TagGP do Brasil 2014

SOBRE ONTEM À TARDE

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SÃO PAULO (sobrevivi) – Um GP do Brasil sempre acaba tendo um monte de histórias paralelas, mesmo quando a corrida não é excepcional, como a de ontem. Assim, vamos ao rescaldo de Interlagos.

– A invasão. Ontem, escrevi que “deram uma liberada”. Não foi bem assim, pelos relatos dos blogueiros que estavam no Setor A. A real é que arrebentaram o alambrado, os seguranças tentaram conter a turba, deram umas porradas em algumas pessoas, mas a coisa saiu de controle. Depois, tudo na paz. O fato é que esse é um caminho sem volta. Depois da primeira invasão, outras virão. O que fazer? Organizar a bagaça. Falar com a FIA e permitir que ela aconteça. Instruir o público. Colocar portões de acesso para a pista a partir das arquibancadas. O Setor G terá de ser contemplado. Não vejo mal algum, desde que se garanta a segurança da área de box. Deixar as pessoas passearem pela pista não tem problema nenhum, é uma forma de aproximar o público do templo que ele normalmente só vê pela TV. É assim em um monte de circuitos. Tarefa para o Tamas Rohonyi, portanto: estudar como fazer a invasão consentida, de forma civilizada e amigável. Porque apesar de tudo, ontem, foi muito bonito. Vocês acham que Niki Lauda vai esquecer este momento registrado pelo grande Carsten Horst? Podemos ter testemunhado ontem o início de algo que virar tradição. É legal, isso.

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– A Mercedes chegou ontem à sua 11ª dobradinha no ano. É recorde para uma temporada, embora a marca tenha sido atingida com 18 corridas. A McLaren fez 10 em 1988 em 16 etapas. Mas é esse recorde que fica, e pode ser ampliado em Abu Dhabi. Outra marca importante foi a 15ª vitória da equipe, igualando McLaren/1988 e Ferrari/2002/2004. Igualmente poderá ser batido mais este recorde por um time que impôs uma superioridade impressionante neste Mundial.

– No momento em que escrevo, a Caterham já arrecadou 1.100.322 libras para tentar correr em Abu Dhabi. É quase a metade, 46%, do que precisa. Estou sinceramente impressionado com esse negócio. Até agora, 2.801 doadores pingaram alguns cobres para ajudar, o que dá uma média de 392 libras por cabeça, quase 1.600 reais. Você doaria uma grana preta dessas? Olha, é muito estranho esse negócio…

– Leandro Beninca, o moleque do “taca-le pau”, esteve no autódromo, mas não participou da transmissão da Globo, como chegaram a noticiar. Viu a corrida num dos camarotes e foi tietado pelo apresentador global Tiago Leifert. Será que ele curtiu seu primeiro GP? Tomara. Porque Leandro eternizou uma expressão que vale para um monte de coisa. Está na História, com H maiúsculo. Grande figura!

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– Quando deixei o autódromo ontem à noite, fiz minha última foto noturna de nosso querido paddock. Nunca mais um GP de F-1 em Interlagos será realizado nessas instalações, da maneira como elas estão hoje. Ainda tem a prova do WEC no fim do mês, mas o fato é que a despedida foi ontem, por toda a tradição que o autódromo tem. Desde 1990, quando a categoria voltou a São Paulo, é nesse espaço que equipes, jornalistas, convidados e bicões em geral convivem. É uma zona, mas todo mundo adora. Vou sentir falta. Saudoso paddock.

tchaupaddock

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rbemituSÃO PAULO (onde está Wally?) – Pelo menos desde 1993, quanto estreou na F-1, presença garantida no GP do Brasil era Rubens Barrichello. Mesmo depois que parou de correr, em 2011. Creio que ele veio também a outros, depois que a categoria voltou a São Paulo. Afinal, já era conhecido no meio em 1990 e morava perto do autódromo.

Pois neste ano Rubens, demitido pela Globo, para quem vinha trabalhando como comentarista, não apareceu. Se veio, ficou bem escondido. É compreensível. Seria muito assediado pela imprensa, que teria um único interesse em falar com ele: sua saída da TV.

Seria metralhado de perguntas, e se tivesse de dizer a verdade nas respostas, causaria um bafafá danado.

A saída de Barrichello das hostes globais não foi suave, como alguém pode imaginar. Muito pelo contrário. Houve atritos pesados com muita gente. Inclusive com alguém que exerce uma função com a qual ele, digamos, sonhava.

Bom, o rapaz prometeu escrever um livro um dia para “contar tudo”, não é verdade? Então, esperemos.

Quanto ao seu fim de semana, a última notícia disponível está na sua página no Instagram. Rubens estava ontem em Itu jogando golfe. “Aberto Embrase de Itu… Pra foto ate q ficou bonito. Rss /// great open at Itu. Having fun… Need to practice more for my handicap 12”, escreveu.

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SÃO PAULO (foi bem) – Se Felipe Massa tivesse de escolher duas corridas para subir ao pódio em sua primeira temporada pela Williams, seriam Monza e Interlagos. Exatamente o que conseguiu. Na Itália, a simpatia dos torcedores da Ferrari por ele é enorme. Aqui, o piloto foi aclamado pelas arquibancadas cobertas na freada do S do Senna a cada ultrapassagem (nenhuma muito complicada, ou decisiva; mas fez algumas, e o povo se divertiu) e, ao final da corrida, festejado no pódio aos gritos de “olê, olê, olê, olê, Massa, Massa”.

Foi um pódio merecido e fácil, que poderia ter se complicado por dois erros do brasileiro. Quando fez a primeira parada nos boxes, apertou o botão do limitador mais de uma vez e ultrapassou o limite de velocidade permitido. Teve de pagar 5s de multa na segunda parada. No terceiro pit stop, Felipe simplesmente errou de box. O pessoal da McLaren estava esperando por Button, e seus macacões, em cinza claro, são semelhantes aos brancos da Williams. “Confundi a cor”, explicou. Mas os mecânicos do time co-irmão foram rápidos, saíram da frente e Felipe percebeu a trapalhada.

“Poderia ter perdido o pódio, principalmente pelo primeiro erro. Numa corrida dessas, é algo que pode te prejudicar muito.” A sorte de Massa foi que Bottas, o único com carro capaz de se aproximar dele, teve um desempenho fraco e, com problemas em uma parada, saiu da briga antes da metade da corrida. Terminou em décimo.

Massa também, como se diz, quebrou o protocolo no pódio. Na entrevista para Piquet, passou a responder em português porque estava “de saco cheio de inglês”. “Este lugar está dentro do meu coração. É uma pista maravilhosa, passei boa parte da minha vida aqui. Essa energia veio de vocês”, falou, apontando para os torcedores.

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SÃO PAULO (legal, isso) – Posso estar enganado, mas não me lembro de uma invasão de pista no “estilo Monza” como a de hoje em Interlagos. Teve aquela numa vitória do Senna, mas a turma invadiu no Setor G, foi diferente. Hoje, deram uma liberada pelo Setor A e uma segurada para que a turba não invadisse os boxes.

Se a coisa for feita com calma, não vejo mal algum. A foto abaixo é da colega Vanessa Ruiz. Peguei do Twitter dela e nem pedi.

domvanessaruiz

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SÃO PAULO (interna) – Antes de falar da corrida, é preciso registrar o que nosso maluco beleza Nelson Piquet aprontou mais uma vez. Primeiro, no fim da corrida, as câmeras foram até os boxes da Mercedes, onde ele assistia à prova ao lado de Niki Lauda. Quando percebeu, Piquet tascou um beijo em Niki, velho amigo e ex-companheiro de Brabham.

dompiquetlauda

Depois, escalado para as entrevistas do pódio, chegou rindo, perguntou qualquer coisa a Rosberg, chegou em Hamilton e mandou: “Lewis, eu morro de inveja de você, mas não é por sua pilotagem, é da sua namorada, onde ela está?”, e começou a gargalhar. Para quem não conhece, é essa moça da foto abaixo, Nicole Scherzinger.

nicandlhHamilton não gostou muito, a coisa foi meio constrangedora diante de sua contrariedade, dizem que o inglês morre de ciúmes da moça e não curte muito nenhum tipo de brincadeira com ela. Mas dane-se. Esse pessoal precisa se levar menos a sério, aprender a rir mais, a se divertir mais. Boa, Nelsão!

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SÃO PAULO (coisa pacas) – A produção do time do Grande Prêmio aqui em Interlagos e naquilo que o povo chama de “bastidores” está muito intensa. Algumas matérias que merecem ser lidas:

– Horner diz que proposta da Ferrari para Vettel foi “muito alta”, por Evelyn Guimarães

Alonso terá o maior salário da história da F-1 na McLaren-Honda, por Vitor Fazio

Ecclestone torce por Hamilton contra Rosberg, porque o inglês é mais “popular”, por Pedro Henrique Marum

– Com vaquinha, Caterham já arrecadou metade do que precisa para ir a Abu Dhabi, por Gabriel Curty

Bruno Senna se divide entre a F-E, o WEC e o trabalho como comentarista da TV inglesa, por Nathália de Vivo

E sigam acompanhando, porque o que não falta é notícia!

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SÃO PAULO (coisa doida) – Cheguei aqui hoje mais rápido do que em dia de corrida da Classic Cup. No caminho, o primeiro sinal de que tinha um GP de F-1 em Interlagos fui ver num posto de gasolina a menos de 1 km do autódromo. Era um carro de Stock estacionado ao lado de um caminhão de uma marca de energético. Ontem, ao deixar o circuito, ninguém se preparava para ficar na fila do Setor A. Filas que, alguns anos atrás, na manhã do domingo, chegavam até a ponte do Jurubatuba. Hoje, é chegar e entrar.

É disso que fala o “Bom Dia” de hoje. Voltarei ao tema.

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massanagalera

SÃO PAULO (pode vir) – Com esse negócio de usar o mesmo título para todas as notinhas de um GP, às vezes algumas informações importantes ficam escondidas.

Então é o seguinte: AINDA TEM INGRESSO PARA A CORRIDA!

O público hoje foi modesto, calculo coisa de umas 30 mil almas, mas os organizadores só vão passar esses números oficiais amanhã. Quem veio curtiu o terceiro lugar de Massa no grid. Os setores B, F e D estão esgotados, mas há entradas disponíveis para os demais e para algumas áreas VIP. Para quem quiser vir, as bilheterias de Interlagos estarão funcionando das 7h às 12h amanhã.

Toda a turma da organização e do autódromo está, com razão, orgulhosa do trabalho que foi feito na primeira etapa das reformas. Ninguém reclamou do asfalto, ao contrário, e sobraram elogios para a nova entrada de box e para a área de escape do S do Senna. O engenheiro-chefe do GP do Brasil, Luis Ernesto Morales, informou que além de ter sido quebrado o recorde oficial da pista para a pole-position (aquela de 1min09s822 de Barrichello não conta, neste caso), as velocidades máximas atingidas na Reta dos Boxes (338 km/h) e na Reta Oposta (333 km/h) também superaram as marcas anteriores de 326 km/h e 323 km/h.

A equipe de engenharia do GP Brasil trabalha na F-1 desde 2001. “Levamos 14 anos para alcançar esse patamar. A parceria com a Secretaria de Obras funcionou com perfeição e o resultado foi a excelente marca no treino de classificação”, disse Morales. Beleza pura.

Ontem conversei com Chico Rosa sobre a próxima fase das obras. O administrador do autódromo contou que só vai sobrar a estrutura dos boxes atuais, que serão redimensionados. Sobre eles será construído um prédio que, provavelmente, vai abrigar camarotes e torre de controle. Debaixo do heliporto, interditado pela Anac há anos, ficarão os boxes da FIA. O paddock será alargado e atrás dele vão erguer um novo edifício para abrigar escritórios das equipes, sala de imprensa e sei lá mais o quê. O vão entre os dois prédios será coberto. Pelo que vi do projeto, tudo muito funcional e sem grandes luxos.

Gozado que ontem a Evelyn conversou com Christian Horner sobre as reformas e o chefe da Red Bull disse que a única coisa que jamais poderia ser modificada em Interlagos era justamente o paddock. Apesar do aperto e da confusão, “é o único paddock da F-1 onde a gente fica perto do pessoal das outras equipes, onde se pode encontrar todo mundo, a gente conversa, almoça perto um do outro, vê os amigos, é o tipo de coisa que não pode mudar nunca”.

Palavras de quem sente falta de calor humano, algo que realmente não existe nos autódromos mais modernos. Aqui é uma zona, mas é o maior barato. E acho que vai continuar sendo, espero, depois das reformas.

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nicopodolskiSÃO PAULO (malandrinho) – Esses alemães… Vocês se lembram na Copa. Viraram o xodó do Brasil, principalmente depois que Podolski começou a tuitar em português. Quando enfiaram 7 naquele time ridículo, então, ganharam o coração de muito mais gente.

Hoje foi a vez de Rosberguinho adotar a tática. Primeiro, mandou uma mensagem para Massa. “Felipe fez um ótimo trabalho hoje. Mas espero que sobrem alguns dedos cruzados para mim também!”, pediu à torcida brasileira.

Depois, agradeceu à massa. Mas atenção, Nikita: é “obrigado”, não “obrigada”.

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SÃO PAULO (todos gostam daqui) – Trinta e três milésimos de segundo. Foi a diferença de Rosberguinho, nossa Vênus Platinada, para Comandante Amilton, o Deus de Ébano das pistas. Foi a décima pole de Nico no ano, 14ª na carreira. Igualou alguns monstros nas estatísticas, como Alberto Ascari, James Hunt e Ronnie Peterson. E Barrichello, também.

Sua volta de agora há pouco em Interlagos foi perfeita. Cravou 1min10s023 na segunda tentativa do Q3, um tempo espantoso, contra 1min10s056 de Lewis. “Mas só vai ser perfeito se eu ganhar amanhã”, falou o alemão. Faz sentido, a cautela. Porque Petit Rosberg tem tido alguns problemas com as poles neste ano. Só conseguiu ganhar duas das nove em que largou em primeiro — em Mônaco e na Alemanha.

A última lapada foi na semana passada, em Austin. “Lá eu aprendi o que tenho de fazer melhor.” Lá ele aprendeu que Hamilton, quando lhe dão a chance, engole sem dó, nem piedade.

Teremos mais uma vez, se as condições de temperatura e pressão forem normais, um GP da Mercedes e um GP dos Outros amanhã aqui neste circuito que fica entre lagos — na verdade, duas represas, por isso poderia se chamar Interrepresas, o que seria horrível. E que tem também os seus lagos próprios, que incrivelmente não secaram. As nascentes ficam dentro do autódromo, pelo que andei lendo, e a água tem sido bastante útil para lavar a pista, abastecer banheiros e cozinhas e tudo mais.

O pole dos Outros foi Felipe Massa, que teve um sábado bem legal.

Felipe sempre anda bem em Interlagos, já venceu aqui duas vezes, e realmente ganha uma motivação modelo “plus a mais” cada vez que sai dos boxes na pista de sua cidade. Agora, então, que os motores não fazem barulho, ele consegue até ouvir a torcida, que o aplaude e incentiva efusivamente. “Foi muito emocionante, estou muito emocionado. É sempre bom ter um carro competitivo aqui, fico muito feliz de ouvir a torcida, a energia deste lugar é única”, disse.

Essa energia fez com que Massa, desde ontem, mantivesse uma performance muito sólida em todos os treinos, suficiente para bater seu companheiro Walter Sapattos na hora em que era a sério, a classificação. Companheiro que de bobo não tem nada, pelo contrário. No Q3, Felipe ainda teve um problema que o deixou aflito, para dizer o mínimo. Depois de fazer sua primeira volta em 1min10s247, quase não conseguiu sair do box para a segunda tentativa. A equipe não conseguia ligar o carro. “Tentaram três, quatro vezes, e aí ligou. Mas quando saí, peguei tráfego, um monte de gente do lado.”

Por conta disso, nem completou sua volta. Na metade, viu que não ia dar e abortou. A sorte do brasileiro foi que Bottas, depois de virar 1min10s305, também errou na sua segunda tentativa. Mesmo assim, na pesagem pós-treino, Massa estava com cara de quem tinha perdido um campeonato.

Nem era para tanto. Primeiro, porque não conseguiria bater os tempos da Mercedes. Ele mesmo admitiu. “Mas dava para chegar um pouco mais perto, não usei tudo que meu carro tinha”, disse. Segundo, porque terceiro no grid, a pole dos Outros, estava de ótimo tamanho.

Na disputa mercêdica, Rosberg era o favorito, por ter andado na frente em todos os treinos até então. Também foi o mais rápido no Q1 e no Q2. Se não ficasse com a pole, teria de sair daqui e procurar um pai-de-santo. No primeiro round da briga interna, Hamilton meteu 1min10s195 e Nico, na sequência, enfiou 1min10s166. O inglês saiu de novo para chegar a 1min10s056, mas aí… Lá vem o Nico! Descendo o morro do S do Senna! Rosberguinho imediatamente respondeu com 1min10s023 e encerrou o papo.

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Como se vê pela tabelinha absorvida da TV, Massa e Bottas chegaram mais ou menos perto dos prateados e o resto ficou a um ano de distância. Bonitton, Tião Alemão, Magnólia Arrependida, El Fodón de La Oitava Posición, Ricardão e Kimi Dera Já Fosse Segunda-feira fecharam os dez primeiros. Alonso, aliás, ficou na frente de Raikkonen pela 16ª vez em 18 grids no ano. Quando saiu do carro, um repórter espanhol se aproximou dele e perguntou, com toda delicadeza:

— Señor Alonso, o señor logró terminar na frente de su compañero de equipo pela 16ª vez en el año. La Ferrari no está se livrando del piloto errado?

Ao que Alonso parou, cofiou a enorme barba, olhou para o jornalista e respondeu:

— Não é uma decisão da Ferrari.

Uia! Tóin! Chupa, Ferrari! Aguardamos o anúncio oficial, já está passando da hora.

Nestes posts pós-Qs (Q1, Q2 e Q3, preciso explicar tudo), costumo reservar algumas linhas às duas primeiras partes da classificação, mas hoje elas não merecem muito, não. Como temos ridículos 18 carros no grid, cada Q degola apenas quatro, e assim não há surpresas. Ou, ao menos, nada muito relevante. Hoje, por exemplo, o Q1 deixou de fora, pela ordem, Grojã (que errou miseravelmente em sua volta rápida), Verme (muito mal, no mesmo Q1 K-Vyado ficou em oitavo), Maria do Bairro (que perderia sete posições no grid, mesmo, punição trazida dos EUA) e Maldanado. Na ausência das nanicas de verdade, Caterham e Marussia, a tendência era ver Lotus e Sauber nas quatro últimas posições. A Lotus confirmou. A Sauber até que se saiu bem e levou seus dois pilotos adiante.

Mas lá ficaram, porque no Q2 deu a lógica e avançaram as duplas das cinco grandes — Ferrari, Red Bull, Mercedes, McLaren e Williams. Assim, empacaram Gutierros, Hulk, Fútil e K-Vyado — este nem saiu dos boxes, porque tinha uma punição de sete posições no grid para pagar, por troca de motor em Austin. Ricciardo escapou por pouco. A equipe o liberou para uma única volta quando faltavam apenas 2min30s para o fim da sessão. Mas o sorridente australiano se virou bem.

Não caiu uma gota d’água durante as atividades de pista hoje. A temperatura esteve muito mais agradável que ontem, na casa dos 25 graus e sem sol. Agora, no momento em que escrevo, nuvens muito carregadas pairam sobre o autódromo e está na cara que vai chover. Amanhã, não sei.

O GP do Brasil será legal, como costuma ser, porque há uma perspectiva muito boa de pódio para Massa e de briga metro a metro entre Hamilton e Rosberg. Interlagos é um circuito ótimo para ultrapassagens. Elas vão acontecer aos borbotões, ainda mais com esse botão do ERS e com a asa móvel.

Falando em ERS, volto à Ferrari. Vocês devem ter notado a hora em que Alonso disse um “ai, ai, ai, mas será o Benedito?” no rádio. Pois é. Ele havia acabado de ser informado de que tinham-no mandado para a pista sem carregar totalmente as baterias do ERS.

Haja paciência com essa equipe.

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SÃO PAULO (é bom, claro) – Antes de sair para comer, vídeo do drift do Pequeno Verstappen ontem. O moleque chamou muito a atenção por ter feito o sexto tempo em Interlagos. É claro que é alguém especial, o que não quer dizer que será o maior gênio de todos os tempos. Ele foi 0s085 mais lento que Alonso, mas ficou a 1s063 de Rosberg. Em Austin, foi o décimo colocado, a 1s844 do primeiro. Em Suzuka, 12°, a 2s696 do líder.

Devagar com o andor. Mantenho o que disse ontem. Esses carros, hoje, são inteiramente preparados pelos engenheiros. Qualquer um que tenha noção de pilotagem chega muito perto do máximo que cada automóvel pode render. Se colocarmos Ricardo Maurício, por exemplo, no carro do Verstappinho, provavelmente o brasileiro vai virar o mesmo tempo. É mais ou menos isso.

S DA SALVELINA (12)

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SÃO PAULO (não chove) – Acabou agora há pouco o último treino livre do fim de semana e Rosberguinho continua dominando a bagaça. Virou em 1min10s446, 0s114 na frente de Comandante Amilton. Massacrado ficou em terceiro a 0s429, e os três foram os únicos que andaram abaixo de 1min11s. Bottas, Ricciardo, Button, Raikkonen, Alonso, Magnussen e Kvyat fecharam os dez primeiros. Do primeiro ao oitavo, a diferença foi de 0s953. Não, a F-1 não está equilibradíssima. Todos os anos repito a mesma coisa. A pista é muito curta, e assim é natural que as diferenças de tempo sejam igualmente menores do que em circuitos com mais de 5 km, que é o que mais tem por aí.

A volta de Rosberg não é a mais rápida da história de Interlagos, como eu disse no Twitter. Em 2004, Barrichello, de Ferrari, virou em 1min09s822. Foi naquela pré-classificação que determinava a ordem de entrada na pista dos carros para voltas lançadas. Nem me lembrava direito desse formato de definição do grid. Alguém lembra?

Vamos comer um negocinho e já voltamos. Vou deixar a visita ilustre cuidando das minhas coisas aqui na sala de imprensa.

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SÃO PAULO (fechando o barraco) – No momento em que escrevo, a vaquinha que a Caterham abriu na internet já atingiu mais de 309 mil libras do total de 2.350.000 que a equipe pretende arrecadar para correr em Abu Dhabi. Confesso que estou surpreso. Não achei que haveria otários no mundo em tal número. Os doadores podem contribuir com valores que vão de 1 libra a 45.000 dinheiros da rainha. Multiplique o valor por 4 para ter o equivalente em reais.

Quem doar uma única librinha não ganha nada, só o prazer de ter ajudado. A partir de 40 libras, o sujeito tem direito ao que se chama, nesse negócio de crowdfunding, de recompensa. Elas vão de um boné a peças diversas do carro de 2012 (eles devem ter um monte de porcaria que não serve para nada), e a maior das recompensas é uma viagem para Abu Dhabi para ver a corrida de perto e ficar junto com a equipe.

Christian Horner falou agora há pouco que acha um absurdo o que a Caterham está fazendo. Para o chefão da Red Bull, é lavar roupa suja em público e expor a fragilidade da F-1. “Os fãs pagam para que as equipes os entretenham. Eles não devem pagar para que um time exista”, falou. Em resumo, está tudo errado.

Tendo a concordar com Horner. Quem deveria socorrer a Caterham, e a já morta Marussia, era a F-1 como instituição. De qualquer forma, se você quiser ajudar o link está aí no alto.

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salve004SÃO PAULO (eu também gostei) – Em geral, a pilotaiada gostou do trabalho feito em Interlagos para este ano, a saber: nova entrada de box, piso do pit-lane, asfalto e área de escape no S do Senna. O asfalto foi alvo de mais comentários, porque deixou de ser abrasivo para se tornar uma superfície muito lisa e homogênea. O “grip” foi elogiado. A aderência veio rápido, apesar da pista suja e “verde”, como se diz — nada correu nesse asfalto até agora; foram os primeiros carros de corrida a usá-lo, os da F-1 e da Porsche Cup.

O resultado é que a pista ficou mais rápida. Saberei quanto exatamente na hora em que colocar o Meianov para andar aqui. Apenas Button, queixoso, não gostou muito do que viu. “Esse asfalto novo mudou as características da pista, o que é uma pena”, disse, sem explicar direito. Amanhã vou perguntar. O traçado é o mesmo, os lagos estão lá (com água, inclusive), nenhuma curva mudou de nome, está tudo praticamente igual. Não entendi.

A entrada de box é que despertou maiores preocupações. Para acessar o pit-lane, o piloto agora tem de fazer uma pequena chicane. O problema é que a linha que determina o ponto a partir do qual é preciso usar o limitador de velocidade fica um pouco além do que recomendaria o bom senso. Os caras entram nessa chicane de cano cheio. A curvinha para a direita é quase cega. Se alguém estiver parado ali por alguma razão, quem estiver entrando não vê.

Massa me disse agora há pouco que vão discutir essa parada e pode ser que amanhã já recuem a linha de limite de velocidade para obrigar os pilotos a frearem antes, talvez, da curvinha. É sensato.

S DA SALVELINA (8)

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SÃO PAULO (vida dura) – Marcus Ericsson, ex-Caterham e futuro Sauber, está usando uma credencial emprestada por um jornalista da TV sueca. Motivo: quando a equipe avisou formalmente que não viria a São Paulo, todas suas credenciais foram canceladas. Ou seja, como diria Luciano Burti, se algum integrante da equipe quisesse dar um pulinho no Brasil para aproveitar a folga forçada, comer um churrasco e tomar uma caipirinha, na hora em que batesse seu passe na catraca de Interlagos iria tocar uma sirene e ele seria abatido a tiros de escopeta por agentes escondidos atrás de pilhas de pneus.

A FIA e a FOM não perdoam. Ericsson não pôde entrar com sua credencial de piloto, o que é ridículo. É capaz de punirem o pobre diabo com dez posições no grid da primeira corrida dele pela Sauber se descobrirem que está com passe de outra pessoa.

S DA SALVELINA (7)

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alonsofireSÃO PAULO (fritando o coco) – Acabou o primeiro dia de atividade em Interlagos de forma melancólica. Quando o cronômetro zerou, apenas 14 carros estavam em condições de andar, debaixo de um forte calor de 29 graus e asfalto novo cozinhando a 57. Asfalto excelente, diga-se, sem uma ondulação. Mas como é muito escuro, absorve mais o calor. Foi duro para os pilotos. Depois de uma certa temperatura, os pneus começam a escorregar demais. Mas a previsão para amanhã é de chuva. Veremos.

O segundo treino começou com apenas 17 carros, porque Pérez teve de ficar parado. O piloto de testes Juncadella (isso lá é nome de piloto?) bateu na primeira sessão e não deu tempo de recuperar o carro. Maria do Bairro passou a tarde chorando pelos cantos e maldizendo a colonização espanhola.

Com 11 minutos de sessão, foi a vez de Verme parar com seu Toro Rosso quebrado. Mais para o fim, pegou fogo no carro de Alonso e, depois, foi Gutierros quem parou com problemas mecânicos. Alonso teve de apagar, ele mesmo, o incêndio. Pegou o extintor do fiscal e tratou de colocar em prática seus dotes de bombeiro. Chegou nos boxes rindo. Devia ter deixado queimar.

O fogo destruiu seu motor, mas a Ferrari informou que a troca não resultará em punição porque ele ainda não usou toda sua cota anual.

Robserg voltou a andar na frente de Hamilton, com uma diferença semelhante à da manhã. Na primeira sessão, 0s221. Na segunda, 0s213. O tempo do alemão à tarde: 1min12s123. Apenas para constar: o recorde da pista é de Barrichello, 1min10s646. De Ferrari, em 2004. Dez anos depois, a F-1 é dez vezes mais cara e 2s mais lenta. Preciso entender essa lógica.

Raikkonen, que por duas vezes hoje ensaiou buscar um atalho pela pista de serviço, como fizera uma vez com a Lotus, foi o terceiro colocado, a 0s573 de Rosberguinho. Essa diferença, num circuito de maior extensão, equivale a coisa de 0s8, 0s9. Uma vantagem constrangedora. Fechando os cinco primeiros, Ricardão foi o quarto a 0s833 e Sapattos, o quinto a 0s912. Massacrado terminou em sexto, a 0s976 do líder. Alonso, chamuscado e tudo, ficou em sétimo a 0s999.

Foram três bandeiras vermelhas durante a sessão, para remover os carros de Vergne, Alonso e Gutiérrez da pista. Os tempos vieram com pneus macios, que formam dupla com os médios em Interlagos. Tirando isso, normalidade absoluta.

Por ter começado melhor, com carros tão parecidos, ouso arriscar um certo favoritismo para Nico em São Paulo. Parece ter se encontrado melhor que Lewis, que já está numas de não fazer nenhuma bobagem para administrar os 24 pontos que tem de vantagem para o companheiro. Chegar em primeiro ou segundo, para ele, é mais ou menos a mesma coisa. O que não pode é deixar de pontuar.

Mas Comandante Amilton tem uma certa obsessão por Interlagos, onde nunca venceu em sete participações. E nutre uma devoção enorme a Ayrton Senna. Quer ganhar aqui de qualquer jeito para homenagear o ídolo. É nossa esperança. Porque se ele se acomodar com um eventual segundo lugar, o GP corre o risco de ser chato lá na ponta.

No segundo escalão, como sempre, vai ser divertido porque Interlagos é uma pista que quase sempre oferece boas corridas. E há a possibilidade de água, num asfalto ainda não testado nessas condições. Vamos torcer.

Voltamos daqui a pouco, porque bateu a fome.

S DA SALVELINA (6)

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O pit-lane de Interlagos vazio: F-1 está perdendo sua alma.

SÃO PAULO (assim morre) – Pra começo de conversa, é o seguinte: o som dos motores da F-1 é inadmissível.

Oh, e você percebeu isso só agora, na 17ª etapa do campeonato?

Sim. Certas coisas a gente só percebe ao vivo, e já tem alguns anos que o único GP que vejo ao vivo é o daqui, porque a paciência para ir a lugares como Bahrein, Abu Dhabi, Xangai, Sepang e Cingapura inexiste. Índia e Coreia, então… No, thanks. Assim, o contato tátil, auditivo, olfativo e visual se dá aqui, em Interlagos.

Na TV não é a mesma coisa, como não era a mesma coisa ouvir o ronco de um V10 ou um V8 aspirado na telinha e, depois, ao vivo para estourar deliciosamente os tímpanos.

Isso que ouvi hoje é inaceitável. E não consigo compreender como, desde o início do ano, as pessoas envolvidas não se rebelaram contra essa bosta.

F-1 é uma experiência única (pareço comercial de cartão de crédito), e quem já teve a chance de estar num autódromo num GP sabe disso. Hoje eu chegava ao circuito pela manhã e exatamente às 10h01 estava na avenida Interlagos ao lado dos portões do Setor A, a reta dos boxes. Nessa hora os carros saem do pit-lane para as primeiras voltas. Até o ano passado, era um momento mágico. Do lado de fora se escutava o ruído assombroso, que fazia tremer tudo. Da casa do meu pai, a alguns bons quilômetros de distância, dava para ouvir aquele rugido épico ao longe.

Aquilo era essencial para a F-1. O carro, na pista, berrando como se fosse um monstro de vida própria, fazia arrepiar até os… bom, vou me comportar… Aquele som arrepiava os pelinhos do braço (melhor assim), deixava qualquer um hipnotizado, o estrondo dos motores era o que mais aguçava os sentidos, mais até do que o visual dos carros, a sensação de velocidade. Não, nada disso. O contato direto do corpo humano com um carro de F-1 se dava através do som que fazia os ouvidos doerem e permanecia ecoando por dias a fio, aquele zumbido gostoso que parecia não passar nunca.

Não sair surdo de um autódromo em dia de F-1, em resumo, é uma aberração.

Aí que passo na avenida Interlagos e escuto vindo lá de dentro um som de aspirador de pó abafado e metálico, um negócio horrível, motor batendo válvula, pior que qualquer carro que participa do nosso campeonato de velharias, e percebo que aquilo é a nova F-1. Uma merda completa.

Quando estacionei meu carro, fiquei ali no Sol vendo os caras passarem. Quem terá sido a anta que criou esse regulamento? Será que alguém realmente acha que a F-1 tem de dar exemplo de sustentabilidade, de reaproveitamento de energia, de economia de gasolina? Gente do céu, a população mundial hoje é suficientemente esclarecida para compreender que um carro barulhento que bebe gasolina loucamente não tem de servir de exemplo para ninguém, todos entendem que um carro de corrida é apenas um equipamento utilizado numa competição concebida para entreter as pessoas. A F-1 não tem de dar exemplo de nada a ninguém, é pretensão demais achar que está influenciando gerações a pensarem de modo mais sustentável só porque seus carros recuperam a energia das frenagens e do acionamento do turbo. As pessoas estão cagando um monte para isso. Não existe uma única alma no planeta que ligue a TV para ver uma corrida de F-1 imbuído do espírito de ser convencido do que quer que seja. O cara quer torcer para algum piloto e ver um bom espetáculo. E não existe uma única alma no planeta que, depois de ver uma corrida de F-1, desligou a TV convicto de que no dia seguinte teria de procurar algum carro com motor elétrico para ajudar a salvar a Terra.

Isso aí que vi hoje, desculpem, não é F-1. Não faz barulho. Não estoura os tímpanos. Dá para conversar na arquibancada. Não se pode conversar numa arquibancada de um autódromo. Entenderam?

E começo a achar que o baixo astral geral da categoria passa por isso, por sua descaracterização total. E isso se vê no rosto de cada um com quem cruzo aqui. Não há felicidade no ar. Os colegas jornalistas estão cansados. Tem corrida demais, e elas são distantes e em lugares sem graça e sem alma.

Uma passada pelo grid, e temos, na Red Bull, um Vettel emburrado e encostado, de mal com as pessoas com quem sempre conviveu desde molequinho, porque resolveu sair da equipe. O clima é ruim, fim de feira total, não vai ter nem bolo de despedida. Na Mercedes, Hamilton e Robserg, amigos de infância, não se falam mais. Qualquer que seja o resultado, vão sobrar ressentimentos por uma temporada duríssima e competitiva além da conta entre os dois.

Na Ferrari, o desânimo se nota até na menina que serve o café. Alonso está de saída, frustrado com o que não conseguiu em cinco anos. O time, por sua vez, se vê órfão do velho Luca di Montezemolo, estranha os métodos e o jeito de falar da turma que chegou para comandar a nau, e também está meio ressabiado com o espanhol — poxa, Schumacher teve uma paciência de Jó, e quando a coisa virou, foi o que todos sabemos; por que é que Alonso não faz o mesmo?

Na McLaren, Button se sente desprestigiado e desrespeitado por Ron Dennis, e seus sorrisos deixaram de ser sinceros para exalar ironia a cada declaração. Na Force India, imaginem o humor de Pérez hoje. Não vai poder treinar porque o novato Juncadella arrebentou seu carro no primeiro treino livre. Hülkenberg vive de bico porque achava que a esta altura da carreira estaria numa Mercedes ou McLaren da vida, mas tudo que conseguiu foi chegar na Force India e de lá não sai mais.

A Sauber tem dois pilotos putos da vida, porque sabem que serão demitidos no ano que vem. Na Toro Rosso, Vergne não engole a escolha de Kvyat para suceder Vettel na matriz, e se pudesse enterraria a cabeça num buraco. Na Williams, Massa é comparado a Bottas o tempo todo e os números acabam com seu espírito esportivo — o finlandês tem 155 pontos e cinco pódios no ano, e está em quarto no Mundial; Felipe tem um pódio, 83 pontos, e é o nono, apenas. A Lotus, tão bem no ano passado, ficou sem grana e prestígio e tem apenas dez pontos no campeonato. Sem dinheiro, não sabe como vai disputar o Mundial do ano que vem.

E das nanicas nem falo, porque não estão em Interlagos. A Marussia, inclusive, de acordo com as informações que chegam da Inglaterra, está fechando as portas depois de cinco anos de vida — contando os dois primeiros como Virgin. Já era. O que é o de menos, diga-se. Pior, bem pior, é a situação de Bianchi, internado no Japão sem perspectiva nenhuma de voltar. Isso para não falar da tragédia de María de Villota. A equipe se vai, enfim, sem deixar boas lembranças. A Caterham, idem. Alguém realmente acredita que o time conseguirá sobreviver? Quem comprou devolveu, e quem vendeu não quer aceitar de volta. Agora os administradores estão recorrendo a vaquinha na internet para levantar 9,6 milhões de dilmas para correr em Abu Dhabi. Pedem a ajuda dos fãs. Fãs? Alguém realmente acha que existem fãs da Caterham?

É o que eu disse no vídeo. A F-1 precisa recomeçar. Há várias saídas, mas é preciso desprendimento para olhar para o passado e tentar recuperar o que se perdeu.

Podem começar com o ronco dos motores.

Perfil


Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar”, "Quatro Rodas Clássicos" e “ESPN”, rádios Cultura, USP, Jovem Pan, Bandeirantes, Eldorado-ESPN e Estadão ESPN — as duas últimas entre 2007 e 2012, quando a emissora foi extinta. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil, onde ficou até dezembro de 2020. Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o "Grande Prêmio" passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o "Esporte de Primeira" na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, "Dois cigarros", pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas "Gerd, der Trabi" (Gulliver, 2019). É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo e do Rio, para onde se mudou em junho de 2017. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020.
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