Tributo a Elio

SÃO PAULO (morte súbita, morte besta) – Passou completamente batido, ao menos para mim, o 20º aniversário da morte de Elio de Angelis, em 15 de maio. Ainda bem que o blogueiro Fábio Brasil mandou um pequeno vídeo com alguns dos bons momentos de Elio na F-1, e valeu muito a lembrança.

E se passou batido para mim, não passou para o Luis Fernando Ramos, o Ico, em sua excepcional coluna no GPTotal.

Elio correu de 1979 a 1986 pela Shadow, Lotus e Brabham. Foi companheiro de Senna em 1985 e no ano seguinte mudou-se para a Brabham. Morreu em testes privados em Paul Ricard.

O italiano, que todos na F-1 adoravam, ganhou duas corridas, uma na Áustria, em 1982, e outra em Imola, em 1985. No vídeo há imagens do pódio em Zeltweg e uma grande curiosidade: no painel publicitário atrás, Óleo Maria e Sal Cisne. É, as coisas eram mais baratas antigamente.

De Angelis deixou uma legião de fãs. O maior deles, Jean Alesi. Que usou a vida inteira um capacete igual ao de seu ídolo.

Comentários

  • Grande piloto, daqueles que de fato deixam saudades. Pilotava limpo, sabia poupar o carro, mas sabia também acelerar muito, a vitória na Áustria mostra bem isso. Ou seja, piloto que sabia fazer o que era preciso nas circunstãncias de uma prova.

    Particularmente fiquei muito triste quando soube da morte dele nos treinos em Paul Ricard. Deixou muitas saudades.

  • Segundo diziam, Elio de Angelis era um bom sujeito. Pianista de primeira, tratamento fino. Piloto mediano, já tinha instalado suas bases na Lotus, quando Ayrton chegou à equipe. Elio saiu da Lotus já no ano seguinte.

  • … Sim; Élio era um bom sujeito, agora faltou publicar o lindo capacete “Simpson” que imortalizou seu perfil dentro do cockpit, na vitória da Austria (82) ele estava usando-o, publiquem.

  • O Gordon Murray, depois do fracasso do “skate” na Brabham, foi p/ a Mclaren em 1987, onde projetou o carro da equipe no mesmo ano e participou do projeto do carro usado em 1988 (aquele que ganhou 15 corridas de 16!).

    Repare que aquele McLaren de 1988 usa idéias aplicadas no Brabham “skate”, como a altura extremamente baixa do carro.

    Talvez a grande diferença entre o carro da Brabham e da McLaren tenha sido dinheiro p/ desenvolvê-lo melhor. Talvez… estou só especulando… :-)

  • Senhores,

    Esse carro da Brabham que morreu o Elio de Angelis, tinha o apelido de Skate. Ele aparece rápidamente no vídeo. Era um projeto revolucionário do Gordon Murray. Será que foi pela morte do piloto italiano que esse projetista sul africano se retirou das competições e foi projetar o Mac Laren BMW 12 cc alguns anos depois ? Onde está Gordon Murray ? Os senhores saber informar ? Abraços e obrigado

  • Bom demais rever estes videos.Dá uma saudade tremenda do tempo em que na F1 havia muitos pegas,ultrapassagens a todo instante,bem diferente de hoje,onde os carros seguem em fila,espaçados naturalmente pelos que tem melhor conjunto,porem ultrapassagens só nos pits stops.
    Abraços…

  • Lembro até hoje. Cheguei da escola, lá em maio de 1986, e minha mãe vem e diz: “um piloto italiano está entre a vida e a morte, sofreu um acidente feio na F1 hoje”. Daí, citei o Alboreto, e ela disse: “não, parece que é Elio de não sei o quê…”.

    No dia seguinte, ele faleceu. Fiquei muito triste, por conta de como foi e pelo piloto regular e competente que era. Além dos carros que ele pilotou, todos eles belos carros. Mesmo o Shadow Samson (ou Staroup, dependendo da prova) tinha um desenho legal.

  • Muito bom reviver esses tempos… grid cheio, bons pegas, carros lindos… arrisco a dizer que a lotus preta JPS e as Brabham BT5x, especialmente a BT52 são os carros mais lindos de toda a história da F1…

  • Elio, acima de tudo, era um grande acertador de carros. Ele tinha potencial para ser um piloto disputadíssimo por equipes de Endurance ou mesmo nos ovais americanos. Menos mal que a morte dele não foi em vão, pois contribuiu para o aprimoramento da segurança nos testes.