Nada de Audi

SÃO PAULO (fria e linda) – O chefão da Audi disse hoje que F-1 não está nos planos das quatro argolas. Isso dois dias depois de a marca ganhar mais uma com o R10 turbodiesel, em Road America. Cinco corridas, cinco vitórias.

Segundo o dirigente, motor que vira 19 mil rpm não é para a vida real.

Assim sendo, nada de Audi. Dois ou três anos atrás, o Mario Theissen me disse que a BMW tinha informações de que seus concorrentes estariam na F-1 em dois ou três anos. Depois veio toda a ligação com a Red Bull, especialmente no DTM.

Mas ficou na espuma.

Comentários

  • Desculpe, Carlos, realmente o entendi mal…

    Pode existir essa motivação que vc ditou, mas pensando na técnica envolvida e em sua utilização prática, o dirigente da Audi tem a sua razão… Certas tecnologias envolvidas num carro de F1 não chegarão às ruas, nem em muito tempo, e são justamente elas que tornam o desenvolvimento dum carro desses oneroso. Concordo com você que tecnologia é interessante, qualquer conhecimento é poder, mas seu custo pede torná-la inviável. E é justamente aí que não interessa pra eles… Muito gasto para pouco retorno. E para cada engenheiro projetando, tem um cara do financeiro de olho.

    Superficialmente, falando dos motores, que foi o exemplo que o dirigente deu: Todos os fabricantes envolvidos, com excessão da Mercedes, tem em seus carros de mercado a característica de motores de alta potência, alta rotação. Essa não é uma característica dos modelos Audi. Esses tem torque à baixas rotações. É uma diferença conceitual que muda muito o foco de desenvolvimento dos motores.
    Posso citar várias e várias características de um F1 que deveriam ser estudadas para um carro competitivo e que a Audi não teria aplicação para seus modelos de rua. A geração de tecnologia eles têm, vide o R10. O que eles tem mais que os outros é um destino pra tudo isso que é desenvolvido.

    E tem também um fator que vai um pouco contra o que vc sugere… Nas competições onde a Audi desenvolve sua tecnologia, eles competem com Chevrolet, Porsche, Ford, Aston, Ferrari e outras… E está virando regra um R10 chegar na frente…

    Como bom estudante de engenharia que tento ser, não sei me expressar bem em palavras. Se você é de São Paulo, apareça em Interlagos na próxima etapa da Classic que a gente conversa bem melhor…

  • Desculpe Pablo, talvez não tenha sido suficientemente claro.
    Não estou ´´destilando“ nenhum tipo de antipatia pessoal, apenas manifesto minha opinião (como vc mesmo disse bem).
    Meu argumento baseia-se no fato de que não existe tecnologia ´´não interessante“. Todos os avanços tecnológicos tem aplicabilidade pratica ao longo do tempo. Essa estória de que motores de 19000 rpm não tem utilidade prática é balela. Eles mesmos utilizaram tecnologia de F1para desenvolver o interessante motor diesel. Então, se eles já estão utilizando tecnologias de ponta, por que não medir forças com seus concorrentes tradicionais???
    Porque não querem ´´pagar o preço“ da possivel derrota, (vide Porsche) !!!
    Meu comentario refere-se menos ao fato deles não participarem, pois tenho certeza que qdo sentirem-se suficientemente fortes, vão arriscar mas muito mais ao comentário impróprio, infeliz e equivocado do dirigente.

  • Carlos:
    1- Você diz que a Audi não tem competência. Eu digo e dou exemplo que tem.
    2- A Audi diz, não eu, que a tecnologia gerada pela F1 não é interessante.
    3- F1 é vitrine, só isso. A única equipe de F1 que realmente utiliza sua tecnologia é a Ferrari, que vende 3000 carros por ano num segmento muito particular.
    4- A Audi com certeza sabe o que esta falando, pois é uma empresa de vanguarda tecnológica desde a década de 30. Os exemplos são muitos… Type C, Quattro, A8, RS2 são apenas alguns deles.
    5- Enquanto a categoria de ponta do automobilismo mundial era interessante, a Audi estava nela, ganhando corridas. Com incentivo estatal, mas isso não é demérito algum.
    6- Esse é um espaço democrático, onde os que gostam de carros vêm para saudavelmente discutir sobre eles. Vou palpitar quando e quanto julgar cabível, sempre com bom senso. Se você tem maturidade suficiente para aceitar uma opinião contrária, faça bom uso do espaço que o Flávio nos proporciona, pois estamos aqui para isso mesmo. Mas se você realmente tem essa visão estreita que destilou em seu comentário, talvez aqui não seja o melhor lugar para você.

  • Caro Pablo, me desculpe mas seu exemplo apenas corrobora minha opinião na medida que o tão alardeado protótipo diesel “abunda” em tecnologia de F1, sobretudo na metalurgia, eletronica e dinamica do motor, para não mencionar telemetria, materiais compósitos e aerodinamica.
    Aqueles que acham que a viabilidade das tecnologias é mensurável apenas pela imediata aplicabilidade não deveriam dar palpites sobre este tema.

  • O que é foco e competencia…
    Uns optam por não entrar, com uma análise lógica – a AUDI Europa.
    Outros ameaçam sair, fruto exclusivo de sua falta de foco incompetencia – a Volkswagen Brasil.
    Parecem do mesmo grupo?
    Não, não parecem…
    Parece brincadeirinha, aqui no Brasil.

  • À muito tempo que a F1 não produz tecnologia viável para uso nas ruas. Tudo o que se cria é demasiadamente caro e demora anos e anos para chegar às ruas. Tecnologicamente falando, é muito mais interessante investir em categorias em que os carros são mais próximos que os de rua. A F1 é a maior vitrine, é a categoria mais vista, mas isso aqui no Brasil… Só como um exemplo, lá fora as 24 horas de Le Mans são tão ou mais visíveis que a F1, e a Audi fatura ela já a vários anos. E o que é desenvolvido lá, na próxima geração está na rua. E rebatendo que a Audi não tem competência para chegar na F1, sugiro que se faça saber sobre o Audi R10. Um carro a Diesel de 650cvs e que competiu em 5 provas e só ganhou as 5…

  • A ligação da Red Bull com a VW é historinha. a Red Bull tem relações estreitas com meio mundo, BMW, VW, Ferrari, Porsche…

    Vale lembrar que os carros da RedBull, aquele New Beatle (horroroso) com uma lata gigante de cocoruto é substituído pelo Mini Cooper da BMW (meia boca, mas bem melhor que o VW).

  • Bom, pelo visto a maioria concorda com a atitude (ao meu ver covarde) da Audi. Essa conversa que não é ´´mercadológicamente interessante“ é conversa pra boi dormir. Não inventaram ainda nenhum esporte mais ´´mercadológico“ do que a F1. Pra mim eles não tem é peito e competencia para enfrentar a concorrência (principalmente a domestica). Perguntem pra Fiat, BMW, Mercedes, Toyota e Honda o que pensam a respeito.

  • É questão de marketing e retorno na onde está se investindo.
    A F1 tem grande visibilidade? Tem. Mas gastam-se os tubos. Aquele brasileiro, presidente da Renault, só não tirou a equipe de lá, porque começaram a ganhar, mas é começar a cair que a Renault pega suas trouxinhas, agradece a hospitalidade e sai da categoria.
    A Audi simplesmente viu que gastaria demais e não saberia se teria o retorno programado. Vide Toyota e Jaguar.
    Melhor ficar com a visibilidade do R10 que a grana de retorno é garantida.

  • Concordo com tudo o que foi postado à favor do posicionamento da Audi.
    A questão é que cada empresa sabe onde colocar seus Euros e Dólares e onde eles vão render mais. A Audi prefere gastar menos $$$$ e fazer marketing em cima de categorias com apelo diferente da F1. Com o R8 e o R10 eles estão fazendo a fama como construtores de carros rápidos e resistentes.
    Outra que está seguindo o mesmo caminho é a Peugeot que em 2007 vai p/ Le Mans com um protótipo também à Diesel.

  • a Audi não entra na F-1 devido ao fraco desempenho da equipe DKW-AUDI-BLIG DO GOMES, na F-Classic. Boatos publicados nas revistas especializads dizem que a diretoria da Audi na alemanha já pensa em substituir o piloto da DKW-AUDI #96 por um piloto de F-1 que estaria deixando a cateroria nos proximos anos. Esse piloto poderia ser o Barrichelo ou o Schumacher

  • Pra usar uma expressão da moda, imagino que a Audi ache que F1 tem muitos “riscos associados ao marco regulatório”.

    Pra que uma montadora iria empenhar bilhões de euros para competir com os outros bilhões de euros de meia dúzia de suas concorrentes, participando de um campeonato cujo árbitro exerce oposição declarada e direta a montadoras de automóveis?

    Se eu fosse conselheiro do grupo Volkswagen, demitiria o primeiro que tentasse botar a idéia em prática.

  • Sei não…essa história de negar…depois acaba entrando vocês vão ver… mas acho que podia ficar onde está e ganhar tudo que puder.
    GOMES, pergunta pra eles se les vão patrocinar o #¨96. Afinal, é salvar a imagem do pai da AUDI mesmo.

  • Mistura de realidade com marketing.
    A realidade é que a F1 como ele mesmo disse não está nos planos da empresa. Planos de marketing principalmente. É o mesmo que dizer de uma forma muito polida que não vai acrescentar nada para a Audi, e que uma outra categoria ´inferior´ faz esse papel. É uma reprovação pública à F1 como investimento comercial.
    O marketing ele está fazendo muito bem feito ao dizer que a atitude da Audi é realista. Afinal é da realidade que nós vivemos e é para nós que eles querem vender carros.

  • tá certa a Audi…..

    Infelizmente pra quem gosta de F1, o retorno (custo x benefício) q a Audi tem na DTM e nas outras categorias é muito mais atrativo q na F1.

    Além de fazer bons carros (vide R10) parece q eles tb são bons de número$!!!!

    abs,

    Foresti

  • Caro FG, não sabia como entrar em contato contigo, por isso desculpa por utilizar este espaço, mas é que eu tenho um “presente” pro 96 e gostaria, se possível, que esntrasse em contato comigo.
    Abraços

  • Esse pessoal da Audi é inteligente.
    Pra dizer a verdade não sei até que ponto vale a pena todo o investimento que as montadoras fazem na F1.
    Será que gastar milhões numa categoria carente de competitividade é algo coerente?
    Não há a certeza do sucesso.
    A meu ver a postura da Audi está perfeita. Eles construíram uma imagem de vanguarda com esse R10 Turbodiesel, um carro fantástico, muito à frente do seu tempo.
    Para que gastar mais em outra coisa?
    O Budget pra se fazer F1 é coisa de outro mundo.
    Quem sabe um dia, com mudanças no regulamento que privilegiem a competitividade, a Audi acene positivamente para a F1.
    Mas enquanto permanecer desse jeito, acho difícil.