Comentários

  • Conheci o Edgard na arquibancada de Interlagos, vendo corrida de Div. 3. Tinha que escolher entre Opalas e Mavericks e fui pelos mais fracos, os Opalas.
    Dentre os Opalas, o do Edgard era lindo; nem lembrava que era, mas era mesmo, patrocinado pelo Safra.
    Depois veio o Reinaldo Campello e eu torcia contra ele.
    Conheci a ambos, Edgard e Reinaldo, onde eu trabalhava: duas boas figuras.
    Mas o Edgard era pilotasse e a entrada dele na Ferradura, de Opala verde era o máximo. Inesquecível, grande piloto, dos meus primeiros heróis das pistas.

  • Ao amigo Brandão…
    Desculpe a demora, mas ando ocupado pra caramba…
    Para variar, história, memória, texto e verve impecáveis.
    Voce é um escritor, camarada.
    Não importa se de contos ou de livros, não importa…
    Lendo seus textos, tenho uma inveja saudável do FG.
    Deve ser maravilhoso ser um profissional da palavra, como ele.
    Ganhar a vida pondo pra fora suas impressões, visões e sentimentos.

    Quanto ao EMF, vê se dá um jeito (não brigue: voce sempre consegue esses milagres…) de traze-lo para a prova do dia 2…
    Se ele aparecesse, ia precisar de um alto falante dos grandes… Imagina o tamanho da roda ao redor dessa figuraça…
    E pelo menos ia conhecer o único cara do mundo que fala mais do que eu…
    Verborragia pouca é bobagem…
    Tem jeito, Brandão?
    Tem jeito, FG?

  • Muuuuito legal o texto Brandao… parabens…
    Eu acho Edgar o melhor narrador de corridas do BRasil… a primeira vez que eu o escutei foi na manchete narrando, ITC, DTM e Nascar….

    Outro dia zapiando ele estava narrando Mazerati…

    Edgar volta a escrever no Grande premio por favor

  • sou de são vicente, e o primeiro carro de corridas que vi foi o do edgar, era uym gordini dourado se não me falha a memoria ,estudava no ateneu são vicente que pertencia a dona ilma , mãe do edgar, na epoca do emerson, do wilsinho todos com aquelas costeletas, quando tinha as festinhas de aniversasrio, dona ilma sempre guardava o que sobrava do bolo para seu filhinho edgar. a uns 10 anos atras, encontrei o edgar no kartodromo em itu e contei esta mesma historia, sou bem mais novo que ele , demos bastante risada juntos , na epoca sua mãe era viva , hoje não sei,e o cara acelerava muito alem de ser muito gente boa

  • Puxa Jovino, não sabia que o fim do Roy tinha sido assim.
    Parodiando o Verissimo, Deus é injusto porque está fazendo uma banda de jazz (e R&B também) melhor que a nossa.
    Acrescente um campeonato de F-1 de verdade, e verá que a vida lá é muito melhor que a nossa.

  • mais uma coluna de mr. brandão. incrível, mas os efeitos especiais com a exata sensação de ‘300m’, ‘200m’, “não vai dar” e “pé no freio imaginário”, acompanharam, como sempre, a leitura do texto. legal pacas!
    não me recordo onde, talvez até mesmo no GP, li uma coluna do sr. edgar mello fº, na qual narrou as peripécias de uma volta de inspeção em interlagos, no sentido horário, antes de um gp, com uma perua ‘audi’ braba entrando de lado no café, na junção e no mergulho, com ninguém menos do que o ‘patrão’ pisando forte, curva após curva. e ele ali, tranquilo, confiante que só ele na tocada do ‘patrão’. belo texto do sr. edgar, deu muitas saudades do ‘patrão’. acho eu, que se o sr. edgar está envolvido no projeto do novo autódromo, então o negócio é mesmo sério e não é de papel. agradecimentos, então, a brandão e mello filho.

  • Vitão, que bom que você conhece o Roy Buchmanann, grande guitarrista de Blues, que usava a sua guitarra bem estridente, principalmente em seu melhor disco “Live Stock”. Infelizmente, ele morreu, acho que em 1996 mesmo, mas muito triste o seu fim, pois foi preso bêbado como indigente e se suicidou enforcado na cadeia.

    Jovino

  • Grande coluna Roberto. Sou fã do Edgard, como piloto e principalmente como narrador. Me lembro na extinta rede Manchete ele narrva o DTM Alemão e era um barato só. Um profundo conhecedor do que estava falando e as suas expressões eram fantásticas, como chamar o capô de “cofres”, como se dizia antigamente e limpador de pára-brisas de Rôdo.

    Jovino

  • Grande capitão Virgulino, é isso mesmo. O intressante é que a diferença entre quem faz e quem assiste e justamente a capacidade de ver por dentro. Dá para discutir dialética com o Garrincha? Com o Pelé? com o Andrea de Cesaris (ok, errei o exemplo. Troca pelo Nelson Piquet)? Nào, mas eles são fenomenais na capacidade de fazer e a nós só resta tentar ver por dentro, sem estar lá. Agora, será que a turma do viuvadromo (qualquer uma) vai ententer que ser inteligente é respeitar quem está ou esteve lá ?
    Beijos respeitosos pra Maria Bunita , viste ?

  • Vitão,
    É verdade! Somos nós que valorizamos a diferenciação de quem escreve.
    Mas, comunicadores inteligentes (e aqui me refiro a uma das possíveis raizes da palavra inteligência, inter legere em latim, quer dizer a capacidade de ver o que está por dentrro, abaixo da superfície, mais profundamente) sempre tem um ponto de vista sobre determinada coisa que provavelmente é original ou pouco lembrado. Isso faz com que nos acostumemos a analisar as questões sob óticas diferentes (dialética?) o que nos enriquece o espírito. Por isso, nos identificamos com essas pessoas.
    A mesmice emburrece! Assim sendo,
    Salve Patrão!
    Salve Paulo Francis!
    Salve Fernando Pessoa!
    Salve Edgar de Mello Filho

  • Que texto Brandão!
    A gente dá risada,se emociona…parabéns cara!
    Fiquei imaginando a vontade de rir do Edgar vendo um garoto a seu lado se borrando metendo o pé no assoalho do carro.
    Colunão!

  • Capitão Virgulino, quem faz a diferenca somos nós , os leitores. Eles escrevem e falam de maneira diferenciada porque tem público que valoriza. Politicamente correto? Drogas? estou fora.
    Abraços de Xique-xique ( nào confundir com xilique, por favor).

  • Só um comentário pro Brandão: Não fica com ciúmes não, Brandão, mas como já deu para perceber voce tocou num assunto querido de alguns blogueiros, principalmente aqueles que sentem falta de sinceridade nas relações entre a mídia e nós ouvintes/telespectadores.
    Se os jornalistas que comentam eventos esportivos não podem expressar suas opiniões porque podem se ver rifados no emprego, então para que precisamos deles? Podemos simplesmente assistir a televisão sem som e pelo menos não temos que aturar abobrinhas. Fica aquela coisa chata de bom mocismo que vemos na TV hoje em dia e que contribui para a chatice das transmissões.
    Nesse aspecto, gente irreverente como o próprio Patrão e o EMF são diferenciais na mesmice da mídia de todo dia. São eles que fazem a diferença.

  • Roy Buchmanann da Alligator Records(eu tenho, acho que ele morreu em 1996). No Programa de radio (acho que já chamava Pole Position – a Rede Gomes herdou o título, penso eu) ele tocava muito blues (iclusive do Nuno Mindelis, vizinho de casa; trombei com ele no domingo comprando a Guitar news). Até que essa mediocridade geral que impera começou a encher o deposito escrotal e ele teve que tocar essa praga de sertanojo. Não sei se a produçào era dele, mas as músicas eram ótimas.

  • Uma outra característica impagável do EMF comentando a F1 no rádio era a maneira como ele chamava ospilotos: pelo apeliodo.
    Havia o Leão (Mansell, claro), o Rato (Emerson), O Anão (que era como ele chamva o Prost quando estava de bom humor; quando estava de mau humor, chamava pelo apelido completo: Anão de Jardim); Vesgo (esse não lembro quem era) e por aí ia.
    Os únicos que ele respeitava eram os brasileiros: Piquet era Piquet e Senna era o Ayrton, com todo o carinho…. grande EMF. Irreverência faz falta nessa coisa pasteurizada que se tornaram as transmissões de eventos esportivos, principalmente as transmissões de competições automobilísticas.

  • Grande Edgard de Mello Filho. NA inauguração do Autódromo de Goiânia, nos idos de 1973, tivemos um final de semana com praticamente todas as categorias do automobilismo brasileiro da época correndo, e para fechar o sábado, nada menos que as saudosas Doze Horas de Goiânia.

    Uma dessas provas foi da extinta Divisão 3, que o Edgard ganhou, pilotando um Opala verde da Itacolomy Safra.

    Dá saudades, principalmente do nosso abandonado autódromo.

    Abraços

  • Edgar fez na extinta Tv Manchete, o melhor programa que pra mim é um documentário passado no dia da morte do Ayrton, olha que o programa durou várias horas, e o cara sabe muito. Se falasse um pouco mais devagar seria perfeito.

  • Inesquecível narração do Edgard na campanha do Rubinho X Coulthard na F-3 Inglesa……..

    o coulthard disputando cabeça a cabeça com o rubinho, até que o escocês dá um totó no carro vermelho da Arisco, que para…com o pneu murcho…

    comentário do EMF:

    -Po, e não é q o pneu do David pegou no bigulim do pneu do rubinho…….

    ahahahah excelente cara. Tem técnica, verve de narrador, e esteve lá dentro.

    É o cara!

  • Infelizmente não me lembro dele narrando, mas pelo que comentaram aqui deve ser impagável!

    Mas apreciava demais das colunas dele, contava os dias pra ler (e invariavelmente atrasavam). Pena que acabaram.

    Um dia me assombrei de verdade com o cara. Numa coluna -minha memória com certeza vai confundir alguma coisa da história, mas vamos lá – ele comparou um motor com o estilo de tocar do Roy Buchanan, um guitarrista sensacional, mas completamente desconhecido. O fato é que ele é a primeira pessoa que conheci que escuta esse som e entende do que tá falando.

    O cara é bão. O homi é fodão, sabe das máquinas e das guitarras. Impressionante, meu herói.

  • Se o Edgar aparecer por aqui, gostaria que ele tirasse uma dúvida que tenho: o pessoal costuma dizer que ele narrava o DTM na Manchete, mas, não seria o Superturismo alemão, onde corriam um maior número de marcas, além das que corriam no DTM? Me lembro vagamente de assistir uma corrida narrada por ele na Manchete, onde corriam Audis, só que naquela época, no DTM só corriam a Alfa Romeo, a Opel e a Mercedes…aliás, essa é a primeira lembrança que tenho do grande Edgar…

  • Mestre Brandão,
    Seus textos tem o dom de despertar sempre lembranças agradáveis de épocas mais risonhas. Parabéns!

    Edgar de Melo Filho era comentarista de F1 da Rádio Bandeirantes, numa época que corriam Piquet, Lauda, Mansell Prost, o Senna estava começando, e esses borra b.o.s.ta que se dizem pilotos hoje em dia não serviam nem para passar o pano naquelas máquinas. Era de rolar de rir ver o Edgar tirando sarro dos dois da Globo pelos erros que cometiam – E se voces acham que eles são ruins hoje, posso garantir a voces que evoluiram muito – tipo chamar aquele detrito de pneus de “sujeira de pista”.
    O Edgar tirava uma onda. Eu costumava desligar o som da TV e acompanhar a narração pelo rádio. “Porrão no muro” é de autoria dele. Usava como se fosse vírgula.
    Outra do Edgar era quando a TV cortava para mostrar algum acidente e ele “deixa ver… deixa ver… não, tudo bem, é um dos mesmos de sempre…” Grande sujeito.
    Tenho saudade das colunas dele.
    Seria ótimo tê-lo conosco em algum dos farneis…

  • Ô E.M.F. faz falta as tuas intervenções por aqui…FG…dá um jeito nisso pô!…essa figuraça tá fazendo falta, com o conhecimento e a “verve” que tem….Ô \\R.Brandão: qdo vc ficou com saudades de casa, foi especificamente do banheiro?…delicia de cronica…abs

  • Bela coluna Brandão, essa pergunta que não quer calar, cadê o seu Edgard, comecei a acompanha-lo no DTM da manchete, tenho até hj algumas corridas gravadas, que até hj assisto de vez em quando.
    Falaram que ele narra o pick-up racing é verdade ? passa na rede tv ?
    já vou conferir quando é a proxima corrida. hehehehe

  • Esse cara é bom!!!!
    hahahahahahaha

    Juro que assisto as corridas de Maserati só por causa dele. Racho o bico de tanto rir!!! mesmo pq, as corridas são bem chatinhas.

    Agora, bom mesmo eram as corridas de DTM, que ele transmitia. MUITO BOM!!!

  • EMF, esse cara é narrador, tem paixão, fala dos carros como mulheres, não fica enrolando, pedindo sugestões, dizendo que os F-1 estão de slick em pneus com sulcos… etc etc… mas não estamos aqui pra falar dos outros e sim falar bem desse cara, EMF, se um dia deus quiser provar que me ama, me deixa ver esse cara ao vivo… adorava as narrações de DTM na manchete, lá vem a Mercedes e liga o rodo nessa chuva… Ron Dennis = Deus nas narrações da CBN via rádio… não se ouvia o nome do Ron Dennis, só se ouvia “o Deus”… rachava de rir, afinal o cara se acha um Deus mesmo… kkkk ótima coluna… agora sinto falta das colunas dele a ultima foi em 25/5

  • O EMF está comentando o Trofeo Maserati e o campeonato de pickup na REDETV. E do jeito que está cheinho tá bom pra lastro da Formula Truck, ouviu estafeta ?
    Acho que a última corrida do EMF foram as mil milhas de 1984, ele tarado como sempre, se espetou num pancão na 3. Me lembro dele passando no boxe do Amadeu Rodrigues (voyage de Rally, dividido do o Roberto Manzini, vulgo Caixote, que ficou tão ligado na pista que quase perde o abastecimento das 6:00 da manhã; se ele para sem gas quem se lascava era eu, que controlava o abastecimento; O Ross Brawn apenas aperfeiçou a minha técnica), com o braço na tipoia e dizendo : “me empurraram, me empurraram”. Pois é EMF, cuidado com o que você disser nesse mundo, tem sempre alguém ouvindo!

  • A primeira vez que ví o Edgar narrando uma corrida, acho que era DTM pela extinta manchete… ele começava falando a classificação até o oitava ou décimo colocado e dizia:
    – O resto da turma do pedal do meio não importa…

    Achei hilário…