Pré-história

SÃO PAULO (chupa-cabra existe?) – Dica do Roberto Traballi: o blog de Carlos Cardoso que tem, pelo menos na hora que eu vi, um megapost com 25 anúncios de computadores dos anos 80.

E eu me pergunto: como é que a gente vivia naquela época?

E eu mesmo respondo: bem, obrigado.

Comentários

  • Estava procurando amigos da época da Monydata, ainda estou dando pano na manga… kkk. Meninos, tive a honra de trabalhar na Monydata como Técnico de Manutenção, milhares de micros passaram pelas nossas mãos, a equipe de produção e expedição era competente e trabalhava muito. Para dar conta da demanda exigia muitas horas extras e pizzas rodando. A Monydata competia de igual para igual com a IBM, Scopus. Quando veio a abertura do Plano Collor tudo foi abaixo… É uma pena, até hoje tento achar os meus amigos, muitos técnicos mudaram de profissão igual a eu, mas não largo a informática.

  • Prezados,

    Vi que nesses comentários há muita gente que trabalho na Monydata ou mesmo na Microtec. Estou tentando restaurar um XT de cada uma delas, mas não consigo achar materiais a respeito. Se ainda estiverem por aí, seria ótimo tentar achar qualquer coisa a respeito.

    Meu contato é [email protected]

    Um abraço e obrigado por qualquer informação!

    Ricardo

  • Cara, eu me lembro qdo começei era um microtec cp500, depois fui programar em um itautec e um digirrede com Unix. Impressora era a famosa Emiliapc (tenho uma guardada) e Rima Xt-180. Polimax em basic, alguem lembra, Bons tempos aqueles.

  • Bem, Commendatore Ceregatti, saiba que não está sozinho, afinal a mesma abertura mal planejada acabou com os sonhos de um dos gênios brasileiros, Gurgel.
    Fico imaginando, daqui uns anos, quando meu futuro neto perguntar por que não fazemos carros próprios no nosso país, afinal países mais pobres souberam estimular sua indústria, etc, e eu vou ter que esplicar como lobbys e interesses mesquinhos quebraram tudo que levamos 40 anos para formar…

  • Lembro bem da Labo sim, Vitão…
    Tinha um amigão que trabalhava lá, o Piazza…
    E lembro tambem da Microtec, da Elebra, da Rima, da Itautec, da Sid, da Digirrede, da Scopus, da Princom Impressoras (quebrei com ela…) e do “X PC, o computador do Pelé…”
    Fabricado no Rio de Janeiro pela estatal Cobra…
    Pois o hardware do X PC, o primeiro computador deles compatível com o IBM PC/XT era todinho Monydata…
    CPU conceituada, testada e produzida aqui nessas terras tupiniquins…
    Ganhamos a concorrencia e rios de dinheiro… Vendia mais do que pão quente…
    Essa história de que não tínhamos competencia no Brasil é a mais pura balela.
    Havia centenas de engenheiros e técnicos competentíssimos trabalhando. As Feiras de Informática no Ahembi e no Rio eram imensas, e muito competitivas.
    O Collor e seus asseclas atiraram na reserva de mercado. Pois mataram uma indústria ainda incipiente e deixaram o “mercado cinza”, o famoso importabando livre, assim como está hoje – verdadeiro assassinato premeditado.
    Lembro bem que o primeiro micro “transportável” que vimos foi uma tranqueira, de um fabricante norte americano que estava começando no início dos anos 80… Uma tal de Compaq…
    Dava nojo de ver a baixa qualidade, os defetos de projeto e fabricação…
    Hoje, tenho a certeza que a Monydata nasceu no país errado…
    Com uma canetada demoliram a indústria de informática brasileira, e éramos no mínimo tão bons ou melhores do que os caras…
    Mais uma pra conta do governo, que insiste em nos tutelar a todos.
    Hoje, tá cheio de Engenheiro que virou suco, ou trabalha de estagiário barato em mutinacionais.

  • Como não apareceu nenhum Monydata?
    Os melhores computadores do Brasil?
    Empresa do Ano (Revista Exame) de Informática em 1989????
    Quem eram os caras da Monydata?
    Felipe Gomes Perez, Sidnei Brandão, Antonio Martho Camacho Filho e Claudio Ceregatti?
    Todos oriundos da ETI Lauro Gomes em São Bernardo do Campo…
    Bons tempos… Belo saldo bancário… Aí veio o Collor, seus asseclas e babau. Fim da história.
    Eram os computadores mais lindos e revolucionários do mercado.
    Sem falsa modéstia, com todo o design e projeto mecanico gerenciado por mim, desde sempre e até o fim…
    Essa minha humildade ainda acaba comigo…

    • Trabalhei na Monydata entre 1994 e 1995, realmente uma empresa muito bem estruturada e com profissionais muito competentes, produzindo equipamebtos de ponta e em grande quantidade para atender a demanda do mercado. Infelizmente tive que sair porque meu chefe imediato na epoca não quis entender que estudar engenharia seria bom para a empresa, então tive novas ( e melhores) oportunidades na Microtec, uma pena, mas entendo que esse foi mais um problema ligado ao estilo antigonde algumas lideranças do que da empresa. Mas independente disso tenho ótimas lembranças desse periodo e ainda tenho amigos que trabalham na empresa e graças ao desestimulo desse antigo chefe, me formei engenheiro e estou muito realizado profissionalmente.

  • Complementando… comecei na prostituição em 88/89 com o MSX, com um monitor moderníssimo de fósforo verde e gravador. Depois de um longo inverno, comprei um 386dx (tinha o sx, mas esse não vinha com co-processador matemático); depois um 586 e posteriormente em 97 comprei um pentium II que durou até meados de 2005… Agora tenho um notebook P4… Mas continuo me prostituindo, já que trabalho com informática e por causa desta maldita profissão, sou obrigado a trabalhar em um grande centro de violencia urbana.

  • Pois é, naqueles tempos tinhamos a tal reserva de mercado para informática é um Pc por aqui custava uma fortuna se comparado aos feitos lá fora. Teve uma excursão do Fiugueiredo ou do Sarney que alguém da comitiva trouxe do Japão na bagagem um Pc muito moderno e deu uma confusão danada. Hoje tudo é contrabandiado do Paraguai mesmo.

  • Tchurma, vamos para tempos mais, digamos jurassicos. Alguém lembra dos TK, com memória em gravador de fita acoplado? Era cópia dos Sinclair britanicos, que inspirou dois caras da californaia a criarem um micro-computador (o nome era este) na garagem de casa (Apple), que a diretoria da HP teve a esperteza de rejeitar porque acho que não tinha futuro. histótias, histórias,etc.

  • Eh Mauro, vc deve ter visto, o Reginaldo foi tao rapido quanto o imbativel Chico Buarque mesmo, e ja que eh pra ir tao longe, vcs devem lembrar de um programa, tipo uma gincana onde o vencedor ganhou um Galaxie, no lancamento, 1966/67, e tambem fui no Canal 9 Tv Excelsior na Nestor Pestana(colado na Kilt) , assistir os trapalhoes, Didi, Dede, Ted Boy Marino, Wanderley Cardoso

  • Me lembro de uqe para jogar pinballficavamos uns 20/30 minutos programando para poder jogar ! quando um amigo meu comprou um xt com 20 mega de hd foi um espanto, “prá que tudo isso!!!!”, perguntavamos a ele, putz nem sabiamos oque nos esperava.

    Completando o que o Askjao disse sobre os computadores, acrescento que eles existem para nós fazermos nossas tarefas com mais eficiência e rapidez, para… nos atolarem ainda mais de trabalho ! hehehe

  • Amigos,

    Eu estou emocionado, pois foi com uma daquelas máquinas da Sharp que o meu amado Pai me introduziu no mundo da Computação.
    Obrigado pela lembrança!
    Nunca imaginei que a imagem desta máquina fosse me causar tantos sentimentos e ótimas recordações.
    Abraços a todos.

  • Eu comecei a minha vida no mundo
    dos computadores com um Itautec
    IS30, monitor CGA de 12 polegadas
    com fundo verde, hd de 20MB, pro
    tegido contra acesso por uma fe-
    chadura PADO e imprimia docu-
    mentos com uma RIMA XT180.
    O Itautec foi para um colega que gosta de computadores antigos e
    a Rima eu uso até hoje. E tinha
    como opção de jogo algo pode ser
    considerado melhor que Paciência:
    um jogo de truco, que xingava você
    quando você ganhava.

  • Eu comecei a minha vida no mundo
    dos computadores com um Itautec
    IS30, monitor CGA de 12 polegadas
    com fundo verde, hd de 20MB, pro
    tegido contra acesso por uma fe-
    chadura PADO e imprimia docu-
    mentos com uma RIMA XT180.
    O Itautec foi para um colega que gosta de computadores antigos e
    a Rima eu uso até hoje. E tinha
    como opção de jogo algo pode ser
    considerado melhor que Paciência:
    um jogo de truco, que xingava você
    quando você ganhava.

  • No meu primeiro trabalho com computadores eu ficava “preso” numa sala com três impressoras “Emília PC”, uma Rima e uma “Amélia PC”. Eu ficava soltando relatórios a noite toda e quase ficava surdo !(rs – mesmo com os “jeitosos” abafadores de ruído que colocavam nas impressoras ! – rs)
    O pior é que o maior e mais importante relatório tinha que sair na infame “Amélia” !!! Acho que se eu vir uma impressora dessas eu arrebento de dar tanta pancada !! Eram cerca de 1000 páginas impressas por noite e aquela porcaria resolvia rasgar o picote do formulário contínuo sempre que avançava a página !! Ou seja, eu ficava de pé na frente da impressora, durante 1:30hs todas as noites, pronto para alinhar as páginas assim que aquela maldita rasgasse o picote… (risos)