TORTA HOLANDESA (1)

SÃO PAULO (vai se arrastar) – Sem surpresas e sem muitas emoções, já que treino não é feito para ter emoção mesmo, o GP da Holanda começou como terminara a primeira parte do Mundial, antes das férias de verão no Hemisfério Norte: com a McLaren na frente. Lando Norris foi o mais rápido nas duas sessões livres em Zandvoort. Seu companheiro Oscar Piastri, líder do campeonato, foi segundo colocado no primeiro treino e ficou em terceiro no segundo. A novidade do dia foi o bom desempenho da Aston Martin, com Fernando Alonso registrando o segundo melhor tempo do dia.
O segundo treino livre começou sob ameaça de chuva, com a temperatura um pouco mais baixa do que na primeira sessão: 18°C, contra 20°C. A água, de acordo com as previsões, poderia vir a qualquer momento. E veio com menos de cinco minutos de boxes abertos. Foi quando começaram a cair os primeiros pingos sobre Zandvoort. Mas num volume insuficiente para molhar a pista. E durou tão pouco que mal foi notado, o arremedo de chuva.
No primeiro treino, Norris e Piastri tinham ficado em primeiro e segundo com 1min10s278 para o inglês e uma diferença de 0s292 para o australiano. Terceiro e quarto, Lance Stroll e Alonso terminaram a mais de meio segundo da dupla papaia – uma distância intransponível, considerando os parcos 4.259m de extensão da pista, a segunda mais curta da F-1, perdendo apenas para Mônaco. Max Verstappen, em sexto, amargou um abismo de 0s940. Gabriel Bortoleto terminou bem, em nono. A Ferrari, fazendo testes de altura do carro, ficou em 14º e 15º.
Escapadas de pista, quebras e atoladas nas caixas de brita foram frequentes na sexta-feira, dada a natureza do circuito – à beira da praia, sempre muito sujo de areia. No primeiro treino, inclusive, Kimi Antonelli provocou a primeira bandeira vermelha do fim de semana com 12 minutos de sessão e não conseguiu voltar. Mas nada grave, não chegou a bater. Até Verstappen foi para a brita depois de um treino de largada, depois da quadriculada.






Só que a segunda bandeira vermelha, já no segundo treino, foi bem diferente. Stroll bateu muito forte na curva 3, uma das duas inclinadas do traçado holandês. Acabou com o carro, mas não se machucou. Verstappen, passando pelo local do acidente, entrou no rádio e perguntou ao seu engenheiro se estava tudo bem com as mãos de Stroll. O canadense, é bom lembrar, sofrera fraturas nos punhos numa queda de bicicleta no começo de 2023 e chegou a ficar fora do GP da Espanha deste ano, com muitas dores. Teve de fazer uma cirurgia corretiva. E, naquele ponto, dois anos atrás, Daniel Ricciardo bateu com a AlphaTauri e quebrou o pulso, também.
Lance, porém, voltou tranquilamente aos boxes e não demonstrou estar sentindo dores. Deve participar normalmente das atividades de amanhã, se a Aston Martin conseguir recuperar a viatura a tempo.
A sessão foi reiniciada faltando 36 minutos para o final, ainda sem chuva, para alívio de todos. Não deu nem tempo de fazer nada e logo quebrou o carro de Isack Hadjar, provocando um safety-car virtual para que seu Posso Pagar com Pix? fosse retirado da pista.
Restou meia horinha para treinar. Quando alguém acertou uma volta, Alonso, veio o tempo de 1min09s977 – perto da pole do ano passado, 1min09s673, de Norris. Chuva? Não deu as caras. Até saiu um solzinho. Lando baixou o tempo do espanhol logo depois, com 1min09s890. A pouco mais de 21 minutos do encerramento, nova bandeira vermelha — cortesia de Alexander Albon, que bateu de leve na curva 1, a Tarzan, e ficou preso na caixa de brita; pista antiga é assim, não tem área de escape asfaltada, e quem escapa dança.
A interrupção foi breve, coisa de cinco minutos, mas o fato é que o treino não fluía, picado pelas muitas rodadas, atoladas e batidas. O jeito era torcer por um período razoável sem paralisações para simular corrida nos últimos minutos.


E deu. Ninguém mais bateu ou rodou, mas os tempos também não caíram porque todos encheram o tanque e saíram para experimentar pneus com os carros mais pesados. Assim, Norris, Alonso, Piastri, George Russell, Verstappen, Lewis Hamilton, Yuki Tsunoda, Charles Leclerc, Franco Colapinto e Nico Hülkenberg ficaram com as dez primeiras posições. Bortoleto foi o 13º.
Amanhã a meteorologia aponta possibilidade de chuva, mas menor do que hoje – ou seja, a chance de não chover é enorme. A McLaren vai brigar pela pole e o resto vai ficar assistindo. Até o fim do ano será assim. A classificação está marcada para as 10h de Brasília. Antes, às 6h30, acontece o terceiro e último treino livre. A corrida, domingo, terá 72 voltas e começa às 10h.
Alonso P2 !!? Significa.
Não significa
Stroll strolando novamente… sem novidade
AMIGUES DA LARANJA MECANICA,
Papaya Invencivel passou o rodo, Landinho rapidinho mais rapidinho que o falante Oscarito.
Lewis Mimimi passou vexame outra vez, junto com seu substituto Kimi das Fake News.
Nosso lento Borto passou longe dos primeiro lugares. Nosso Drugo na torcida contra o pulso de Nepo-Baby Stroll.
Mas o pulso ainda pulsa…Pelo menos o de Don Alonso das pistas apertadas!
Mad Max e sua legiao de fans neerlandeses ficaram a ver navios, alem de Yuri TikTok na brita.
Aproveitem, quando a Cadillac chegar com sua acertada dupla de acertados experientes ex-pilotos em atividade para acertadamente correr ano que vem, Zandvoort ja sera historia. Certamente!
Flavinho, a verdadeira torta nacional aqui é de maçã (“appeltaart” em Neerlandês). Uma delícia e nada tem a ver com a de mesma denominação aí no Brasil.
Aliás aí em Guararema existe um restaurante chamado “Casarão da Freguesia”; um dos donos é justamente aqui dos Países Baixos (“Holanda”) e lá servem essa verdadeira torta de maçã.
Quanto aos treinos…foi isso aí. Pessoal se acertando (aparentemente) após as férias. Amanhã tem mais nas dunas de Zandvoort.