Arquivoterça-feira, 15 de dezembro de 2015

ONE COMMENT

O

Marcos Gomes ganhou o título da Stock com um carro que, bem ou mal, leva a marca Peugeot no capô. Agora procurem, no site oficial da montadora francesa, uma única palavra sobre a conquista. O comentário: enquanto as fábricas seguirem ignorando o automobilismo, nada vai andar neste país.

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DICA DO DIA

D

SÃO PAULO (eu estava lá) – O delicioso “pré-corrida” da Globo no GP do Brasil de 1981, incluindo o salto de motocicleta de um doido sobre 11 carros de F-1, um deles com Bernie Ecclestone dentro (a gente já mostrou foto aqui, mas acho que o vídeo, não). Carlos Bragatto mandou. Tem coisas incríveis, como o repórter (vocês hão de reconhecer, digam aqui) mostrando como era feito o abastecimento dos carros. Em bombas de gasolina da Petrobras!

ARE BABA

A

SÃO PAULO (argh) – Por 168 milhões de euros, a Mahindra indiana está comprando a Pininfarina. Acho deprimente. Uma empresa italiana que ficou famosa por desenhar carros para marcas como Ferrari, Alfa Romeo, Maserati, Fiat, BMW, Lancia, Cadillac e Bentley ficará a serviço, agora, de uma casta que faz ronhas tenebrosas e se impõe no mercado graças a uma condição desigual de estar estabelecida em um país de população muito numerosa onde o custo da mão de obra é baixíssimo. Como acontece com a China, também.

Vejam, por exemplo, esse Cisitalia aí embaixo. Está no MoMA, em Nova York. Quando uma picape Mahindra estará num museu? Só se for de horrores.

E não há preconceito algum aqui. É que fico triste sempre que vejo pequenas companhias familiares sendo engolidas por grandes corporações, sejam elas de onde forem.

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Perfil


Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar”, "Quatro Rodas Clássicos" e “ESPN”, rádios Cultura, USP, Jovem Pan, Bandeirantes, Eldorado-ESPN e Estadão ESPN — as duas últimas entre 2007 e 2012, quando a emissora foi extinta. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil, onde ficou até dezembro de 2020. Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o "Grande Prêmio" passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o "Esporte de Primeira" na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, "Dois cigarros", pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas "Gerd, der Trabi" (Gulliver, 2019). É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo e do Rio, para onde se mudou em junho de 2017. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020.
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