Arquivojulho 2014

CARS & GIRLS

C

gganos70Seria uma grid girl dos anos 70? Não sei, não. Se alguém tiver alguma informação extra, pingue aqui. Mas que os anos 70 eram mais divertidos, eram. O carro? Bem, o carro parece um Jaguar E-Type conversível.

GRANDE MASSA

G

SÃO PAULO (leitura obrigatória) – Evelyn Guimarães fez uma Grande Entrevista com Felipe Massa em Budapeste. O resultado do trabalho da nossa Suprema é capa da Revista WARM UP #52, disponível aqui e é essencial para entender o piloto brasileiro, único sobrevivente do país na F-1. E tem muito mais, como a Fórmula E by Gil de Ferran, comparações entre Márquez e Vettel, a psicologia aplicada ao automobilismo…

Devorem à vontade e nos encham de elogios, por favor. Aqui e lá no espaço de comentários das matérias.

capawupmassa

HÁ 14 ANOS…

H

SÃO PAULO (volto mais tarde) – Hoje faz 14 anos da primeira vitória de Rubens Barrichello na F-1, em 30 de julho de 2000 em Hockenheim. O Gabriel Araújo encontrou, sei lá como, uma gravação de parte daquela corrida com o áudio da Jovem Pan, onde eu trabalhava na época. Vander Luiz era o narrador daquela temporada, porque Nilson Cesar estava afastado por motivos de saúde. Notem que parte da narração é do Vander. A última volta, do Nilson.

Aconteceu o seguinte — aliás, é lenda na Pan que com o Vander acontecem coisas inexplicáveis. Barrichello estava para ganhar e o Nilson, que cobriu a carreira do cara inteira, ligou para a rádio de Sorocaba, onde morava. Assim que terminasse a prova, ele queria dar um pequeno depoimento e tal. Estava afastado, mas OK, preparando a volta. Vander narrava com Claudio Carsughi comentando de um estúdio em São Paulo, acompanhando pela TV. Eu estava na Alemanha. Aí um operador cometeu algum engano e, sem querer, “desplugou”, como a gente diz, o estúdio do Vander. Ficou um silêncio no ar e ele tinha o Nilson “pendurado” em outra linha. Não teve dúvidas. Entrou no telefone e falou: “Nilson, deu alguma merda aqui, vai você!”. E o Nilson, com a categoria de sempre, assumiu a narração pelo telefone e narrou a última volta da primeira vitória do brasileiro na F-1.

Foi um negócio incrível. Na hora, meus olhos se encheram de lágrimas porque o Nilson, parceiro de anos, mostrou que estava 100% para voltar ao trabalho e aquela narração, de uma volta histórica, caiu na sua mão. Podia dar tudo errado, afinal ele estava havia meses sem narrar nada, mas deu tudo certo. E abreviou sua volta em semanas, talvez meses. Foi muito legal.

Com lágrimas nos olhos, fiz um comentário qualquer sobre a corrida e, muito emocionado, dei as boas-vindas de volta ao meu velho companheiro. O pessoal na sala de imprensa achou que eu estava chorando pela vitória, o que evidentemente não faria o menor sentido. Só choro por futebol, e pela Portuguesa.

Só sei que foi assim.

NOVAS MÃOS

N

hullcolection

SÃO PAULO (gente…) – James Hull, um dentista inglês de 53 anos, passou boa parte de sua vida montando esta que deve ser uma das maiores coleções de clássicos do mundo. São 543 carros, mais um monte de outras coisas, guardados com carinho em vários galpões na Inglaterra. A coleção tem maioria absoluta de carros britânicos, claro, como Jaguar, Bentley, Rolls Royce, Mini e muito mais. Alguns deles pertenceram a figuras célebres como Winston Churchill e Elvis Presley.

Há algum tempo, Hull passou a ter problemas de saúde e, em maio, resolveu vender tudo. A Jaguar Land Rover (que hoje pertence aos indianos da Tata) comprou tudo por… 100 milhões de libras! Nem sei quanto dá isso. A empresa não diz quanto pagou, na verdade. Esse preço era o estimado pelo colecionador, que pode ter feito um desconto.

Hull, segundo esta reportagem do “Daily Mail”, queria garantir que na venda a coleção fosse preservada. Por isso, não estava muito preocupado com valores. Conseguiu, ao que parece. Quem mandou a história foi o blogueiro Eduardo Zero Hora.

Vendo isso, não deu para não imaginar o que será dos meus pobres carrinhos quando eu for desta para a melhor, como se diz. Mas ainda falta algum tempo, então depois penso nisso.

ONE COMMENT

O

A Nissan sabe cuidar de corridas. #eatsleepRACErepeat é a nova versão da velha frase de Steve McQueen (“Racing is life. Anything that happens before or after, is just waiting”, em “24 Horas de Le Mans”). Hoje, seria algo como #justwaiting

SENNA DO MILHÃO

S

sennamilhao2SÃO PAULO (bem na estante) – Domingo tem a sexta edição da Corrida do Milhão da Stock Car. Desta vez, em Goiânia, o que é uma novidade. Outra será o prêmio para o pole-position: uma estátua de Ayrton Senna banhada a ouro, moldada pelo artista plástico Wilson Iguti.

MENOS LARGADAS

M

SÃO PAULO (decidam-se) – Há um mês, no dia 26 de junho, FIA, FOM & Agregados decidiram que, a partir de 2015, as entradas de safety-car forçariam relargadas com os carros parados no grid. Naquele dia, escrevi que era uma bobagem, e que iria banalizar um dos momentos sublimes de uma corrida — justamente a largada, única, tensa, imbatível no quesito “prender a respiração”.

Depois do que aconteceu no GP da Hungria, com o safety-car embaralhando o pelotão e proporcionando uma ótima prova com relargadas em movimento, FIA, FOM & Agregados resolveram que não vai ter largada parada pós-SC no ano que vem. Desistiram da ideia de jerico e fica tudo como está.

Ótimo.

RÁDIO BLOG

R

Minha amiga Alessandra Terribili está demais. Agora tem até clipe! “Xote sem Fronteiras” é a música da menina, um talento excepcional que, um dia, vai desbancar TODAS as cantoras da MPB.

MAIS UM NÚMERO

M

nmerinhosgrandesSÃO PAULO (puxa) – O post aí embaixo sobre a BMW do Elvis foi o 18.000° deste blog. Isso mesmo: dezoito mil posts desde 5 de dezembro de 2005, quando a bagaça entrou no ar. Eles mereceram de Vossas Senhorias 742.588 comentários — excluindo, claro, aqueles que foram parar gloriosamente na caixa de spams. São 41,24 comentários por post, um número que não sei se quer dizer muita coisa, mas é igualzinho ao registrado em 26 de novembro do ano passado, quando chegamos a 17 mil postagens. Vocês são bem regulares.

Em 3.157 dias de atividade quase ininterrupta (às vezes eu saio de férias, ou passo uns dois ou três dias sem escrever nada; mas é raro, vocês sabem bem disso), batuquei uma média de 5,7 bobagens por dia. Seis, para arredondar. E vocês pingaram 235 comentários por dia, quase dez por hora.

Em 31 de outubro de 2011 a URL (endereço de internet, eunucos!) do blog passou a ser a atual. De lá para cá, que é o período contemplado pelo Google Analytics, foram 16.111.995 visitas à página, geradas por 4.050.109 usuários diferentes. Essa multidão aí gerou, por sua vez, 22.947.975 pageviews. Dá uma média de 134.868 almas desocupadas por mês e 687.751 pageviews a cada 30 dias.

Por incrível que pareça, em tempos de leitura cada vez mais veloz e desinteressada, os números aqui só crescem. Em relação ao dia do post 17.000, por exemplo, o público leitor aumentou 14,6% na média mensal. Uia.

A turma que tem entre 25 e 34 anos, jovenzinhos, pois, segue sendo a mais assídua, com 33,5% da audiência. Não sei de onde tiram esse dado, porque até onde eu sei ninguém aqui declara idade. Mas está lá no Google, então deve ser verdade. Os usuários que vivem no Brasil são responsáveis por 92,67% da audiência. Não houve mudanças no ranking dos 10 países mais assíduos: Brasil, EUA, Not Set (este país misterioso), Portugal, Japão, Canadá, Alemanha, Inglaterra, França e Itália. No total, o blog recebeu visitas de 205 países diferentes. Nem sabia que existiam tantos. Eram 195, no dia do 17.000°.

O ranking das cidades segue com São Paulo em primeiro, com 25,16% da audiência. Rio, Not Set (grande cidade), Belo Horizonte, Curitiba, Brasília, Campinas, Porto Alegre, Florianópolis e Salvador fecham o top 10. Recebi neste blog visitas de 11.833 cidades. Eram 9.798 quando do inesquecível post 17.000, que não lembro qual foi.

Vocês me leem basicamente em seus desktops, esses computadores velhos, imensos, com torre de CPU e monitor Samsung que ocupa metade da mesa, e laptops lascados nos cantos e com tela empoeirada: 83,41%. Eram 88% há oito meses. Os celulares são usados por 8,32% dos leitores (eram 4,8%) e os tablets, por 8,27% da macacada (eram 7,2%). Nesse ritmo, em uns 40 anos é capaz de o blog ser mais acessado por celulares e tablets do que por computadores de verdade. Mas aí já terei morrido.

A registrar, ainda, o recorde de pageviews num só dia: 83.923, em 10 de julho agora. Desconfio que foi no dia em que escrevi umas coisas sobre a seleção brasileira.

Preciso de mais uns 7 a 1.

FOTO DO DIA

F

SÃO PAULO (coragem!) – Sexta-feira pinguei aqui uma foto do circuito de rua de Piracicaba e pedi pra blogaiada da área tentar fotografar o mesmo local hoje. Vários me mandaram imagens, algumas até do Google. Separei algumas delas, porque dá para identificar pouco: apenas a casa modernista da esquina. O problema é que a linha de trem não existe mais e o ângulo da foto original não dá mais para ser reproduzido. Para comparar, reproduzo a da corrida de 1965. E a foto aérea, que tem o “S” da Armando Salles no canto inferior direito, é de 1947, quando a tal casa ainda nem tinha sido erguida. Mas mostra o velho estádio do XV. Agradecimentos, entre outros, a Felipe Viscovo, Heber do Valle Jr. e Leonardo Silva.

A DO ELVIS NÃO MORREU

A

SÃO PAULO (vai ficar linda) – Apenas 254 exemplares da BMW 507 foram construídas. E uma delas, 1957, pertenceu a Elvis Presley, que comprou quando servia o Exército na Alemanha. Dizem até que a cor original era branca, mas Elvis não aguentava mais as mocinhas escreverem seus telefones com batom na lataria. O carro está com a BMW, que vai restaurá-lo. Até o dia 10 de agosto fica no museu da marca, em Munique. A história toda está aqui. O José Everson de Abreu mandou. E olhando as fotos, me pergunto… Será o caso mesmo de restaurar? As marcas do tempo são encantadoras.

adoelvis

Perfil


Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar”, "Quatro Rodas Clássicos" e “ESPN”, rádios Cultura, USP, Jovem Pan, Bandeirantes, Eldorado-ESPN e Estadão ESPN — as duas últimas entre 2007 e 2012, quando a emissora foi extinta. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil, onde ficou até dezembro de 2020. Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o "Grande Prêmio" passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o "Esporte de Primeira" na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, "Dois cigarros", pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas "Gerd, der Trabi" (Gulliver, 2019). É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo e do Rio, para onde se mudou em junho de 2017. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020.
ASSINE O RSS

Categorias

Arquivos

TAGS MAIS USADAS

Facebook

DIÁRIO DO BLOG

julho 2014
D S T Q Q S S
 12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
2728293031