O museu do Nasser

SÃO PAULO (aquele Candango…) – Dois caras que não me canso de elogiar: Roberto Nasser e Paulo Trevisan, pelo esforço que fazem para manter viva a memória do carro brasileiro. Ambos têm seus museus próprios. O do Nasser, em Brasília, é aberto ao público e vive saindo na mídia, com toda razão. Já fui uma vez. Fiquei babando no Onça. O Democrata ainda não tinha chegado. Tem uma galeria de fotos do acervo aqui.

Já o Trevisan é mais voltado para carros de corrida. Tem uma coleção admirável e, em breve, seu museu em Passo Fundo (RS) estará totalmente operacional.

Aplausos para ambos. Abaixo, o incrível Onça. O Nasser queria criar uma ONG, os Amigos do Onça, mas eu disse a ele que o nome era meio esquisito.

Comentários

  • Gente como o Nasser e o Trevisan sempre serão lembrados pelo muito que vem fazendo para o antigomobilismo e o automobilismo de campetição.
    Não vejo a hora de chegar 2007, ano em que o Trevisan deverá abrir as portas do maravilhoso museu que está montando.

    Brandão, o Onça e o Mustang praticamente saíram juntos no final de 1964. Porem o projeto do Mustang é mais antigo.

    Ao Toty: Os Willys Interlagos foram lançados em tres versões: Coupé, Conversível e Berlinette sendo esta ultima uma versão do Alpine A 108 frances.
    Das tres versões o Coupé teve pouquissimas unidades fabricadas, (não teve a mesma aceitação que seus irmãos) se tornaram raridades, bem valorizadas e hoje são muito disputadas por colecionadores.
    O motor Ventoux usado na linha Willys equipava anteriormente o Renault 4CV conhecido aqui como “Rabo Quente”.
    Os carros da Equipe Willys tinham a cilindrada aumentada as custas de equipamentos franceses como comando de valvulas, carburadores e coletores especiais, e chegavam a 1000 cc.
    O grande Chico Landi tambem preparava um 904 cc que andava uma barbaridade.
    Esse motor foi evoluindo, esteve presente no lançamento do Corcel já como 1.4 e posteriormente se tornou o conhecido CHT que equipou os Escorts e até algumas versões do Gol na época da Autolatina (um “namoro” entre Ford e VW que não deu certo).

  • Concordo em gênero, número e grau contigo FG.
    Tenho me correspondido com Paulo Afonso Trevisan e fico babando com os carros que ele tem lá.
    Acho que os dois merecem mesmo os aplausos de todos que amam o automobilismo.

  • O Onça, que vi num Salão do Automóvel, povoou meus sonhos de criança, por muitos anos. O que eu pedia a meu pai para comprar um!
    O desenho da carroceria era belíssimo, e lembra o Mustang que, salvo engano, surgiu depois dele.

  • Caro Romeu, obrigado.
    Que rica e detalhada explicação.
    Sem querer explorar seus fartos conhecimentos e sua presteza, mas já explorando, qual seria a diferença entre a Berlinetta e o Interlagos.
    A propósito, que família simpática esta da Renault produzida aqui pela Willys. Pena que os Dauphine e Gordini não tiveram muito sucesso, dizem que quebravam e superaqueciam muito (eram até apelidados de Leite Glória, desmanchavam sem bater).
    Só mais uma (ou duas). Era com este mesmo motor de 850cc (4 cilindros?) que a equipe Willys corria?
    Já ouvi dizer que o motor do Corcel foi baseado neste, será?
    Mais uma vez, desculpe a exploração e muitíssimo obrigado.

  • Toty, as diferenças eram pequenas mas importantes.
    O Renault Dauphine, tinha motor de 850cc desenvolvia 31 HP com cambio de 3 marchas, não sincronizadas.
    O Renault Gordini por sua vez tinha o mesmo motor (850 cc) porem com uma carburação e coletores de escape diferentes do irmão mais novo e desenvolvia 40 HPs, e tinha cambio de 4 marchas.
    No seu lançamento a campanha publicitária alardeava os “40 HPs de emoção”.
    Externamente vinha com frisos cromados, na linha da cintura do carro e nas caixas de ar sob as portas.
    Tambem o suporte da luz de placa traeira tinham acabamento cromado.
    As rodas do Gordini tinham janelas de ventilação, enquando as do Dauphine eram fechadas com pequenas frestas.
    Basicamente acho que era isso.

  • Esse FNM Onça realmente é de babar. Após esta foto é impossível não acessar o link das fotos do museu do Nasser. Pena que o fotógrafo não seja nenhuma Brastemp. O acervo merece mais esmero quanto aos melhores ângulos para registro dentre outras falhas.