Era o Che?

SÃO PAULO (bela história!) – Na coluna Retrovisor de hoje, Roberto Brandão conta delicioso episódio passado no auge da ditadura militar, com direito a carteirada, cidade cercada pelo Exército e carona a dois guerrilheiros durante um rali.

Até hoje nosso bravo escritor não sabe quem foi que levou de carona em seu carro…

Comentários

  • Extra : O Farnel acontecerá neste dia 02.
    Conseguimos as credenciais e estamos verificando a logística. Precisaremos de ajuda neste tópico.

    Ah! E a história não se passa em 1968, é um poucio mais à frente, em 1974 – 1975.

  • Beren :
    Ouso discordar de você.
    Apenas cito um exemplo recente : A invasão dos EUA ao Iraque foi motivada pela restauração ou instauração da Democracia. Isso, um dos casos mais recentes.
    Em nome da Liberdade e da Democracia (que adoramos impor aos outros) já se matou demais.
    O tema não é novo : Luis Bunuel, cineasta espanhol, já havia abordado este tema num filme genial do final dos anos 70 que, se não me engano, chamava-se Abaixo a Liberdade.
    Nele, uma comédia inteligente sobre o mundo contemporâneo, mostrava-se, n início, que a Humanidade matou mais, em nome da Liberdade e da Democracia, do que em nome da Ditadura (pasme!).
    Portanto, discord de seu argumento.

  • Roberto Brandão, isso não ocorreu em 1968? Talvez não fossem guerrilheiros, mas sim estudantes que participavam do famoso congresso clandestino da UNE em Ibiúna, congresso este que foi descoberto e derrubado pela repressão. Valeu por nos contar esse episódio e principalmente por salvar a pele de dois jovens estudantes que lutavam por um mundo melhor.

  • Bianchini : o interessante é que, naqueles tempos, automobilismo (um esporte de “ricos”) também se confundia com postura política.
    Talvez pelos acampamentos nas corridas, como as Mil Milhas, ou talvez pelo AI-5, que proibia aglomeração de jovens (sob qualquer pretexto), sei lá.
    Rebeldia era a tônica.
    Então, havia uma cumplicidade com tudo o que era contra o regime.
    Jovino : É, você tem razão, ainda mais depois da Rota 66, aqui em SP.
    Mas, sempre nos sobrava uma fagulha de loucura, associada à irresponsabilidade e certeza de que nada iria acontecer, para darmos as nossas derrapadas. Nem sempre acabava bem.
    Conheço o chiqueirinho da C14 como poucos!

  • Bela coluna e boa história, Brandão!!
    A rapaziada de hoje não tem a mais pálida idéia do que eram aqueles tempos de chumbo. Na verdade, poucos efetivamente resistiram, outros tantos poucos contestaram mas a grande maioria, como sempre, ignorou. Taí o resultado.

  • Aproveitando..
    Linda Figura que você encontrou para acompanhar esta coluna, FG.
    Você acredita que eu mandei pintar o teto do meu quarto, na minha casa, durante a repressão, de vermelho, com exatamente esta estampa.
    Enquanto eu dormia ele me inspirava com seu olhar.
    Hai que endurecersse, pero sin perder la ternura jamás!

  • Interessante a denominação das coisas, com o passar dos tempos e das dominações :
    Na década de 1940, os que se rebelavam contra a ditadura foram chamados de RESISTENTES.
    na década de 70, de SUBVERSIVOS ou GUERRILHEIROS.
    Hoje, sõa conhecidos apenas como TERRORISTAS.
    Se analisarmos com cuidado, a justificativa (livrar-se de um estado opressor, por ditadura ou por dominação estrangeira) é A MESMA.
    As atividades, apenas com pequenas variações no grau de violência, são AS MESMAS (vale lembrar que os resistentes, na França, explodiam restaurantes e trens inteiros..).
    Então, por quê nomes diferentes???

  • Puxa, sou cabeludo, várias vezes passeei pelo interior, por trilhas, para espanto dos pacatos à minha figura…
    Costumava, depois da trilha, fazer longas caminhadas, para voltar pra casa.
    Se me para um sujeito num carro de rali, me oferecendo “refúgio”, lógico que eu fazia pose de subversivo e topava!!