Fantástica fábrica de Jeeps
SÃO PAULO (total respeito) – Recebi de um blogueiro de nome Fernando uma série de fotos da fábrica da Willys nos anos 60, com a linha de montagem do Jeep. Selecionei duas, uma de dentro, uma de fora. Linda, a fábrica. O que foi feito dela?
Gosto muito dos Jeeps Willys e Ford. Vira e mexe vejo alguns rodando, sempre cheios de saúde e presença. Longa vida aos jipeiros!


Sobre seu post de 06/09/2007 16:15
O que foi feito dela (Willis)?
A fábrica a que se refere a foto trata-se hoje da fábrica da Ford Motor em SBC a rua se chama avenida do Taboão, gostaria de ter acesso as outras fotos que disse ter recebido de um tal de Fernando.
Abraços
Amarildo
Gosto muito dos Jeeps Willys e Ford. Vira e mexe vejo alguns rodando, sempre cheios de saúde e presença. Longa vida aos jipeiros!
pasei=passei
Além do que foi dito antes vale ressaltar que a fábrica da Mercedes, fica ao lado… E se pegarmos a Anchieta coisa de 5 min passamos em frente a Karman Ghia, Scania e Volks..é uma pena o que ocorre com o Abc cm as fábricas indo embora, esse dias pasei em frente a fábrica desativada da Ford caminhões, sinceramente dá tristeza!!!
Graciliano Ramos?!
Eita!
Por falar em Jeep e Ford, alguém por aqui sabe o que vai ser da Troller.
Só o Cerega né? O que eu tentei uma vaga de piloto de testes por ali, acolá, do outro lado, em São Caetano….
Mas não fui eu que dei o porrão viu Vitão…. :-))
No google earth , para matar o Cerega de saudade:
23°39’31.79″S
46°35’16.22″O
noticia velha para quem frequenta o FNVA – http://www.fnva.com.br – mais fotos: http://www.topmark.com.br/forum/viewtopic.php?t=8986
Trabalhei lá na Eng.de Matrizes entre 1968 e 1971, os melhores tempos da minha vida profissional, trabalhei na fábrica do JEEP tb, coisa inesquecível…deixa prá lá, hj todos os carros tem a mesma cara, melhor nem comentar. Quem quiser matar saudade e fôr contemporâneo por favor me escreva.
Cerega, ao lado da pista ficava o “motorshop” , a oficina dos carros da frota (serviço, gerência, etc), que tambem fazia alguns trabalhos de suporte de desenvolvimento para a Engenharia (basicamente o que não eram protótpos) . Em 81/82 eu vi alguns Corcel II com injeção K-Jetronic, da Bosch.A pista foi utilizada até 79/80, quando um “piloto”do motorshop deu um porrão digno do Paul Tracy, e quase varou a cerca , indo parar na Mercedes (por acaso era você treinando para correr em Itu?brincadeirinha…)
Alguém aí pra baixo citou a velha pista de testes da Ford, nos fundos desta fábrica…
Meu primeiro emprego foi de aprendiz de ofício na Mercedes Benz, em 1972.
Lá dos fundos do terreno da Mercedes, onde era incinerado o lixo e bem pertinho da Modelação de Protótipos dava pra ter uma vista privilegiada dessa pequena pista de testes, apenas um oval curto, de curvas inclinadas.
Aos 15 anos e já alucinado por carros, não perdia oportunidade de dar uma escapada na hora do almoço para apreciar a turma experimentando os carros da Ford… Vi muito Corcel e muito Galaxie sendo testado lá, quem diria…
Mais de 30 anos depois, fiz uma visita à trabalho na Ford, e sem querer pude ver o que sobrou dessa pista. Quase nada, apenas história e asfalto esburacado.
1- o precesso de desindustrilaização do ABC é irreversível, fruto da legislação ambiental, especulação imobiliária ( vender o terreno e incorporar condomínos é um bom negócio, dá para fazer duas fábricas novas, o problema é que a fábrica vai para o interior e fica distante, quem vai morar no condomínio?) transito, e da (suicida) combatividade sindical, que alavacou carreiras e destruiu empregos. Agora babau, acabou-se o que era doce. O destino do ABC é transformar em centro de tecnologia, logística e educaçao técnica. Quem se lembra do quebra-quebra dentro da Ford, em 91, quando mais de 20 carros foram destruídos, e até o primeiro bloco de motor fundido pela Willys for arrebentado? Ainda bem que meu pai já tinha morrido, senão ele seria capaz de chorar.
2- a Ford na década de 70 recebeu em doação um terreno enorme em Taubaté, ao lado da fábrica de motores, coisa de 2 milhões de m2, para construir uma nova linha de montagem. Com a criação da Autolatina , e como a VW já tinha fábrica lá, o terreno foi retomado pela prefeitura, que ainda deu um belo esculacho nos americanos.
3- o problema de vazamento de fluídos do Jeep é consequência da pressa com que o projeto foi feito, nos tempos de guerra. Sem poder fazer muito ensaios, e precisando de um veículo que funcionasse em temperaturas de -20 até +50graus, era muito difícil avaliar a necessidade de espaço para expansão dos fluídos. Os primeiros Jeeps de guerra tinham problemas crônicos de vazamento pelas juntas, e eram desprezados pelos soldados, até que um sargento (Nào sei se na Africa , ou no Pacífico) fez um furo na parte superior da carcaça para alívio do óleo aquecido/expandido. A partir daí o carro ganhou o respeito e foi o sucesso que todos conhecem. Também os materiais para fabricaçao de juntas eram bem precários, o que explica o vazamento.
há uma conversa rolando na ‘rádio peão’ da FORD que eles estão pensando se não compensa mais transferir as linhas de montagem para Taubaté ou Camaçarti, desativando este prédio de SP. Parece que os custos de se manter uma fábrica dentro da grande SP anda proibitivo, além de não se ter para onde ampliar.
Passo todo dia em frente a esta fabrica, atual Ford, e, sim o prédio realmente é bonito, e na administração, ainda se ve de fora ,uma linda pintura ou mosaico, vou prestar atenção e se possivel fotografar.
Que prédio legal hein!
O Blig aqui tá muito BEM frequentado,sô.
As respostas são todas de 1a.,sem pulo. Só faltou o cara dar os ramais das mulheres bonitas,meu…
A fábrica continua lá na Av do Taboão e é a sede da Ford no Brasil. Nessa planta são montados Ka, Courier e caminhões.
Existe ainda uma pequena pista de testes – desativada.
No prédio da administração existe um mural da época da Willys, pintado com a montagem de Rural e Jeep.
O prédio onde se montavam eixos e transmissões fica a área de informática. No prédio 6, que era a fábrica de motores, ficam áreas administrativas e de engenharia. Já no prédio 4, onde era fabricado o jeep, ficou o pessoal da Land Rover, Volvo e Jaguar.
Todos os prédios continuam os mesmos, com tijolo aparente.
O sucessor do Ka será montado lá.
FG, a fábrica tinha , na entrada da diretoria, um mural pintado , acho que pelo Graciliano Ramos, que era uma obra de arte. Até a década de 80 ele estava lá. Espero que nos anos de chumbo da Autolatrina ele não tenha sido “retocado” . Para quem gosta, e ver como estamos carentes do mecenato sério e plural, tem um mural lindissímo na sede do BankBoston na Líbero Badaró, pintado por Portinari. Vale uma visita, se deixarem entrar. Aliás, tem um prédio na Av. Santo Amaro esquina com Jaques Felix que tem um mural em azulejos também que é lindo também ( e não venha me falar que grafiti é arte).
Eu tive um Jeep Willys 1967 , 6 cilindros,que era muito bom.
Se a cortina da traseira não ficasse fechada ,o cheiro do escapamento era insuportável: esse é ou era o defeito dos Jeeps.
Diz a sabedoria popular que há duas coisas no mundo que não tem como tirar: cheiro de ** e vazamento em jeep… :D
Sim, hoje a fabrica pertence a Ford e está no mesmo lugar de sempre.
Isso é uma foto do paraiso visto de fora.
Essa aí não é a atual Ford de Rudge Ramos?