O PEQUENO PESCADOR (1)

SÃO PAULO (sem sal) – O primeiro dia de atividades para o GP do Japão, em Suzuka, teve como novidade o bom desempenho da McLaren, que nem chegou a largar no GP da China, duas semanas atrás, com problemas nas baterias de seus dois carros. O time papaia conseguiu se meter entre a Mercedes e a Ferrari, que dominaram as duas primeiras etapas do ano. Oscar Piastri fez o melhor tempo da sexta-feira, com 1min30s133.
“Bom desempenho” talvez seja um tanto exagerado, considerando que o campeão mundial Lando Norris, companheiro de Piastri, passou, no segundo treino livre, mais tempo nos boxes do que na pista. Problemas hidráulicos, segundo as primeiras informações. Ficou em quarto, de qualquer forma, mostrando algum desempenho. Mas a equipe morre de medo de quebrar alguma coisa amanhã ou domingo. Seus carros não são confiáveis.
Mas, neste momento, quais são?






A Mercedes ficou com segundo e terceiro lugares, pela ordem: Kimi Antonelli a 0s092 de Oscar, George Russell a 0s205. Em quinto e sexto se colocaram os moços da Ferrari, Charles Leclerc e Lewis Hamilton. Gabriel Bortoleto, da Audi, só conseguiu ir para a pista nos últimos dez minutos da sessão. A equipe teve de trocar o câmbio de seu carro, problema que manteve o brasileiro quase o tempo todo na garagem. Mas o outro carro foi bem, com Nico Hülkenberg em sétimo – o “melhor dos outros”, expressão usada desde os tempos das corridas de bigas para designar aquele que lidera o segundo escalão.

Foram duas sessões de treinos realizadas com sol e temperaturas na casa dos 17°C na histórica pista japonesa, que teve lances de arquibancadas completamente vazios. Muitos tiveram dificuldades ao longo do dia, ainda consequência do noviciado no trato com os modelos de 2026 e suas particularidades elétricas. Além de Bortoleto e Norris, também passaram um bom tempo sem capacete pilotos como Sergio Pérez, da Cadillac, e Arvid Lindblad, da Com Essa Taxa Prefiro Pix – este nem andou no segundo treino.
Os carros voltam à pista na noite de hoje, 23h30 pelo horário de Brasília, para o terceiro treino livre. Na madrugada de sábado, às 3h, sai o grid de largada para o GP do Japão, terceira etapa do campeonato.
Não há previsão de chuva para o fim de semana.


TREINO 1 – Para os registros arqueológicos, Russell foi o mais rápido no primeiro treino livre, com 1min31s666. Antonelli ficou em segundo, 0s026 atrás. Norris, Piastri, Leclerc e Hamilton fecharam os seis primeiros, e a diferença de Lewis para seu Jorge não chegou a 0s4. Verstappen, o sétimo, ficou a 0s791 do líder. Bortoleto foi o 11º.
CENSURA – Na véspera, também para os registros, Verstappen expulsou de uma coletiva da Red Bull um jornalista inglês do “The Guardian”. Foi o mesmo que, no ano passado, lhe fez pergunta mais do que pertinente sobre os pontos perdidos por uma punição em Barcelona – não fosse aquilo, talvez ele pudesse ter sido campeão, já que terminou apenas dois pontos atrás de Norris. A atitude ridícula não teve resposta à altura da imprensa. O certo seria todos se levantarem e saírem da sala, em solidariedade. Mas só o coitado do repórter do “Guardian” se retirou, para não arrumar confusão.
SÓ NA CLASSIFICAÇÃO – A FIA mudou a configuração dos motores para a classificação para evitar uma queda muito brusca de velocidade na hora do tal do “superclipping” – quando a bateria acaba, o piloto fica com o pé no fundo do acelerador e o motor a combustão desvia potência para a bateria, funcionando como um gerador, para carregá-la de novo. A entrega de energia foi reduzida de 9 para 8 megajoules. Isso fará com que o tempo de “superclipping” caia de dez para quatro segundos por volta. Os tempos devem subir, mas as voltas serão menos afetadas por corte de potência resultante do consumo de bateria nas retas.
Falei do Max, mas também vou falar do George. Do trio Max, Charles e George, o George parecia ser quem sem dúvidas lidava melhor com a energia do Retorno de Saturno. Por ter sido o único dos 3 que ganhou uma corrida na passagem de Saturno por Áries em 2025(período entre Mônaco e Holanda) e por ter ganho de cara a primeira corrida da temporada de 2026. A primeira corrida do grande trânsito de mais de 2 anos de Saturno em Áries. Só que eu já começo a ver a sorte de George com a energia do Retorno de Saturno em cheque. Tem um novinho Italiano na parada arrojado, afrontoso que não parece querer saber de ser segundo piloto. Se esse novinho Italiano ganhar a corrida amanhã, é um sinal de alerta do George com o Retorno de Saturno e um claro sinal de que o Retorno de Saturno está disposto a azarar não só o Max, mas o George também
Gente que zica é essa do Max no Retorno de Saturno? É uma zica retumbante e que não acaba. Max no Retorno de Saturno até agora: Não ganhou nenhuma corrida entre Mônaco e Holanda e não conseguiu o Penta por isso(especialmente por conta de Canadá e Holanda). Em 2026, em uma corrida largou do box, na outra corrida abandonou, e na corrida seguinte não vai largar entre os 10 primeiros. E além do azar retumbante do Max com a energia do Retorno de Saturno, o carro da RBR é ruim e ruim com força. Gente, já desconfio que essa zica do Max com o Retorno de Saturno vai se prolongar por todo esse ano de 2026. Já vejo 2026 sendo o primeiro ano sem vitória do Max
Esse episódio da coletiva é uma boa demonstração de como estamos indo ladeira abaixo. Eu até acho que a resposta dada na época mostrou que a pergunta era “meio besta”… O fã mais apaixonado pelo piloto poderia dizer que ela era uma provocação, mas bem longe de ser ofensiva, ou seja, vida que segue. O que era para ser um episódio corriqueiro, se torna significativo pelo desfecho… um piloto com uma reação desproporcional e idiota, a falta de protocolo para evitar tal situação e a omissão dos colegas jornalistas.
Amigos,
Oucam as palavras do campeao mundial Lando Norris.
Depois, me digam se ele esta errado em algum ponto.
“It’s difficult. There are ways you can probably quite easily fix it in some ways, but it’s tough,” Norris told media, including Total-Motorsport.com. “Because from the outside, and at the end of the day that’s what it’s all about, what you guys see, what the TV sees, is what the fans want to see. If they’re happy, then that kind of sorts everything.
“At the same time, I think as drivers we still just want the best cars to drive and cars that you feel like you’re on the limit, you can go flat out, you can plan an overtake and you can then defend.
“In a lot of cases now you do an overtake, you can’t even defend because the guy comes past you at 60 kilometres an hour more.
“Those kinds of silly things, where you feel like you’ve done, you’ve achieved something, you brake later, you’ve overtaken them and then you’re just at the mercy of whatever battery you got.
“Those are the situations I think that are just annoying and tricky to deal with when you’re inside the car.
Lando Norris hands FIA and F1 reality check on 2026 rules – Total Motorsport
Salve Flávio! Cara, você é muito dedicado! Merece ser mais prestigiado! Faz um baita texto, mesmo ficando de madrugada assistindo os Carros da Duracell nesses TL1 e 2! F1 TV Bombando!
Podem colocar, sei lá, almofadas floridas e perfumadas com alfazema no lugar das zebras dos circuitos do calendário. Não há risco de os pilotos utilizarem-nas neste ano.
Max Verstappen é um IMBECIL. Ja demonstrou isso diversas vezes. Quando acerta, o mérito é dele. quando erra, o erro é da equipe. Quando lhe fazem alguma pergunta que não aprova, expulsa o cara. Mau caráter. Simples assim.
O caso de censura/boicote de Max Verstappen a Giles Richards é demasiado grave para que o que acontece em pista tenha interesse, pelo menos para mim.
A empresa Red Bull tem uma história de sucesso que vive muito da forma como comunica com a sociedade, e sou capaz de acreditar que não esteja muito feliz com o sucedido.
A RB Racing neste momento está em choque com o seu desempenho em pista, e é absolutamente incapaz de contrariar o clã Verstappen, independentemente do que eles façam ou falem.
No entanto se a FIA e a Liberty permitem esta atitude a Max, os outros pilotos podem também começar a fazer a sua própria selecção de jornalistas, e então teremos as conferências de imprensa transformadas em amenas reuniões de bajuladores.
É uma merda, mas aparentemente os tiques habituais dos déspotas deste mundo estão para ficar na F1.
Saudações.
Sempre lendo o Blog, grande abraço Flavio e obrigado pelos textos!
O lider do Mundial de F1 considerou o GP do Japao 2025 “chato pacas”.
Imagina o que ele dira sobre esse ano, a julgar pelos liberados treinamentos.
Narradores em portugues, ingles e linguagem neutra gastaram mais dindim nas barraquinhas de Sukiaki, descrevendo as pinturas corporates dos carros e bisbilhotando os boxes do que vendo algo decente na pista do GP2 Engine.
Mercedon invencivel e Papaya quase invencivel na frente, os mesmos motores. Dois ensaios de GP e a mesma pasmaceira, George e Oscarito e Kimi italiano.
Papa Alonso nem quis suas bad vibrations e foi curtir seu rebento. Fez bem!
Campeonato Mundial das baterias com a FIA mudando as regras para salvar os patrocinadores, TikTokers, NetFlixers e desocupados digitais do vexame.
So mesmo Chespirito Perez barbeirando a gorda Williams de Bebe Reborn na chicane que leva para a “reta curva” de Galvao para animar nossos bumbos da velha guarda da Formula 1 de graxa, combustivel fossil e glamour de playboys.
Nosso despacito Borboleto reclamando da ex-Sauber e o Incrivel Hulk comemorando o grande dia da Audi.
E para variar, Mad Max sem etica, sem escrupulos, sem filtro, sem educacao, sem nenhuma chance com esse carro de Boi Ford, com censura a periodistas!
Mau perdedor e isso ai. Merece ser fechado por Colapinto.
Tempo, senhor das voltas cronometradas do Motor Mercedes em Suzuka.
Blá…blá…blá…
E Aston Martírio continua no fundao…..
Como funcionam essas entrevistas, exatamente?
Se o jornalista resolvesse ficar, Verstappen iria sair? O holandês faria um piquete, impedindo a entrevista?
Verstappen foi ridículo, evidentemente. Sem desculpas. Dito isso, talvez o jornalista deveria ter fincado o pé e pronto.
É deprimente ver os carros reduzindo a potência um pouco antes de entrar na 130R.
Uma curva que era desafiadora, feita a trocentos meio por hora, os pilotos tendo que se arriscar pra conseguir contorna-la no limite, agora parece uma manobra num estacionamento de parque!
Pode ser que este seja o novo normal, tenhamos de nos adaptar e o desconforto seja exemplo disso. Porém, a sua descrição – excelente, como sempre – da nova configuração de motores para a classificação explicita o “non sense” da nova F1.