Ladaland (quinta)
SÃO PAULO (é preciso descansar) – Recebo e-mail de famoso blogueiro que, depois de intensa labuta, ganhou alguns dias de folga em Riga, onde vive.
Kamarada Gomes, boa tarde. Veja só a curiosidade. Soube que aí no Brasil é feriado, também, dia da Independência. Aqui na Letônia, neste fim de semana, acontecem os festejos pelo fim da servidão, em 1817, quando derrotamos os teutônicos e exigimos o direito às nossas terras. Graças àquele movimento, hoje podemos plantar âmbar sossegadamente, além de cultivar vacas e importar tatus. Não é preciso dizer que os negócios, especialmente dos tatus, prosperaram e eu e minha noiva canadiana pudemos comprar o segundo carro da família, tirado num consórcio de usados. Como a qualidade dos veículos é acima da média, é igual a zero quilômetro. Aproveitamos o feriado para descansar em nossa mansão de verão, essa da foto, já que o povo daqui, usualmente, possui casas de campo. Claro que não são individuais. Essa nossa é dividida com uma família que vive em Jurmala e tem lavoura de abacaxis. Viajamos juntos, e foi muito divertido e prazeroso. Como a casa de campo é grande, não teremos problema de espaço e pudemos trazer nossa marmota de estimação. Contarei as novidades depois do feriado, porque agora precisamos descansar. Um abraço, Leandrov Alfonsov.
Ah, que descansem, porque merecem.

Seus marmanjos desocupados, vocês não tem outra melhor do que criticar a Lada e os prudutos Russos?
O que a família Color de Melo trouxe da Russia para o Brasil foi uma linha popular e ultrapassada (leia-se Laika, antigo Fiat 128 dos anos 60) com excessão do Niva que é um veículo de uso misto, um “tração integral que muita fabrica conceituada ainda não colocou no mercado; falo de NIVA com muita satisfação, é um dos carros que desde 1991 nunca faltaram em minha garagem, e só quem teve pode opinar.
A propósito, da onde surgiu a primeira nave espacial tripulada?
Qual o 4×4 integral mais usado na Europa?
Meus amigos, acho o blig do Gomes muito muito interessante mas esta história de Lada… já encheu o saco de muitos leitores, me perdoem a franqueza.
abraço a todos
Nercio Vichinheski
Hmmm… a paisagem me é deveras familiar… Pousada Encontro das Águas, em Eldorado/SP… que, aliás, vale bem a visita, seja pela Caverna do Diabo, seja pelo charme da pousada!
FG ;
Continue com a saga pois o Veloz tá cada vez melhor; o ómi tá arrasando.
Clap,clap,clap..
Marcos, “land” é terra em alemao também, e aí entra a alemanha oriental (e seus Trabants – primos dos Ladas) na jogada. Acho que justifica o título :-)
por sinal, dizem que a Alemanha Oriental era o país mais desenvolvido tecnologicamente naquele bloco comunista. Imagina o resto como era :-(
Cara, nao sei como o kamarada LA ainda nao reclamou do nome da coluna. Que vem mostrar uma influência ianque sobre o nome do verdadeiro carro do povo. Sugiro que para LadaGrado, soa muito melhor aos ouvidos do Leste.
Bem amigos da Rede Gomes, boa noite.
Hoje estou mais feliz que o habitual pois acabo de receber uma caixa contendo 6 DVDs fantásticos que comprei pela Videolar aqui de Alfaville.
Os 5 primeiros tratam-se de uma caixa dos Beatles com músicas, shows, entrevistas, o escambáu. O sexto é aquele que persigo a muitos anos e finalmente consegui comprá-lo : 500 Milhas, com o Paul Newman, que maravilhosa maravilha.
Nada de cópias piratas ou assemelhados, tudo original e perfeito. É hoje…
E por falar em filmes, essa foto me fez lembrar o “E o vento levou.”. Não pela karroça estacionada ao lado do kasebre e sim, pela mensagem que emana como quando a Scarlett (Escarlate, isso lá é nome de gente ?) morta de fome começa a comer umas raízes, vomita de nojo e grita aos céus que Deus é testemunha, que ela e os seus nunca mais passarão fome na vida, que fará tudo, roubar, matar, o que for necessário, e ergue o braço em desafio aos céus, como Prometeu. É real. Mas aí descamba tudo com aquela partitura sentimentalóide, porque há sempre o medo de que os patetas não percebam e, talvez, porque as palavras tenham sido reais demais, e verdade e cinema popular é uma contradição em termos.
Esse casal da foto também me fez lembrar de outro casal, muito famoso aqui no Brasil. “Neste” país, “mais do que nunca”, sempre me intrigou a falta de iniciativa do brasileiro típico, de elite, sua mística de conforto acima de tudo, seu direito incontestável de desfrutar a chamada civilização da Maria, das domésticas dóceis a qualquer capricho dos patrões, e a incompreenção do capitalismo e do conceito de cidadania, que é, entre nós, periférico e sem maior apoio constitucional ou legal, a não ser no papel. O casal Collor e Roseane, que considerava bobagem qualquer restrição a seus desejos, tais como leis, moralidade e vergonha, é típico da mentalidade escravocrata. E há, por certo, muito mais a escavar.
Esse é, em síntese, o comportamento de quem chega na elite brasileira, vindo de breço pobre ou rico. A soberba korrompe a todos, até aos iletrados tidos como honestos.
A mais próxima definição de estrela é alguém a quem nunca se pode ignorar. A diferença é em que tipo de céu se brilha…
O casal letoniano aí do poster, a parte a estranha e vomitória posição dentro da charrete, representa a elite desse lugar. Eles tentam, na verdade, voltar às origens primitivas da humanidade. Estão quase lá, é certo.
Mas, não é o nosso lugar verdadeiro uma pequena comunidade, parte da natureza, em vez da civilização atomizante das grandes cidades ? Por que ví tanta gente hoje em fuga da cidade por causa do feriado, dentro de seus reluzentes e confortáveis carros, neuroticamente enfileirados e parados no congestionamento, transportando os problemas e neuroses daqui para outro lugar, em suma ? Até o século 18 a cidade era impensável como residência fixa de um cavalheiro. Shakespeare fazia questão de dar seu endereço no campo, porque se achava um cavalheiro. Da cidade, Londres, só admirava as tavernas.
Então, amigos da Rede Gomes, mal posso imaginar o que fazem e farão o kasal ladaiano e seu maskote reprodutor de pulgas dentro dessa choupana infestada de cupins. Porém, como já estão passando mal e vomitando dentro do latão branco quando mal chegaram, imaginem os senhores o estado deles quando forem embora daí. E também o estado do local com os restos de sua excrecência.
Ahh, os corações simples com seus efeitos complicados, na cadência de uma música brega cantada berrando, falsa sertaneja. Enquanto houver uma menina ou menino inocentes no bestiário ideológico da guerra entre os se.xos, sua música terá apelo certo. Mais ainda quando emanada pela caixa-rústica, quer dizer, caixa-acústica de um porta malas de um Lada.
A luta kontinua, a luta kontinua…
por falar em LAda e em namorar, me contaram que tem um drive-in para quem vai a pé (parece paradoxo, mas é verdade) . Você entra e vai para um daqueles boxes (me contaram, nunca fui num lugar desses, credo) , onde tem uma carcaça de carro para você, digamos, ter uma intimidade com a sua mina. As caracaças são de várias marcas , e vivem lotadas. A única que está sempre disponível é a de um Lada (bom, o carro já não anda mesmo), que parece ter um efeito, digamos, pouco estimulante sobre o “motor” masculino, então eles dão algumas doses de conhaque de alcatrão (e dizem que dependendo do caso, nem assim). Parece que a reprodução é mais difícil que a do urso panda. Por aí.
bom, pelo menos um diferente, além dos niva… até que a peruinha parece simpática; ficaria melhor com aquela motorização do lada preto postado dias atrás. com o banco traseiro abaixado, até que deve dar para namorar bem….rs
1- plantaçao de abacaxis? isso é o outro nome da fábrica da Lada?
2-pra que comemorar a independência dos teutônicos? não era mlehor ficar dependente e andar de Mercedes, audi, BMW, do que ser independente e andar (ou empurrar ?) o Lada? Isso me parece um comentário que ouvi de um argentino um vez : Não entendo porque os uruguaios lutaram para ficar independentes do Brasil e depois da Argentina, eles estariam muito melhor se fossem uma província de um dos dois vizinhos.
Como sempre, para tudo, há sempre pelo menos 2 pontos de vista.
Olhando todo este relatório, quase diário…dá pra ver que a vida, naquelas pradarias é cheia de oportunidades, pois nosso destemido herói está sempre mudando de um lugar para outro e sempre aproveitando oportunidades…hehehe.
Essa “mansão” é o sonho de consumo de todos os comunistas do mundo, incluindo o kamarada Flávio Gomes.
Fico imaginando o tempo que o FG gasta só para azucrinar o pobre Veloz… estes textos são muito legais.
que gozação
Imiagino que o cachorro também seja comunitário. Todo mundo chuta, dá comida, água, etc…
Corrigindo: a marmota é o carro!
Enoooorme a mansão.Mas deve ser a do fundo,né não? Essa onde o carro está estacionado me parece muuuito grande. Deve ser a “dasha” refeitório coletivo do “complexo” de veraneio.
As marmotas são os carros, claro!