TagBrasília

PRENDE EU

P

O Fernando Zimmermann mandou. Alguém sabe de que Estado é? O ano é 1980, como se vê no canto da foto. Eu tinha escrito 1977 por ato falho. As outras fotos que o blogueiro mandou eram de 1977, mas escolhi justo essa aí. Sorry.

brasadesc

MOPAR NO PLANALTO

M

moparcoSÃO PAULO (será que dá?) – Vamos tentar nos programar… Afinal, meu Dodginho aguenta fácil. Vai ser em Brasília o I Mopar Centro-Oeste, de 10 a 12 de Abril Brasília Palace Hotel (inaugurado em 1958 por JK, incendiado em 1978 e recuperado em 2006 como era na época, até com mobiliário semelhante). Quem se interessar pode se inscrever aqui.

E MAIS RELÍQUIA!

E

SÃO PAULO (como é difícil, a vida) – O Luis Ferreira mandou a foto deste ingresso. Que não foi usado, porque o amigo dele tinha 14 anos em 1974 e o pai não deixou que ele fosse à corrida. Foi a única vez que a F-1 correu em Brasília. O nome do GP é triste, uma homenagem a um carniceiro que estava deixando o poder para entregá-lo a outro general. Mas foi um evento importante, embora extracampeonato.

Alguém aqui foi a essa prova?

INGRESO75

BRASÍLIA MORTA

B

SÃO PAULO (gente…) – Lembram dos 20 milhões de dilmas que o governo do DF teria liberado para finalizar as obras no autódromo de Brasília? Pois foi um engano, e a grana, diferentemente do que até a CBA chegou a divulgar, será usada para tapar buracos em estradas.

Destino nobre, óbvio. E necessário. Mas continuamos querendo saber o que vai ser desse autódromo, que foi todo estropiado para a porva da Indy.

BRASÍLIA SALVA

B

SÃO PAULO (ainda bem) – O governador do DF, Rodrigo Rollemberg, liberou 20 milhões de dilmas para finalizar as reformas no autódromo, que já haviam começado para a realização da Indy em 8 de março.

Ótimo. Com esse dinheiro, dá fácil para acabar o recapeamento (o primeiro desde a inauguração, 40 anos atrás) e fazer os boxes novos, já que os antigos foram derrubados.

“Ah, mas por que não dá pra fazer a Indy, então?”, perguntarão alguns.

Primeiro, o governo não fala em quanto tempo vai concluir as obras, e a prova da Indy estava marcada para daqui a um mês. Não daria tempo. Depois, estamos falando de uma reforma diferente. Porque no contrato do governo anterior com os promotores da corrida a reforma estava orçada em 98 milhões, segundo o edital de licitação. Posteriormente, esse valor passou para 312 milhões. Roubalheira explícita, evidente. Ainda bem que o TCU contestou os valores e o MP suspendeu tudo.

Espero que esses 20 milhões sejam bem aplicados, numa obra decente e honesta, feita dentro de prazos aceitáveis, de modo que o autódromo de Brasília possa retomar suas atividades o mais rápido possível.

Lembro que as obras em Interlagos, bem mais complexas, foram orçadas em 160 milhões de reais. Com os 312 que os caras queriam gastar em Brasília, dava para fazer outro autódromo.

SALVEM BRASÍLIA

S

SÃO PAULO (please) – Maurício Slaviero, da Vicar, que organiza a Estoque e outras categorias, esteve terça-feira em Brasília para ver as obras paralisadas no autódromo. Reuniu-se com o governador do DF, Rodrigo Rollemberg, para falar sobre o futuro do circuito. Segundo a Vicar, o governador vai terminar as obras. Elogiou o novo asfalto e as novas áreas de escape.

A Estoque tem etapa marcada para Brasília no dia 26 de abril. Será um “racing weekend”, com Brasileiro de Turismo, Brasileiro de Marcas e F-3 andando junto. O problema maior, imagino, são os boxes. Foram derrubados.

A verdade é que as trapalhadas envolvendo a Indy não podem matar o autódromo. E o governo do DF tem obrigação de deixar seu equipamento em condições de uso. Mas para abril, também acho que não vai dar. São dois meses e meio para fazer tudo.

A VERSÃO DA BAND

A
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Foto feita hoje no autódromo pelo blogueiro Fred Maia

SÃO PAULO (vai sair cara, a brincadeira)A Bandeirantes divulgou nota hoje afirmando que o atual governo do DF tinha prometido apoiar a realização da corrida da Indy em Brasília. Isso, antes da posse. Não quer dizer muito, nem conserta as irregularidades dos contratos apontadas pelo Ministério Público. Claro que o governador eleito não iria dizer simplesmente que não faria a prova sem ver os contratos — embora a Band afirme que ele conhecia os ditos cujos. De qualquer forma, só quando eles foram vistos com cuidado, depois da posse, é que o caldo entornou. Mas a emissora tem razão ao alegar que o chefe da Casa Civil tinha garantido a realização da prova no início do ano. Quem provavelmente não tinha razão em garantir nada era o chefe da Casa Civil.

Essas coisas jamais aconteceriam se a iniciativa privada cuidasse de seus eventos privados sem envolver o poder público neles. A iniciativa privada, que tanto critica o tamanho do Estado, é a primeira a correr para as tetas deste quando vislumbra a chance de privatizar lucros e estatizar prejuízos.

Tudo seria mais fácil se a Bandeirantes, maior interessada na corrida, na condição de promotora, cuidasse dos custos dessa promoção. O mesmo raciocínio vale para São Paulo, na F-1. Não entendo por que a Prefeitura da cidade tem de pagar pelas arquibancadas provisórias que todo ano são montadas em Interlagos. Quem deveria cuidar disso é o organizador da corrida — no caso, atualmente, a TV Globo.

“Ah, mas e as reformas do autódromo?”, perguntará alguém. É diferente. O autódromo é um equipamento público, que deve ser mantido pelo poder público. Assim como as ruas, os parques e as praças. Interlagos tem manutenção razoável, e as novas obras são necessárias para adequar o autódromo às suas necessidades, que incluem a F-1, mas não são exclusivas dela.

“Ah, mas em Brasília não deveria ser assim também?”, perguntará outro. Sim. Mas só em tese. O DF não tinha dinheiro para reformar nada, não estava pagando nem seus funcionários. Não tinha nem de começar a conversar com a Bandeirantes para fazer essa corrida, tamanhos os custos. Os contratos foram irregulares, de acordo com o MP. Era ano de eleição. Seria mais prudente para o promotor, no caso a Bandeirantes, amarrar tudo direito, e não contar com dinheiro de um governo sabidamente falido e desastroso. Autódromo não era prioridade no DF, e nem havia verba para reformar um equipamento abandonado há 40 anos. Interlagos terá novos boxes pagos com verba bem definida, vinda do governo federal, inclusive. Em Brasília, não havia dinheiro. A Bandeirantes deveria ter consciência disso.

O fato é que essa corrida da Indy foi mal planejada, as coisas foram feitas a toque de caixa, atropelando prazos e regras, e contando com verba de um governo quebrado e deprimente, o de Agnelo Queiroz (PT), que fez tudo errado.

E tanto estava tudo errado, que não vai ter corrida nenhuma.

Só espero que o novo governo do DF não abandone o autódromo à própria sorte. É equipamento público, que deve ser mantido com zelo e transparência.

Quanto à Bandeirantes, que se entenda com a Indycar e busque o que considera serem seus direitos. E, da próxima vez, que procure ser mais cuidadosa.

Abaixo, a íntegra do comunicado da Bandeirantes sobre o assunto:

Comunicado da Band
A Band garante a devolução do valor dos ingressos aos milhares de fãs da Indy que iriam assistir a Brasilia Indy 300. Todas as orientações sobre o ressarcimento estão no site da livepass (livepass.com.br). A emissora lamenta os transtornos causados aos aficionados pela categoria, uma das mais importantes do automobilismo mundial, e reitera sua surpresa com o cancelamento unilateral anunciado pela Terracap.

ENTENDA O CASO:
Todos os entendimentos para a realização da prova ocorreram de forma pública e transparente, conforme descrito a seguir:

As negociações
Em novembro de 2013, a direção da Rede Bandeirantes foi procurada por representantes do governo do Distrito Federal e pelo então governador Agnelo Queiroz, interessados em levar a prova para Brasília. A Band, que já não era mais a responsável pela realização da corrida, teve que atuar junto aos promotores do evento nos Estados Unidos. Depois de algumas semanas o negócio ganhou forma. Todas as etapas que levaram à celebração do contrato foram públicas e aconteceram dentro de um ambiente de absoluta transparência.

Compromisso
O termo de compromisso, que deu início formal à relação, foi assinado por Agnelo Queiroz no dia 21 de março de 2014 em um evento público, em São Paulo. A assinatura foi testemunhada por centenas de pessoas. Entre elas estavam o ex-presidente Lula e várias autoridades do Governo do Distrito Federal, que não se cansaram de enaltecer os termos do acordo. O fato foi amplamente divulgado pelos veículos do Grupo Bandeirantes, sites especializados e imprensa em geral.

Início dos trabalhos
Em maio de 2014, por ocasião da realização da Indy 500, o então governador Agnelo Queiroz, acompanhado por vários secretários, foi aos Estados Unidos em visita oficial e se reuniu com o governador de Indiana, o prefeito de Indianápolis e o presidente da Indy Car, confirmando seu compromisso internacionalmente.

Em setembro do ano passado, após seis meses de tratativas, como consequência do termo de compromisso, a Band assinou com a Terracap o contrato que teve a súmula publicada no Diário Oficial. Durante as negociações, todas as exigências do Governo do Distrito Federal e da própria Terracap foram atendidas pela Band.

A partir de então, semanalmente, a emissora realizou reuniões técnicas para acompanhar o andamento dos trabalhos da pista. Todas as reuniões – devidamente registradas em atas – contaram com a participação de representantes do governo do DF, da Terracap e da Novacap, sem que qualquer problema fosse levantado. O autódromo de Brasília pertence à Terracap, que era a única responsável legal pela licitação para a reforma. Portanto, a Band não teve qualquer envolvimento, nem com a frustrada licitação, nem com as obras.

Compromisso reiterado pelo atual governo
Os entendimentos entre a Band e o novo governo começaram muito antes da posse. No fim de novembro, o atual governador, Rodrigo Rollemberg, ainda na condição de governador eleito, almoçou com a direção da Band e assegurou seu apoio à realização da corrida. Na ocasião, Rollemberg disse que conhecia o contrato e suas penalidades e que já tinha tomado a decisão de apoiar o evento. O governador eleito orientou , inclusive, seus assessores a procurarem a equipe de seu antecessor para comunicar o apoio e garantir agilidade nas providências.

Na segunda semana de janeiro, após a posse, o chefe da Casa Civil Hélio Doyle, falando em nome do governador Rodrigo Rollemberg, deu uma entrevista ao Jornal da Band onde “garantia” a posição do governo: “A realização da corrida de Fórmula Indy no dia 8 de março está garantida. O governador Rodrigo Rollemberg já havia se comprometido a dar sequência a esse contrato”, afirmou (veja em http://bit.ly/1DAFbxl). No período da realização da corrida, previam-se que pelo menos 100 milhões de reais deveriam circular em Brasília, fato que era comemorado por Doyle. “Um evento desse porte em qualquer cidade gera retorno e naturalmente movimenta a economia local”, disse. O cronograma seguiu sem problemas.

A procuradora-geral do Distrito Federal, Paola Aires Correa Lima, apresentou em 13 de janeiro último um recurso ao Tribunal de Contas do DF pedindo o prosseguimento das obras. Segundo ela, o custo de realizar a prova é a melhor alternativa para o Distrito Federal. Ainda nesse recurso, a procuradora afirma que há dotação orçamentária e recursos financeiros para o cumprimento do contrato.

Na data de ontem, a Band obteve acesso ao processo administrativo da Terracap correspondente ao contrato. Dele não constam qualquer fundamento legal que determine a suspensão da prova e o cancelamento da reforma da pista. Constam, sim, pareceres e deliberações atestando a legalidade do contrato.

Cancelamento unilateral
Alheio a tudo isso, à regularidade e à transparência do negócio, o Ministério Público resolveu recomendar ao Distrito Federal que se abstivesse de realizar qualquer ação que visasse à realização da corrida.

O Governador Rodrigo Rolemberg, por meio da estatal Terracap, determinou o cancelamento da prova, sem qualquer pré – aviso e sem dar qualquer oportunidade de manifestação da Band, pondo a perder tudo aquilo que seria herdado pelo contribuinte do Distrito Federal. Agora, o autódromo de Brasília está demolido, sua pista está semi-asfaltada e sem qualquer perspectiva futura. Além de gerar empregos e movimentar a economia local, o evento cancelado seria visto em cerca de 120 países. Um terço dos ingressos acabaram logo nas primeiras horas. As cerca de 15 mil pessoas que compraram o seu ingresso para a corrida e os treinos serão agora ressarcidas.

A Band está adotando as providências legais cabíveis, inclusive para ressarcir seus prejuízos. Agradecemos o apoio dos parceiros que, assim como a emissora, investem no esporte e acreditam na capacidade dos brasileiros de realizar grandes eventos.

JÁ ERA

J

SÃO PAULO (claro) – A IndyCar até que tentou, mandou gente para Goiânia, mas agora à noite cancelou definitivamente a etapa brasileira de seu campeonato, que estava prevista para 8 de março em Brasília. O novo governo do DF detectou, graças ao Ministério Público da União, um mar de irregularidades nos contratos envolvendo empresas estatais e promotor do evento, no caso a TV Bandeirantes.

Há multa prevista para o cancelamento. Mas o contrato que fala nessa multa foi assinado entre Bandeirantes e IndyCar, de acordo com parecer do MP. O DF não tem nada a ver com isso.

Vamos ver, agora, se será cobrada. Indy e Band são parceiros antigos. Terão de conversar. Mas sabe como é americano com dinheiro… Além do mais, a categoria já anda brava com a emissora desde o ano passado, quando a corrida do Anhembi também deixou de ser realizada.

ANTES, A INDY

A

SÃO PAULO (só piora)Revela Victor Martins que a Indy mandou representantes a Goiânia para dar uma olhada na pista e tentar salvar a etapa brasileira da categoria, marcada para 8 de março. A corrida deveria acontecer em Brasília. Mas por recomendação do Ministério Público da União, o governo do DF suspendeu as obras no autódromo e avisou que não vai pagar a conta da prova, que pertence à TV Bandeirantes. Isso porque todos os papeis assinados entre a emissora e o ex-governador, Agnelo Queiroz (PT), eram de uma fragilidade jurídica de dar pena.

Carlo Gancia, que é um dos representantes da IndyCar no Brasil, disse ao Grande Prêmio que o MP não tem poder de cancelar a prova. Não o fez. Apenas determinou que as empresas do governo do DF, Terracap e Novacap, não enterrem dinheiro no autódromo com base em contratos fajutos. Se a Band, que é dona do evento, quiser fazer a corrida em Brasília, pode assumir as reformas, por exemplo. Pedindo autorização ao governo, claro, que é dono do autódromo.

Isso, no entanto, não vai acontecer. E meu maior medo, agora, não tem nada a ver com a realização ou não da corrida — é um problema da emissora e da IndyCar, são brancos e que se entendam, como dizia minha avó. Medo, mesmo, é do destino do autódromo Nelson Piquet. Quebraram tudo. Quem vai arrumar?

CIRCO DE HORRORES

C

SÃO PAULO (ferro neles) – Agnelo Queiroz foi ministro do Esporte do governo Lula, na cota do PC do B. Depois, filiou-se ao PT. Elegeu-se governador do Distrito Federal e, segundo todos que conheço em Brasília, sua administração foi um desastre total. Acabou com a cidade, deixou dívidas monumentais (6,5 bilhões de dilmas), é figura indefensável.

E é ele — ou seu governo, se não quisermos fulanizar nada — um dos grandes responsáveis pelo cancelamento da Indy em Brasília. Mas não o único. Coloque-se o Grupo Bandeirantes nessa história, porque o que o Ministério Público da União revelou sobre o acordo entre as empresas do governo do DF, Terracap e Novacap, e a emissora é um circo de horrores.

O DF está quebrado. Agnelo, com seu governo lamentável, deixou funcionários da administração direta e fornecedores sem receber, a saúde entrou em estado de calamidade, Brasília é cenário de terra arrasada. O novo governador, Rodrigo Rollemberg, do PSB, pegou a capital estropiada e cheia de irregularidades. Uma delas, esse acordo para a realização da corrida.

Na prática, tudo começou com um Termo de Compromisso assinado em março, em dia desconhecido, entre o governador Queiroz e a Bandeirantes. O Ministério Público é definitivo ao afirmar que este papel “revela-se despido de qualquer validade jurídica” simplesmente porque várias formalidades necessárias a qualquer ato administrativo não foram cumpridas. Para se ter uma ideia da iniquidade do governador, não havia assinatura de testemunhas e o Termo não foi sequer publicado no Diário Oficial do Distrito Federal.

Pouco depois, no entanto, aparece do nada no Diário Oficial uma autorização para celebração do contrato entre a Terracap e Bandeirantes, contrato este assinado em 4 de setembro, seis meses antes da data da corrida, prevista para 8 de março.

Uma das mais cristalinas irregularidades desse contrato é a cláusula que admite rescisão por qualquer das partes com antecedência mínima de 365 dias da data prevista para o evento. Ora, se o contrato foi assinado seis meses antes, como essa cláusula poderia ser validada? É um absurdo tão grande, uma falta de respeito tão flagrante, como diz o MP, que só por isso as partes envolvidas deveriam ser levadas à Justiça. Mesmo assim, o contrato não prevê multa nenhuma à Terracap ou ao DF no caso de cancelamento da corrida. E a Bandeirantes, segundo o MP, foi quem, por conta própria, se comprometeu com a Indy a pagar uma multa de 80 milhões de reais no caso da não realização da prova.

Problema da Bandeirantes, pois.

O MP afirma, com toda razão, que o governo do DF “não pode vincular-se a contrato celebrado entre particulares e, muito menos, submeter-se a qualquer multa estipulada”. E chama a atenção para o fato de que a multa supera em mais que o dobro o valor do contrato assinado entre Bandeirantes e Terracap no dia 4 de setembro — pouco superior a 37 milhões de reais.

E tem mais. O Edital de Concorrência para reforma do autódromo tinha valor inicial de 98 milhões, valor este, depois, “redimensionado” para 312 milhões. O Tribunal de Contas do DF, claro, suspendeu a rapinagem.

Mesmo assim, Terracap e Novacap, por conta própria, mandaram os tratores para a pista e começaram a derrubar tudo. Aparentemente, segundo o MP, cumprindo um contrato obscuro de 2009 com uma empresa de nome Bavesi, que previa frisagem e recapeamento da pista — o que nunca foi feito desde a assinatura do tal contrato.

O MP conclui que diante de tantas irregularidades, de suspeitas de superfaturamento, da fragilidade de um contrato firmado ao arrepio da lei, é melhor parar tudo. E assim foi feito. Em seu despacho, a entidade recomenda aos presidentes da Terracap e da Novacap que não façam mais nada no autódromo “utilizando-se do Termo de Compromisso assinado pelo ex-governador do DF, uma vez que desprovido de força normativa capaz de implicar o erário distrital, e do Contrato 63/2014, porquanto está maculado de diversas irregularidades, além de lesivo aos cofres públicos”.

Bandeirantes e Agnelo Queiroz devem explicações à sociedade. O PT também tem de se manifestar, porque não é possível fingir que não aconteceu nada de errado num episódio que poderia sangrar os cofres do DF, já vazios e espoliados por uma administração deprimente. Fosse um partido ainda fiel aos princípios de seus tempos de fundação, nos anos 80, expulsaria o sujeito de seus quadros.

Fez muito bem o novo governador de acabar com essa várzea. Quanto à multa, a população de Brasília não precisa se preocupar. A Bandeirantes, sim.

INDY EM BRASÍLIA: CANCELADA

I

indyxcanceladaSÃO PAULO (ah, é?) – Não que me surpreenda, mas acabaram de cancelar a etapa brasileira da Indy, que seria realizada em Brasília em março.

O comunicado acabou de pingar na minha caixa postal, assinada pelo jornalista Rodolpho Siqueira.

A Band informa que a Terracap, Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal, que contratou a emissora para realizar a etapa brasileira da Fórmula Indy, cancelou unilateralmente a prova marcada para o dia 8 de março. O cancelamento da “Brasília Indy 300” foi informado à direção da emissora na tarde desta quinta-feira (29). A Band, promotora do evento, informará nos próximos dias como será feita a devolução do valor pago pelos ingressos. A emissora lamenta essa atitude precipitada e vai seguir investindo na promoção do esporte e de grandes eventos.

Ainda não sabemos exatamente o que aconteceu e a equipe do Grande Prêmio está mergulhada no assunto para apurar. Em novembro, eu disse aqui que achava que essa corrida não aconteceria. Mas minhas dúvidas tinham relação com o atraso nas obras do autódromo. Depois a coisa começou a andar, os ingressos começaram a ser vendidos, e ninguém mais falou em cancelamento.

Até agora há pouco. Vexame danado. E outra: arrebentaram tudo no autódromo para as reformas. Inclusive os boxes e o asfalto. Essa obra, obviamente, não vai ser retomada tão cedo. Talvez nunca. Afinal, automobilismo não é prioridade de governo algum.

Vem merda grande por aí.

KOMBOSA TRIP 2, A MISSÃO

K

SÃO PAULO (não quebra nada) – Olha que coincidência legal! Foi o blogueiro Ivan Bento que mandou. Essa turma de Santa Catarina está seguindo para Brasília para prestigiar a posse da presidenta Dilma. E como? De Kombi, claro! Ela é 1975, dez anos mais nova que a minha, mas parecidíssima!

Quando passarem por São Paulo, na volta, vou ver se promovo um encontro das Velhas Senhoras.

trip2reduzida

FALA AÍ, INDY

F

SÃO PAULO (coisas estranhas) – Nosso setorista de diários oficiais Dú Cardim acaba de pescar essa aí. Suspenderam a licitação para as obras de reforma do autódromo de Brasília, que deveria receber uma etapa da Indy no dia 8 de março. Faltam menos de quatro meses.

Sei não…

SUSPENDERAM

PRENDE EU

P

brasaitaipu

SÃO PAULO (vai chover, e muito) – William Kelm mandou a simpticíssima foto, com a explicação tirada de uma página do Facebook:

Numa época em que 40 mil operários fervilhavam numa usina em construção, não era trabalho fácil manter a ordem e a disciplina no canteiro de obras. Para assumir esta tarefa, há 40 anos, em 3 de outubro de 1974, foi criada a Assessoria de Segurança Física de Itaipu. Em julho de 1990, a antiga Assessoria virou a atual Superintendência de Segurança Empresarial. Um ano depois, o Corpo de Bombeiros de Itaipu foi incorporado à área, trazendo os profissionais responsáveis pelo combate a incêndios, a busca e o salvamento. Parabéns aos nossos agentes!

Foi ontem, portanto, o aniversário. Legal. Itaipu é uma coisa monumental. Será que algum desses carrinhos foi preservado, virou peça de museu?

EM MARÇO

E

SÃO PAULO (tempo, tempo, tempo) – Bem, o Grupo Bandeirantes e a Indy confirmaram a volta da categoria ao Brasil. A corrida está marcada para 8 de março em Brasília. E será no autódromo, mesmo. Algumas pessoas acreditavam que poderia ser uma prova de rua.

Para fazer a Brasília Indy 300, o governo do Distrito Federal terá de reformar o circuito. Praticamente reconstruí-lo. Afinal, são mais de 40 anos de uso sem nenhuma reforma digna do nome. O asfalto é o mesmo do início dos anos 70.

Estão falando em 300 milhões de dilmas para um período de dois ou três anos de obras no autódromo. A primeira fase, pelo jeito, será emergencial para receber a Indy. Depois a reforma continua, de acordo com as necessidades. Faltam detalhes. Inclusive de quem paga o quê.

O prazo é bem curto. Tomara que saia. O governo pagar a reforma é natural, afinal trata-se de um equipamento público. Mas seria interessante discutir as prioridades da cidade antes. De qualquer forma, tendo ou não a Indy, a reconstrução do autódromo de Brasília é uma necessidade.

ATUALIZANDO…

Chegou um press-release da Bandeirantes com mais alguns dados, a saber:

– O contrato entre Indycar, Band e governo do DF vai até 2019.
– Segundo o vice-presidente da emissora, Marcelo Meira (tio do ex-piloto de Indy Vitor Meira), o investimento do grupo será de 60 milhões de reais, sendo 40 milhões “injetados diretamente na cidade através da contratação de serviços, equipamentos e infraestrutura”.
– Ainda de acordo com Meira, esse valor inclui “investimento em equipamentos de última geração para a transmissão de TV, apoio para a instalação das equipes com garagens e escritórios, montagem do race-control, montagem de apoio médico-hospitalar e instalação de ações comerciais”.
– Mas eu gostei mesmo disso aqui: “Apenas para abrigar as equipes, que chegarão à cidade com alguns dias de antecedência, são necessários cerca de 2.400 room nights”. “Room nights” é o máximo.

INDY EM BSB

I

SÃO PAULO (boa notícia) – O Victor Martins já tinha antecipado no último dia 4 que a Indy volta ao Brasil no ano que vem, depois das corridas fajutas do Anhembi, num circuito feio, sem graça e espetado na Marginal Tietê, um transtorno para a cidade. O novo palco é Brasília. Amanhã, no autódromo da cidade, haverá uma coletiva para dar detalhes da prova, que se chamará Brasília Indy 300. A promoção e organização serão do Grupo Bandeirantes.

Imagino que essa definição apresse os trabalhos de reforma do circuito candango, que está num estado lamentável. Não sei quanto dinheiro público será alocado no evento. Espero que nenhum, além daquilo que deve ser investido no autódromo.

O ÚLTIMO DRIVE-IN

O

SÃO PAULO (não deixem) – Se há outro sobrevivente em algum canto do país, não sei. Me contem. Mas aquele que é considerado o derradeiro cinema drive-in do Brasil está correndo risco, segundo o blogueiro Márcio Rezende. Ele fica em Brasília, no mesmo complexo do autódromo e do estádio Mané Garrincha. E aí é que está o problema. O circuito será (talvez) reformado para (talvez) receber a Indy e (talvez um dia) a MotoGP. E as obras podem acabar batendo no cinema.

Para evitar uma tragédia, que seria seu desaparecimento, já tem até abaixo-assinado, explicando tudo. A ideia é fazer aprovar logo um projeto de lei que prevê seu tombamento. E, assim, ele será salvo.

O Cine Drive-in foi inaugurado em 1973, possui a maior tela do Brasil (312 m²) e tem capacidade para 500 carros. É a coisa mais gostosa do mundo ver um filme no cinema de dentro do carro, comendo cheese-salada e tomando milk-shake. Só quem já fez isso sabe.

Nem sei se o Drive-in de Brasília tem sanduíches e refrescos, e vocês aí da capital nos digam tudo, por favor. De qualquer forma, vamos assinar, protestar, gritar, berrar, impedir que alguma atrocidade administrativa acabe com o último drive-in do país.

Aproveitem e falem mais do cinema. O que está passando agora? Quanto custa o ingresso? É programa frequente da turma de BSB? Vocês já namoraram no estacionamento? O vidro ficou embaçado?

Lembro de um drive-in em Santo Amaro. Um dia, meu pai foi com minha mãe de Fusquinha ver “Midnight Cowboy”. Como não tinha com quem deixar os moleques, enfiou nós três no chiqueirinho do Fusca e cobriu com uma manta para a gente entrar escondido. Assistimos ao filme clandestinamente. Mas acho que dormimos, os três, embalados por “Everybody’s Talkin'”

driveinbsb

Perfil


Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar”, "Quatro Rodas Clássicos" e “ESPN”, rádios Cultura, USP, Jovem Pan, Bandeirantes, Eldorado-ESPN e Estadão ESPN — as duas últimas entre 2007 e 2012, quando a emissora foi extinta. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil, onde ficou até dezembro de 2020. Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o "Grande Prêmio" passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o "Esporte de Primeira" na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, "Dois cigarros", pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas "Gerd, der Trabi" (Gulliver, 2019). É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo e do Rio, para onde se mudou em junho de 2017. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020.
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