O original

SÃO PAULO (era o bicho) – Essa aqui é a última do lote que o Veloz HP me mandou pelo correio (envelope, carta, selo). O verdadeiro #96, para os que ainda não conheciam. Esse pneuzão aí eu deixo para o Luiz Salomão explicar. Tenho a impressão que era ele quem calibrava.

Comentários

  • O Joca e o Ney Prates já disseram tudo…só ficou faltando dizer que o Norman trouxe pessoalmente esses pneus do EUA e realmente ele e o Dr. Gerbassi usaram. Não me lembro quem disse na época que o Norman sem dor e piedade cortou os paralamas para caber os pneus e o Gerbassi foi mais delicado não escancarou tanto os paralamas, mas a velocidade deles em curvas de alta era absurda…do jeito que vinha, entortava a barata, dava motor e mandava bota. Era muito legal. Esses carros fazem falta nas corridas de antigos. Tem um Malzoni metido a besta, mas gosta de correr só para poder chegar a frente, isto é, na minha frente e do meu companheiro FG. Quem será???????

  • Foram duas P-33 que vieram para o Brasil.
    Infleizmente as duas tirveram um triste fim.
    Uma com Marivaldo, outra com o Da Matta.
    Uma delas ainda existe, mas é praticamente um objeto de decoração…

  • Diz a história que Norman Casari comprou as rodas largas e os imensos pneus do Lobo do Canindé, Camilo Christófaro. Se por um lado davam aderência absurda na dianteira, faziam a traseira escorregar demais, mudando totalmente a característica de sair de frente do carro. O final do uso das imensas rodas e pneus foram enormes trincas no chassis. Sobre a Alfa Romeo P33, me lembro de Toninho da Matta ter batido com ela de frente, em barranco na Curva da Ferradura, em Interlagos Antigo e ter quebrado as duas pernas.

  • Caros Flávio Gomes e Amigos:

    Inicialmente gostaria de dizer sem falso juízo que as transmissões da Rádio Band de Fórmula 1 ficaram, por assim dizer, pernetas, sem a participação desse bom jornalista que é o Flávio.
    Sem falar das 13 h dos Sábados, quando não perdia um sorteio de boné do Xuey ou camiseta da Sauber. Ganhei um anuário do Reginaldo, certa vez. Valeu. Fui buscar de bermudas e não pude entrar na sede da Band no Morumbi, mas, insistente que sou, voltei de jeans e resgatei o meu grande prêmio.

    Mas vamos ao que interessa (desculpem as milongas):
    Um amigo de infância herdou do pai, que foi engenheiro da Vemag, um Puma DKW, e todos na rua conheciam o ruído daquele 3C2T aos Sábados pela manhã. Ele era louco pro DKW, vivia me contando sobre Malzoni e sua saga, eu tinha uns 12 anos.
    Faz tempo, mas ele até hoje deve conservar seu Puma e ser doido por DKW. Então pergunto:
    Alguém aqui sabe onde está Ricardo Ricky Prado Santos, irmão mais velho do Eduardo Dado Prado Santos, ambos engenheiros apaixonados por carros e corridas?

    Se souberem, FG e Matuzas, digam que o Pedrão tá com saudades da patota da Rua Sílvia Celeste de Campos (acho que foi pianista compositora).

    Grande Abraço a todos.

  • Romeu e César, creio que não fui claro: o carro que sofreu o acidente foi o Malzoni do Dézinho, após uma entrevero com a P-33 do Marivaldo e Pacce, que inclusive ganharam a corrida. Eu estava lá e vi. Abs aos dois.

  • Os pneus eram realmente Firestone Indy, que davam uma aderência tal, que a velocidade na curva sul, por exemplo, era insana. Logo depois o Celcinho Gerbassi, que disputava com o Norman, em outro Malzoni, também arranjou os mesmos pneus, e ganhou a corrida seguinte do campeonato carioca, depois duma cochilada do Norman.
    Naquela época, os 2T ainda estavam por cima, e tinham uma verdadeira legião de fãs, eu inclusive.

  • Independente da polemica “quem acabou com o que e onde”, faço um apelo:
    O FG postou há algum tempo um vídeo que aparecia uma largada tipo Le Mans em Interlagos – clamorosamente queimada pelo Salomão (fato que ele nega com tanta veemencia que parece verdade).
    Nesse vídeo, além da tal largada fantástica, aparecem vários Malzoni…
    A pergunta que não quer calar: ONDE ESTÃO ELES? PORQUE NÃO ACELERAM NA SUPERCLASSIC?
    Tá faltando esse mito naquele grid.
    Pô… Já temos um largador imbatível (Salomão), e pelo texto do FG foi ele que calibrou os pneuzinhos dianteiros…
    Portanto, não falta nada…
    Se faltar piloto, me chamem, juro que não destruo nada, sou fraquinho…

  • O Luis Salomão pode conferir, mas creio que os pneus na dianteira são o primeiro par de Firestone Indy que o Norman importou para o Brasil. O segundo, acho que foram os irmãos Fittipaldi para o Fitti-Porsche. O Norman, depois de se sagrar bi-campeão carioca de automobilismo, vendeu esse carro para o piloto goiano Neuder “Dézinho” Motta, que venceu com ele várias corridas no Planalto Central. Esse carro aí da foto, já de propriedade do Dézinho, acabou-se num acidente com a Alfa P-33 do Marivaldo Fernandes, durante os 500 Km de Salvador de 1969.

  • com essas rodonas na frente parece até os carros com tração dianteira que participam de porvas de arrancada.

    talvez a intenção na época fosse a mesma de hoje: garantir a perfeita transmissão da potência ao solo.