Arquivomarço 2006

Devagar com o andor

D

SÃO PAULO (tem o mesmo olhar do tio) – Bruno Senna venceu de madrugada sua primeira corrida de F-3. Foi na Austrália, onde participa de quatro provas locais da categoria. Foi com chuva.

Bruno começou tarde, e coisa de um ano atrás, quando me perguntaram na rádio o que eu achava dele como piloto, respondi que não achava nada porque ele ainda não era piloto. Até então, era apenas um sobrenome tentando começar.

O rapaz disputou a F-3 Inglesa, conseguiu alguns bons resultados e agora, sim, pode-se dizer que é piloto. Não sei o que pretende, muito menos onde vai chegar. Nome ajuda a abrir portas, mas muitas vezes também antecipa o fechamento delas.

Boa sorte ao garoto, que parece ser muito esforçado e determinado. Claro que ganhar uma prova de F-3 na Austrália contra não sei quem não faz do sobrinho de Ayrton automaticamente seu sucessor. Mas é melhor do que perder. E também não se pode afirmar que corre apenas com o nome, seria injusto.

A propósito, nunca assisti a nenhuma corrida de Bruno Senna, portanto não me perguntem o que acho de seu estilo de pilotagem, etc. e tal. E desconfiem de quem sair afirmando um monte de coisas como “ele é rápido e arrojado”.

Explosão demográfica

E

SÃO PAULO (treino livre não dá ponto) – Estava feliz da vida com 13 equipes inscritas para 2008, abro o Grande Prêmio e está lá que já são 22! Preparava-me para telefonar e dar um esporro em algum dos meus (ou em todos) redatores pelo erro evidente (devia ter algum erro aí, claro), mas aí chega o e-mail da FIA:

2008 FIA FORMULA ONE WORLD CHAMPIONSHIP

The FIA has received applications from 22 teams wishing to compete in the 2008 FIA Formula One World Championship.

All applicants have been invited to a meeting in London on April 10, 2006.

Paris, March 31, 2006

Uau! 22 equipes inscritas! Daria um pirulito para ter a lista desses desconhecidos (já aviso que a equipe MUG DKW-Vemag perdeu o prazo). Bem que podiam divulgar.

Superpopulação

S

SÃO PAULO (é a última, estou atrasado!) – Acaba de sair no Grande Prêmio a confirmação de que David Richards, ex-chefe da Benetton e da BAR, inscreveu sua empresa, a Prodrive, no Mundial de F-1 de 2008. Agora já são 13: as 11 equipes atuais, mais a Minardi de Paul Stoddart e a turma do Richards. O prazo se encerra hoje, o que significa que eu poderia mandar um fax inscrevendo a DKW-Vemag, também. Mas não vou fazê-lo porque preciso sair.

O fato é que a FIA vai ter de ampliar esse limite bobo de 12 equipes. Se resolveu baratear a brincadeira, agora que aguente. Sou por um grid de 26 carros, e se precisar voltar a pré-classificação, que volte.

A propósito, quem quiser ver os planos de David Richards para a F-1 deve clicar
aqui. Diz que tem até maquete da fábrica, mas não entrei para ver.

Destino inglório

D

SÃO PAULO (quem diria…) – A partir de amanhã, 1º de abril, São Paulo, a cidade, passa a ser administrada pelo PFL de Antonio Carlos Magalhães et caterva. Esta cidade nunca elegeu o PFL, diga-se.

A partir de amanhã, 1º de abril, São Paulo, o Estado, passa a ser administrado pelo PFL de Jorge Bornhausen et caterva. Este Estado nunca elegeu o PFL, diga-se.

Mensagens de agradecimento pelo grande favor de nos entregar ao PFL podem ser enviadas ao ex-prefeito José Serra, que nos dedicou um ano e cinco meses de seu precioso tempo, e ao ex-governador Geraldo Alckmin, que pelo menos nunca escondeu que iria sair.

Nos vemos em Interlagos

N

SÃO PAULO (é sábado) – Seguinte, macacada: amanhã tenho treino, TV e F-1. Coisa demais para dar tempo de blogar demais, portanto que ninguém chore ou se desespere se os posts rarearem. E o negócio é o seguinte: sábado tem corrida em Interlagos, terceira etapa da Superclassic.

Na última corrida foi uma alegria muito grande conhecer alguns blogueiros, mas desconfio que para entrar nos boxes vai estar meio difícil neste fim de semana, porque o pessoal da Porsche faz nossa preliminar, sabe como é.

Em todo caso, as arquibancadas são de graça, e o espetáculo é bacana. Estou pensando em levar umas três camisetas do #96 pra jogar para a torcida, mas para isso é preciso ter torcida!

Então, não esqueçam: sábado, a partir das 8h. Apareçam e acenem da arquibancada para eu não me sentir muito sozinho no carro!

Tarumã, 1971

T

SÃO PAULO (onde era o Deck?) – Rui Pastor, que zela pelo passado automobilístico nacional, garimpou essa aqui e nos manda de presente. Tarumã, 1971.

Tá mal de grid? Dois Porsche na frente… Esses carros da equipe Hollywood eram um negócio. Para ler sobre essa corrida, e ver as fotos de Dulce Lee, é mais do que necessário bisbilhotar o site da Obvio !. Vocês vão delirar com as imagens. E o texto é dela…

Avis raras

A

SÃO PAULO (sem blogueiro, não tem blog…) – Hoje tirei o dia para desovar algumas das contribuições de vocês que venho guardando há algumas semanas. O misterioso Filipe W enviou três fotos para vocês se divertirem.

A que gosto mais é a primeira, essa aí embaixo. Isso é jeito de fazer curva? É.

Os carros todos, diga-se, são lindos. Ponham a cachola para funcionar e identifiquem todo mundo! A Lotus vermelha, por exemplo…

…e por fim o Shadow que tem uma certa particularidade, que vocês hão se saber qual é.

Fiat x Ferrari x Schumacher

F

SÃO PAULO (e que chova muito, sem parar) – Este foi enviado pelo blogueiro Adriano Cippiciani. Pouco original, essa disputa entre carros de rua e um F-1, mas a curiosidade é ver uma Ferrari com pneus slick Goodyear (parece que foi em outro século, e foi mesmo), o Schumacher com o capacete antigo e o macacão todo vermelho.

E a asa dianteira, então? Retinha, paralela ao chão. Hoje parecem minhocas desajeitadas.

O cara que guia a Ferrari de rua é o Irvine. O coitado que dirigiu o Fiat não reparei quem é.

Um quadro na parede

U

SÃO PAULO (capacete estréia, motor se despede) – O arqueólogo Caíque Pereira nos brinda com informações sobre o traçado de Jacarepaguá dos tempos de sua inauguração. A saber:

Uma vez você me perguntou como era o Autódromo do Rio até 1970. Anexo se encontra a planta tirada do programa dos 1000 Km da Guanabara em que correram o GT 40, a Lola T70, Alfa P33, o Fusca Bimotor e que foi ganha pelo Lorena Porsche 2000 pilotado pelo Giu Ferreira e pelo Heitor Palhares.

A pista foi modificada depois, virou palco da F-1 e hoje é picadeiro do alcaide. Está prestes a se transformar apenas numa foto para colocar na parede.

Às compras

À

SÃO PAULO (amanhã tem treino) – Rafael Bruno, do Clube do Puma, manda o link desta singela lojinha virtual na qual os mais abastados podem comprar desde um F-Júnior anos 60 até uma Benetton que foi do Piquet.

Mas sabe de uma coisa? Achei alguns preços bem razoáveis. Qualquer coisa na casa de 10 mil a 20 mil dólares está na faixa dos calhambeques que usamos na Superclassic.

Calhambeques no bom e carinhoso sentido, claro.

Bem, já escolhi alguns. Não vou comprar nenhum, mas que escolhi, escolhi!

Fim de feira – II

F

RIO DE JANEIRO (ainde existe a Geneal?) – Cristiano da Matta não é o único. Acabo de ler no Grande Prêmio que Antonio Pizzonia vai correr em Long Beach pela Rocketsports. Mais um na “Bridgestone presents powered by não-sei-o-quê”, candidamente chamada aqui de F-Mundial.

Para quem foi piloto de testes da Williams tanto tempo, e teve tantas chances na F-1 — na Jaguar e na própria Williams —, para quem deu um pé em Briatore depois de ganhar 200 campeonatos na Europa, para quem pintava como grande nome brasileiro para o futuro, não é exatamente o fim que se imaginava para Antonio.

Aliás, outro de meus enganos jornalísticos. Rapaz, eu erro em quantidades industriais!

Ao infinito e além

A

RIO DE JANEIRO (Canopus, Aldebaran…) – A esta hora Marcos Pontes está a mais de 200 km de altitude, bandeira do Brasil no braço, a bordo da Soyuz e a caminho da Estação Espacial Internacional. O lançamento da base de Baikonur pode ser visto no seu site oficial.

Quando eu tinha 12 para 13 anos fui fazer um curso de astronomia no Planetário de SP, que inexplicavelmente está desativado há um tempão. Meus primos eram diretores e cheguei a fazer sonoplastia em algumas sessões de sábado à tarde.

Adorava o cheiro de mofo do carpete puído e o silêncio na abóbada à meia-luz, o Zeiss imponente no centro, como uma aranha gigante. Passava horas ali, vendo maquetes primárias do Sistema Solar, painéis de cartolina explicando nossa pequenez diante do universo.

Meu professor, Acácio, era cego. Mas me fez ver muito mais do que qualquer outro. Meu pai, acho que naquele ano mesmo, 1977, me trouxe um telescópio dos EUA. Eu, que sempre quis ser jornalista, cheguei a pensar em ser astrônomo. No fundo, queria apenas entender o espaço, saber mais sobre as estrelas e constelações que meus primos descreviam com tanta intimidade e reverência. Queria ver um disco-voador e viajar com alienígenas. Até hoje o filme que mais me comove é Contatos Imediatos.

Ainda hoje olho para o céu e identifico o Centauro, Órion, Escorpião, as Plêiades. No auge da paixão, fiz até observações de explosões solares com meu telescópio e um anteparo de papelão. Meu primo dizia que iria mandar os dados para o INPE. Acho que foi a coisa mais importante que fiz na vida, embora eu mesmo não me convencesse da importância daqueles números, horários e desenhos.

Fui ser jornalista na vida, e durante uns três anos atuei num incipiente jornalismo científico, primeiro pela SBPC, em rádio, depois na “Folha”. Convivi de perto com pessoal do IA, do INPE, do Instituto de Física da USP. Visitei observatórios, li Carl Sagan, confrontei ciência e religião, pirei.

Descontada a babaquice nacionalista (na Band, o apresentador chegou ao cúmulo de chamar a base de “Baiacu”, gritando como se o Brasil tivesse tomado posse de Saturno), o feito de Pontes é notável e merece o destaque que a mídia está dando, embora sua “missão” lá em cima não seja propriamente heroica: plantar feijão num copinho com algodão, algo assim.

De qualquer maneira, ele verá o que nenhum de nós jamais terá a chance de ver. Aqui embaixo, ver os olhos vermelhos de seu pai numa casinha em Bauru, de certa forma, é um consolo.

Fim de feira

F

RIO DE JANEIRO (Barra é Rio?) – Cristiano da Matta assinou com a Dale-Coyne, uma espécie de Minardi da F-Mundial, ou Champ Car, ou seja lá o nome que tem isso (oficialmente, Bridgestone presents não-sei-o-quê).

Há dois anos, era titular da equipe com o segundo maior orçamento da F-1. Sempre gostei muito de Cristiano. Pessoalmente, um sujeito sensacional, divertido, franco, sincero, espirituoso, inteligente.

Mas entre meus inúmeros enganos jornalísticos, Da Matta foi um dos maiores. Achava que iria longe. Não foi a lugar nenhum. Se estiver feliz e mantendo o humor, porém, que importância tem em não ter dado nada na F-1?

Cabeça feita

C

SÃO PAULO (enquanto o MUG não vem) – Sabadão tem estréia de capacete em Interlagos. Ontem fui buscar a obra-prima do blogueiro e amigo Felipe Montanheiro, segundo colocado no concurso de capacete que fiz aqui no blog outro dia. Ficou lindão, como dá para ver nas fotos abaixo.

Aliás, o Felipe está entrando nesse mercado de pinturas de capacetes e, como diria Christian Fittipaldi, “eu rrrricumendu”. O e-mail dele para contatos é [email protected]

O CapaMUG, enquanto isso, está em fase de acabamento no Rio. Vai para a outra corrida, junto com o motor novo…

Falando em fim…

F

SÃO PAULO (dá uma vontade de contrabandear um da Argentina!) – Já que falamos sobre o fim da Gurgel, outro momento marcante, este enviado pelo blogueiro Thomas Visani. É um vídeo histórico, e até certo ponto triste, que registra a produção do último Citroën 2CV, numa das fábricas da montadora francesa em Portugal.

Foi em 1990 e é emocionante. O 2CV é um ícone de várias gerações, especialmente, claro, na França. Um carro que expressa a verdadeira pindaíba do pós-Guerra na Europa, mas que acabou perdurando por décadas (o da foto abaixo é 1964, e praticamente não mudou até o final).

Feio, mas lindo. Como sempre digo, restaria alegremente na minha garagem, mas para arranjar um desses a operação é mais complicada…

Interlagos, 1979

I

SÃO PAULO (será que fui nessa?) – Deliciosa a coluna Retrovisor do colaborador do Grande Prêmio Roberto Brandão. Um pouco do que se passou por trás dos panos de uma das últimas provas de F-1 no circuito antigo de Interlagos. A corrida voltaria a acontecer em 1980, mas depois São Paulo perderia o GP para o Rio.

Leiam, comentem e lembrem daqueles tempos. Aliás, eu mesmo não lembro se fui a essa corrida. Creio que não.

Fim de uma saga

F

SÃO PAULO (sacanearam o cara) – O atento blogueiro Leandro Monteiro envia reportagem da “IstoÉ Dinheiro” que registra o fim definitivo da Gurgel. Não é muito longa, por isso convido à leitura:

Quando o martelo bater no leilão de falência judicial da Gurgel Motores, no próximo dia 3, em Rio Claro (SP) estará selado definitivamente o fim da história da única indústria automobilística genuinamente nacional. A empresa, que nasceu em 1969 do sonho do engenheiro João Amaral Gurgel, teve sua falência decretada há 10 anos. Hoje, o que resta dela é o prédio da sede, que abriga o galpão fabril (uma área de 17 alqueires em estado precário de conservação), três imóveis em Rio Claro, algumas salas de escritório em Fortaleza (CE) e um “pacote” de créditos referentes a tributos federais cobrados indevidamente da montadora. Somando tudo, o leilão poderá levantar R$ 25 milhões, 10% da dívida total da Gurgel. O síndico da massa falida, Jaime Marangoni, diz que o dinheiro dará para acertar as contas com os ex-funcionários. O resto? “É impagável”, diz Marangoni.

R$ 250 milhões: é o valor da dívida total da empresa fundada por João Amaral Gurgel com bancos,funcionários e governo.

A família Gurgel queixa-se da demora para a realização do leilão. “Deixaram estragar tudo e agora estão fazendo leilão de sucata”, denuncia Maria Cristina Gurgel, filha do fundador da montadora. Os bens da família estão protegidos. Não podem, segundo o síndico da massa falida, entrar no pagamento dos R$ 225 milhões restantes da dívida. “É uma pena ver a Gurgel acabar dessa maneira. O momento desfavorável da economia nos anos 80 talvez tenha sido o principal empecilho para a continuidade do sonho do carro nacional”, comenta José Eduardo Favaretto, consultor da área automobilística. “Mas João Gurgel, que tinha boas idéias para o mercado, também não soube aproveitar benesses como os incentivos fiscais dados pelo governo”. Sim, João Gurgel tinha boas idéias. Quando foi decretada a falência, ele estava prestes a lançar o projeto Delta. Tratava-se de um veículo econômico no preço, no consumo de combustível e na manutenção. Era o embrião do carro popular.

Após o leilão, as únicas lembranças de um tempo de heroísmo na indústria automobilística brasileira estarão guardadas na garagem de Ricardo Amaral Gurgel, sobrinho do fundador. Lá, estão estacionados um jeep X-10 e um XEF, carro de banco único com capacidade para três passageiros. Ricardo pagou R$ 5 mil pelo XEF que, restaurado, pode valer até R$ 20 mil. Os carros Gurgel, de agora em diante, serão peça de colecionador.

Pequeno sonho de consumo deste que vos fala é um X12 teto rígido, o beginho da direita em primeiro plano, na foto. Ainda terei um. O Alexander Gromow, ativista da causa VW, colocou no ar recentemente um site bem completo sobre a marca que recomendo aos que não a conhecem a fundo. Recentemente foi lançado um livro, também, mas infelizmente vou ficar devendo por ora título, editora e nome do autor, já que está em casa.

Perfil


Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar”, "Quatro Rodas Clássicos" e “ESPN”, rádios Cultura, USP, Jovem Pan, Bandeirantes, Eldorado-ESPN e Estadão ESPN — as duas últimas entre 2007 e 2012, quando a emissora foi extinta. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil, onde ficou até dezembro de 2020. Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o "Grande Prêmio" passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o "Esporte de Primeira" na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, "Dois cigarros", pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas "Gerd, der Trabi" (Gulliver, 2019). É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo e do Rio, para onde se mudou em junho de 2017. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020.
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