SOBRE DOMINGO DE MANHÃ
A IMAGEM DA CORRIDA

SÃO PAULO (assim não dá…) – Essa imagem aí em cima é da largada do GP da Bélgica, que a gente fica esperando o ano inteiro porque sabe que vai chover. Só que na F-1 atual não dá mais para andar no molhado. É o que se conclui depois dos últimos eventos em que o clima forçou a entrada do safety-car, a interrupção ou adiamento de atividades de pista.
Não estou aqui choramingando na linha “antigamente era melhor, todo mundo era macho e corria de qualquer jeito”. Antigamente se morria por causa disso. Recentemente também. Spa-Francorchamps registrou dois acidentes fatais nos últimos anos: Anthoine Hubert na F-2 em 2019 e Dilano van ‘t Hoff na Freca em 2023. Prefiro ver gente resmungando do que amigos e familiares de pilotos chorando.
Mas é uma questão que deve ser discutida. Se os carros atuais, com seus assoalhos que geram grande pressão aerodinâmica, produzem spray tão denso, o que fazer? Se os pneus de chuva forte levantam tanta água que impedem um carro de andar atrás do outro, o que fazer?
A F-1 terá de chegar a alguma solução. Ontem, na hora da largada, não chovia. A pista estava molhada, mas secaria depois de dez ou 15 voltas. A visibilidade era ruim? Sim, muito. Mas alguns pilotos achavam que dava para correr — Max Verstappen foi um deles. No fim, quem apostou na chuva na véspera, ajustando seu carro para o molhado, teve de correr no seco mesmo tendo acertado na estratégia. A prova começou com 1h20 de atraso, teve quatro voltas atrás do safety-car e na 12ª os pilotos começaram a colocar pneus de seco. Ou seja: das 40 voltas “úteis” do GP da Bélgica, descontando as quatro atrás do safety-car, 32 foram percorridas no seco e apenas oito no molhado. E quem acertou na ideia de preparar o carro para a condição que a meteorologia previa, ficou chupando o dedo.
O fato é que o medo da chuva está eliminando a imprevisibilidade que o clima traz às corridas, anulando o talento de quem sabe andar no molhado e reduzindo quaisquer possibilidades de surpresas ou exibições de gala históricas. Nas duas categorias — surpresas e exibições de gala –, dá para citar um monte de cabeça: Panis em Mônaco/1996, Senna em Donington/1993, Schumacher em Barcelona/1996, Verstappen em Interlagos/2024, Barrichello em Hockenheim/2000… Não faltam exemplos.





Enfim, não sou a favor de jogar os pilotos na pista a 300 por hora sem enxergarem um palmo à frente do nariz. É perigoso demais. Mas também não sou a favor de riscar da categoria a chance de correr no molhado. Levantem os carros, cortem a potência, instalem luzes, mudem os pneus… Alguma coisa tem de ser feita para que as corridas na chuva não sejam extintas de vez.


Oscar Piastri aumentou de oito para 16 pontos sua vantagem sobre um estranhamente apático Lando Norris em Spa. O inglês vinha de duas vitórias, fez a pole, estava todo pimpão, mas murchou depois que o australiano fez a ultrapassagem sobre ele na primeira volta.
Verstappen, com o quarto lugar, garantiu matematicamente a terceira posição no campeonato antes da parada para as férias, depois do GP da Hungria. Isso significa que a cláusula de rescisão que poderia acionar, se quisesse, já não pode mais. Max, comenta-se (e ninguém negou), teria como romper o compromisso com a Red Bull se chegasse ao break de verão abaixo do terceiro lugar na classificação. Não precisaria pagar multa nenhuma e ficaria livre no mercado.
Mas está em terceiro e, o que é mais importante, parece disposto a ficar pelo menos mais um ano na equipe austríaca, com quem está assinado até 2028. É o tempo necessário para saber se o motor Ford vai ser bom, se o carro de 2026 será competitivo no novo regulamento, se Laurent Mekies vai emplacar na chefia. Helmut Marko, ontem, falou à imprensa alemã e garantiu que ele fica pelo menos mais uma temporada.
Foi a senha para a Mercedes mandar uma mensagem para George Russell e acelerar a renovação de seu contrato. O inglês quer três anos. A equipe, dois. Mas vão entrar em acordo e o anúncio deve sair nos próximos dias.
O NÚMERO DA BÉLGICA
5
…corridas seguidas nos pontos completou a Sauber, sua melhor sequência desde as oito de 2018/2019 (quatro últimas de uma temporada e quatro primeiras da seguinte). A melhor fase da equipe, porém, está bem mais distante. Em 2007, com a BMW, a Sauber pontuou em todas as 17 etapas do campeonato, terminando o ano em segundo lugar, atrás apenas da campeã Ferrari. Em 2008, foram pontos em 17 das 18 etapas e a terceira posição no Mundial, atrás de Ferrari e McLaren.



Os pontos da Sauber vieram, como costumam dizer as equipes, por cortesia de Gabriel Bortoleto. É a segunda vez que o brasileiro termina nos pontos. Foi oitavo na Áustria e nono na Bélgica. Bortoleto e seu companheiro Nico Hülkenberg colocaram o time em sexto no Mundial com 43 pontos — posição alcançada em Silverstone, depois do terceiro lugar do alemão. A briga nesse miolo da tabela está interessante: Sauber com 43, Pix Pode Parcelar? com 41, Aston Martin com 36 e Haas com 35. A Alpine, mais distante, segue na lanterna com 20.
A FRASE DE SPA
“Eu sabia que era a única oportunidade.”
Oscar Piastri, da McLaren
O australiano disse que planejou a ultrapassagem sobre Norris na primeira volta porque, segundo ele, seria a única chance que teria na corrida. Foi decidido para cima do companheiro, passou e em nenhum momento até o fim da prova viu sua vitória ameaçada. Foi a oitava da carreira dele, sexta no ano.

GOSTAMOS & NÃO GOSTAMOS
GOSTAMOS… de ver Lewis Hamilton combativo e perseverante, mesmo tendo largado em 18º. Chegou em sétimo e ganhou o prêmio de “Piloto do Dia” do amigo internauta. OK, não fez nada de tão espetacular, mas lutou. As ultrapassagens no início foram feitas sobre carros bem mais lentos que a Ferrari. Acertou na mosca, mesmo, ao colocar pneus de pista seca na volta 12, o primeiro a fazer isso. A decisão jogou o inglês para a primeira parte do pelotão. Depois empacou atrás de Albon e lá ficou. Lewis fez uma troca de motor, e por isso largaria dos boxes. Mas com o atraso para o início da prova e a largada atrás do safety-car, acabou se posicionando em 18º na fila indiana.


NÃO GOSTAMOS… de ver mais uma vez Kimi Antonelli zerando. Nas últimas sete corridas, o jovem italiano da Mercedes só pontuou uma vez — com um belo terceiro lugar no Canadá. É verdade que teve quebras fora de seu controle. Mas bateu em algumas, também. Além do mais, não vem conseguindo andar bem nos treinos e nas classificações. A equipe precisa chamar o menino num canto e tentar tranquilizá-lo. Kimi está claramente nervoso e abalado com a má fase. É um garoto de 18 anos que precisa de atenção para não entrar em parafuso.
A impressão que tenho é que o Norris ama pilotar mas não se sente confortável com a vida de um piloto e as pressões envolvidas. Ok, ele não é um amador, pilota muito, mas o aspecto mental dele é seu pior inimigo. O cara com 2 vitórias em sequência e não parece confortável e feliz nunca.
O esporte mais rapido do planeta nao combina com atraso de mais de 1h.
Foi deprimente.
E quem quiser que acredite que foi um sinal de evolucao e humanidade para preservar os pilotos, e nao uma decisao corporativa para nao melindrar os patrocinios, acionistas e streamspectadores da Netflix.
Se F1 nao pode correr na chuva, entao a decisao e adiar ou cancelar o GP. O resto e tchurumela.
E a tchurumela, a corrida, quando veio, acabou com 30 segundos.
Oscarito fez com Landinho o que o doido belga-holandes fez com Oscarito na vespera.
A cada volta em Barcelona vimos mais acao do que na corrida “inteira” em Spa.
Beijo no coracao de quem curtiu!
Como opinar sobre um texto desses, se não de forma absolutamente sincera? Aborrecido ao extremo, com tentativas rasteiras de humor e, o que é pior, escrito sem quaisquer sinais gráficos (acentos, til e diacrítico). Em resumo, uma agressão gravíssima à nossa língua pátria, em termos de forma e conteúdo. Nâo salva nada. Que nível, meu trump! É deprimente.
“Não estou aqui choramingando na linha “antigamente era melhor, todo mundo era macho e corria de qualquer jeito”. Antigamente se morria por causa disso.”
Nenhuma morte em pista da Formula 1 ocorreu por conta da chuva.
Curiosamente, é verdade. Nunca um piloto morreu na F1 por acidente em condição de chuva. Pelo que me recorde, nem em outras categorias.
Opaaaa…Jules Bianchi no Japao em 2014…se nao tivesse chovido, nao teria empilhadeira (!!!) na pista e, muito provavelmente depois, o HALO. Mas concordo que isso ta uma chatice nos moldes atuais e que algo de novo deve ser feito em nome do esporte e da seguranca tbem
Ele se acidentou na pista, mas faleceu meses depois, no hospital.
Sim, mas a causa raiz de sua morte foi o acidente em pista e que no caso estava molhada e com um maldito trator na pista….dá pra imaginar se um BO desses tivesse acontecido em Interlagos ? O que não teria acontecido com o GP Brasil ?
Estou mais ansioso pela silly season de agosto do que pelo GP da Hungria.
O pessoal que acha que a corrida beta viável na chuva certamente não viu a corrida da Fórmula 2. Por sinal, todas as análises da prova da F1 que vi, ate agora, não citaram nada sibre a F2, que foi um bom exemplo…
Flávio,
A sua capacidade de análise dos fatos realmente é algo fora do comum.
Pena você não ter seguido carreira no jornalismo político ou econômico, assuntos mais relevantes para o pais, hoje essa área é pautada por profissionais repetidores de frases prontas e replicadores de narrativas parciais.
Assino embaixo.
A capacidade de FG de articular palavras sobre qualquer assunto é insuperável. Ele faz falta quando não articula sobre qualquer assunto.
Sobre os ditos profissionais repetidores de frases, eles são os frutos colhidos pela capacidade da Internet de transformar nossa sociedade numa sociedade de imbecis.
Basta ler o noticiário, com várias excessões, claro.
Bem, quando publicava o Gira Mondo no blog (hoje só no substack) ele dava pitacos sobre política e sempre tinha que dar uns “se manca” nos comentários de leitores “conservadores” que se ofendiam com o “esquerdismo” do nobre escriba. Além de talento e lucidez, é preciso ter muita paciência para comentar política, ainda mais depois que o bolsonarismo abriu as porteiras do orgulho da burrice.
Absurdo esse seu comentário! O presidente bolnossauro é um homem de bem, nunca roubou nada que é dele. É imorrível, imbrochável, inteligente e inocente. E ainda conta com a proteção e o zelo do nosso senhor trump. Nada a ver com o bandido molusco.
E se fizessem uma zona de bandeira amarela permanente na Eau Rouge em condições de chuva/baixa visibilidade… seria muito absurdo?
Na F Indy nao tem corrida na chuva.
E agora os gringos estao fazendo o mesmo na F1.
Chato pacas !!
Na F Indy não tem corrida na chuva porque americanos são todos bundões.
Norris se borra de medo de Spa, principalmente na chuva. Deve ser resquício daquela pancada que ele deu em 2021, ainda com a lembrança fresca da perda do Antoine na GP2, em 2019.
boa resenha….
Flávio, concordo inteiramente com a sua opinião sobre a chuva em Spa e as corridas em asfalto molhado, é algo que os engenheiros e a FIA terão que resolver como uma das prioridades do próximo regulamento, pois as corridas mais emocionantes acontecem com tempo instável…
Sobre a apatia do Lando, talvez ele saiba (nas internas da McLaren) que o Piastri seja “O Escolhido” da equipe, só pode, mas ele não deveria ter jogado a toalha e brigado mais pela vitória na corrida belga!!!!
E para encerrar, coitado do menino Kimi, creio que a Mercedes é muita areia para o atual caminhãozinho dele, ele tem potencial, mas deveria começar numa equipe menor, com menos pressão. É como se um moleque virgem da idade dele tivesse a Paolla Oliveira como primeira namorada, é muita coisa pro coitado!!!
Já disse antes vou repetir: excesso de exclamações é de uma pobreza estilística extrema! Que trump ilumine sua escrita futura.
Extremamente lúcido quanto a questão das chuvas. Ver o que Verstappen fez em Interlagos, só para citar um exemplo recente, é o que faz a F1 ser tão apaixonante. São momentos como aquele que diferem os “aliens” dos pilotos comuns.
Hamilton, assim como Verstappen e Alonso, configuraram seus carros para pista molhada. Depois que a pista secou acabou a corrida deles. O inglês conseguiu capitalizar melhor nas 12 voltas antes da parada.
Gostei de ver o Jacky Ickx dando a bandeirada pendurado na grade. Me lembrou os finais das corridas na década de 1980.
E a Band que teve mais de 02 horas de pré-corrida, não aproveitou nada da presença de Reginaldo Leme no circuito. Ele só apareceu por uns 2 min. Será que ele não foi pela Band? Só isso explicaria uma asneira dessas.
Flavio,
Mais um texto perfeito !!!!
Saudade de você a frente do Grande Premio: havia controle de qualidade, primava-se pelo bom texto e pela informação precisa.
Você lembrou 5 corridas antológicas na chuva, eu vou lembrar mais algumas: França 1966 (Ickx), Monaco 1972 (Beltoise), Fuji 1976 (Andretti + Hunt campeão) Monaco 1984 (Prost x Senna), Estoril 1985 (Senna), Canadá 1981 (show de Gilles com aerofolio quebrado, na frente do campo de visão – gênio não precisa enxergar bem pra andar no limite….kkkk). E houve outras, em Suzuki, na Australia, em Interlagos, etc.
SPA tem 2 problemas que tornam a condição de spray mais critica, além dos pneus e dos assoalhos de baixa pressão (venturi) dos carros: o fato de ser uma pista de altíssima velocidade, que potencializa o spray, e a drenagem (porosidade) do asfalto que me parece ser uma das piores entre as pistas do campeonato. Penso que as propriedades físicas dessa camada de asfalto e das subcamadas drenantes mereçam ser revistas, na emblemática pista belga.
Quanto a Norris: o inglês é rápido, mas erra demais, não parece ter o nível de concentração necessário a um campeão. Durante a perseguição a Piastri, errou 3 vezes (no seco), perdendo na soma desses eventos algo como 3 segundos.
Nas ultimas 3 voltas, Piastri mostrou que estava controlando a distancia e que tinha reservas nos pneus: passou a andar mais rápido e bloqueou a perseguição de Norris.
Eu assino embaixo em todas as considerações feitas pelo FG sobre correr na chuva, apenas reforço a expectativa para que a FIA de fato consiga uma solução – quando houver mudança técnica do regulamento – para que torne possível correr de forma segura no molhado, pois além de ser divertido para a audiência, produz momentos épicos para os pilotos.
O que o Norris mais deve ter escutado no intervalo de tempo entre a pole e a largada é justamente a frase de Spa e mesmo com a decisão de largada em movimento que era muito mais favorável a ele em comparação a parada, o tradicional “ups – deu tilt” em momentos chave deu as caras. O inglês pode até se consagrar campeão no final do campeonato mas como ele vacila…
Se a inevitável crise existencial, do será que sou bom o suficiente, atormenta até os consagrados campeões, eu fico a imaginar como está a cabeça do Antoneli…
Belo texto! Como sempre! Sobre Kimi, gostei de ver Hamilton, indo ao Box da Mercedes, dando um apoio ao garoto.
Agora os pilotos e equipes podem ir para a Hungria já que (com esse texto) oficialmente terminou o GP da Bélgica…hehehe.
LH realmente mandou bem.
Vamos que vamos! Rumo a Mogyoród, onde fica de fato o circuito de Hungaroring, como bem frisou o Flavio certa vez – e não me venha o Reginato falar que não é!
Mercedes fez uma baita cagada em promover o Antonelli, vai queimar o menino.
De fato, botaram os pés pelas mãos…tivessem puxado o Sainz e colocado o garoto (que sabe-se la se é tao bom assim qto dizem) na Williams, teria sido melhor para todos.
Pelo tempo que foi esperado para a chuva parar e a pista “secar”, e enfim ser dada a largada, acho que os comissários e a FIA tenham medo de uma responsabilidade penal num processo, se houver um acidente fatal.
No texto de 9 de julho, comentei que Max ficaria onde está e Russell também. A leitura da situação não estava tão difícil assim. No fim, é o que vai prevalecer.
Sim. Você é um gênio.
Obrigado por existir!
Os F1 atuais foram feitos para andar no seco , portanto vamos se
contentar com o que temos, quem sabe o ano que vem com novos carros.
Eu prefiro que andem no seco , velocidade máxima.
“Vamos SE concentrar”? Que trump nos proteja… Depois dessa eu encerro por hoje, mas antes uma perguntinha ao missivista: jacaré no seco atola?
Interessante ver o Lawson na frente do falador do Tsunoda todos os treinos e corridas. Lawson tinha razão quando falava que esteve sempre na frente do japa. Lugar bom para pagar os pecados que é a Red Bull.
Tô cismado com a Red Bull… Eu acredito na habilidade de Max Verstapen, sem dúvida é o melhor piloto da atualidade. Mas já faz um tempo que eu tenho duvidado da qualidade do segundo carro da equipe.
O Yuki é piloto experiente e já provou que consegue bons resultados, mesmo com um carro inferior da VisaCashApp. O Liam segue na mesma toada e já tá mostrando um bom trabalho na mesma equipe.
Eu tenho uma forte impressão que a Red Bull tá fazendo de propósito, mantendo um segundo carro bem meia-boca, só pra garantir horas suplementares de túnel de vento para o carro de 2026.
Eles não precisam de dinheiro. Eles querem o poder!
PS.: FG, o Reginato, aquele feladaputa, vai pegar no seu pelo tempofada…kkk
Uma teoria conspiratória é muito mais romântica e tem muito mais apelo do que a realidade nua e crua, porém discordo da sua impressão. Uma coisa é ser maquiavélico em uma oportunidade que se apresenta, como aquela infame batida do Piquet Jr, outra coisa é vc manter isso por anos a fio contando com a boa vontade de vários que estão sendo prejudicados… Perez, Lawson e Tsunoda além dos mecas, engenheiros, empresários, patrocinadores pessoais, imprensa, adversários e etc…
Concordo plenamente com o que o FG disse quanto a chuva.
Achei exagerado demais o cancelamento da largada ‘sem chuva’, de fato a pista secaria rápido. Se não dá pra ver, que mudem algo nos carros, que criem ‘botões mágicos’ limitadores nos carros para pista com chuva, que inventem qualquer bobagem assim, mas continuem as corridas com pelo menos ‘pista molhada’. Se continuar assim pilotos vão acabar brincando de autorama, comandando seus carros de fora do cockpit quando chove.
Como dizia minha mãe, você não é de açúcar moleque. Bora sair na chuva!
Ambas as tragicas mortes foram pela barreira proxima demais a pista, jogando os pilotos de volta ao trafego numa curva cega, nao pela visibilidade de spray. Branching tambem morreu por um procedimento errado.. que voltem a corrida nas chuvas, bater, rodar e abandonar (com danos materiais) é parte de correr na chuva.
Pois é, essa questão do spray é um problema de engenharia a ser resolvido. Basta querer e estabelecer regras que se chega em uma solução, com certeza haverá queda de rendimento, mas será para todas as equipes. Melhor do que ficar dando voltas atrás do safety-car.