CategoriaVou de táxi

LADALAND/VOU DE TÁXI

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SÃO PAULO (sempre atentos) – Adoro quando nossos leitores vão bater perna por aí e se lembram do blog. Vejam o e-mail que o Rafael Felippe Santos Cortez Pereira mandou:

Sou leitor do seu blog há cerca de cinco ou seis anos, acho muito legal. Adoro o conteúdo e sempre estou curioso para ler seus textos, que são ótimos. Parabéns pelo trabalho. Neste momento estou em uma viagem de trabalho na Rússia (Kaluga), e a todo momento que vejo um Lada ou um carro antigo lembro de você… Não pude me conter e hoje vi dois Ladas que tive de fotografar. O mais escuro (foto à noite) foi um táxi que peguei… Na batalha ainda o carrinho! E aqui, no frio de -20°C, o aquecedor dele funciona que é uma beleza! Só pra saber, tenho 30 anos (faço 31 dia 15 de janeiro), sou casado, moro em Curitba, gosto de esportes (entre eles automobilismo) e bom, acho que é isso.

Publico só o táxi, em homenagem à labuta diária do carrinho. As outras fotos, de um Niva branco, estão no meu arquivo. Aproveitando, feliz aniversário antecipado!

ladataxipreto

VOU DE TÁXI

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SÃO PAULO (ótima escolha) – Nos planos detalhados de instalação da nova capital em Brasília, comecinho dos anos 60, foi definido que os táxis da cidade seriam todos da cor cinza e da marca DKW-Vemag. Li isso, só não sei onde — se alguém achar esse texto, me mande; deve dar para encontrar na internet. O Rafael Linhares, ministro do STF, postou esta foto agora há pouco no Facebook. Creio que já pinguei aqui no passado, mas sempre é bom ver um Belcar.

embsbbelcar

VOU DE TÁXI

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SÃO PAULO (até que enfim uma boa notícia) – Lembram dos dois Fusquinhas que resistiam bravamente na praça, no Rio? Eles rodam no Alto da Boa Vista há vinte anos e no dia 23 de dezembro, por conta da nova legislação para táxis na cidade, teriam de sair de cena. Mas o prefeito baixou um decreto, depois de um abaixo-assinado pró-Fusca, permitindo que eles sejam exceções aos carros mais novos. Vão continuar na ativa por tempo indeterminado, apenas com uma pintura diferenciada — a faixa azul tradicional azul dos táxis cariocas será quadriculada.

De vez em quando acontecem umas coisas que arrancam um sorriso deste blogueiro.

salvos

VOU DE TÁXI

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SÃO PAULO (salvem, salvem) – Dois Fusquinhas resistem no serviço de táxi do Rio. No Alto da Boa Vista, estão há mais de 20 anos na labuta, mas sua história tem data marcada para acabar: 23 de dezembro, por conta de uma nova regra da Prefeitura para carros de praça.

OK, sou a favor de tudo que represente segurança e conforto para os usuários. Mas é preciso abrir exceções quando a situação é especial. Esses dois Fuscas não fazem mal a ninguém, não colocam passageiro algum em risco. São quase atrações turísticas. Quando seus motoristas se aposentarem, eles param junto — e eu compraria fácil; mas o certo seria mandá-los para algum museu.

Free Fusquinhas, então! Cariocas, se mexam!

VOU DE TÁXI

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SÃO PAULO (aceita cartão?) – Dom Pedro Von Wartburg, que hoje mora na Áustria, fugindo dos credores, mandou a foto e a mensagem.

Estava ali, logo após a praça da catedral de Viena, a Stephansdom, esperando o próximo felizardo para um passeio pela Máquina do Tempo. Quase entrei e pedi que dirigisse em silêncio. Pelo tempo que quisesse.

Desejos à parte, pois faria o mesmo, acho muito legal a permissão para que carros antigos possam ser usados como táxis. Aqui no Brasil, cheio das regras, não pode. Pena, porque eu trabalharia um dia por semana de motorista com um dos meus DKWs, por exemplo. E ganharia uma grana.

Aproveitando, mercedólogos, digam o modelo para os que não conhecem.

VOU DE TÁXI

V

SÃO PAULO (tem de tudo) – Botafogo, 1972. Pesquei num perfil do Twitter que sigo, o @ORioAntigo. Tem cada coisa legal… Bom, fiquemos nos táxis. Vejo DKW, Corcel, Fusca, Zé do Caixão e lá do lado direito, não sei…

rio72

VOU DE TÁXI

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SÃO PAULO (simpaticíssimos) – A história é contada pelo Cristiano Buratto:

Gomes, uma imagem de um táxi na antiga Rodoviária de Londrina, começo dos anos 50. Conta-se a história que no centro de Londrina na época havia táxis Chevrolet e Mercury, e muitos charreteiros. Fato é que começaram a achar que sujeira de cavalo não estava combinando com a modernização do centro da cidade (pavimentação, iluminação etc), e resolveram incentivar, não sei por quais meios, que os charreteiros comprassem Morris Oxford, apelidados de “biribas”, de uma concessionária recém-aberta. Como os inglesinhos eram bem mais econômicos que os V8 americanos, os novos taxistas começaram a cobrar o mesmo que as viagens de charrete, o que despertou a ira dos antigos taxistas. Dizem também que os Morris não eram conduzidos com a habilidade necessária… Mas resta a dúvida: o que esse outro inglesinho da foto tem a ver com isso?

Curti. Será que algum desses sobreviveu? E os londrineses do blog? Se lembram deles? Das cores usadas? Fora que essa rodoviária era o bicho de linda… Quanto à pergunta do Buratto, o que esse Austin tem a ver com isso?

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VOU DE TÁXI

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SÃO PAULO (gripe derrubou, mas já foi) – José Oldair de Souza mandou, para estrear a seção com participação da blogaiada. “Meu pai e o pai dele no ponto de táxi de Rio Negro (PR). O ano não sei contar, mas com certeza eu não era nem nascido ainda”, diz o amigo. Dois Belcar… Mas sem luminoso de táxi na capota, repararam? Pelo tom da placa, porém, dá para notar que eram vermelhas.

O da esquerda é 1965 ou 1966. O da direita, 1962 ou 1963.

Começamos bem.

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VOU DE TÁXI

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SÃO PAULO (essa é legal) – Nova seção no pedaço. Como não pensei nisso antes?

Bem, sempre é tempo. Motivado pelo excepcional texto do Douglas Nascimento do “São Paulo Antiga”, sobre a Casa Rodovalho (um dos primeiros serviços de táxi de São Paulo, mas muito mais que isso, tem a ver com cemitérios, defuntos, epidemias e mamatas da Santa Casa, mas precisa ler), vamos pingar aqui fotos de táxis brasileiros. Atenção: brasileiros. E inusitados, interessantes, poéticos. Não me venham com Santana branco. Por esta seção, vamos traçar um perfil dos táxis do Brasil desde sempre. Fotos para [email protected] Sejam comedidos, uma por vez. Nada de me mandar pacote de 200 fotos desinteressantes.

A foto abaixo é da frota da Casa Rodovalho.

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Perfil


Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar”, "Quatro Rodas Clássicos" e “ESPN”, rádios Cultura, USP, Jovem Pan, Bandeirantes, Eldorado-ESPN e Estadão ESPN — as duas últimas entre 2007 e 2012, quando a emissora foi extinta. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil, onde ficou até dezembro de 2020. Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o "Grande Prêmio" passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o "Esporte de Primeira" na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, "Dois cigarros", pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas "Gerd, der Trabi" (Gulliver, 2019). É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo e do Rio, para onde se mudou em junho de 2017. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020.
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