Filho único

SÃO PAULO (e a fábrica lá) – Matéria bem legal do Webmotors que o blogueiro Edgard SC manda. É sobre um exemplar único da Gurgel, uma minivan que não chegou nem a ser produzida, foi arrematada por um apaixonado pela marca e feito a partir do zero.

É esse aí embaixo. Qualquer semelhança com Meriva & cia. não chega a ser apenas coincidência.

Comentários

  • Gente apesar do Gurgel ter sofrido com algumas sacanagens, ele tb teve sua parcela de culpa, por insistir em determinada soluções que não são compátiveis com o que ele desejava alcançar, por exemplo, carro de grande seriação com carroceria de fibra não dá, cada carroceria tem de ficar alguns dias curando e se não der problemas ok , mas se der joga fora e começa de novo, outra foi o uso de tração traseira, putz o carro já era minusculo, faze-lo com um baita cardã atravessando no meio só roubou um espaço já exíguo, fora outros sugestões que seus engenheiros fizeram mas que foram simplesmente ignoradas por Gurgel, por isso sua derrocada não pode ser totalmente atribuida as “bruxas”, acho totalmente incomgruente, gente que nos post da Varig flam para fechar aquela josta e no Gurgel clamam pela ajuda do governo federal

  • Para todos que estão especulando como a Gurgel faliu, queria dizer que o grande vilão dessa história foi o governo Itamar Franco, que com suas política de impostos na industria automobilísica desconsiderou a existência da Gurgel.
    Não tinha como sobreviver pagando o mesmo imposto de carros como Gol, Uno, etc.

    Qualquer país do mundo teria protegido sua indústria e tecnologia, mas acho que aquele trouxa do Itamar nem sabe o que isso significa.
    É a grande diferença entre países de primeira com países de terceira.
    Nos EUA, não é incomum um sujeito com uma idéia na cabeça pedir financiamento dos futuros clientes. Esse é um método válido, e teria dado certo, não tenho dúvida, não fossem os erros administrativos governamentais.

  • FG, tem um carro aqui na minha cidade. Nem sei se posso chamar de carro. É uma mistura de carro, Triciclo(tem apenas tres rodas), Caminháo, sei lá. Trabalha entregando botijóes de gás pela cidade. Um motor barulhento e esquisito. Tem o nome Gurgel na traseira…

  • Tema frente do Supermini que é a evolução do BR-800. Tinha também uma versão no jeito dos Crossfox que vemos por aí…
    Que se preserve a memória desses carrinhos simpáticos…volta e meia pego algum encostado por falta de peças…
    Abraços.

  • Aqui em Brasília a maioria dos carros da Gurgel eram oficiais. Carros da policia, forças armadas, ministérios e ate mesmo carrocinha de cachorro. Se não fosse isso com certeza a Gurgel teria quebrado a muito mais tempo. Os carros não eram ruins pois usavam a mecânica da VW, o problema eram os modelos feios demais, tirando um ou outro modelo de jeep. A ideia e a estratégia foram boas, e com certeza faltou uma boa administração.

    O dono da Gurgel era radicalmente contra o uso de alcool como combustível.

  • A Gurgel fez alguma coisa boa e muita coisa ruim. Deveriam ter escolhido um mercado especifico e concentrado nele, quem sabe os carros populares dariam certo. O pior foi quem comprou as tais ações que davam direito a comprar o BR800. Prejuízo total. Pena que no Brasil é assim, o capitalismo sem capital e sem risco para os empresários. Quando dá certo o lucro é deles, quando dá prejuizo o contribuinte é chamado a pagar a conta. Vejam o exemplo da Varig, queriam dinheiro público para salvar aquela bomba. Podem acreditar, 90% das empresas quebram por má administração e desvio de recursos para outros fins. Quando o empresário esta ganhando dinhheiro ele compra mansão, faz festas, viaja para a Europa e quando este capital começa a fazer falta ele culpa os juros altos e reclama do governo.

  • Lembro de ter visto uma ou mais carcaças desse carro em uma matéria da revista Oficina Mecânica sobre o que havia restado da Gurgel após a falência. Bom saber que pelo menos um deles finalmente “nasceu”.

    César, tem como arrumar uma foto desses caminhões?

  • Cesar ,você não está ficando louco,existe mesmo estes caminhõezinhos de 3 rodas ,parece que é o filho do Gurgel , bem , na verdade são veiculos rurais, destinado o pequenas tarefas no campo , na região sul este tipo de veiculo é mais comum, mas aqui no sudeste ? Sei não!

  • Por isso que eu acho estremamente estranho, os caminhões, são novos, estão tirando fotos para catálogo nesse estudio perto de casa.
    Você não faz idéia de como é bizarro um caminhão com três rodas.
    Mas mês passado por exemplo, tinham dois dos grandes e uns cinco dos menores, várias cores.
    Juro! Não estou ficando louco, testemunha é que não falta aqui na empresa…

  • Alguem sabe como anda a Gurgel?
    Aqui perto de casa (SP) tem um estudio fotográfico e de vez em quando tem uns caminhões (grandes! Como um Mercedes ou um Scania) de três rodas e uns pequenos de três rodas também. Muito parecidos com aqueles que a Kasinski está vendendo, só que maiores, do tamanho de uma Sprinter. Todos eles com o nome da gurgel estampado na frente e atrás.
    Uns caminhoes pra lá de curiosos, mas pergunto lá no estudio e ninguem sabe responder quando e onde vão ser comercializados.
    Quem souber de algo, por favor passa ai no blog…

  • é um bicho meio estranho, mas com a tradicional simpatia dos carrinhos do Gurgel. com um pouquinho mais de desenvolvimento sem dúvida nehuma teria uma carreira promissora. ainda bem que conseguiram ressuscitá-lo.

  • O conceito é moderno para a época, pena ser de fibra de vidro resinada, como todo Gurgel.

    Perguntas:
    – Em que ano foi fabricado ?
    – Como chamava ?
    – Qual mecânica ?
    – Esse carro não esteve em algum Salão do Automóvel ?? Não me parece estranho.

    Bom feriadão, meninos.

  • Não chega a ser atraente, mas não deixa de ser interessante principalmente porque na época não tínhamos nenhuma minivan.

    Não tenho nem dúvida de que essa opção teria feito mais sucesso que o restante da família, uma pena não ter sido lançada…