As bombas de todos nós

SÃO PAULO (e não é que explode mesmo?) – Todos nós recebemos diariamente dezenas de e-mails apavorantes, como aquele do menino sequestrado encontrado numa banheira cheia de gelo sem um rim, ou o fígado, ou algo que o valha.

A acreditar em tudo que nos mandam, melhor nunca mais sair de casa. Por isso, botão de deletar neles.

Mas hoje recebi um curioso, de uma história meio apavorante. Um moleque teria morrido numa escola tradicional de SP depois de tomar Coca-Cola e chupar uma balinha Mentos.

A história era toda pouco verossímil, mas vinha acompanhada de vídeos. Não cliquei nos links por medo de vírus, mas dei uma busca no YouTube usando as palavras “Coca” e “Mentos”. Apareceram mais de 6 mil. Um deles é esse aqui.

Vale a pena ver. A balinha mais a Coca-Cola têm uma reação que, só de imaginar dentro do meu estômago, dá medo. Não sei se ela se reproduz com a adição de suco gástrico e outras substâncias de nossas entranhas. Mas, pelo sim, pelo não, nunca vou tomar Coca e chupar bala Mentos num espaço de menos de 24 horas!

Além de engraçados, os vídeos acabam servindo para nos mostrar a quantidade de merda que as grandes indústrias nos enfiam goela abaixo. É evidente que se uma inocente balinha de menta tem uma reação explosiva quando se encontra com um inocente refrigerante, algo está muito errado no mundo.

Se houver algum químico ou médico aqui que queira se pronunciar, esteja à vontade. Quanto a mim, vou tomar uma tubaína e procurar em algum lugar aquelas gotas de eucalipto que vinham num saquinho verde com açúcar cristal cobrindo. Como chamava aquilo, mesmo? Gotas de pinho Alabarda, não de eucalipto.

Não fazia mal e tinha umas coisas bonitas escritas na embalagem.

Comentários