EL CORDOBÉS (2)
CÓRDOBA (a cigarra foi embora) – É meio bagunçado, mas por isso mesmo, bom. Se você chega ao local de uma etapa do rali, ou da pista escolhida para o “shakedown”, quatro horas antes do início das atividades, pode entrar com seu calhambeque e estacionar onde der desde que não seja no meio do circuito, claro.
O negócio é arrumar um bom lugar para ver os caras passando. Há fitas verdes e vermelhas delimitando a pista, no caso desse circuito onde aconteceu o “shakedown”. Atrás das vermelhas ninguém deve ficar, porque são pontos onde os carros podem escapar. Mas um monte de gente fica.
Chegamos uma hora antes, paramos onde deu e metemos o pé na lama. Nós e milhares de pessoas. Era só seguir o fluxo. Em algum ponto desse matagal cortado por estradinhas e pontuado por casebres estaria o local da partida, onde os carros que nos passaram na estrada estariam enfileirados, aguardando a hora de começarem a treinar.


Eu não vinha à Argentina havia algum tempo. Acho que uns seis ou sete anos. O argentino é doido por corrida, isso não é novidade nenhuma. Mas Córdoba é doida por rali. Apaixonada, enlouquecida. Todos torcem, vibram, urram a cada carro que passa.

E a Argentina é cheia de carros velhos, como se vê nas fotos acima. Uma delícia. Milhões de Renaults, Peugeots, Citroëns, Fiats, Fords, tudo dos anos 60/70/80, alguns caindo aos pedaços, outros de pé e conservados, todos rodando.
Mas não só de doces calhambeques vivem os fãs de rali. Quem pode, bota pra dentro um Impreza azul com rodas douradas, ícone maior, talvez, da última década do WRC. Um carro que tem torcedores, fãs, seguidores. Terei um desses. Não vai demorar muito

Àquela altura, quase 10 da manhã, meu tênis já havia dado PT e eu já pensava em acionar o seguro para pedir indenização. Chovera durante toda a madrugada e nuvens muito negras pairavam sobre aquela imensa fazenda onde, dali a pouco, aqueles carros maravilhosos começariam seu show. Um frio da porra. Havia tempo para um lanchinho.

Não comi. A lhama cobrava seu preço, ainda.
encarar esta linguiça…tem que tá na febre da fome….puts…
Os carros da WRC passam por estes ruas barrentas, como se estivessem rodando num tapete.
Muito antes de nós os argentinos tiveram acesso aos carros franceses.
Esse Subaru azul é lindo.
Fim-de-semana chegando, está na hora de um bom churrasco.
Fla, hermanito.
Obviamente, A-DO-REI a última foto.
Que dili!
Bitoquitas portenhas.
Nick B.
(ouvindo Bersuit Vergarabat, maior banda de rock da Argentina).
Que inveja de vc Gomes.
Aproveite bastante!
Não quero mais experimentar a carne de Lhama….prefiro esse hamburguer aí com uma maionese e ketchup….yamyy….
Bonito o STI azul logo acima…aqui não tem ainda,mas vai ter o modelo novo.
Não tem problema não,o EVO X tá chegando…
Fico feliz que esteja gostando. Rally é automobilismo de verdade, talvez o único verdadeiramente bom na atualidade.
Abraço!
Choripan! hauehaeuhau NUNCA coma isso, se quiser permanecer de pé o resto do dia! Melhor achar um Pancho, mas não faça como a turma do RS, que quando a mulher que servia perguntou “Ajo?” e o camarada “Atcho que si!” e a mulher socou alho no cachorro quente dele! hauehauheaueah
Abração!
O Interior da Argentina é um tunel do tempo de carros clássicos, e por conta desse farto mercado, sou o mais feliz proprietario de um Fiat600, igualzinho esse da foto 1 deste post. Agora vou enfrentar o trânsito de Sampa em paz!!! Valeu Flavio.
BOA FLAVIO!!! Troca aquele manco das 4 argolas por um WRX!
E que esta seja a primeira de muitas coberturas do WRC! Esse evento merece! Abs!
Pena, Gomes. O chorizo deles é sensacional. Com um pãozinho então…
O Subaru Impreza é um carro maravilhoso! Flávio, acho que depois que vc começar a andar de Subaru vai deixar um pouco de lado suas paixões soviéticas!
Muita inveja de vc acompanhando o Rally e eu trabalhando aqui!!!
aquele choripan parecia ser feito com muito carinho!
O cara encostado na Pickup da ultima foto parece o Fernando Alonso
Que bom! A Argentina continua sendo um paraíso para quem gosta de boas velharias: DKW, Fiat 128, Renault 12, Ford Falcon (em termos de preferência pelos agentes da repressão política, era o equivalente da Veraneio) e outros ícones.
Divirta-se, camarada. (LAP)