DICA DO DIA

D

SÃO PAULO (eu estava lá) – O delicioso “pré-corrida” da Globo no GP do Brasil de 1981, incluindo o salto de motocicleta de um doido sobre 11 carros de F-1, um deles com Bernie Ecclestone dentro (a gente já mostrou foto aqui, mas acho que o vídeo, não). Carlos Bragatto mandou. Tem coisas incríveis, como o repórter (vocês hão de reconhecer, digam aqui) mostrando como era feito o abastecimento dos carros. Em bombas de gasolina da Petrobras!

Sobre o Autor

Flavio Gomes

Flavio Gomes é jornalista, mas gosta mesmo é de dirigir (e pilotar) carros antigos.

31 Comentários

  • No mesmo canal de quem postou esse video estao o gp do brasil completo de 81 e varios outros inclusive um gp brasil de 77 que eu tinha comigo e enviei para que fosse colocado som aonde estava sem audio e postado na sequencia , Interlagos antigo era tudo. Tenho saudades dessa F1 mais antiga por causa das improvisações e tambem de como era mais bonito o mundo naquela epoca mas melhor parar de falar por aqui….

  • Sensação esquisita, parecendo letra de uma música do Camisa de Vênus… “não há mais festa, nem carnaval, acho que fui enganado”… o vídeo serve para lembrar duas coisas: a primeira: antigamente tudo era mais divertido e menos chic. a segunda: as coisas passam, tudo passa, tudo tem princípio, auge e ocaso….a F-1 parece estar no ocaso…uma sensação ruim de que “já deu o que tinha de dar”…

  • Muito legal! O travelling da imagem sobre a pista, mostrando a exuberância do Rio de Janeiro, mesmo num dia cinzento, foi demais! Agradecimento a todos que nos proporcionaram esses minutos de lembranças…

  • Faço minhas as palavras do Flavio , certa vez aqui no blog

    “Fogo eterno na morada do tinhoso” para todos aqueles que acabaram com Jacarepaguá….

    puta que pariu, não dava pra construir esses monstrengos em qualquer outro lugar do RJ….. tinha de implodir um dos melhores autódromos do Brasil?

    Duro é resistir a uma dupla de escroques que governava o RJ, e um gângster que era o bastião da moralidade olímpica do Brasil….

    Foda. Mas, esse “esquenta” do GP foi sensacional… O bernie não faz isso hoje nem no simulador… ele já foi melhor como dono do circo.

    Aguardo pra ver por aí no youtube, o esquenta do GP de 82, onde muitas celebridades da época fizeram uns rolês de Corcel II, e etc – esse foi o primeiro GP que assisti na TV…

    Bons tempos… puta merda…. que bons tempos.

  • O Boni pode até ser um “gênio” da TV brasileira…

    Mas esse “padrão Globo de qualidade” que ele impôs… pqp… coisa nojenta… o que interessa a opinião da esposa de piloto?

    O Felipe Nasr ano passado deu uma resposta bem no estilo Piquet para a Mariana Becker… deve ter levado um puxão de orelha de alguém pq nunca mais repetiu a façanha…

    Era algo a ver com o dia das mães… não me recordo bem a frase… mas na hora eu ri muito…

    Acho PODRE essa insistência da Globo em envolver assuntos e pessoas que não tem nada a ver com o esporte…

    • Na época, até fazia algum sentido, pois F-1 era meio que novidade ainda, tudo era meio mambembe, não fazia muito tempo que a Globo “abraçara” o “produto” F-1. Então fazia parte esse tipo de divulgação. Os próprios repórteres não estavam muito preparados (a Isabela Scalabrini, lindinha por sinal, era muito novinha e fez uma pergunta bem idiota sobre as “chances” de vitória do Chico Serra, totalmente sem noção). Hoje em dia é inadmissível que a Globo insista com essas papagaiadas, mas ela continua com o pachequismo. Dá saudades daquela época das transmissões da Globo porque, pelo menos, tudo era mais informativo, com a qualidade das trilhas sonoras, a locução do Vanucci, tudo num tom correto, diferente de hoje, com essa informalidade que, na verdade, é banalidade, só se preocupando com coisas fúteis como o novo penteado do Neymar. Sem falar na F-1 real, que convivia com outros espetáculos (dragster, motociclismo) sem frescura. Outros tempos, outro mundo…

      • Eu acho legal demais ver esses bastidores pre gp , lembro de um gp ou 82 ou 83 onde teve uma corrida de corcel II com pilotos e de passageiro alguns artistas da epoca e de ver nelson piquet pilotando uma moto no autodromo, houve tambem antes do gp de 84 um formula2 ada ptado com pneus e carenagem de formula1 com o logo da globo andando na pista para promover o gp porem o ronco lixo de motor de passat era tao ruim que a globo preferiu poir uma musica por cima….bons tempos onde a formula1 era distante demais para mim.

  • Eu pagaria pra ver hoje as equipes, cheias de mi mi mi e vaidades extremas, colocarem seus carros para algum motoqueiro saltar por cima.
    Nem os carros do ano passado elas cogitariam.
    Tempos bons, de diversão simples e sem frescuras cerimoniosas.

  • Tem uma foto minha dentro desse dragster que aparece na abertura. Na época com 3 anos de idade fui com o meu pai e amigo no paddock e me botaram dentro dele e tiraram foto que temos até hoje. O carro estava estacionado num dos boxes sem ninguém por perto. Sensacional ver o vídeo.

  • Quanta coisa inimaginável naquela época pros dias de hoje., como o carro de dragster e o maluco saltando de moto 11 carros de F1 com o Bernie Ecclestone dentro de um deles.. E deu só pra reconhecer com 100% de certeza o locutor das matérias (Fernando Vanucci), o narrador da prova (Luciano do Valle), o repórter não é o Luis Fernando Silva Pinto? já a repórter não faço ideia de quem seja

  • Luís Fernando Silva Pinto, e Isabela Scalabrini! Eu assisti a corrida pela TV mas confesso não me lembrar de muita coisa… nem mesmo da própria corrida! Foi a que o Reutemann venceu debaixo de chuva e depois a torcida argentina presente no autódromo “deu o troco” exibindo um cartaz desaforado a Alan Jones (que tinha vencido o GP da Argentina daquele ano e com os mecânicos dele tendo feito o mesmo à torcida de lá)?

    Mas lembro que, anos depois, fiquei espantando quando soube que outro repórter da Globo, o Luiz Carlos Azenha, se escafadeu da emissora para ir parar no SBT como… repórter da Fórmula Indy! Achei que ele tinha ficado louco, já que na ocasião era um dos repórteres internacionais do JN…

    abs., RobertoJP

  • Que bacana: sem frescura, com gente sorrindo e curtindo o inusitado dos eventos, um clima bem mais leve, tudo meio improvisado mas feito com verdadeiro gosto, sem nego mergulhado inconscientemente dentro de “telefones espertos” o tempo todo, sem artificialismos…que sensação boa, auspiciosa e refrescante que esse vídeo nos remete.

Por Flavio Gomes

Perfil


Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar”, "Quatro Rodas Clássicos" e “ESPN”, rádios Cultura, USP, Jovem Pan, Bandeirantes, Eldorado-ESPN e Estadão ESPN — as duas últimas entre 2007 e 2012, quando a emissora foi extinta. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil. Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o "Grande Prêmio" passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o "Esporte de Primeira" na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, "Dois cigarros", pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas "Gerd, der Trabi" (Gulliver, 2019). É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo e do Rio, para onde se mudou em junho de 2017. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020.
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