Separados no nascimento

SÃO PAULO (nada se cria) – Quando Bernd Rosemeyer morreu, tentava bater o recorde mundial de velocidade numa Autobahn com um streamliner que a Auto Union construiu na década de 30 e a Audi Tradition refez alguns anos atrás. Está no museu de Ingolstadt. Em 1956, Bertone fez um carro parecido (quem tiver mais detalhes, que conte!). Em 1966, Anísio, Lettry, Malzoni e Bianco fizeram o Carcará. Em 2006, Paulo Trevisan encomendou o Carcará II ao Toni Bianco.

Todos parecidos, todos lindos.




Comentários

  • Lawrence, o Toni Bianco faz projetos em escala 1:1 com varetas de solda e papel de jornal para definir as linhas. Faz só a metade e depois vira pro outro lado e pronto. depois é só bater o martelo nas chapas de alumínio e queimar os tubos de cromo-molibdenio com solda a oxigenio, simples não?

  • Procurei hoje a oficina e o carro não está mais lá. Foi vendido para um soldador de Barra Mansa. O carro era de alumínio e o motor não era de porsche porque era de 2 tempos. Era soldado em alumínio mas não dava para andar na rua pois não tinha documento. Mas o carro era muito parecido com esses ai.

  • Caique meu amigo,acho que vc se refere ao Filipe W,certo?
    O Berta f1 era parecido mesmo com o bt34, mas tinha umas diferenças….
    Quanto ao motor ,tá certo que competir com o cosworth era complicado mas o que faltou mesmo foi grana.O Berta foi um dos grandes nomes Sulamericanos,contribuiu muito para as corridas,foi ele que aposentou os Polar de F2-Brasil ,pois os Mufatão era uma cópia (autorizada)dos Berta F2.

  • Oi Toty,

    realmente o Berta fez um motor v8 e chegou a fazer um F1 argentino, mas o motor nunca esteve no nível dos Cosworth, e na época quando ele pretendia correr com o carro e vendo que com o seu motor iria tomar um pau tremendo, pediu emprestado um Cosworth ao Wilsinho Fittipaldi, mas como o este pediu que os motores na volta fosse revisados, lustrados, calibrados e não sei mais oque, o Berta aparentemente achou que o Tigrão estava pedindo demais e acabou sem motor nenhum, sendo assim o carro dele nunca estreiou em provas oficiais.
    A proposito o carro era bem parecido, senão clonado diretamente do brabham BT44.

  • Só completando a informação do Flavio Chinini, o Rosemeyer dominou o ano de 1936,mas a decada de 30 foi fantastica em pilotos e maquinas .Nomes com Nuvolari,Varzi,Chiron,Caracciola,Stuck,Lamg ,foi sem duvida uma geração de ouro da historia dos GPs.
    Mas para mim a grande perda foi J.P.Wimille ,que era o cara a ser batido nos anos 40,ele morreu em uma corrida na Argentina em 49 .Muitos diziam que ele teria sido grande rival de Fangio na F1.A ultima vitoria importante da Bugatti em GPs foi o GP da França em 1945 nas mãos de Wimille.(foi a primeira grande corrida depois da guerra,o gp da Libertação).

  • Resemayer ficou marcado pelo acidente fatal que sofreu, quando seu carro praticamente desintegrou (nem precisa dizer como ficou o piloto). Mas ele é considerado um dos maiores pilotos da história, vencendo muitos grandes prêmios em sua época.

  • S.O.S sábios amigos Matuzas.

    Me desculpem a amnésia.
    Mas lá pelos anos 70 não havia um mago dos motores argentino, com o nome parecido ao Bertoni (acho que Bertone)?
    O cara chegou a produzir um V8 3 litros com a intenção de competir com a então imbatível Cosworth na F-1. Fez vários protótipos, carroceria, mecânica e etc., competiu algumas vezes no Brasil e tempos depois preparou (com eficiência) muitos motores para os Opala Stock, as F-3 Brasil-Sul Americana e sei lá mais o que. O cara fazia motores!!! E pretensiosos (F-1)!!! Fantástico.
    E eu nem ao menos me lembro do nome… Que vergonha!
    Mas já viajei muito na história deste abnegado.

  • Nao conhecia esse carro mas aqui em Volta Redonda tem um carro parecido na parte de sucata da oficina da Paulo de Frontain. O carro é feito de tanque de avião, diz o seu Roberto, mecanico da oficina. Ele fala que a engenhoca tem motor de porche de 3 cilindros.

  • Claro meu caro Jonny’O, tanto eu concordo com vc que gostaria de entrar em contato com o Sr.Trevisan para comunicar para ele diretamente os pontos que podem ser melhorados na minha visão.
    Por hora só o q eu posso fazer é criticar, no sentido produtivo da palavra e sempre que possível apontando soluções.
    Posso errar na maneira de colocar, mas a intenção dos meus comentários é sempre CONSTRUTIVA!
    Abraços

  • Sinceramente ,acho aceitavél o Carcará 2, até porque esse foi o objetivo do negocio, e acho interessante a sugestão do Lawrence de fazer uma cópia fiel.São duas coisas diferentes .
    Só acho que não se pode esquecer que essas iniciativas são isoladas e raras ,e por isso tem que ser reconhecidas ,por nós , amantes da historia do automobilismo.

  • Caique, coloquei o meu e-mail….
    Vc acha que o Sr.Trevisan pelo menos conversa???
    Eu posso ajudar… Como não os conheço fico ressabiado, sabe como é…
    Se eles não quiserem fazer outro carcará, derrepente eu posso ajudar nos futuros projetos.
    Abraços!!!

  • Lawrence,

    O Mentor e Mecenas do Carcará II é o Sr. Paulo Trevisan de Passo Fundo – RS, o maior colecionador de preciosidades de competição da América Latina, tem 75 carros de corrida, entre eles o Maverick Berta, o Porsche da Hollywood, Polar, Binos, Carretera do Catarino Andreatta, Heve, Polar D4, Dkw Carretere, etc, etc, e está inaugurando o Museu do Automiobilsmo Brasileiro lá em Passo Fundo. O Carcará foi construído pelo Toni Bianco, já que o Chassis que o original usava era do Formula Junior, que foi uma obra do Toni.. Como o Carro não tinha nem desenhos, foi feito na base do coração e olha, sua carroceria de alumínio foi total mente feita no Martelo.

    Abraços,

    Caíque.

  • Claudio, vc acertou na mosca!
    Mas não adianta só ficar criticando.
    Alguém tem contato com quem teve a iniciativa de reconstruir o Carcará?
    Me coloco a disposição para ajudar a construir outro igualzinho ao original.
    Hj existem várias tecnologias para tornar isso possível.
    Acho q o pessoal do Carcará2 é aí de São Paulo né? Eu estou no Rio, mas acho q consigo ajudar mesmo assim.
    Abraços!

  • Desigo di Bertone? Dallara?

    http://www.bertone.it/scheda_70_
    dallara.htm

    La Fiat X1/9 Dallara nasce come risposta della Casa torinese al mercato delle auto sportive da gara. In particolare, è destinata a svolgere, a cura del proprio ideatore, un impegnativo programma sportivo nell’ambito del Campionato Mondiale Marche, Gruppo 5 (Silhouette). L’ingegner Dallara, tecnico di fama ed esperienza internazionali, sceglie per il suo programma la X1/9, ritenendo tale modello, sia nella sua impostazione, sia sotto il profilo economico, estremamente valido per l’ottenimento di importanti risultati sportivi. La X1/9 Dallara conserva, infatti, la medesima impostazione del modello originale, salvo alcune modifiche alle sospensioni e al propulsore. Il motore è un 4 cilindri – 16 v – di 1289 cc. da 192 CV. Il trattamento estetico della scocca sottolinea anche visivamente la grinta sportiva del modello. Un inedito contributo alla sicurezza, poi, è rappresentato dal rivestimento dell’abitacolo e dei sedili, realizzato in F.P.T., un tessuto ignifugo con il quale vengono rivestite le tute dei piloti di Formula 1.
    La Fiat X1/9 Dallara viene esposta al Salone di Parigi del 1975, a fianco della Lamborghini Bravo, della Dino 308 GT4, della Lancia Stratos e della stessa Fiat X1/9.

  • O novo está muito feio, o design ficou pesado…
    No original havia uma linha suave nos 4 paralamas. No novo parece um contorno apenas baseado nas rodas, e nada mais…
    A traseira tambem está diferente, assim como a bolha do cockpit.
    No geral, o desenho original era muito mais leve, esguio, feminino.
    Tambem estranho essa forma de preservar, mas com desenho diferente…
    A iniciativa sem dúvida é louvável, excelente. Ninguem faz isso no Brasil.
    Pena que não é identico. Deveria ser.

  • Filipe W,
    É a primeira reconstrução de um carro histórico feito para ficar diferente de propósito que eu já ouvi falar…
    Eu não acredito nisso, mas no Brasil tudo é possível e nada mais me surpreende…
    Mas sinceramente? Isso mais me parece uma desculpa esfarrapada…
    T+

  • Oi Lawrence,
    eu li em algum lugar que foi feito assim diferente de propósito, agora o pq disso,eu não me lembro, mas tb acho que eles poderiam fazer mais parecido, ele ficou mais “bojudo” principalmente nos paralamas e na “cauda”, e o legal do original era justamente esse perfil mais esguio.

  • Vendo a reconstrução do Carcará2 que embora seja LOUVAVEL, nota-se a cultura anti-projeto que existe no Brasil….
    Dificilmente alguém para para desenhar o projeto de alguma coisa… O q é lastimável.
    Isso fica bem evidente no carro do Carcará2 q é bem diferente do primeiro (sim eu sou perfeccionista!).
    Mas nem tudo está perdido!!!
    Não só eu, mas qualquer bom profissional de desenho industrial pode “refazer” os desenhos de projeto, pelo menos exteriormente com base em fotos e demais referências sobre o projeto desaparecido em questão!
    É isso, ao mesmo tempo que aplaudo iniciativas como a q reconstruiu o Carcará, me dá um aperto no peito quando esta poderia ser muito mais bem sucedida!
    Temos vários pilotos aqui na audiência do blog, certo??? Se vc quer construir alguma coisa ou acessório para o seu carro, desenhe antes!!! Vc vai preceber que pode economizar muita grana e conseguir ótimos resultados com um bloco de papel e um lápis!
    Abraços!

  • Na primeira passagem cronometrada, na estrada ele já tinha passado de 435 Km/h empurrado por seu motor V 16 com 6 litros de cilindrada e compressor mecânico de 2 estágios. N a segunda passagem, no sentido inverso da primeira, aconteceu o acidente. Bernd começou como Piloto das Motos DKW

  • A cabeça do piloto parece escondida, mas não está, na época se usavam capacetes de couro branco, toucas e dá a impressão de só aparecerem os óculos do piloto, mas repare que a touca branca tá lá

  • Na verdade, o carro do fatídico acidente em janeiro de 1938 tem alterações aerodinâmicas em relação a versão que foi refeita pelo Museu. ele tem como se fossem mini saias laterais, a carroceria alongada e precursor dos carros asa, tunel venturi central no assoalho.
    Na parte superior da carroceria os paralamas dianteiros e traseiros são ligados por uma linha reta de carroceria, eliminando as curvaturas após a roda dianteira e antes da traseira, uma evolução em relação ao que foi reconstruido, como se tambem tivesse 2 tuneis entre o cockpit / capô do motor e os dois lados dos paralamas.

  • Há tempos perguntei o que se tinha passado com o stremliner que a FEI construiu em 2004, que com motor VW 1.0 turbo de 250 HP se propunha ultrapassar o record estabelecido pelo Carcará.
    Ninguém sabe, ninguém viu?
    Tem reportagem na revista Quatro Rodas de Dezembro de 2004, o record seria homologado pela CBA e posteriormente o carro seria enviado a Boneville para aí expressar todas as suas potencialidades.
    Matusas alerta.

  • Rosemeyer morreu num trecho da Autobahn Frankfurt-Darmstadt, em 28 de janeiro de 38. Tem um monumento de granito indicando o local. Dizem que o acidente foi causado por uma rajada de vento. Odeio vento.

  • Interessante a “capacidade criativa” dos ditos melhores designers brasileiros. O Carcará é cópia do Auto-Union, o Puma DKW da Maserati, o Puma VW 1 do Miura, o Puma VW 2 da Dino, o Lorena do GT-40 etc etc etc.