21 de junho, dia do Passat

SÃO PAULO (solstício ou equinócio?) – Hoje é Dia do Intelectual, Dia da Mídia, Dia do Mel e Dia do Migrante. Também é dia de lembrar o tri, 21 de junho de 1970. Mas hoje é, como lembra o passateiro André Grigorevski, aniversário do lançamento do Passat.

Escreve André: “No dia 21 de junho de 1974 o carro foi oficialmente apresentado aos revendedores e imprensa em geral, com as vendas começando dias depois. No Rio, a apresentação aconteceu no antigo Hotel Nacional, que funcionava em São Conrado”.

Esse hotel, pecado dos pecados, é hoje um imenso cilindro de concreto deserto, fantasma mesmo. Nos tempos de F-1, era um dos centros nervosos do GP do Brasil.

Mais sobre a história do Passat tem aqui no BestCars. Mais ainda na belíssima Homepage do Passat. Página do André, que um dia me contou, por e-mail, que Passat é o nome de um vento.

Bons ventos o trouxeram. Hoje vou sair de Passat. Se você vir esse beginho aí na rua, sou eu.

E conta mais o Grigorevski: “A expectativa em torno do lançamento foi tão grande que a revista Auto Esporte na época contava que em maio um homem acompanhado de uma pasta chegava à portaria da VW em São Bernardo do Campo procurando alguém do Departamento de Vendas. O motivo? Comprar um Passat. Na pasta, Cr$40.000 em dinheiro. Obviamente, não teve jeito e ele não levou o carro. Já os testes de resistência do Passat que antecederam o seu lançamento no Brasil foram realizados… na antiga fábrica da Vemag, no bairro Ipiranga!”

Só podia, mesmo…

Comentários

  • Grande relato, Nasser, esse tipo de coisa, no fim, só enriquece a história de um automóvel. Sempre achei intrigante aquele carro marrom nos primeiros anúncios do Passat! Bem, se você ainda tiver um 1800, vamos marcar a revanche, com meu Passatinho! “Vamos” perder de novo, mas daremos boa risadas. Respondendo ao blogueiro anterior, não, não uso insulfilm em hipótese alguma. O carro tem vidros verdes, mesmo. Acho insulfilm uma bobagem inominável.

  • flávio,

    eu estava na apresentação. foi na barra da tijuca, num barzinho de madeira, curva sul do antigo circuito de rua – o mesmo da apresentação do Malzoni de lata pelo Marinho, na famosa disputa contra o Porsche 356 2 litros do Chico Landi.
    fui de dodge 1800 versão s.e. – queria dizer special edition mas, simplificado, era entendido como sem equipamentos … ainda não estava à venda. viajei de s paulo ao rio com o carro e do hotel nacionalà barra dei carona a outro jornalista, o fernando calmon.
    parei em local protegido para não disputar espaços com o lançamento.
    naquele tempo a volkswagen no brasil agia como se estivesse sob o comando do Kaiser, eram os donos da verdade.
    os engenheiros começaram grande explicação sobre o carro. que fazia isto, aquilo, que era melhor … estas bobagens que engenheiro comete quando resolve agir como publicitário.
    perguntei, bobamente, se era melhor que o Corcel, líder de vendas. era.
    se superava o dodge 1800 com motor maior. sim.
    test-drive. combinei com o fernando. ele, volkswagenmaníaco pela osmose com a porsche, iria de passat. eu buscaria o 1800 e alinharíamos em frente ao buteco para arrancar. engenheiro e fã da marca, o calmon disse que o passat daria um pau no 1800 e que ele teria que arranjar um calendário para marcar a diferença …
    as visões germânicas são deturpadas.
    quando cheguei com o dodginho as caras alemãs da engenharia eram de uma desolação africana. estava óbvio que a mentira apareceria. juntamos os motores no giro e, obviamente, o 1800 saiu na frente. tinha mais torque, o peso do s.e. era menor, e o motor estava razoavelmente solto – comigo o carro tinha andado uns 1.000 km.
    o passat, justo porquanto O km, com menos torque, não conseguiu ultrapassar. ficou para trás na arrancada e na pequena volta.
    ficou mal na foto.
    depois, a primeira série mostrou a inadequação do desenvolvimento. toda a pesquisa de transformação do carro em proposta alemã para enfrentar as condições brasileiras foram feitas na alemanha. daqui enviaram-se gasolina, lubrificante e pneus. as primeiras séries eram frágeis, até na estrutura.
    na verdade o lançamento foi germanófilo. até a agencia de propaganda foi mudada. deixaram a alcântara machado, que conhecia e conhece o mercado brasileiro, e trouxeram a ggk, agencia alemã. o anúncio de apresentação, neste país tropical de luzes, cores e paisagens, era num estúdio, um carro marrom contra um fundo marrom. os Kaiser, depois, caíram na real.

  • Esse é o meu fraco…
    Tive dois Pointer, um 84 (primeiro AP 1.8 junto com o Gol GT) vermelho com teto solar e banco Recaro, e um 89 última série com os mesmos equipamentos e ar condicionado… Esse último troquei por um Gol GTI 94 zero bala. Se arrependimento matasse…
    Ainda vou ter um Iraqueano com mecânica do Pointer e interior cinza!!
    Flavito, esse bege é o sonho do meu irmão, com as sobrecalotas e a calotinha. Ele tá filmado de leve??

  • Boa, Flávio! Nada melhor do que comemorar esse dia levando o Passat pra passear. Eu mesmo não fiz isso, porque achei maldade enfrentar o péssimo trânsito da ponte Rio-Niteróie um estacionamento empoeirado durante todo o dia. Depois tenho que subornar o meu “filho” com algumas voltas e uma bela lavagem, pra compensar esse dia importante que ele passou parado.

    Renan, o Passat Village (LS ou GL, dependendo do ano) só apareceu com essa denominação em 1984. Você provavelmente tinha um LS, não?

    E lembrando também ao pessoal que a partir de 83 os Passat já possuiam os 4 faróis quadrados, e não apenas a partir de 85. ;-)

  • Sobre Passat tem uma historinha boa, do nosso querido Roberto Brandão, que lá pelo início dos 80 foi dono de um Dacon. Botou o bicho prá andar em Interlagos e se empolgou demais. Quase não chega em casa, com os pneus radiais totalmente lixados devido ao asfalto abrasivo da pista. Acho que teve de vender o carro pra comprar os pneus…

  • Hoje sou dekavezeiro mas já fui Passatzeiro, meu primeiro carro: Um Passat Vilagge Ano 1980, comprei usado em 1986 com apenas 9.000mk, morava em Salvador/Ba e a placa era AMARELA ,duas Letras ” AT-7614″, bela lembrança com final triste, só saia aos sábados, domingos e feriados e com poucos meses de uso estacionei na porta de uma Pizaria no Farol da Barra, veio um Onibus Coletivo desgovernado bateu no fundo e entrou até as portas que não mais abriam, entrei na justiça contra a empresa para consertá-lo, pois não tinha seguro, a empresa faliu era em nome de laranjas e ambos apodreceram no pátio do DETRAN/BA. por isto não esqueço da placa. ” AT-7614″.
    Renan.

  • PRO JURASSICO:

    Como nunca teve Passat com 4 faróis quadrados? E os Village/GL/GTS Pointer a partir de 1985 ? Procure uma foto de qualquer GTS Pointer 1987 e verá os quatro faróis !!!

    Carlao

  • Não podemos deixar de mencionar que, em uma época de importações proibidas, o povo endinheirado comprava os fora-de-série nacionais ou o Passat Dacon.

    A Dacon fazia modificações no Passat que iam de parachoques pintados na cor do carro com polainas “retráteis” até uma mudança geral na traseira que o deixava com 3 volumes.

    Também tinha um com vidro traseiro curvo e um targa. Dois deles podem ser vistos em http://www.obvio.ind.br/Historia%20da%20DACON.htm

  • 1- mas a primeira série tinha um cambio pra lá de sem vergonha. O meu vizinho tinha um e bateu no poste porque ia engatar a ré e entrou a primeira. Eles só corrigiram isso em 1.976.
    2- Pro Pedro Jung – nunca teve Passat com 4 farois quadrados. O TS tinha 4 redondos. Depois, em 82 passou a ser retangular.
    3- Pro Caique – Tem uma história, que o super-entendido em Audi chamado Flavio Gomes pode explicar, que a Auto-Union pertenceu ao presidente da Daimler-Benz, um certo senhor Flick, de 1958a 68. Quando deu zebra , a pedido do governo alemão a VW cacifou a compra (como a Porsche fez agora com a VW para a Toyota não entrar; e depois vem me falar de livre mercado). A DB tinha ordenado que a DKW parace de fazer motores 2T, e então desenvolveram o MD 80, tataravô dos AP.
    Deve ser isso.

  • FG, vc bem q podia fzr um artigo sobre os mitos do passat…
    eu nunk comprei um pq todo mundo fala q ele eh um pessimo carro… q pega fogo… q eh igual corcel e chevete…..
    fala mais sobre os mitos q envolvem esse carro…
    abraco

  • Vou tomar bomba….
    -Mas se tem um carro que marcou por sua construção moderna, leve e veloz no país tem nome PASSAT.
    -Pena que ele foi feito pela ‘maldosa’ VW… se fosse Audi, estaria sim em bom nome! (sofri muito com á VW !!!)

  • é Pedro ,
    a VW teve uma época que botava nome de vento em tudo que era carro, Passat, (vento que sopra na califórnia), Santana (acho que tb é outro vento californiano ou redondezas hehe) Scirroco (vento que sopra da Líbia para o mediterrânio) e recentemente o Bora (nome de vento que sopra no mar adriàtico).

  • Meu Pai teve 3 Passats ,o primeiro foi um branquinho 1975 ,1.5 lembro do meu pai dizendo que o carro andava muito mas subia pouco, acho que a relação era longa , sei lá.
    Depois foi um Vilage branco também , nessa época eu já era Ferrarista e fazia cara torta pro carro , achava que meu pai tinha que ter um Fiat.Depois ele teve um Pointher dourado ,era impressionante o carro principalmente sua estabilidade que era algo fora do comum , só quem dirigiu vai entender.