Adú

SÃO PAULO (e a Cruz de Lorena) – Tirando o pó de meus arquivos virtuais, encontrei estas duas imagens de um dos ícones de minha geração: Adú Celso. Ele morreu faz quase dois anos. Quase secretamente. Alertado por um colega internauta (Trivelatto, creio), acho que só o Grande Prêmio publicou algo na época. Escrevi uma coluna, também.

Adú é certamente ídolo de muitos que frequentam este blog. Um dos melhores motociclistas que o Brasil já teve, e que arriscou suas aceleradas com quatro rodas, também.

A Adú Celso, nossas homenagens.

Comentários

  • Só para completar, Adu morreu em 2005 no anonimato. Nenhum (eu escrevi “nenhum”!) orgão de imprensa noticiou seu falecimento. Sua morte foi descoberta, se não estou enganado, por um leitor do site motosclassicas.com.br. Sua única vitória ocorreu no GP de Jarama em 1973, nas 350cc, ano marcado tragicamente pelas mortes de Saarinen e Pasolini em Monza. Apenas o grandepremio e o gptotal dedicaram algumas palavras a Adu. A cruz de Lorena que carregava no capacete permanecerá sempre em nossas mentes. Tchau, Adu!

  • Eu imagino Tohmé, devia ser maravilhosa mesmo…um grid com tantos pilotaços como Leonel Friedrich foi um dos melhores pilotos que o Brasil já teve, meu ídolo daqui do Rio Grande.
    Tu sabe onde encontro material sobre essa categoria, algum site com fotos estatísticas, etc?
    O mais legal que acho é que a construção/origem dos carros era daqui do Conesul mesmo. Chassis daqui, mecânica daqui…tudo…era uma categoria top mesmo. E acho esses carros bem bonitos, principalmente aqueles negros JPS dos argentinos, e o azul Grendene do Bartelle.
    Desde já agradeço, pois vou deixar meu email para que se tu quiser ou puder, me contar histórias e mandar fotos dessa categoria que adoro, sem nem mesmo ter visto…já que tu acompanhou ela e também é fã.Valeu Tohmé .

  • Vocês têm razão, devemos nos atentar mais a nossa história doméstica.
    Jonny’O é nosso ícone nesse seguimento.
    Daí, pesquisei algo que você disseram, e achei.
    Vicente, restauraram a Yamaha TZ350.
    A matéria no GPTotal é ótima. Foi lá que achei a foto da Yamaha nova e ele, mais recentemente.
    O Motoclassicas70 é um site legal e muito visitado.
    A matéria sobre Adu, excelente.
    Como de costume, pendurei na Confraria!

  • E teve aquela historia de um motor da Honda que o Adu trouxe para o Brasil e correr na Centauro.
    Ele disse em uma entrevista ,uma revista antiga, que o motor era de uma estupidez fora do comum.Um motor meio que secreto, foi usado antes por um japones na ilha de Man onde teve um acidente fatal.
    Quando este motor travou no Brasil no fim do campeonato ,os japas pegaram o brinquedo e levaram embora, ninguém pode abrir a criança.

  • Eu acho muito bacana esses carros da F2 sul americana…ô categoria que devia ser bem legal…tecnologia regional, grandes patrocínios, grandes pilotos, provavelmente grandes disputas….gostaria de encontrar outros materiais sobre essa categoria que foi muito importante nos anos 80, e que só conheci através das Quatro Rodas antigas que comprei num sebo.

  • Legal vc lembrar mais uma vez do Adú. Eu que te liguei e vc foi super legal, manchetando no GP. Cara, sua matéria foi copiada na ÍNTEGRA por muitos orgãos de imprensa e até pasme, no site oficial da CBM. Valeu Flávinho, tá contente com a lusa? ahhaahhaah.

  • No site “motosclássicas70” noticiou-se a morte do Adu, em Santos. Também publicaram o seu reencontro com sua yamaha tz 350, restaurada por um colecionador.
    Adu foi o primeiro brasileiro a vencer uma etapa do mundial em Jarama na 350cc. Foi-se, mas fez história…

  • Rapaz, essa Cruz de Lorena me causou um problema danado.

    Meu pai tinha um Opala sedan azul escuro, capota preta de vinil, bonito, e tinha um belo adesivo plástico com o distintivo da querida Lusinha no parabrisa. E o que esta anta fez ?

    Meti a tesoura no distintivo e deixei só a cruz prá imitar o Adú
    .
    Resultado, trêz meses sem botar as mãos no opalão e ainda tive que arrumar outro distintivo.

    Bem feito .

  • Pior sorte teve o grande Arlindo Pereira Carneiro. Em 1953 ele participou da prova internacional aqui no Brasil com uma Norton Manx 500, largou lá atrás e chegou em segundo, atrás de Ray Amm, o campeão mundial da classe 500 e primeiro piloito da Norton. Como o Brasil ficou alijado da FIM após aquela prova que primou pela desorganização, Arlindo teve que fazer sua carreira de motociclista de competição no Brasil….

  • Oi pessoal,
    Aí FG, da coluna dá prá deduzir que voce lia a Veja naquela época.
    Em relação ao Adu, saudades dos tempos de pular o muro de Interlagos só para sentir o cheiro de pneus e de óleo dois tempos dos treinos de Jacaré e Cia. Pensar que o Adu teve que correr o mundial pela Holanda…
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