a revisão técnica e a traduzindo-o para o inglês, acabou de ser lançado sábado último (17/12). Foi editado pela Tempo & Memória/ACT Comunicação Visual Ltda. e são...

Sim, eles também choram

S

Sempre se disse de Peter Sauber que o homem era uma geladeira. Como seriam geladeiras os suíços. Nesta semana ele ganhou um prêmio qualquer em seu país. E chorou. Peter Sauber não tem nada de geladeira. Deve-se respeitar um homem que batizou seus carros, a vida inteira, com a inicial de sua mulher, Christine. Em 2002, na Copa, assistimos a um jogo no motorhome dele. Acho que contra a Inglaterra...

Perfil


Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar”, "Quatro Rodas Clássicos" e “ESPN”, rádios Cultura, USP, Jovem Pan, Bandeirantes, Eldorado-ESPN e Estadão ESPN — as duas últimas entre 2007 e 2012, quando a emissora foi extinta. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil. Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o "Grande Prêmio" passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o "Esporte de Primeira" na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, "Dois cigarros", pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas "Gerd, der Trabi" (Gulliver, 2019). É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo e do Rio, para onde se mudou em junho de 2017. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020.
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