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SÃO PAULO (foi pênalti aquilo?) – Internet meio lerda hoje, postagens prejudicadas. Mas solto aqui dois instantâneos enviados pelo Joaquim, admirador profundo das atravessadas de Bird Clemente com sua Berlineta. A outra foto fica para ele explicar o que é.

Comentários

  • Ao Jonny’O,

    Grato a voce também pela informação…

    Freios? Que freios? Também muito boa…
    uma outra coisa que o Bird disse naquele dia era uma comparação entre velocidades iniciais e finais; ele disse que normalmente o carro dele andava menos que muitos outros, mas estes eram menos manobráveis, faziam as curvas mais devagar e entravam na reta mais lentos; alcançavam o Bird no fim da reta e eram obrigados a frear de novo; enquanto isso, o Bird fazia a curva todo atravessado para não perder velocidade (ou ultrapassar de qualquer jeito…) e o pega continuava de novo….
    Pode ser que todo piloto seja cascateiro como quer o FG; mas que essas histórias são saborosas, são…

  • Gomes:
    Esse seu “blerggg” foi bem característico, mesmo.
    Todo piloto é cascateiro, é fato. Eu então, que aos 49 ainda tento ser piloto…Tenho cada história…
    Cercado de amigos no box, então… Ficamos todos impossíveis.
    Porem o drama, no caso do Bird, são as fotografias, as testemunhas, os depoimentos, as reportagens…
    O problema é que aquela geração, que fez toda a sua escola num dos circuitos mais seletivos do planeta, jamais recebeu nenhuma informação do tipo: “Não façam isso, é impossível”.
    Quando alguns vieram de fora e tentaram dizer isso, mas era tarde… Os caras já faziam coisas impossíveis… Como ninguem tinha dito nada, foram lá e fizeram…
    O pior é que a geração um pouco mais antiga, criou uma “maneira de andar impossível”, os que vieram logo depois – Emerson, Pace, Balder, Totó, Sharp, Wilson, Anísio, Lameirão e tantos outros beberam da mesma fonte… E deu no que deu: 8 títulos.
    Como disse o Lameirão: Basta ter de volta o circuito antigo e uma categoria-escola de fato… Sai de baixo.
    Não vai faltar piloto cascateiro

  • Bem lenbrado Leandro!
    O Francisco Feoli era figurinha presente no inicio da F2-Brasil .Tái outra foto que a tempos procuro,o F2 do Feoli ,mas é o primeiro,um Polar modificado com spoiler dianteiro em lamina unica ,tipo F1 de 1981.Depois ele comprou um Muffatão ,acho que foi o segundo ter um destes Berta-Brasileiro.

  • O DKW 99, se não me engano, é do Francisco Feoli. A prova provavelmente é no interior do RS, talvez Passo Fundo. Tem maiores informações no livro do Menegaz. Pra quem não lembra o Feoli andou até meados dos anos 80 na F2 Brasil com o carro amarelo e preto patrocinado pela Kodak.

  • Essa é para o Gomes!
    Em mil novecentos e trinta e alguma coisa, o pessoal da equipe Ferrari (nessa época a Ferrari era uma equipe que usava carros Alfa Romeu como os P3,12c e por ai vai)
    e em alguma pista os carros estavam sendo testados (uma suspensão nova e um freio novo) e quando o grande Nuvolari parou nos boxes (ele aprovou as suspensões,e fez voltas melhores que o modelo anterior)o mecanico perguntou ao Nuvolari o que ele achou dos freios novos, a resposta foi :
    -Freios?

  • Caique, agora você imagine a situação.
    O Bird sai da equipe Vemag, onde andava com os DKWs com tração dianteira, e uma tendencia a sair de frente nas curvas, e vai para a Willys pilotar as berlinetas totalmente sobresterçantes.
    E lá ele faz das deficiencias do carro com má distribuição de peso etc. uma virtude de aproveitar exatamente esse comportamento para ganhar corridas e ser imbatível por um bom tempo.
    Hoje se um carro desgarrar um palmo, perde tempo e frações de segundos preciosos, e ele atravessava em todas as curvas e dava “pau” em todo o mundo…

  • Os Wyllis tinham a pior distribuiçãso de peso, por isso andavam sempre de lado. O ESAB do Achcar, aquele Interlagos com Motor Simca Central fazia muito mais curva porque a distribuição de peso era muito melhor. O maior problema dos Wyllis era a força exercida no conjunto Cruzetas, bengalas, etc.

  • ô Gomes, Te encher o saco faz parte da diversão…

    Na verdade, o comentário completo do Bird foi que os Dekas daquela época usavam 3 carburadores (sic) Webber 40 (é isso mesmo? se não for, desculpem a viagem..) e que dentro do possível, porque o motor 1000 não tinha (e não tem) torque, voce deve, na medida do possível, fazer as curvas sem tirar o pé, porque se perder velocidade, babau… Lembrando, foi o Bird quem nos disse isso… Imagino que ele saiba um pouco sobre curvas e Dekas e carburadores e torque e etc…
    Depois desse comentário dele, fui olhar o #96 alinhado no boxe, e me ocorreu que talvez fosse melhor rebaixar o carro um pouco mais e aliviar peso do jeito que desse, por causa do tal do torque… além de colocar mais dois Webber, claro…

    PS: E a gente só brinca com quem a gente gosta! E pelo tanto que a gente te enche o saco, voce pode imaginar o quanto gostamos de voce, não é?

  • Deixa eu fazer um reparo para evitar mal entendidos futuros: está claro que é um Mark I da Willys e quem prestou atenção na pista é Jacarepaguá antigo. Usei o termo berlineta por ser genérico e representativo da época e não especificamente o modelo em questão. Afinal, o Mark I nada mais era que um Alpine A-110 modificado pelo Toni Bianco, que por sua vez (na versão A-108) serviu de inspiração para o nosso berlineta Interlagos. Fui claro? Abs. a todos.

  • Edison Guerra,
    estava lá e apoio seu comentário, e também ouvi o comentário do Ceregatti.
    Eu só ajuntaria a título de complemento que o Bird disse que em carros sem torque como os 1000, “não dá para tirar o pé senão ele não retoma nunca mais (ele se referia à subida da reta dos boxes depois da junção)…” Por isso, para não desacelerar, ele não tirava o pé e passava como dava, normalmente atravessado e por fora…. Daí criar-se a lenda, que a foto confirma.
    Todos vimo como nosso querido Flávio sempre alivia na entrada das curvas, todos testemunhamos em Interlagos naquele dia; então, confirmando a teoria do Bird, ele toma pau até do 147, para não falar dos dois fuscas…
    Abraços
    PS: Perdemos o amigo mas não a piada, como era mesmo Flávio?

  • Não era apenas o Bird que andava de lado com os carros da Willys. (Por sinal, todos, desde os Gordini e 1093, até as Berlinetas, Marks l e ll).
    Os outros pilotos, Carol, Chiquinho, Luis Fernando, e, na minha modesta opinião, o melhor de todos, o Luizinho, tambem o faziam.
    Sobre o Peroba, aliás, depois que sentou o rabo no Mark ll, ou Bino, ninguém o segurou, passando a ter um desempenho simplesmente de babar. Ver os caras fazendo o S do antigo circuito da Barra da Tijuca, de preferencia com o Caipira no meio deles, parecendo que ia decolar com o Malzone, é algo que tenho gravado a fogo, na mente. Nunca esquecerei, nem se tiver 100 anos de idade…

  • Olá Gomes!
    Vendo esta foto do Bird no Bino,me faz lembrar que no dia 10 em Interlagos,o Ceregatti perguntou a ele,como conseguia andar sempre de lado nas curvas.O grande Bird respondeu que,por ser o carro leve e de apenas 1100 cc,tinha que manter sempre acelerado para não perder rotação e por sair de traseira,ele se aperfeiçoou na técnica,controlando-o e fazendo ultrapassagens por fora nos “Belo Antonio” de então.Lembro-me de o Ceregatti ter exclamado:” Pô,preciso falar isso pro Flávio!”.
    Abraços…

  • Fico com inveja , não vi!
    Não tem nenhum video do Bird ?
    Não é possivel !
    Já pensou quem viu ao vivo o cara de lado fazendo a curva………não dá nem pra imaginar!
    Foi a melhor coisa que o Gomes colocou, sem duvida!

  • Mas não é lindo demais, suave demais, rápido demais?
    Uma vez ou outra, o pessoal até conseguia atravessar.
    Acontece que só ele andava assim, de lado, entortando a concorrencia e os expectadores, todas as vezes, em todas as curvas.
    Era sempre um show.
    Fantástico.
    Pleno domínio da máquina.

  • Flavio Gomes, te vejo direto na ESPN, sempre com comentarios precisos. Mas o meu assunto é outro, não sei se vc gosta, mas gostaria de te enviar uma foto do meu Dodginho 1800 GL ano 74 todo original e com um detalhe que poucos conhecem…..teto de vinil original. Nào tenho o seu email, então se quiser entre em contato pelo meu. [email protected]

  • A primeira foto é em homenagem ao grande Bird, naquilo que ele fazia de melhor, o powersliding ou os famosos “15 graus”, como bem acentua aqui o Ceregatti. Quem viu ao vivo, não esquece. A segunda foto…bem…batam cabeça, novos matuzas, só uma observação: a pista é de terra. Abs. a todos.

  • A foto da Berlineta pode ser definida com uma palavra: MARAVILHOSA! A segunda foto me fez tentar imaginar como deviam ser aqueles pegas entre os leves DKW e Fusca contra os pesados “Belo Antônio” Simca, com seu V8 derivado diretamente do “Flathead” da década de 30. Ouví falar de cabeçotes com câmaras hemisféricas para esses V8, mas pessoalmente não acredito que pudessem fazer muita diferença não… os Matuzas podem me corrigir se eu estiver errado!
    De qualquer maneira, podemos ver na foto três concepções distintas de construção automobilística: tudo a frente (DKW), tudo atrás (Fusca) e motor dianteiro com tração traseira (Simca). MUITO interessante nessas épocas de ditadura do tração dianteira (além da outra ditadura, a do prata-cinza chumbo-preto. O paulistano compra carro de qualquer cor, desde que esteja compreendida no espectro entre o prata e o preto).