Pancadaria brava

SÃO PAULO (ovo ou galinha?) – Mais uma coletânea do Anderson, sete minutos de porradas das mais diversas na F-1. Duro é saber que na maioria delas eu estava no autódromo, eita idade que chega rápido!

Vendo tanta cacetada junto, percebo que faz tempo que não temos grandes “carambolages” na F-1. E pergunto: será que os pilotos daqueles tempos eram mesmo melhores? Será que essas coisas não acontecem mais porque os pilotos de hoje são mais preparados, menos retardados, mais sensatos?

Melhores antes ou hoje? É uma pergunta que cabe.

Comentários

  • Nem melhores e nem piores…..simplesmente HUMANOS!!!!, os carros mudam e é preciso um novo estilo de condução….um alonso da vida hj teria dificuldades em controlar um mercedes de Fangio com seus pneus finos….e um Fangio iria desmaiar devido a força G na segunda volta pra valer em um Renault F-1. A essência e o talento humano permanece através dos anos, nossos antecessores não são melhores ou mais habilidosos do que nós, apenas lidavam com circustâncias diferentes assim como nós o fazemos hoje, sem sermos melhores…apenas diferentes!

  • Talves fosse melhor reprisarem corridas das décadas de 70, 80 e começo da de 90, no lugar desse festival de monotonia que insistem em chamar de competição… Quem sabe, a audiência não seria maior?

  • Os pilotos “das antigas” tinham que descobrir os macetes do carro, por conta própria.
    Não tinha telemetria (?), computador corrigindo falhas, controles de tração, sensores cortando os giros do motor, calibragem, de amortecedores, suspensão etc.
    O piloto tinha que descobrir o que os engenheiros tinham feito e entregado a eles.
    Os carros por exemplo, tinham embreagem, que sensíveis, costumavam deixar na mão alguns pilotos em plena largada.
    Por conta disso o Emerson era um péssimo largador.
    Mêdo de queimar a embreagem e ficar no grid.
    Na época aquela espera para a largada que inclusive tinha a luz verde, era interminável e poderia custar a “queima” da embreagem.
    Durante as corridas era comum os pilotos “não acharem” determinada marcha, e entrarem nas curvas em porto morto.
    O resultado era muro, guard rail ou brita. (Se contassem com a sorte).
    O cambio manual e o volante pesado, fazia com que pilotos terminassem as corridas com bolhas nas mãos.
    O Moco (José Carlos Pace) sentiu isso pilotando uma AGS, chegando ao final de uma corrida com as mãos em carne vivia.
    Houve época na F-1 (como tambem no mundial de marcas) em que a inclinaçao dos aerofólios eram controladas pelos pilotos através de um botão no painel.
    Pilotar, controlar os giros do motor, trocar de marchas inumeras vezes, e ainda regular inclinação de aerofólios nas curvas ou retas…as vezes pra ajudar ainda tinha chuva…
    Comunicação com os boxes, via radio??? Ahahahaha!
    E tinham que prestar atenção nas bandeiras dos comissários, nas placas agitadas pela equipe, na mureta dos boxes…Era fácil…
    Acho melhor parar por aqui.
    Essa comparação não vai prestar…

  • O Daniel está certo. É muito mais difícil errar hoje em dia.
    Há uns dois anos, a BMW promoveu um dia de testes em vários de seus modelos aqui no Autódromo de Londrina. O carro que mais me impressionou foi a BMW 745. O carro tem controle de tração e suspensão ativa. Incrível, a estabilidade do carango. Você tem que exagerar, mas exagerar de verdade para rodar. Foi um dos melhores dias da minha vida, e este carro foi o melhor que já guie. Se alguém aqui tiver uns 500 paus sobrando, compre o carro que vale a pena.
    Voltando do devaneio, acho que não dá para dizer que os pilotos daquela época guiam melhor do que os de hoje por causa dos carros. Mas com certeza se divertiam mais. A partir do momento que fizerem a Eau Rouge com o pé socado, se já não a fazem, esta já não será desafiadora. Foi o que o Nelsinho disse numa entrevista, após o treino de f3. Não tem graça, pois é feita de pé-socado, e com sobras. Por isso, os carros não podem ser muito bons de chão e de aerodinâmica, mas tem que ter muito motor.

  • O Roberto Brandão também, claro.

    Dando meus 2s, já escrevi em algum post que a TELEMETRIA é que tirou muita da graça da F1.

    Antigamente o piloto ia descobrir o limite do carro na tentativa e erro. Às vezes passava do limite e babau…

    Hoje em dia o computador faz simulações e o engenheiro mostra em gráficos até onde o piloto pode ir. Isso acaba nivelando… por baixo.

    Por isso é tão interessante quando um novo circuito é inaugurado. O Schumacher é um que costuma dar algumas rodadas nos primeiros treinos… ele está só descobrindo o limite.

  • Pra min é muito claro que os carros de hoje são muito mais faceis de diriger… independende de ter ABS ou controle de tração, so o fato da tecnologia ter evoluido tanto os carros hoje em dia sao muito masi estaveis e previsiveis!!!

    Por isso a formula 1 e tao monotona, deixou de ser um campeonato de PROTOTIPOS na essencia da palavra pra ser um campeonato de montadoras, ocm um regulamento super restrito e cheio de babozeirars…
    a Formula 1 atual nao tem mais espirito esportivo, nem desportivo!

    somente apelo Comercial e um bando de playboy filhinhos de papai que poder pagar suas carreiras ate a mesma!!!

    OS PILOTOS ERAM MUITO MELHORES!!!

    FALA SERIO ANDAR A 200KM por hora com FREIO TAMBOR pnezinho RADIAL e um carro feito CHARRUTO era muito mais dificil doque pilotar um f-1 atual…

    Quem duvidar disso pilote um carro popular de hoje e pegue um fusca bem conservado 70 que vc vai ver como e dificil dirigir aquela bagaça!!!

    Guardando as devidas proporções , e tudo a mesma coisa! ALTA TECNOLOGIA, menos emoção, mais mecaniZAÇÃO E automaçâo!!
    A F-1 DE HOJE SE AS EQUIPES QUISESSEM NEM PRECISARIAM DE PILOTOS.. ELES COMANDARIASM TUDO DOS BOX!!

    ma s podem ficar calmos que um dia ainda chegamos a esse ponto! de pilotos virtuais!!!

  • Faltou concluir: Esse é o preço pago pro uma F1 mais segura, mas também (bem) mais monótona.
    Não é mais uma disputa entre homens, é uma concorrência entre máquinas, onde o homem é somente mais uma peça.

  • Postar depois do Brandão é até covardia, falar o quê? Só complementando e concordando com o Brandão e com o Romeu, se o piloto tenta ser mais arrojado hoje em dia toma logo uma punição, o último que eu vi tentar ser arrojado e fazer uma ultrapassagem na marra foi o Ide, que graças ao seu arrojo foi banido da F1. Antigamente isso talvez não acontecesse, vide o início de carreira de diversos pilotos, cito como exemplo o Irvine, mas vocês devem ser lembrar de vários.

  • Olá Gomes, gosto muito de ler suas mensagens. Sou viciado em corridas de carros e gosto de colecionar videos sobre elas. Eu gosto mais dos acidendes. Tem um video no site YOUTUBE com varias cenas legais. Procure pelo nome “RACE CRASH”. Veja como é legal. Pra finalizar, Alonso-Bi na F1, e Hélio campeão na Indy.

  • Decolagem, era disso que ia falar, mas nao a do rato, mas de outro brasileiro, como sou pessimo para nomes, acho q era o gugelmin, em disputa com o companheiro de equipe, se não me engano o Irvine, se me lembro bem (so p/ não ficar repetitivo) os dois correndo de march, ta no video.

  • Brandão, mais uma vez, brilhante comentário. Acrescento apenas que atualmente existem mais áreas de escape e os pilotos são muito mais cuidadosos, pois estão cada vez mais preocupados em dar menos prejuízos às suas equipes, com a finalidade de se manterem empregados.
    Longe de ser metido, tive acesso aos dados de telemetria que já existiam me que por sinal não entendi nada), quando o fittipaldi decolou na linha de chegada e a culpa foi exclusiva de seu compamnheiro de equipe (acho que era o Pierluigi Martini) e que propositadamente causou o acidente.

  • Romeu e Brandão, me junto à vocês. ‘Nos antigamente’ os pilotos tinham um carro, um motor e o braço. Claro que tinham outras detalhes, como calibragem de pneu, mas ‘se chegava junto’. Hoje, um carro a meio segundo do outro já é um perigo!!! Se os carros ficaram mais modernos e seguros, ficaram menos desafiadores.

  • O Brandão mais uma vez matou a pau essa questão dos pilotos e suas “extravagancias” nas pistas.
    As demonstrações de arrojo, desafio aos limites de carros e pilotos ficaram para trás.
    Quem viu, viu.
    E com essa postura de que todos tem ser corretos e bons moços, os regulamentos da F-1 tambem acompanham essa “moda”.
    Com certeza hoje, aquelas voltas alucinantes do Gilles com Arnoux, em Dijon, seriam punidas com a prisão dos dois “maus elementos” após a corrida.
    São Gilles então, seria punido com prisão perpétua pelos “péssimos antecedentes”.

  • O comentário do Roberto Brandão, postado abaixo, é simplesmente irretocável ! Sempre entendi que se é verdade que hoje em dia está mais difícil ultrapassar, também é verdade que é muito mais confortável “ultrapassar” durante as paradas nos boxes, e que os pilotos não querem se arriscar a errar andando no limite … o último que vi andando no limite foi o alemão, e acabou rodando … palmas para ele ! Isso é automobilismo de competição !

  • Naõ se pode esquecer que hoje os autodromos são mais seguros também. Um carro bater e voltar para a pista é bem mais raro pois as áreas de escape são gigantes. Este tipo de acidente é o pior de todos pois afeta os pilotos que estão na pista em alta velocidade. Um piloto como Gilles provavelmente seria barrado.

  • Os pilotos não são culpados. Se pode passar nos boxes, com toda a segurança, vai se arriscar para que?
    E isso acaba causando uma cultura de segurança, carros instáveis para ultrapassar, etc.

    Mas a época do Mansell e do Senna, por exemplo, já era bem sofisticada e profissional. Mas ainda assim se discutia muit como diminuir o ímpeto do pilotos para aumentar a segurança.
    Agora simplemente essa segurança foi atingida, não é culpa do profissionalismo e da sofisticação.
    Se querem agressividade na pista, isso tem que ser achado de maneira técnica, a através disso se muda a cultura.
    Mas a cultura dos pilotos não vai se modificar à força, à revelia das condições técnicas atuais.

    E sobre a eletrônica, também tenho minhas teorias. Hoje em dia ela é muito ilimitada, ou se proíbe pou se libera tudo.
    E quando proíbem, proibem o resultado (como proibir o carro ter controle de largada), não os mecanismos.

    É como ter alguma regra que proíba o carro de passar de determinada potência. É absurdo.
    Da mesma maneira que o motor é limitado pelo seu fincionamento, como por exemplo a cilindrada, devemos fazer o mesmo com a eletrônica.

    Se se preocupassem em limitar componentes de hardware ao invés de limitar conceitos, a eletrônica estaria sob controle e não iria interferir na agressividade dos pilotos.

    Sugestões para eletrônica: limitem os sensores que captam as informaçoes (um F1 tem uns 40 sensores só no motor, devia passar para uns 2, ou 3), depois limitem o tamanho dos processadores (e o número deles, claro) e quantos contatos com as placas têm cada processador. Assim já se limita bastante o que se pode fazer com a eletrônica, e diminui os custos…
    viajei tanto que até desviei do assunto.

  • Hj, para um piloto errar numa pilotagem é mais difícil. Se ele acelerar antes, o controle de tração corta, se freiar muito tarde, reduz mais uma marcha e o limitador de giros cuida da saúde do motor. Tem tanta ajuda pro nego pilotar que bastou ele ser constante (máquina), e não errar muito (máquina), que ele vai bem. Temos uma conclusão que hoje os pilotos são máquinas e antigamente os pilotos eram simplesmente seres humanos.

  • Sem querer parecer saudosista, os pilotos de antigamente eram melhores, bem melhores. A insensatez era parte inerente da irresponsabilidade de explorar limites. Hoje, computadores, com os mais diversos controles, de tração, de rotação dos motores, de freios etc, mais os poderosos freios, os bicos que não permitem pegar o vácuo, transformaram pilotos em peças que lá estão para trabalhar com esses limites mais rígidos. Os pilotos atuais são menos livres para explorarem todos os limites, seus e dos carros. Daí, conhecem pouco os carros, arriscam-se menos. Os de ontem iam conhecendo a barata e buscando novos limites. Às vezes, lá vinha o pancão.
    Outra coisa : rebeldes são mal vistos atualmente. Todos tem de ser politicamente corretos, não podem reclamar da %$#&#$ de pneu que colocaram em seu carro, do motor sem potência etc. E tem de se comportar para agradar´, em primeiro lugar os poderosos das televisões e, depois, o público televisivo. Não podem chocar a audiência.
    Então, contentam-se com limites mais justos. Não procuram ultrapassá-los.
    Portanto, acredito que os pilotos de ontem ganhariam dos de hoje pilotando em marcha-à-ré.