Arquivodomingo, 25 de novembro de 2012

TRI IN SAMPA (FIM)

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SÃO PAULO (aqui, pelo menos) – Andei fazendo minhas contas e este foi meu 25° GP do Brasil como jornalista. Nos últimos anos, o último post de uma cobertura em Interlagos tem começado sempre assim. “Foi meu…”. Bela merda. Mas como é um número semirredondo (tenho criado grandes palavras ultimamente), bodas de prata, talvez neste caso a informação seja relevante.

Cobertura intensa, como sempre, com o adicional emotivo de ter sido a última na nossa rádio, cuja parceria com a empresa que imprime jornais termina no dia 31. Haverá outra? Ou, como diria aquele que aprendeu a conjugar direito o insuportável verbo: haverão outras?

Ah, sim, haverá, haverão. Claro que sim. De um jeito ou de outro, estaremos aqui no ano que vem com microfones na mão, fones no ouvido, falando pelos cotovelos.

E como é fim de temporada, dia de agradecer a todo mundo, reservo-me o direito de. A começar pelo time do Grande Prêmio, esses incansáveis meninos e meninas que fazem do trabalho um sacerdócio. Evelyn, Juliana, Victor, Fernandão, Renan, Fagner e Giaco, um beijo a todos.

Everaldo, Conka, Zé Renato, Vanessa, Tonhão, Thiago, State, Josias, Edvaldo, Murilo, Rafael, Wladimir, William, o time da rádio, outro beijo.

E fica aqui um tchau por hoje, com uma homenagem a alguém que, gozado, quase sempre é esquecido quando jogamos às alturas os heróis do automobilismo: o carro.

Este é o carro de Vettel, campeão do mundo, esperando para ser embrulhado e mandado de volta para a Europa, onde será deixado em algum canto, um museu, talvez uma coleção.

Parabéns, carrinho. Foste um guerreiro, hoje.

 

TRI IN SAMPA (26)

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SÃO PAULO (parabéns) – Uma palavrinha sobre Massa. Poucos esportistas têm uma capacidade tão grande de levar porrada e ficar de pé. Felipe é um desses. Apanhou muito na primeira metade da temporada. A imprensa italiana queria que ele fosse expulso da Itália ou que a Camorra cuidasse do assunto. E não eram apenas críticas. O tom era de ofensa, mesmo. “Gasta pneus e gasolina da Ferrari e não entrega nada de volta”, diziam.

No Brasil também foi espancado. Motivos havia, até. Enquanto Alonso se desdobrava, ganhava corridas e juntava troféus, o brasileiro se arrastava melancolicamente. Foram 11 pontos nas primeiras oito corridas. Alonso marcou 111 no mesmo período.

Ninguém apostaria um centavo na renovação de seu contrato, mas ele renovou. E fez uma segunda metade de campeonato exemplar. Fechou o ano com pontos em dez corridas seguidas. Marcou 99 do total de 122 (81,1%) nessa parte da temporada. Subiu ao pódio duas vezes, uma delas hoje.

E chorou, o que não é muito do seu feitio. Chorou porque sabe como foi difícil atravessar a tormenta. Massa é um dos caras mais honestos e trabalhadores que conheço nessa porcaria aqui. E o único — repito: único — dos que conheci (falo dos brasileiros, claro) que nunca fez bico ou torceu o nariz para jornalista nenhum que, por uma razão ou outra, o esculhambou, detonou, crucificou, encerrou sua carreira antes do tempo. Sempre tratou a todos com respeito, cortesia, simpatia e sinceridade. Jamais cobrou um elogio ou contestou uma opinião.

É o mesmo moleque, igualzinho, que conheci na F-Chevrolet. Faz o dele, cuida da sua vida, sabe o que é relevante e o que não é.

Foi bonito vê-lo no pódio hoje. Fez uma corrida fabulosa, apesar das dificuldades no início, depois de uma largada muito bonita mas que resultou em pouco. Seria o segundo colocado se Alonso não estivesse precisando do resultado. Mostrou à Ferrari que é homem de equipe, leal e correto. Há quem conteste o que pode parecer submissão em algumas situações (eu mesmo não engulo algumas coisas, como aquela corrida da Alemanha em 2010, por exemplo, uma maldade do time), mas é preciso compreender como funcionam as coisas antes de falar besteira. A F-1 não é para amadores. A Ferrari, menos ainda.

Massa termina o ano em alta, e tudo que posso desejar é que passe as férias tranquilo e comece 2013 sem peso algum nos ombros. E se tiver lugar sobrando na garagem que construiu em Botucatu, tenho alguns carrinhos para mandar para lá. Pode ser meu Fiat 147, que não tenho usado muito.

TRI IN SAMPA (25)

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SÃO PAULO (quase no fim) – Para não esticar muito o assunto, que ninguém mais lê tanta coisa, alguns pensamentos imperfeitos deste domingo de vastas emoções, tendo sido a maior delas, evidente, a vitória da Lusa sobre o Inter de Santa Maria em Porto Alegre.

– Prometeram uma grande homenagem-surpresa para Schumacher, mas suspeito que a única foi aquela volta antes da largada levando um bandeirão onde estava escrito “Thank you”. É singelo, mas honesto. E a recíproca, camarada, é verdadeira. Michael terminou a última de suas 308 corridas em sétimo, pilotando o carro número 7, mesma posição de largada de seu primeiro GP, lá em 1991 na Bélgica. E sete foram seus títulos mundiais. Ao final da prova, pelo rádio, Michael agradeceu a todo mundo de novo. E, de novo, nós é que agradecemos, camarada.

– Na corrida, um pneu furado no começo comprometeu a prova de Schumacher. Mas ele se recuperou bem e foi buscar os pontinhos da despedida. Quem viu, viu. Quem não viu, que veja no YouTube.

– Dos 25 pilotos que largaram em ao menos um GP neste ano (a única substituição foi a do suspenso Grosjean por D’Ambrosio em Monza), 18 marcaram pontos. Os seis nanicos zeraram de novo, mas hoje Petrov conseguiu o melhor resultado da Caterham, um honroso 11° lugar, o que colocou a equipe à frente de Marussia e HRT na classificação final. Isso deve querer dizer alguma coisa em termos de grana no ano que vem.

– Petrov, possivelmente, disse adeus à F-1, assim como Kovalainen. Pic já fechou com o time verde e a segunda vaga tem fila na porta. Senninha e Razia estão entre eles.

Hülkenberg foi pedir desculpas a Hamilton depois da corrida. Ele liderou 30 voltas em Interlagos, por ter sido, ao lado de Button, o único que não ficou com medinho da chuva. Macho pacas, o alemão. É um excelente piloto. A Sauber vai se dar bem com ele no ano que vem. Achei até que ia ganhar, e merecia um pódio. Cometeu um erro quando Hamilton o ultrapassou, mas o toque no inglês, depois, foi daqueles de corrida. Punido injustamente. Não dá para punir ninguém numa corrida disputada nessas condições. Ainda assim, terminou em quinto. Se ainda dessem o Motorádio depois do jogo, meu voto seria para ele.

– Ainda não falei do grande vencedor, este incrível Button, piloto que sabe como poucos ler uma corrida complicada. Largou bem, passou Hamilton logo na oitava volta e enquanto todos quebravam a cabeça sem saber o que fazer, foi ficando, foi ficando, como Hülkenberg, e se virou como podia com os pneus slicks na pista ora seca, ora úmida, ora molhada. Fez apenas duas paradas. Na primeira, colocou slicks de novo. Na segunda, intermediários. Chegou, junto com o piloto da Force India, a abrir mais de 40s para o terceiro colocado. Mas o primeiro safety-car, para limpar a pista, anulou a vantagem. Ainda assim, sem spray na cara e monitorando todo mundo, levou a McLaren a uma linda vitória. Fechou o ano como começou, ganhando. E algo me diz que vai engolir Pérez no ano que vem.

Hamilton se despediu da McLaren depois de seis temporadas, 110 GPs, 21 vitórias, 49 pódios, 26 poles, 12 mehores voltas e 913 pontos. Com um título, em 2008. Acho que ninguém tem nada a reclamar do outro. É um superpiloto. A Mercedes fez um grande negócio. Lewis, porém, terá de exercitar uma qualidade que pouca gente tem, ainda mais nesse meio: a paciência. Não vai ser fácil chegar chegando. Mas em 2014 mudam o regulamento dos motores. E todo mundo sai mais ou menos do zero. Vai ser muito interessante acompanhar Hamilton com atenção longe do guarda-chuva da McLaren.

– E Ron Dennis nem veio para falar tchau.

TRI IN SAMPA (23)

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SÃO PAULO (Lusa, meu amor, linda, maravilhosa, campeã gaúcha!) – Um dos momentos mais interessantes do GP do Brasil hoje foi a experiência de Kimi Raikkonen pelo anel externo de Interlagos. Ele perdeu a saída da Junção porque não estava enxergando nada, com a viseira embaçada, e foi direto pela área de escape. Como ali tem grama para retornar ao leito da pista, achou por bem passar pelo asfalto do lado de fora.

Por ali, nos áureos anos da Vemag e da Willys, Marinho e Bird Clemente sentavam o pé para chegar bem na 1 e na 2. Kimi foi em frente. Só que no fim da linha havia uma porteira.

Garoto simples do interior, imediatamente vieram à mente de Kimi os versos da canção que seu pai cantava para ele nos passeios de urso polar pelas estepes finlandesas. Ele até deu um sorriso dentro do capacete, lembrando daqueles dias ternos e calorosos.

Toda vez que eu viajava pela pista d’Interlagos
De longe eu avistava a figura de um menino
Que corria abrir a porteira e depois vinha me pedindo:
– Acelere o possante, seu moço, que é pra eu ficar ouvindo.

Só que o menino não estava lá para ganhar a moeda de todos os anos, e Raikkonen teve de fazer meia volta, passar pela grama e voltar para a pista. “Eu sabia que podia passar pelo pit lane das outras categorias porque fiz exatamente isso em 2001 e a porteira estava aberta, mas desta vez fecharam. Ano que vem é melhor eu me certificar antes”, falou.

O falante finlandês terminou a prova em décimo e o campeonato em terceiro, com um incrível retrospecto: completou todas as voltas das 20 corridas e marcou pontos em 19 delas. A exceção foi a China. Subiu ao pódio sete vezes e ganhou uma corrida.

Para quem estava fora havia dois anos, nada mau. Figuraça, trouxe de volta à F-1 aquilo que falta à maioria dos pilotos: personalidade.

Tomara que, no ano que vem, essa Lotus que honrou o nome faça um carro mais consistente, capaz de ser competitivo em todas as pistas, e não apenas em algumas. Kimi brigando pelo título é algo que só fará bem à F-1.

TRI IN SAMPA (22)

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SÃO PAULO (por partes, merece) – Vettel não estava num bom dia hoje, coitado. O adversário queria o caos. Ele, apenas um dominguinho tranquilo, daqueles de almoçar na sogra, comer um pudim, ver o Faustão e, depois, um futebolzinho. De noite, uma pizza sem inventar muito, meia aliche, meia mussarela, uma olhada nos gols do Fantástico e cama.

Mas Alonso tem pacto com o capeta. Foi ontem à noite a um pai-de-santo e comprou o pacote Platinum — caro, diga-se, ainda mais para estrangeiros, que pagam em euro (cartão, só de débito). Tinha as opções do Silver (chuva, pit stop demorado e drive-through), Gold (garoa, defeito no KERS, indisposição estomacal, pneu furado), Gold Plus (os itens anteriores, mais dividir freada com Maldonado e primeira volta perto do Grosjean). Mas foi direto no Platinum, que deixou o pai-de-santo assustado. “Precisa de tudo isso, mizifio?”. “Todo, señor padre-de-santo. Hace todo, lo pacôte complêto, sien dó, quiero todo.”

“Hómi ruim”, pensou o pai-de-santo, e encomendou o trabalho completo, o Platinum — algo que nem aquele outro piloto meio calvo cujo nome ele já não lembrava pediu para o outro queixudo alguns anos atrás. Esse pacote, que o guia espiritual achava que ficaria encalhado para o resto da vida, um erro de marketing, continha chuva dez minutos antes do início, largada ruim, espremida do companheiro de equipe, batida por trás na primeira volta, ficar na contramão de frente para o Petrov e o Karthikeyan, cair para último, pista seca e depois molhada de novo, rádio defeituoso, pit stop na hora errada, demora para trocar pneu, disputa com Kobayashi debaixo de tempestade e pódio garantido para o contratante.

Alonso saiu do terreiro certo de ter feito um bom investimento, ainda mais quando soube, por Schumacher, que o serviço era garantido. Foi Michael quem indicou. “Comprei o Silver dois anos seguidos, não era muito caro, tinha só pane hidráulica e pane seca, na época essas coisas eram mais simples, mas funcionou muito bem”, contou o alemão no jantar, ontem à noite, e passou o cartão amarfanhado do pai-de-santo para o espanhol, onde se lia, também, num inglês meio tosco, “I bring your love back in two days or you money is devolved”.

Bem, o piloto da Ferrari não pode reclamar da execução do trabalho. O pai-de-santo entregou tudo direitinho, exatamente como prometia o pacote Platinum. Só não contava com a incrível persistência da vítima escolhida, que resistiu à espremida do companheiro, à batida do desastrado brasileiro, aos barbeiros de frente para ele na contramão, ao mau trabalho da equipe na parada, ao rádio que deixou de funcionar, à chuva, a tudo.

Sebastian Vettel passou por cima de todos os azares que um candidato a título pode ter numa única corrida. Chegou em sexto. Alonso foi o segundo, tendo ganhado o posto por cortesia — natural — do companheiro. Button venceu, por ter sido, ao lado de Hülkenberg, mais uma vez, o cara que entendeu melhor a hora de colocar pneu de chuva e voltar para slicks. Quase um paulistano, esse Button. Hülk quase ganhou, mas bateu em Hamilton, foi punido e terminou numa gloriosa quinta posição.

Alonso, El Reclamón de Las Astúrias, fez um campeonato excepcional. O melhor de sua vida, provando que é possível executar um bom omelete sem ovos. Perdeu o título em dois acidentes sobre os quais não teve controle algum. Ficou a três pontos do alemãozinho, que se tornou o mais jovem tricampeão de todos os tempos, 25 anos, colocando-se ao lado de Fangio e Schumacher no seletíssimo clube de pilotos que venceram três campeonatos seguidos.

Interlagos fez uma decisão digna de sua história e da história da F-1. Uma corrida fantástica, definida por Nelson Piquet, no pódio, como a mais emocionante que viu na vida. Um espetáculo.

O esporte determina que só pode haver um campeão. OK, ficou com Vettel, que merece todos os elogios do mundo. É um fenômeno. Pela juventude, carisma, frieza, capacidade, simpatia. Se ficasse com Alonso o título, também estaria OK: combativo, persistente, talentoso, forte, líder.

Mas é só um que leva. Ao vencedor, as batatas. Ao perdedor, os aplausos. E ficamos todos bem.

TRI IN SAMPA (21)

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SÃO PAULO (tombem Interlagos) – Um thriller, esta corrida. Um ano espetacular de Alonso. Uma prova fenomenal de Massa. Um título merecidíssimo. Tudo que podia acontecer de errado para Vettel aconteceu. Tudo. Menos o resultado final. Batida por trás, rodada, erro na hora de colocar pneus médios, pit stop ruim, ataques de Webber, rádio quebrado, Fernando crescendo, chuva, chuva, chuva…

Interlagos é um circuito incrível. Vocês, que devem estar ansiosos, comentem, comentem, comentem. Daqui a pouco eu volto.

Perfil


Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar”, "Quatro Rodas Clássicos" e “ESPN”, rádios Cultura, USP, Jovem Pan, Bandeirantes, Eldorado-ESPN e Estadão ESPN — as duas últimas entre 2007 e 2012, quando a emissora foi extinta. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil, onde ficou até dezembro de 2020. Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o "Grande Prêmio" passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o "Esporte de Primeira" na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, "Dois cigarros", pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas "Gerd, der Trabi" (Gulliver, 2019). É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo e do Rio, para onde se mudou em junho de 2017. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020.
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