Notícia chocante

SÃO PAULO (como assim, Casta?) – “Farewell”, diz o título da mensagem. É do Castilhinho. “Estou deixando o ‘JT’, depois de 37 anos”. Telefono imediatamente. Que história é essa, Castilho? “Flavinho, sempre gostei de chocar todo mundo”, ele brinca.

De fato, estou chocado.

O “JT” não existe sem o Castilho. Mas parece que estão fazendo reformas na redação.

Quer saber, esse “JT” de hoje existe sem o Castilho, sim. Porque o “JT” do Castilho era o jornal que me ensinou a ler, que me fez querer ser jornalista de verdade. E que não existe mais.

Castilho é bom de pena, bom de microfone, bom de papo, bom de ofício. Nos idos dos 70, fazia dupla com o Reginaldo Leme na Europa, pulando de Paris para Londres, de Londres para Paris, atrás de um negócio meio esquisito chamado Fórmula 1.

Seguinte, Casta: avisa onde você vai escrever. Dane-se o “JT”. Por enquanto, te lemos no GPTotal. E dane-se o “JT”. Danem-se essas redações medíocres, sem graça e sem Castilho de Andrade. A quem estou pensando em fazer uma proposta. Para ser meu chefe.

Comentários