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MAIS DOIS

M

RIO (e dá-lhe Europa) – A F-1 anunciou hoje a inclusão de mais dois GPs no calendário de 2020. Ambos na Europa, com a estreia de um circuito na categoria: Mugello, na Itália. A pista vai receber o GP da Toscana Ferrari 1000, marcando também a milésima corrida da equipe italiana.

A outra prova confirmada é o GP da Rússia, em Sochi. As datas: 13 de setembro para Mugello, uma semana depois do GP da Itália, em Monza, e 27 de setembro para a prova russa. Ambas sem público.

As corridas no continente americano estão muito ameaçadas, por conta do estágio da pandemia do novo coronavírus nos EUA, México e Brasil. No Canadá a coisa está mais tranquila, mas o custo de deslocamento para o outro lado do Atlântico é muito alto para se fazer apenas uma prova. FIA e Liberty procuram alternativas na Ásia, como Bahrein e Abu Dhabi, para completar a temporada. A China está praticamente fora. Portugal segue no radar.

São dez etapas confirmadas até agora, por enquanto tudo na Europa — onde a logística é mais simples e barata, com viagens de caminhão para transportar equipamentos e voos curtos para levar o pessoal. Se for possível realizar corridas na Ásia, elas deverão ser marcadas em rodadas duplas para dar uma inflada no calendário. Falar em 15 provas hoje me parece o mais próximo da realidade. A ideia de 18 é cada vez mais remota.

QUEIMOU

Q

SÃO PAULO (que horror) – Pensam que é brincadeira? O que aconteceu com o jovem tocantinense João Vieira no fim de semana em Mugello é mais um elemento para discutir as proteções aos pilotos de monopostos. O garoto corre na F-4 Italiana. Na segunda prova da rodada tripla, seu carro ficou parado no grid. A maioria desviou. Os últimos, não. Um pneu quase acertou sua cabeça — o Halo resolveria. Mas uma mangueira de radiador com água fervente caiu no seu colo — o Halo não resolveria.

Felizmente o menino está bem e o problema, agora, é pagar o prejuízo — ele não tem patrocinadores, a família banca a temporada do bolso. O outro brasileiro na categoria, Giuliano Raucci, conseguiu resultados bem melhores em Mugello. Foi ao pódio numa das corridas ao lado de Mick Schumacher e venceu outra.

No que diz respeito a Halos e afins, me parece que a única forma eficiente de proteger a cabeça de um piloto de fórmula é fechando o cockpit integralmente. Os outros sistemas que vêm sendo estudados são quase tão vulneráveis quanto um cockpit aberto.

Acho que o pessoal precisa discutir isso seriamente Paliativos não resolvem. Para mim, os carros continuariam abertos. E eu procuraria controlar outros fatores — como pneus que se soltam de carros, materiais usados na construção dos carros, melhor sinalização de pista, mais preparo de bandeirinhas, coisas assim.

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LORENZO EM MUGELLO

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SÃO PAULO (cada vez melhor) – Meros 0s019 separaram Jorge Lorenzo de Marc Márquez ontem em Mugello, no GP da Itália — dia de frustração para os torcedores de Valentino Rossi, que aninou a galera no sábado com a pole, mas quebrou.

Foi uma chegada espetacular. E uma corrida idem. A ponto de um espectador famoso, Fernando Alonso, chamar os pilotos da MotoGP de “heróis“.

A cobertura da corrida, de Juliana Tesser, está aqui.

MEIA-DÚZIA

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RIO (20 graus) – Só dá Márquez. O espanhol passou Lorenzo na última volta e cravou a sexta vitória seguida no ano, agora em Mugello. Está difícil parar o espanhol. A cobertura da corrida está aqui.

DOMINGÃO

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SÃO PAULO (do que vi) – A corrida de Brasília da Estoque foi típica. Pancadaria comendo solta, um acidente bem violento do Fogacinha, um monte de desclassificações e mais uma vitória de Cacá, que tem uma inteligência acima da média para a categoria, assim como mais uma meia-dúzia de pilotos.

Na Indy, no pula-pula de Detroit, Conway ontem, com o carro da Bia (adoro ela, mas acho que já escrevi aqui: precisa reavaliar os rumos da carreira), e Pagenaud hoje na segunda da rodada dupla, que teve um acidente múltiplo que tirou meio grid da briga.

Na MotoGP, Lorenzo tranquilo em Mugello. Rossi, para os que gostam de comparações, está cada vez mais parecido com o Schumacher pós-primeira aposentadoria.

E meu time me deixou muito irritado.

MUGELLO

M

SÃO PAULO (vai pegar fogo) – Terminaram hoje os testes de Mugello e deu para tirar algumas conclusões. A Lotus, que fechou os três dias com o melhor tempo, de Grosjean, entra na briga por vitórias para valer na temporada europeia. Webber disse que o carro o impressionou. A Red Bull voltou mesmo, está forte, resolveu seus pequenos gremlins do começo do campeonato. A Ferrari não será aquela coisa patética das primeiras provas e deve começar a andar mais perto do pódio. Os caras trabalharam duro. Da McLaren dá para dizer pouca coisa, acho que errou ao escalar apenas pilotos reservas. A Mercedes deixou mais interrogações do que respostas no ar.

Ou seja, o campeonato seguirá abertíssimo, decidido em detalhes.

A HORA DE CHECO

A

SÃO PAULO (é bom se preparar) – Diz a “Autosprint” que Sergio Pérez será escalado pela Ferrari para os testes de Mugello, no começo de maio — a sessão pré-temporada europeia acertada entre a FIA e as equipes. Alonso será escalado para os dois primeiros dias e, no terceiro, o mexicano divide o carro com Felipe Massa, ainda de acordo com a revista italiana.

Checo está em alta. No vído acima, que ele mesmo postou no Twitter, uma matéria feita pela TV alemã lembrando os tempos em que ele morava num restaurante no país, no comecinho da carreira.

MELHOR QUE NADA

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SÃO PAULO (vamos em frente, todos se salvarão) – As equipes acordaram que serão em Mugello os testes coletivos de maio do ano que vem. Depois de algum tempo proibidos, os treinos voltam e acho ótimo. Aquela insanidade de ficar andando o dia todo era cara demais, mas não treinar nunca também não fazia sentido. Por enquanto é apenas uma sessão, antes da temporada europeia, e vai ajudar bastante quem começa mal o campeonato e precisa corrigir o rumo só nos simuladores e laboratórios.

NA PISTA

N

SÃO PAULO (boa sorte) – Começou hoje para valer a nova aventura da Pirelli na F-1. Com Nick Heidfeld ao volante de um Toyota do ano passado, os italianos começaram a testar seus pneus em Mugello. O alemão foi liberado pela Mercedes, onde trabalhava desde o começo do ano como boneco-de-box-que-finge-que-é-piloto-de-testes. Heidfeld é uma ótima escolha para o trampo. Experiente, técnico, será capaz de passar aos engenheiros pirellianos informações precisas e consistentes sobre a nova borracha. E, de quebra, claro, deve arrumar uma vaga para correr no ano que vem. Será um piloto bom para o mercado, com a milhagem que vai acumular nos treinos. Treinos que devem prosseguir, até o fim do ano, em Jerez, Monza, Paul Ricard e Mugello de novo, segundo o cronograma da Pirelli e da FIA.

OSSOS

O

SÃO PAULO (cola tudo) – Valentino Rossi sofreu uma queda forte nos treinos livres em Mugello e fraturou tíbia e fíbula da perna direita. Uma desgraça para ele, claro, e para os fãs da velocidade. Uma desgraça que abre o caminho para Jorge Lorenzo ser campeão. Mas uma tristeza, sem dúvida. Quem nem o mais encarniçado rival de Il Dottore gostaria que tivesse acontecido.

BELA, MAS A ASINHA…

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SÃO PAULO (saindo na frente) – É bela a Ferrari F60, primeiro carro novo a ser apresentado no ano. O lançamento aconteceu hoje bem cedinho em Mugello. Já foi para a pista. É bela porque sem as asinhas, asotes e asiúnculas dos anos recentes, o corpo do carro fica mais esbelto, sensual, limpo. Destoa do conjunto apenas a asinha traseira, alta e caricata, mas acho que nos acostumaremos a isso.

Também nos acostumaremos ao enorme spoiler dianteiro, esse limpatrilhos sem tantas curvas e ondulações. É algo que até harmoniza com o resto. E mais simples para as crianças desenharem…

F60 é o nome, para celebrar a 60ª temporada da F-1. Encerra-se assim a série “F-ano corrente”, que vinha sendo usada desde não sei quando (a Ferrari vive alterando sua nomenclatura). Esta semana saem do forno, também, Toyota e McLaren.

Sobre a F60, quem gostou põe o dedo aqui!

Perfil


Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar”, "Quatro Rodas Clássicos" e “ESPN”, rádios Cultura, USP, Jovem Pan, Bandeirantes, Eldorado-ESPN e Estadão ESPN — as duas últimas entre 2007 e 2012, quando a emissora foi extinta. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil, onde ficou até dezembro de 2020. Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o "Grande Prêmio" passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o "Esporte de Primeira" na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, "Dois cigarros", pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas "Gerd, der Trabi" (Gulliver, 2019). É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo e do Rio, para onde se mudou em junho de 2017. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020.
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