O Rato que rugia

SÃO PAULO (errei o horário, pode ser?) – No ar a última coluna Retrovisor do Matuza Brandão, sobre as habilidades de Emerson Fittipaldi nas ultrapassagens, defendendo a tese de que o Rato era mais do que apenas um piloto cerebral.

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Armando Vieira
Armando Vieira
19 anos atrás

Faltou apenas um detalhe a ser dito nessa prova na Argentina. O Emerson precisou para nos boxes para trocar um pneu dianteiro que havia furado, por isso as Tyrrell despencaram na frente. Mas o Rato voltou e buscou as duas, pilotando muito, dando uma verdadeira aula.

Em relação a 73, sinceramente não vejo motivos para Chapman trocar as 72, os carros eram extremamente competitivos. Aconteceram várias quebras, além dos acidentes com Scheckter e a pancada na Holanda , que quebrou o pé do Emerson. Além disso, Chapman não fez o jogo de primeiro e segundo piloto entre Peterson e Emerson, que levou ambos a brigarem pelo título e deixar Stewart livre, visto que Cevert era declaradamente segundo.

Um outro detalhe, o contrato do Rato vencia no final daquela temporada, e Chapman favorecia Peterson para Emerson perder o título e pedir menos na renovação do contrato. Só que Teddy Meyer e a McLaren estragaram os planos de Chapman.

Abraços

Roberto Brandão
Roberto Brandão
19 anos atrás

Anônimo,
Você está certo. Deve ter sido a empolgação!
Obrigado.

anonimo
anonimo
19 anos atrás

Brandão, desculpa a correção acho que você quis dizer motor flat 8 cilindros 3200 cc.

Romeu
Romeu
19 anos atrás

Alem de professor ,Emerson é o causador de tudo isso aqui.
Se não fosse Emerson Fittipaldi, com certeza nós não estariamos aqui agora discutindo carros, motores, pistas, ultrapassagens, campeonatos, F1, Indy, campeões…

Roberto Brandão
Roberto Brandão
19 anos atrás

Além de tudo oq ue o Veloz citou, vale lembrar o espírito visionário da família. O copersucar-Fittipaldi foi uma empreitada pouco reconhecida, por sua ousadia e pioneirismo, inclusive por mim. Terá uma coluna a respeito.
Mas, e a visão de se montar Fusca com dois motores, formando um V8 de 3.200 cilindradas, o Fitti-Porsche, Os KG -Porsche, os Fórmulas Vês etc e etc.
Tudo vindo da paixão dessa família pelo automobilismo brasileiro.
Não soube compreender à época. Já está na hora deste reconhecimento.

Roberto Valle
Roberto Valle
19 anos atrás

Para quem assistiu a corrida que inaugurou a GP Masters, viu que o Emerson colocou uma pressão imensa sobre o Mansell. Se o Leão vacilasse um pouquinho só, o Rato passaria e sumiria….

joaquim
joaquim
19 anos atrás

Outra deliciosa coluna do Mestre Brands, com a verve e fluidez de sempre. Concordo em tudo com o que disse o Veloz e acrescentaria mais uma qualidade: a humildade, t %!@$&@#de quem sabe que é grande. Parabéns, Brandão!

Maurice
Maurice
19 anos atrás

Olha só. Em 1983, a Pirelli lançou no mercado os pneus P4 e P44 (série 80 e 70, repectivamente). Eu, naquela época trabalhava nesta empresa (setor de exportação).
Para o lançamento, a Pirelli arrendou o estacionamento do Anhembí, comprou todos os carros da época (Oggi, Escort, e outros).
Fizaram uma pista simulada com cones e pista molhada para que os revendedores presentes pudessem “competir” e testar a eficiência dos pneus.
Pois bem. Um dos convidados foi o GRANDE Emerson para fazer demonstrações.
A mim, coube um Oggi e ao Emerson um Escort.
O Emerson chegou na minha frente e não derrubou nenhum cone. Eu, além de derrubar cones, esquecí de ligar o limpador de parabris e perdi o rumo.
Um detalhe: o Emerson estava de marcha a ré.
Tive e felicidade de conhecer o Emerson quando ainda usava “calça curta” e ia com o pai dele na Pirelli para pedir patrocínio (pneu Cinturato CF67, lembram?) ao meu pai que era executivo da Pirelli e tínhamos um apartamento no mesmo prédio no Guarujá.
Pude presenciar o desenvolvimento do Zé do Caixão com 2 motores.
Realmente, o Emerson foi e é uma grande pessoa. Como poucos.
Concordo em genero, número e grau dom o GRANDE VELOZ HP.

VELOZ-HP
VELOZ-HP
19 anos atrás

Bem amigos da Rede Gomes, boa tarde.
Quem me conhece já sabe, falar do Emerson Fittipaldi é para mim falar do meu ídolo eterno.
Não foi o melhor piloto do mundo para mim, esse título outorgo ao Tázio Nuvolari, nem o segundo melhor do mundo, esse vai para o Jim Clark, mas, o título que dou ao Emerson é muito maior que isso, é o posto de piloto mais importante da história das competições automobilísticas no Brasil.
Tudo, absolutamente tudo o que temos hoje em termos de corridas, preparação, desenvolvimento, pilotos, escolas de pilotagem, provas internacionais, renome mundial, etc, começou com ele.
Ele foi o catalizador de tudo isso e o desbravador do caminho para todos os que vieram depois.
Em tudo ele foi pioneiro, até na arte de contar e ensinar como se faz para acertar um carro na sexta, treinar no sábado e correr no domingo.
Isso ele fez logo que foi para a Europa em 1969 e passou a escrever mensalmente para a revista 4 Rodas.
Eu juntei cronològicamente todas essas reportagens e montei um livro imenso de mais de 30 cm de largura e nem sei quantas páginas, talvez mais de mil, da primeira até a última em 1982. É uma aula, ou melhor, um doutorado de automobilismo de alta performance.
Lendo esse mega livro e conhecendo a sua história é que se tem a verdadeira dimensão da importância dele para a nossa história automobilística.
Poucos foram como ele na história do automobilismo mundial. Fangio creio que foi igual para os argentinos, e só, não me lembro de nenhum outro exemplo análogo.
Emerson e Fangio, dois mestres e formadores de gerações de pilotos.
Na história automobilística do Brasil e Argentina tudo tem de ser contado como antes e depois deles.
Salve Emerson Fittipaldi, meu ídolo eterno, como piloto e como homem.

VIRGO
VIRGO
19 anos atrás

Mestra Brandão,
Sua coluna tem o dom de trazer à lembrança coisas antigas e boas, como o gosto de jabuticaba colhido no pé!
Emerson pode ter sido o melhor piloto brasileiro de F1, mesmo sem o reconhecimento da maioria.
Lembro de outra ultrapassagem digna de figurar nos manuais aqui mesmo em Interlagos, salvo engano na entrada da antiga curva do Sargento, quando ele deu um “drible” no Regazzoni: ameaçou passar por pelo lado de fora , e enquanto o Regazzoni manobrava para fechar a porta, passou pelo outro lado, por dentro na curva!
Que outro piloto brasileiro foi campeão na F1, na Indy e ainda ganhou duas vezes a Indy 500?

Jansle
Jansle
19 anos atrás

Pra mim, o GP da Argentina de 73 foi a melhor corrida do Emerson na F1. Duas correções: na foto, que está na frente do lotus de Emerson é a Tyrrel número 6 de Cevert. E, Emerson não ganhou as 3 primeira corridas. A terceira corrida, naquele tempo, era a África do Sul, ganha por Stewart. Emerson ganhou a quarta corrida, o GP da Espanha. Essa ele ganhou mesmo tendo um pneu furada a 40 voltas do final….Abraço!

Cesar Costa
Cesar Costa
19 anos atrás

Essa fama do Emerson veio muito em função da temporada na McLaren qdo ele, vendo que não tinha o melhor carro, optou por fazer um campeonato na base da regularidade e venceu. Sempre digo a meu filho o seguinte: no tempo do Emerson, qdo ele assumia a ponta, vc sabia que ele só perderia se o carro quebrasse. Por erro era quase impossível. Já na época de Piquet e Senna o espectador não tinha essa segurança, porque às vezes os dois davam uma vacilada

Nick Bichinha
Nick Bichinha
19 anos atrás

Deliciosa a coluna do Roberto Brandão. Senti-me como se estivesse nas arquibancadas, assistindo os emocionantes pegas daquela corrida. Além de fazer justiça ao grande Émerson (para mim, um gênio), Brandão me fez lembrar do bonitón Cevert. Que francês maravilhoso! Quando lembro de seu acidente fico super tristinho.