Ducati à mostra
SÃO PAULO (duca) – Sou um motociclista bissexto. Tenho uma DKW 1936, mas não ando porque as ruas da cidade se encarregariam de detoná-la. Afinal, é uma senhora de 70 anos. Tenho também uma Lambretta, mas só curto quando está com o sidecar, para passear com os meninos.
Gosto das Yamaha 2T e sou apaixonado por uma sete-galo, mas se pudesse, teria mesmo uma Ducati, que acho duca (muito boa, essa).
E os caras que vendem Ducati aqui em SP estão fazendo uma exposição numa loja chique dos Jardins. Estão lá a Ducati 750 S que, segundo o release, “fez história ao vencer em 1977 o Campeonato Paulista (…) pilotada por Salvatore Amato”, um modelo da Cucciolo, “responsável pela entrada da marca italiana no mundo das duas rodas em meados dos anos 40”, uma 916 com a assinatura de Senna, uma 900 SS dos anos 70 e outras.
Me mandaram essas duas fotos aí embaixo. Para quem quiser ver (o Veloz será um deles, sem dúvida, mas não cometa gafes e tire aquela jaqueta da Honda!), seguem os dados:
Exposição Ducati – Trajetória Salvatore Amato
Data: até 30 de dezembro
Horário: 9h às 18h
Local: Concept Store Ducati – Rua Colômbia, 368 – São Paulo, SP
Tel.: (11) 3081-2233


A Ducati campeã paulista de 77 ainda vive guardada na oficina do Amato em Moema SP ,linda e conservada .Preciso lembar de um detalhe dequando Amato participava de corridas ,Tucano e Casarini sempre tinham um trabalhão com ele .era muito veloz e valente .Claro que isso contaminou um dos filhos dele q tb se tornou varias vezes campeão ,Rafael Amato .abraços
Estou dando retratos aos nomes daqui.
E pendurando na Confraria.
Vou ficar até amanhã, pelo jeito!!!
Para dizer que nunca andei em uma Ducati, tive a oportunidade de experimentar uma 250 Scrambler de motor monociclíndrico.
Tenho grande curiosidade em andar em uma dessas bicilindricas um dia, porém, tenho que admitir que o tal do “desmo”, apesar de famoso, é feio que dói! Não troco meu “fourzinho” por nada nesse mundo.
Apesar disso, a 900 retratada é uma moto belíssima, verdadeira puro-sangue!
Grande Piazza obrigado, mas manda vêr, discorde sempre que achar procedente.
Parlando si vá lontano, é véro.
Abraços.
Além do mais, a 994 (não 904) é uma moto atual, com todas as benesses da alta tecnologia.
Carlos, eu me referia a generalidade das clássicas ….conheço a história campeã da Ducati na superbike onde nem os poderosos 4 em linha japoneses faziam frente. Andar numa 904? claro que seria uma honra, mas sou mais afeito as trail de todos os tamanhos, as esportivas são um tanto inadequadas e poderosas em demasia para nossas estradas (montei numa gsx-r 2007 esses dias….loucura!)
Ducatis são MUITO legais… até eu, que sonho com Harleys e Indians, adoro essas máquinas. O comando desmodrômico é o tipo de sacada tão brilhante que eu acho inconcebível que motores feitos especificamente para competição não os tenham. Vou ver se arrumo um jeito de ir.
VELOZ_HP, até poderia discordar de vc em alguns pontos mas, vc escreve tão bem que …, deixa pra lá.
Ao Henri Toivonen, penso que descreveu precisamente o universo motorciclistico antes e pós japonesas com uma unica exeção.
Ducati, que venceu (e continua vencendo) todas as competições do gênero exatamente pelas suas notórias qualidades ciclisticas como elasticidade progressiva dos quadros, precisão e poder dos freios e uma invejável curva de torque e potência. Se nunca andou numa 994 sugiro que o faça, se ja andou e não gostou, desculpe vc não entendeu nada !!!
Desmodrômico…
Como um nome tão escrôto como esse pode descrever um sistema de abertura e fechamento de válvulas tão preciso, eficiente e sofisticado?
Mecanicamente simples, porém de extrema complexidade devido a precisão.
Lembro desta pretinha em dos meus super trunfos!!!
Adorava super trunfo, ainda tenho um de caminhões e um de porshes.
hehehe
O Flávio não sai com a dele pq não tem dctos…
A Ducati é um ícone do motociclismo esportivo, são belíssimas, porém, Veloz -HP, não tira a jaqueta da Honda!!!
Falem o que quiser, mas foi graças a japonesada que esse negócio se popularizou um pouco, fazendo com que os conhecidos profissionais de motos européias engolissem sua arrogância.
Quase quebraram com o tempo? Os japoneses copiam tudo? Copiam sim e aperfeiçoam. Ando há mais de vinte anos com uma Honda CB 400 Four Super Sport, já estou na quinta moto desse modelo e, sinceramente, não troco por nehuma inglesa ou italiana da mesma categoria.
Parabéns a eles, apesar de torcedor da Ferrari, espero que consigam na F1 o mesmo que qualcançaram no motociclismo.
Espero ver mais motos nesse blog, valeu!
Esse é o velho Joca saindo das trevas…
O cara tem muita história.
Bem lembrado, Jonni’O, bem lembrado, comando desmodrômico…
MInhas aventuras em duas rodas ficaram restritas a uma BSA 1951 Twin Star 500 cc bicilindrica e uma Honda CB 175, ano 1971. That’s it!
Jonny, a quanto tempo?
Nós ducateiros, NUNCA nos esquecemos das Desmo. Inclusive o símbolo do clube é esse tipo de comando
Pô moçada!
Todo mundo falando de Ducati e ninguém lembrou do comando desmodrômico, o orgulho dos ducateiros!
Amigos, sábado realizamos o primeiro encontro da Ducati Clube do Brasil, no Km 70 da Bandeirantes.
Foi um momento mágico, pois lá estiveram várias motos da marca e inclusive levei a minha, modelo Aurea, ano 1961, inteiramente restaurada.
A Cucciolo pertence ao presidente do Clube, o Beto, um cara muito legal e verdadeiro amante da marca. E foi realmente a primeira entrada da marca no ramo.
Já que estamos falando de sonhos, aí vai o meu: Ducati Monster S4.
Veloz-HP,
Assino embaixo!
Quem nunca teve moto, não sabe o quão prazeroso é esse veículo.
É uma pena que a falta de uma cultura motociclistica e a larga utilização de motocicletas por meliantes esteja levando os usuários de motocicletas à marginalidade, para a polícia somos bandidos, para os condutores dos demais veículos, um transtorno.
Tenho saudade do tempo em que parava minha motocicleta no semáforo e as pessoas olhavam com admiração ao invés de pavor e medo.
RC*
Gostava mais de moto até o dia em que um f@#%$! empinando uma pipa atravessou o meu caminho. Tive sorte, só ferimentos leves. Mas por isso acho que vai demorar um pouco ainda pra eu andar de novo em uma. Já essa bike aí da segunda foto eu encaro, mas nada a ver com o Nick Bichinha tá bem?
Flavitcho, meu querido. A segunda moto Ducati me fez lembrar de uma bicicleta que tive tempos atrás. Uma linda Caloi Ceci toda rosa e com cestinha acoplada ao guidão.
Bitoquinhas.
Quanto à motos, prefiro a tecnologia do que o saudosismo das clássicas: estas, os chassi se torce nas curvas, a suspensão de cada roda conversa diferente nas curvas, abrindo a curva ao invés de fechar, a entrada do motor em reacelerações é pouco linear, freios borrachudos…etc, as máquinas de hoje menos charmosas, ao menos são mais responsáveis no que em toda a moto a questão fica delicada: a segurança! Se fosse escolher uma neo-clássica ficaria com uma África Twin 750 “Desert Queen” e das novas uma Ktm Duke!
Putz, desculpem-me, esqueci de escrever que descia as ladeiras da Penha de bicicleta…
Meu sonho é ter uma Honda 750 four da década de 70, aquela de farol redondo..
MARAVILHOSA e tem um ronco único.
Tenho pena de quem comprar uma Ducatti hoje, pois as mesmas são trazidas e representadas no Brasil pelo grupo Izzo, que já faz um péssimo trabalho com as Harley´s.
Problemas com documentação, prazos, mão de obra sem nenhuma qualificação…quem já precisou negociar com eles e anda de HD sabe do que estou falando.
Interessante, gosto de motos, estradas de terra com elas então….mas o carros ainda têm a primazia do meu coração. Talvez por serem mais divertidos beyond limites, são mais caridosos ao perdoar erros!
Olá Chefe, você vai aparecer por lá também, certo ?
Sem dúvida não cometerei essa gafe, irei com a minha jaqueta Ducati Isle of Mann em homenagem à vitória do Mike Hailywood em 1979 lá. (Devo ter cometido uma gafe agora, escrevendo errado o nome do cara).
Aliás, falndo em Ducati, ela foi a única marca que resistiu bravamente à invasão das japonesas no final dos anos 60.
Resistiu tecnicamente, pela qualidade da sua mecânica e projeto. Ela quase fechou por problemas administrativos e não fosse a Cagiva, Fiat e o governo, teria morrido no início dos anos 80.
Quem quiser se divertir lendo e analisando fichas técnicas de motos e carros (sim, eu faço isso sempre) procure comparar as Ducatis com as japonesas nas suas respectivas cilindradas e verão que o desempenho é muito parecido, as vezes até superior para a Ducati.
No quesito peso/potência, onde as japonesas sempre foram superiores e onde começou a revolução nipônica na área, as Ducatis sempre foram muito parelhas com elas e, estranhamente, nunca copiadas pelos japas, que ficavam de olho nas MV Agusta (pela Honda) ou pelas Triunph (pela Yamaha nas 4 tempos).
Comecei a vida andando na garupa da Norton 650 do meu tio, sonhando com as Agusta do Giacomo Agostini e babando com as Ducati do Latorre quando íamos na sua loja.
Até o dia em que pilotei pela primeira vêz uma japonesa, a Yamaha 90cc de um amigo meu.
Aí danou-se, meu coração definitivamente dividiu-se ao meio com carros de um lado e motos do outro, numa convivência prá lá de divertida.
Da primeira moto que tive, uma Suzuki 50cc, que adquiri trocando 4 rodas de magnésio do Corcel da minha mãe por ela, até a última, uma Honda CBR 1000 Fireblade, foram dezenas de amores eternos e nunca esquecidos, verdadeiras páginas de amor e emoção na minha vida.
Hoje nem carro tenho mais, só motos.
E pensar que tudo começou meio que inconscientemente lá pelos 6 ou 7 anos de idade nas ladeiras íngremes do bairro da Penha em São Paulo, que eu as descia velozmente com o vento no rosto, um sorriso nos lábios imitando um motor aos 18 mil giros, me imaginando domando uma Agusta, Laverda, Guzi, Ducati, Norton, sem saber que as japonesas estavam chegando e com elas passaria as maiores e melhores emoções da minha vida.
Quem não tem moto, nunca andou numa e não entende a paixão que temos por elas, olhe para o seu cão quando você sai de carro com ele e a primeira coisa que faz é colocar a cara para fora e sentir o vento da liberdade no rosto.
Ele sabe.
Prefiro as choppers da OCC…