TagStock Jr.

SUCATA JR.

S

SÃO PAULO (maldade minha) – Como a Vicar matou a Stock Jr., o campeonato terá o mesmo destino que tiveram outros outrora nacionais: vai virar Paulista. A turma de Piracicaba vai organizar um regional com provas lá e em Interlagos, usando os carrinhos que ficaram sem uso. Os detalhes estão aqui. Nada contra, como sempre. Apenas lembro que esse negócio foi lançado alguns anos atrás cheio de um papo furado de que iria preparar pilotos para as categorias principais. E é claro que não preparou ninguém para nada.

NA ESTOQUE (2)

N

Race-Mini-032

SÃO PAULO (lá vem…) – E conta a Evelyn, direto de Interlagos, que a Stock Jr. (lançada há alguns anos como celeiro de novos pilotos, algo que iria revolucionar o automobilismo brasileiro e só serviu mesmo como caça-níqueis) será extinta. Assim como a Copa Vicar (antiga Light), até onde eu sei. Sobrará a Pick Up Racing, ou seja lá o nome que isso vai ter, com bolhas da Montana, da GM.

Mas amanhã vão anunciar com pompa a criação do Mini Challenge como substituta da Jr., o que é uma falácia. Não há troca de uma por outra, nesse caso. Há a extinção da Jr., acabou, pronto. E o início de um novo campeonato que nada tem a ver com a fórmula estoquiana, chassi tubular + bolha de alguma coisa. Vão usar os Minis, que viraram fetiche da turma endinheirada. É um carro muito bacana, gostoso e divertido de guiar, há torneios espalhados pelo mundo.

Mas é um negócio caro, e portanto será mais uma categoria para riquinhos e, eventualmente, vips participarem, BBBs, apresentadores de TV, atores e atrizes, essas coisas. Não tenho nada contra, apenas que não se venda esse torneio como uma iniciativa altruísta para criar novos pilotos que um dia brilharão nas pistas do Brasil e do mundo. Será apenas mais um campeonato monomarca para fazer dinheiro — não há mal nenhum nisso, repito —, mas tecnicamente inexpressivo e desimportante. Divertido, porém. Se eu fosse rico, arrumava um desses para correr.

DO LADO DE DENTRO

D

SÃO PAULO (acelera, brother!) – O Adriano Griecco é um velho amigo, a quem eu costumava ultrapassar em todas as largadas da Superclassic com o #96. Piloto dos bons, amante de Karmann-Ghia (tem uma réplica dos Dacon que será mostrada amanhã no “Limite”), jornalista de primeira da “Car & Driver”, vai correr na Stock Jr. nesta temporada. Vocês sabem o que eu acho dessas pequenas trapizongas, mas não importa. Como o Grande Prêmio é um site sem preconceitos e ligado em tudo que anda, o Adriano fará um “Diário de Piloto” nesta temporada para a gente.

Divirtam-se. O primeiro texto está no ar, sobre a corrida de Curitiba, e é um barato!

FEIA, A COISA

F

SÃO PAULO (sol, céu azul, outono é demais) – Os treinos livres da Estoque Mirim em Interlagos foram cancelados por falta de pilotos. Não me surpreende. A grana anda curta. É hora de usar a criatividade para fazer automobilismo no Brasil. Ou, então, de aceitar ganhar menos.

Popularidade zero

P

SÃO PAULO (rejeição 100) – Foi um fracasso de público o piccolo concurso que lancei aqui para a blogaiada repaginar os carros da Stock Jr. Apenas um mandou sua sugestão! O desenho de Luigi di Nizo é esse aí embaixo, que coloco a julgamento de Vossas Senhorias.

Só de ter arrancado os dentões do Pernalonga já ganhou minha simpatia. Ouvi dizer que o Carlos Col vai lançar concurso semelhante. Ele falou isso na TV, mas estou pagando pra ver.

O elo perdido

O

SÃO PAULO (sabia que tinham se inspirado em algo!) – O blogueiro especialista em árvores genealógicas Marco Cesar fez vasta pesquisa e me enviou seu resultado. É uma descoberta ímpar, que faço questão de compartilhar com todos.

Abaixo, a linhagem que resultou no… em… bem, em vocês sabem o quê…

O PAI…

…A MÃE…

…E O FILHINHO!

Cruzada estética

C

SÃO PAULO (já sei o que tem na escotilha, mas… cadê o Walt?) – Uma vez que os babyssauros da Stock Jr., ao que parece, são uma unanimidade, vamos fazer o seguinte: ajudar a melhorar o visual dessa bagaça. Como o que não falta aqui é blogueiro talentoso, conclamo a todos uma cruzada pela estética aceitável. Traduzindo: mandem sugestões de carrocerias para essas tranqueiras.

Prometo colocar as melhores aqui e no Grande Prêmio, e a gente faz um concurso informal para escolher um novo visual para os carros dessa categoria. Os três melhores ganham uma camiseta do #96. Me comprometo, também, a enviar as sugestões para o Zeca Giaffone, e caso eles queiram mudar alguma coisa, se entendem com os autores dos desenhos.

Tudo para acabar com a feiúra. Sugestões para [email protected] em formato jpg, não mais de 500 kb cada arquivo, ok?

Visão do inferno

V

SÃO PAULO (que sujeito chato sou eu) – Na boa, não pude conter uma quase-gargalhada quando vi esta foto no Grande Prêmio. Rascunho do inferno, vade-retro!

Vão achar que estou pegando no pé. Como acham que pego no pé do Nelsinho Piquet. De novo: não pego no pé de ninguém. Só falo e escrevo.

Posso?

Ah, um amigo meu, Adriano Griecco, correu. Ele também corre na Superclassic. Alguém poderia me dizer como foi o Adriano?

Argh

A

SÃO PAULO (Vinicius dizia…) – Neste fim de semana estréia a Stock Jr. em Interlagos. Ou “Baby Stock”, como alguns (pelo menos eu) a têm chamado.

Olha, é feio mesmo.

Ensaio sobre a feiúra

E

SÃO PAULO (como é fácil ganhar dinheiro…) – Pode até parecer implicância, já que volto ao tema e encomendei (essa é boa, encomendei) pesquisa no Grande Prêmio sobre o assunto, não dando muitas opções de respostas aos incautos que a responderem. Mas a discussão sobre esse negócio que chamam de Stock Jr. vai além da estética.

A questão é: para que serve uma categoria dessas? Esses doravante chamados “carros” não são carros. Não existem no mundo real. Não foram concebidos como carros, têm mecânica de moto, são um amontoado de tubos soldados cobertos com uma camada de fibra de vidro que lembram vagamente um automóvel.

O cara que resolver correr desse negócio pode até se divertir. Deve ser rápido, pelo peso e pela natureza de um conjunto mecânico de motocicleta. Mas não vai se preparar para nada. Nem para correr de turismo comum, nem para a Stock, nem para monopostos.

É um caça-níqueis, apenas, terreno dos mais férteis para enxaguar divisas, como se faz com enorme galhardia no automobilismo (aqui e lá fora). Para desaguar recursos não contabilizados. Para criar gastança.

Do ponto de vista técnico e automobilístico, é uma perda de tempo. Esses “carros” são apenas brinquedos velozes que não parecem com nada, nem mesmo uma carroceria minimamente atraente conseguiram desenhar. E qualquer oficina que trabalha com fibra de vidro nas imediações de Interlagos faria melhor.

Via de regra, sou a favor de tudo que corre, gosto de corridas e de competição. Mas é preciso um norte para tudo na vida, um objetivo claro para modalidades esportivas. Por que não se consegue emplacar no Brasil um verdadeiro campeonato de marcas, com carros de verdade, sendo este um país que tem duzentas montadoras instaladas?

Inventaram mais um brinquedinho para pessoinhas ricas. É isso a Stock Jr. Carrinho para o Júnior brincar de correr. E tome grana na lavanderia.

Coisinha mais lindinha

C

SÃO PAULO (isso tem cara de quê?) – O Tony Kanaan está fazendo uma seletiva para escolher um piloto que vai correr por sua equipe na Stock Jr., categoria nova que vai fazer preliminar da V8 este ano. Hoje me mandaram essa foto. O lugar é lindo, o autódromo privado de Alcides Diniz em Indaiatuba (SP). Mas o carro… Para ser feio, precisa melhorar bastante!

Perfil


Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar”, "Quatro Rodas Clássicos" e “ESPN”, rádios Cultura, USP, Jovem Pan, Bandeirantes, Eldorado-ESPN e Estadão ESPN — as duas últimas entre 2007 e 2012, quando a emissora foi extinta. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil, onde ficou até dezembro de 2020. Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o "Grande Prêmio" passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o "Esporte de Primeira" na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, "Dois cigarros", pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas "Gerd, der Trabi" (Gulliver, 2019). É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo e do Rio, para onde se mudou em junho de 2017. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020.
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