All those years ago

SÃO PAULO (Something) – Hoje faz cinco anos que morreu George Harrison. Um dia perguntaram a Frank Sinatra qual a música de Lennon & McCartney que ele mais gostava e ele respondeu “Something”. Que era de George.

Está tudo, realmente, passando rápido demais. Lembremos George com “All those years ago”, um tributo ao amigo John, que se foi bem antes.

Quando George, que era meu amigo, morreu, rabisquei umas linhas.


George com Jackie Stewart: frequentamos o mesmo pedaço

Comentários

  • Flavio,

    vale a pena ver o video que George fez nos anos 70 sobre a F1
    http://www.youtube.com/watch?v=jMm4bhs6GYY

    E quem e’ fa de carteirinha como eu e possui o Antologic, no ultimo DVD, em que Paul e Ringo e George fazem uma jam session na casa deste ultimo, vejam o poster gigante de um carro F1colado na parede.

    Enquanto eu nao descolo o video, a dica e’ um carro vermelho e branco, com o numero 8 usado em ’93, e um piloto de capaceto amarelo.

    Um abraco a todos amantes dos Beatles e da F1!

  • Acabei de ler o livro “Milagre nos Andes”, sobre o acidente de avião c/ os estudantes uruguaios nos anos 70.
    O escritor, apaixonado por carros, tem/tinha como ídolos e amigos GHarrison e JStewart e é comovente vê-lo falar da generosidade desses dois.
    Bem bacana!!

  • Hoje, você conseguiu. Estou com nó na garganta. Emoção, saudosismo, etc.
    Afinal, sou Beatlemaniaco inveterado. Tenho tudo que se refere a ÊLES. Discos, gravações piratas(aquelas que não foram comercializadas, deixo claro), filmes em super 8 (que eu mesmo fiz).
    Como baterista que sou, tive o privilégio de ir aos estúdios da Apple e, por um destes acasos, acabei conhecendo-os pessoalmente. Um delírio para um mortal como eu. Até ganhei do John uma camisa dele (que guardo com todo o cuidado possível e mais um pouco), uma Lee de flanela xadrezada, pois foi na época em que gravaram Rubber Soul (quando aparecem na contra capa vestidos de cowboy)
    Por mais que o Ringo quiz(s)esse aprender a tocar samba na bateria, não conseguiu. Não lembro qual outra banda brasileira também esteve lá e também tentou ensinar ao Ringo a batida brasileira e também não conseguiu.
    Ver este video do George, e aproveitar para ver as entrevistas do John e Yoko, me fizeram muito bem.
    Foi uma parada no meio do dia que revitalizaram minha alma.

    Muito Obrgigado.

  • Volta e meia, nosso amigo Flávio lembra dos Beatles, o que é muito bom!
    Não tive essa oportunidade de ver algum deles, aliás, nunca estive próximo a grandes nomes da história contemporânea, o máximo que consegui, foi me aproximar de um grid de largada de uma corrida em Interlagos em 1.988, onde estava bem a minha frente um DKW verde e creme, pilotado pelo lendário Flávio Gomes.
    Porém, no Salão de Motociclismo de Milão de 1.984, aconteceu uma coisa que, não julgo lá um grande acontecimento, mas aconteceu.
    A Piaggio, fabricante da Vespa, estava entrevistando o vencedor pelo maior número de poles naquele campeonato, um tal de Ayrton Senna, que tinha vencido também sua primeira corrida competindo pela Lotus. Ao final do falatório, foi dada a oportunidade para o pessoal pegar um autógrafo com o premiado. Foi a única vez que peguei algo do gênero, troquei duas ou três palavras com ele e recebi em troca um sorriso e um obrigado. Conclusão ao final de tudo: apesar do brilhantismo, gente como qualquer um de nós.

  • Fla, mui linda sua coluna. Poucos dias atrás, escrevi um comentário que falava do meu amor por George Harrison. Ele se foi e o mundo ficou mais triste. Nós, pobrecitos mortais, só podemos dizer uma coisa: Obrigado por tudo, George.

  • Dessa vez concordamos, meu caro FG: nunca haverá nada como os BEATLES. Não dá nem para chegar perto. Ainda hoje estava ouvindo o “Revolver”, e vale a pena reproduzir o que Lennon cantava (baseado no Livro Tibetano dos Mortos):

    “Llisten to the color of your dreams.
    It is not living, it is not living.
    And play the game existence to the end … of the beginning, of the beginning … of the beginning …”

    Gênio !

  • Ano passado, em Dezembro, tive a oportunidade de ir pra Liverpool. Eu morava em Birmingham, terra do Ozzy Osbourne, Robert Plant, e da banda de reggae UB40.

    Fui pra Liverpool no dia do jogo da final interclubes contra o São Paulo. E eu, como corintiano, fui com a camisa do glorioso do Parque São Jorge torcer pela equipe inglesa.

    O jogo foi uma porcaria, o bar estava praticamente vazio (ninguém lá se preocupa com essa final do Japão), então resolvi conhecer a fundo a cidade dos Beatles.

    Liverpool respira Beatles. Eu nasci em 82, e sempre escutava Beatles no carro do meu pai quando viajávamos para Uberlândia (600km de sp). Meu gosto pela banda Beatles começou aí.

    Beatles revolucionou. Só de ter conhecido o Cavern Pub, primeiro palco que eles pisaram, já valeu a pena também.

  • Em termos de carreira solo pós-Beatles, as duas obras primas obrigatórias em qualquer estante são do George Harrison. Curiosamente o primeiro e o último álbum de sua trajetória: All things must pass e Brainwashed.
    Em 2000 ele regravou o clássico “My sweet Lord” deixando claro o que realmente importa: a busca por Ele.

  • É Jovino, realmente o Eric Clapton teve o muro da sua mansão pichada com a frase “Clapton is God”. Eu fiquei assim, de boca aberta, quando ví o Senna nos boxes de Interlagos conversando com o Paulo Gomes e eu do lado. Quanto ao George Harrison têm um vídeo que o Caio postou na Confraria muito bom. Nele o George Harrison faz uma bela homenagem ao Emerson. É muito legal.

  • Não era fã do George apenas, era fã dos Beatles como um todo e me identificava mais com o Lennon. Talvez, pela loucura e de sua postura mais roqueira. Mas em trabalhos individuais, o George foi o primeiro a fazer sucesso e lançou discos memoráveis com um vinil triplo muito bom. Agora, como esta coisa de ídolos mexe com a gente. Nunca poderia imaginar que quando estivesse diante de um, no meu caso, o Eric Clapton num show aqui em Brasília, fosse ficar emocionado, abobalhado olhando para ele como fiquei. Para mim, ele era um Deus, o Deus da guitarra.

    Jovino