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SEM CHINA

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RIO (prudente) A China está fora do Mundial de F-1 deste ano por conta do coronavírus. A Fórmula E também riscou do calendário a corrida de Sanya. Talvez o mais correto seja dizer que a China cancelou ambas, uma vez que a epidemia da doença está longe de ser controlada.

No caso da F-1, faz-se o campeonato com uma etapa a menos e tudo bem. Sendo até meio cruel, já que o motivo do cancelamento é grave, Xangai não fará muita falta. Falo, obviamente, do ponto de vista esportivo. Não acho a pista nada demais, embora grandiosa e monumental, mas o ambiente é o que mais pesa. Corrida de carro é um corpo muito estranho naqueles subúrbios esfumaçados da metrópole.

Já a F-E vai tentar compensar a ausência da etapa chinesa com uma rodada dupla em Berlim ou Nova York.

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DESCULPAS É POUCO

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urgaudiRIO (temos de dormir!) – Agora, horror por horror, nada pode ser pior que um comercial da Audi veiculado na China — e, segundo a montadora, produzido por representantes locais. A propaganda compara mulheres com carros usados, com a sutileza tradicional dos chineses.

A Audi pediu desculpas. Devia era descredenciar os responsáveis.

Não achei o vídeo, e nem vou procurar. A China é foda. Não tem graça nenhuma.

BUS STOP

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SÃO PAULO (dá até medo) – Vocês se lembram desse projeto chinês aí embaixo? Para refrescar a memória: um super-ônibus que passa por cima dos carros parados em congestionamentos.

Esse troço apareceu, se lá, uns seis anos atrás como plano para um futuro não muito distante. Mas ninguém achava que iria virar realidade. Meio caro demais, grande demais, destrambelhado demais.

Pois virou. OK, por enquanto está em testes num trechinho de apenas 300 metros de extensão na cidade de Qinhuangdao.

Que mundo mais doido.

MADE IN CHINA

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SÃO PAULO (sei lá) – O Eugenio Chitti mandou o link sobre o parente distante do SAAB feito na China. O Fabrício Samahá conta que a Beijing Auto comprou os direitos de projetos da extinta marca sueca e lançou esse aí, o Senova, baseado no 9-5 que existiu entre 1997 e 2009.

Bem, não é um SAAB. Mas não deixa de ser uma descendência.

saabchinesPerguntinha… Por que os logotipos de montadoras chinesas são todos parecidos?

BONDE CHINÊS

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SÃO PAULO (gostei) – O Ricardo Divila, que morre de saudades dos bondes de São Paulo, mandou este vídeo. Eu não tinha visto ainda. Bela ideia. Não sei em que pé está, se é só uma viagem na maionese, ou um projeto com possibilidade de sair do papel. Coisa de chinês. Lá, esse treco iria passar por cima de um monte de carros. Nunca vi gente para dirigir tão mal quanto os chineses.

SANTANA ABANDONADO

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SÃO PAULO (que pena…) – Lembram dos meninos brasileiros que moram na China e iriam de Pequim a Londres para os Jogos Olímpicos num Santana? Pois eles tiveram de abandonar o carro na fronteira com o Cazaquistão. A alfândega não deixou que eles passassem com o automóvel, que foi deixado num estacionamento. Seguirão viagem, porém, do jeito que for possível. Já pegaram até carona num trator! “Thunder Love”, o Santana, será resgatado depois. Uma sacanagem, porque nessas grandes jornadas o carro é, geralmente, o principal personagem.

As aventuras do grupo seguem sendo relatadas aqui, num blog com fotos excelentes. Vale a pena acompanhar. E mandem mensagens de apoio para a garotada, que eles merecem!

MAS O CARRO…

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SÃO PAULO (boa sorte!) – Olha que legal… Três brasileiros que moram na China resolveram ir de carro de Pequim a Londres para ver a abertura dos Jogos Olímpicos. A viagem será registrada neste blog aqui. Serão 20 mil km em 57 dias passando por mais de 20 países.

O carro será um Santana branco 2005, modelo muito popular na China, fabricado lá. Aliás, quando fui à China pela primeira vez fiquei abestado com a quantidade de Santanas pelas ruas, muitos deles usados como táxi.

A viagem tem tudo para ser um barato e eu, se pudesse, faria algo parecido. Mas o carro escolhido… É meio sem graça, não? E é aí que chego no ponto: o carro, para as novas gerações, é o de menos. Na minha cabeça enferrujada, carro sempre tem de ser o “de mais”. Não faria uma viagem dessas num carro comum, que nada me diga ao coração. O barato seria a viagem, claro, mas o barato maior seria o carro para fazer a viagem.

De qualquer forma, os meninos batizaram o Santanão como “Thunder Love” e, queiram ou não, ao longo da jornada vão se afeiçoar a ele, ou odiá-lo, dependendo do que acontecer. O que deu para perceber é que, até agora (a viagem nem começou), o carro não é um personagem da aventura, apenas um coadjuvante. Impressão minha, pelo menos.

Sucesso aos rapazes, e vamos acompanhar tudo por aqui!

JÁ QUE É NA CHINA…

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SÃO PAULO (moderno demais) – Já tinham me mandado isso, mas aproveitemos o fim de semana chinês para mostrar, afinal. Ói o trem que não para na estação, que genial. É projeto, ainda. E genial numas, também. Esse treco economiza tempo e energia e tal, em termos de engenharia é um espetáculo. Mas precisam mesmo acabar com o ritual de um trem parar na estação, abrir suas portas, o apito soar? Ainda bem que se isso um dia existir, nunca vai chegar aqui, nem na Europa, onde não tem espaço para essas coisas. Mas vale pela curiosidade.

O VELHO E O NOVO

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SÃO PAULO (não perde) – Quem se empolgou com a disputa maravilhosa entre Schumacher e Hamilton em Monza vai gostar dessa aqui. Foi no ano passado, na China. Eu, para dizer a verdade, não lembrava. Achei sem querer. O velhinho é osso duro de roer. Lewis deve sonhar com ele, de vez em quando.

É PRATA

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SÃO PAULO (calma, até meia-noite ainda é hoje) – Se Yuri Gagárin subisse hoje aos céus, não diria que a Terra e azul. É prata. Aquela minha implicância com a preferência brasileira por carros pintados de prata, agora temos dados para comprovar, pode ser estendida para o resto do planeta. Vejam neste link, com um gráfico bem bacana. Ele mostra que 33% dos carros brasileiros são prata. Na China, 36%. Na Coreia do Sul, 39%! Isso sem falar nas variações de cinza. No México, 15% — um bastião da resistência.

DIÁRIOS, CHINA

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SÃO PAULO (só a Iros salva) – Não sei se o pessoal terá algum interesse, mas vá lá… O blogueiro Rodrigo Aquino sugeriu que nos finais de semana de corrida eu republicasse aqui no blog os meus antigos textos dos “Diários de Viagem”, que escrevia anos atrás e acabaram dando origem ao livro “O Boto do Reno”.

Esta é a semana do GP da China, pois que seja. Abaixo, o texto que deve ser de 2004, já nem lembro mais.

Se vocês gostarem, semana que vem coloco no ar os “Diários” do Bahrein, Austrália e Malásia. Se não gostarem, esquece.

NA CHINA NÃO TEM PISCINA

Na China não tem piscina. Foi a primeira e paupérrima impressão que tive do maior país do mundo, do avião. Como é que alguém pode pensar em piscina quando chega na China? Bem, depois de 24 horas voando, pode. Pode, sim. Pode-se pensar em qualquer coisa, o importante é chegar. Do alto, não vi nenhuma piscina. Lá dentro, no avião, já tinha visto o que era possível. A lista de filmes disponíveis tinha dois Almodóvar e um americano estúpido de um casal que compra um apartamento e tem uma velha doida como vizinha. E um documentário sobre pássaros.

Detive-me neste, depois de ver os Almodóvar e o americano estúpido. Muito bem feito, mostra movimentos migratórios. Gansos selvagens, patos, andorinhas, falcões, pombos, cisnes, araras, papagaios, urubus, ao que parece todos migram, o tempo todo. Voar deve ser bom. Tem um livro aí, consta até que faz algum sucesso, o título diz alguma coisa sobre o que podemos aprender com os gansos. Exceto voar, não creio que possa aprender muito com os gansos. E isso eles não podem me ensinar. Também não acho que tenha muito a ensinar aos gansos. Estamos quites, nós os mamíferos bípedes e eles, os gansos. Uma vez um ganso me atacou num restaurante em Caxambu. Dei-lhe um bico no peito. Estava com meus filhos, que ficaram aterrorizados com aquela gritaria. Transformei-me num herói por tê-los salvado do ganso. Mas não disse a eles que fiquei apavorado, também. Não tenho nada a aprender com gansos, se vierem me ensinar algo, dou-lhes um bico no meio da cara.

Alguém há de me perguntar: e aí, como é a China? Longe pra caralho e não tem piscina, seria minha primeira reação se alguém me perguntasse dez minutos depois do desembarque. Só tem Santana na rua, seria a resposta meia hora depois. Dirigem feito malucos, uma hora mais. E não sei mais o quê.

Cidades grandes impressionam, prédios enormes, espelhados e bem iluminados à noite também, bons restaurantes e um autódromo gigantesco, idem. Mas essas coisas não me pegam mais. Legal, bonito, mas quando é que eu volto? Eu queria ver uma outra China, a China do “Loto Azul” do Tintin. Essa não está em Xangai. Xangai é que nem Hong Kong, tem um quê de Tóquio, algo de Chicago, sei lá, é o Ocidente cheio de chineses, não tem, quase não tem, seria mais justo dizer, aqueles chinesinhos que andam em motonetas muito pequenas e estragadas, com as pernas dobradas, os joelhos voltados para fora, como se fossem losangos. Vi um ou outro, mas Xangai não é a China do Tintin.

É, sim, um monstrengo de concreto e de gente buzinando. E como buzinam. Arranque a buzina do Santana de um chinês e ele não consegue sair de casa. Por que tantos Santanas?, me pergunto. Achei que eram todos feitos no Brasil, aquele modelo novo eu imaginava que só era feito aqui, mas alguém me disse que tem uma fábrica da Volkswagen na China, também, e não consegui descobrir se tem mesmo. Em todo caso, cada vez que eu entrava num Santana me dava vontade de cantarolar “isso aqui ô-ô, é um pouquinho de Brasil iá-iá”, cá estou num veículo made in São Bernardo do Campo.

E guiam mal. No sábado à noite, o motorista da van se perdeu quando saiu do autódromo. Não é permitido a estrangeiros dirigir na China, e por isso estávamos todos à mercê das vans e dos taxistas. O cara se perdeu, não achava Xangai. Porra, Xangai é grande pra caralho, como o cara não achava Xangai? Não achava, conseguimos dizer a ele para voltar ao autódromo, que é tão opulento quanto a Muralha da China, dá para ver da Lua, e o desgraçado não achava o autódromo.

No domingo de manhã, deu-me claustrofobia. Numa van igual, indo para o autódromo, fiquei com medo de o cara se perder também e irmos parar no Vietnã. Tinha um monte de inglês no carro. Todos hospedados no mesmo hotel, o mais barato que nos arrumaram. Escancarei a janela e meti a cara para fora. Reclamaram do vento, mas eu gosto de vento na cara, eles que se fodam. A cara é minha, vocês que se fodam. Sou muito invocado. Os ingleses me xingaram e ficou por isso mesmo, são meus amigos, afinal, que se fodam.

Fui para a China via Amsterdam. O aeroporto se chama Schiphol. Gosto de nomes de aeroportos, e me refiro a eles pelo nome, não pela cidade, é uma forma de arrotar intimidade com essa coisa de viajar muito, fazendo tipo, oh, para mim é tão comum que às vezes nem me dou conta e digo Schiphol em vez de Amsterdam. Digo também La Guardia, Zaventem, O’Hare, Jêi-Éf-Quêi, Charles de Gaulle, Linate, Orly, Heathrow, Malpensa, Mirabel, Gatwick, Barajas, Ezeiza, Dorval, Tegel e Fiumicino. As pessoas não sabem do que se trata e você então, under request, diz a cidade e todos o admiram.

Em Schiphol, a caminho do portão de embarque para mais muitas horas até Xangai, parei para tomar um café e fumar um cigarro. É um aeroporto civilizado, tem lojas boas, museu, banheiras de hidromassagem e lugar para fumar. Ao lado de um café, ótima combinação, serei preso por fazer apologia ao fumo e à cafeína, bem, se for me levem cigarros na prisão, e enquanto tomava o café de dois euros, li na parede uma longa inscrição.

Sou retardado, anotei no meu bloquinho. “Há dois momentos nas viagens em que me sinto totalmente livre. O primeiro é o instante em que o avião mergulha silenciosamente no céu e me vejo no meio daquele azul ou do manto macio das nuvens.” Que merda, manto macio das nuvens. Em frente, falta ainda um momento nessa cantilena. “O outro é antes de embarcar, quando me sento para tomar um café, um hábito que desenvolvi, de solitária alegria, que serve para me lembrar que a melhor parte de uma viagem, a mais saborosa, é quando eu simplesmente paro e olho em volta.” Porra, precisa de tudo isso para me convencer a tomar um café? OK, tomei o café. Quem será que escreveu tamanha merda na parede? Precisa de assinatura. Se tivesse, Ernest Hemingway ou Marco Polo, por exemplo, eu não teria achado uma merda e saborearia meu café empertigado, convencido de que a melhor coisa de uma viagem é olhar em volta tomando café, mesmo pagando dois euros, mas como não tinha assinatura nenhuma, achei mesmo uma merda. Poderiam ter inventado um nome qualquer para meu café ficar mais saboroso. Falta credibilidade a textos apócrifos pintados em paredes.

Gosto também de banheiros de aeroportos. Sempre há algum isolado, em alas que parecem nunca ser usadas, escondidos, amplos e limpos. Quando faço escalas longas, circulo atrás de banheiros isolados. Quero incluí-los no livro de espionagem que nunca escreverei. “Procure por um envelope pardo no forro do teto sobre o terceiro mictório da esquerda para a direita”, dirá o contato alemão oriental por telefone ao espião inglês em Tegel, e as inacreditáveis plantas de um laboratório onde está sendo feita uma bomba capaz de implodir Londres cairão finalmente nas mãos do MI5, o serviço secreto de Sua Majestade. Há uma versão com rolo de microfilme, também, fotos incríveis de um caça que voa a trezentos mil quilômetros por hora capaz de ir de Moscou a Nova York em meio segundo. Seria um grande livro, o meu.

Voltemos à China. Houve um jantar histórico, entrará para meus casos clássicos, será contado cada vez de um jeito diferente, um dia ainda direi que comi cobras e escorpiões, foi na noite em que o cara se perdeu e nós perdemos a hora de achar qualquer restaurante aberto, encontramos um com o cardápio em chinês, e todas as chinesinhas fizeram enorme esforço para explicar o que tinha para comer, e como não entendemos nada, trouxeram o que tinha, enfiaram uma panela enorme sobre um fogareiro encaixado sob a mesa, começaram a jogar uma porção de coisas esquisitas dentro, e ficamos comendo e aprendendo a escrever em chinês em guardanapos.

Vi também na TV o comercial de um impressionante aparelho que se coloca na orelha na hora de dormir e, embora sem entender chinês, foi possível compreender que ele deixa quem o usa de modo apropriado mais inteligente e sem espinhas. Poderia tê-lo descoberto antes, agora não tenho mais espinhas, e quanto a ficar mais inteligente, bem, o cara que me vendeu um relógio na entrada do autódromo deve agradecer aos céus eu nunca ter usado o aparelho na orelha, porque se tivesse não compraria nunca aquela droga que parou de funcionar no dia seguinte. Chinês safado.

TRISTE FIM

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SÃO PAULO (mundinho fajuto) – Parece que não tem mais jeito. Ninguém apareceu para comprar a SAAB da GM, chegaram os chineses, e levaram. Levaram maquinário, direitos de produção e ferramental de dois modelos, e sei lá mais o quê. A marca ainda não foi negociada, mas se não aparecer ninguém para comprar até dia 31, ela simplesmente desaparecerá, é o que leio neste blog aqui, indicado pelo Paulo Monteiro.

Hoje à noite, ao chegar em casa (ou “a casa”, para usar o português perfeito), vou conversar com meu pobre carrinho, que ficará deprimido quando receber a notícia. Isso se já não recebeu, porque tem um carrinho chinês que é vizinho de vaga dele.

Perfil


Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar”, "Quatro Rodas Clássicos" e “ESPN”, rádios Cultura, USP, Jovem Pan, Bandeirantes, Eldorado-ESPN e Estadão ESPN — as duas últimas entre 2007 e 2012, quando a emissora foi extinta. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil, onde ficou até dezembro de 2020. Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o "Grande Prêmio" passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o "Esporte de Primeira" na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, "Dois cigarros", pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas "Gerd, der Trabi" (Gulliver, 2019). É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo e do Rio, para onde se mudou em junho de 2017. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020.
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