Gira mondo, gira (quarta)

SÃO PAULO (o Brasil está seco) – Avião da Northwest Airlines indo de Amsterdã para Mumbai, na Índia. A tripulação acha que uns cabras estavam com atitudes meio suspeitas. O avião volta a Schipol e a polícia holandesa prende 12 cabras.

Suspeito é um vôo Amsterdã-Mumbai operado por uma companhia americana, isso sim.

Seguindo.

Cai uma antena de rádio em São Bernardo do Campo. Matou um.

O Ministério Público mandou a Anac licitar 132 rotas que a Varig abandonou. As companhias que ganharem terão de contratar ex-funcionários da Varig.

Voar no Brasil virou um inferno com o caos da Varig.

Spike Lee rodou um documentário de 4 horas sobre o Katrina. Estreou nos EUA.

Não sei se chega aqui.

Comentários

  • Esse negócio de Katrina, não sei não. Mas aqui teve um furacão Catarina e assustou. Nenhuma estrutura, demora, nada foi feito para minimizar outro fenômeno similar. Parace que em algumas coisas estamos ao mesmo nível dos americanos do norte, não te parece?

  • Só para complementar o post do Ricardo, a Northwest tem acordo operacional (code-share) com a KLM (empresa de bandeira holndesa) para todos os vôos operados por ambas as empresas.
    Isso quer dizer que você pode comprar uma passagem pela KLM e viajar no avião da Northwest e vice-versa.
    Esse mesmo acordo (porém somente em alguns vôos) foi utilizado pela TAM e a VARIG há algum tempo, como uma tentativa frustada de se chegar a uma fusão entre as duas empresas.
    Abraços.

  • Acordos bilaterais regem sim as frequencias dos vôos. E eles existem.
    Veja quantos vôos entre Brasil e Estados Unidos existem, e quantos são operados por empresas daqui.
    Acordo existe, só que o Brasil não usa a cota dele, os USA usam.

  • Oi pessoal,
    FG: o avião americano estava prosseguindo sua rota desde os Estados Unidos até a Índia. Amsterdã foi somente uma escala. Este processo se chama “5th freedom rights”, e permite que um holandês compre uma passagem da Holanda até a Índia tambem. A Lufthansa tem um vôo diário de Sampa até Buenos Aires pelo mesmo motivo.
    A ausência da Varig está complicando muita coisa mesmo, mas daí a dizer que a falta de concorrência, etc. é culpa dela vai um longo caminho. As rotas e freqüências internacionais não pertencem às companhias aéreas e sim são provenientes de acôrdos bilaterais entre governos.
    Acho que é isso.
    [ ]´s

  • A Varig atrapalha todos há anos, desde que essa crise começou. Como explicar a dificuldade de conseguir um vôo para a Europa quando a Varig voava? Simples, não deixavam a concorrência crescer para não ameaçar a “estrela brasileira” e seu semi-monopólio. Ou seja, se a Varig não tinha mais vôos por incompetência própria, então ninguém podia ter. Que se danem.
    Agora só piorou, deixaram a caca feder, e juízes e agências reguladoras não tiram da Varig nem os balcões ociosos dos aeroportos…
    Com a Vasp e a Transbrasil a coisa foi bem diferente.