O Interlagos deles

SÃO PAULO (faltou o ronco) – Filipe W, o Misterioso, descolou um ótimo vídeo sobre o Renault Alpine, em francês. Aos incautos: o Alpine nada mais é do que o carro que deu origem ao Willys Interlagos, fabricado no Brasil com motor de Dauphine. Mas que andava bem, e como, nas mãos de alguns como Bird Clemente.

Sei de um Alpine, ao menos, aqui no Brasil. É do Walter Salles Jr., o diretor de cinema, que adora corridas e corria de carros antigos com a gente no início dos anos 90. O carro dele tinha motor de Escort turbo, vivia quebrando.

Acho que era um Alpine, agora não tenho certeza. Em todo caso, deve haver alguns deles por estas bandas. Ou não?

Comentários

  • CORREÇÃO:
    Escrevi abaixo Alpine A-130, mas o certo é A-310.
    Este modelo foi lançado no Salão de Genebra, em 1971, com o mesmo motor 4 cil., 1.605 cc e 140 CV, com 2 cavalinhos a mais do que no A-110.
    O V6 só apareceu em 1976. Era um OHC 2.7.
    Apesar de ser um motor moderno, a potência era relativamente baixa – 150 CV.
    A maior curiosidade deste motor estava na carburação: Era equipado com um carburador Solex de corpo simples e mais um outro de corpo duplo, sincronizados para funcionarem progressivamente !

  • Ao Paulo Aidar:
    Ô garoto…
    Será que não tem jeito de chamar o Salles, já que misturou a Alpine e as Porsches em Curitiba?
    Dia 15 seria lindo…
    Todo mundo tá querendo ver este carro, dá um toque pra ele…

  • Os Interlagos eram baseados no modelo Alpine A-108. A versão A-110 francesa foi muito utilizada em rallies na Europa, ai pelo final dos 60 e início dos 70. Tem uma vitória do Alpine no Rally de Monte Carlo, creio que com motor 1.8, com o Jean Pierre Nicolas, algué aí confirme, por favor. Já no Brasil, o A-110 serviu de base para a construção dos Mark I da Willys, porém com motor 1.100, depois 1300, de acordo com o Bird Clemente.

  • ALPINE A-110
    O melhor que conheci era do Walter Salles Senior !
    Veio para o Brasil como bagagem de um angolano – ainda na época que isto era legal, no final dos anos 70.
    Um dia a peça baixou no Elísio Casado, para um acêrto na carburação (2 Dellorto 42 DLH,) e eu pude dar umas aceleradas !
    Era um rojão !!!!
    O carro era praticamente nôvo, azul metálico, e inteiro preparado para rallye, com todos os brinquedos no painel – Halda, Twinmaster, Tripmaster e cronômetros.
    Faróis Marshall e Santo Antônio.
    O motor 1.6 usa um bloco muito parecido com o do nosso Corcel, mas com o cabeçote de câmaras hemisféricas.
    Na época não consegui comprá-lo, mas logo depois soube que o putruco vendeu para o Mauro Salles.
    O A110 é o sucessor do nosso Interlagos, mas é mais largo e tem uma suspensão bem mais eficiente !
    Belo automóvel !!!!

  • Ney, vc está correto. Quando disse plataforma,quis me referir ao conjunto mecânico, erro meu. Depois me lembrei que a suspensão era independente nas quatro rodas, com braços superpostos na dianteira e semi-eixo oscilante na traseira. Grato pela correção. Abs.

  • Joaquim, os Interlagos não utilizavam plataformas, do Gordini ou Dauphini, simplesmente porque esses carros eram monobloco. Era usado um chassi tubular, com um tubo central, de seção redonda, e os periféricos, em seções quadradas. Sobre esse chassis, era moldada a fibra, envolvendo o mesmo, como depois o Gurgel fez. Suspensões eram as do Gordini, e as outras suas informações, de motor, estão corretas.
    Longe de mim estar querendo corrigir, é só para ajudar e complementar. Um abraço.

  • O Alpine foi um modelo criado, desenvolvido e produzido por Jean Redelé, que utilizava inicialmente a plataforma e mecânica do Renault 4 Cv, (o nosso popular Rabo Quente), e depois do Dauphine. Aqui no Brasil, foi lançado em 1961 no Salão do Automóvel, já como modelo 62, utilizando no início plataforma do Dauphine e depois do Gordini. Tinha três versões de carroceria: berlineta, cupê e conversível; e três opções de motor oriundo do Gordini de quatro cilindros. O motor básico de 845 cc desenvolvia 40 hp e chegava aos 130 km/h, com câmbio de quatro marchas. Com o mesmo motor, mas com taxa mais elevada, comando mais brabo e dupla carburação, desenvolvia 53 hp e chegava aos 135 km/h. Havia ainda a opção de 904 cc, que desenvolvia 56 hp e chegava acima de 140 km/h. por fim a versão mais braba, específica para competições, de 998 cc, pistões maiores, comando de maior duração, carburação dupla e taxa de compressão de 10,5:1, o que exigia gasolina de 100/130 octanas. Nesta apresentação ,desenvolvia cerca de 70 cavalos. O câmbio de Gordini, de quatro marchas, tinha relações diferentes de marcha e diferencial mais longo. Porém, em 1966 a Willys Overland do Brasil decidiu fabricar somente a versão berlineta, com motor de 53 hp , que fazia em torno de 140 km/h. No fim deste ano, o Interlagos deixou de ser produzido, tendo sido fabricados 820 unidades em cinco anos.

  • Flávio,

    Há aproximadamente dois anos eu estava na feira de automóveis antigos do Anhembi, numa 3ª feira à noite e tinha lá um sujeito vendendo um Interlagos vermelho conversível, muito bonito, que estava com motor de Corcel. Estava pedindo R$ 16 mil pelo carro e eu aguado para comprar, só não o fiz porque estava construindo minha casa e se chegasse com ele minha esposa me faria dormir no sofá por 3 anos.
    Aliás, Flávio, me questiono quantas vezes você deve ter dormido no sofá, por ter comprado um carro que não estava no planejamento doméstico.

  • Eu sei de tres Alpines (pelo menos).
    Um no RJ cinza prata que tem aparecido em alguns encontros, um outro vermelho em Salvador, e que pertenceu aos ex pilotos Willy Jordan e Lulu Geladeira, e mais um em Sampa, caracterizado como carro de Rally do Otavio de Cotia.

  • Já vi muitos ,pelo menos nas revistas atuais sobre classicos ,principalmente nas mãos de colecionadores ,ainda bem.
    E tem a replica que o Chico Lameirão tá fazendo , ele contou pra gente no dia 10 em interlagos,inesquecivel!

  • Eu sei que Mauri Salles, tem um que seria o “interlagão” aqui no brasil, como a fábrica foi vendida o projeto não foi para frente, quanto os americanos iam destruir a marretadas o protótipo (que nada mais era que o alpine) o Mauro Salles apareceu e perguntou se podia compra-lo os caras toparam (UFA) e hj ele tem o unico Interlagão do brasil, esse carro inclusive já passou no programa autoesporte da RG.

  • FG,
    Há uns 2 ou 3 meses ví um no Anhembí (nas 3as a noite…..) não tenho certeza se era Alpine ou Interlagos (todo caracterizado como carro do rallye de Monte Carlo), nem se a mecânica é a original. Como sei que muitos Matuzas (com MUITO mais conhecimento do que eu…)deste blog tb frequentam aquele pedaço acho q eles podem ajudar….
    abs
    Marcelo Foresti

  • Esse Walter Salles é mesmo uma figura interessante. Está fazendo um filme agora, “On the Road”, baseado no livro de Jack Kerouac. Tá pintando filmaço, com cenas de estradas americanas e carros dos anos cinquenta.