Toda quinta-feira…

SÃO PAULO (sempre quase esqueço) – …é dia de coluna Warm Up para vossa apreciação e confecção de comentários.

Comentários

  • Afffeeeeee!!! Deus me livre e guarde de ter que ouvir a ladainha do Gavião acerca da conformação genética do sujeito!!! Fala sério, ninguém merece isso!!!

    Imagina ele divagando sobre os genes dominates e recessivos na missigenação das diferentes raças e espécies!!! SHOOT ME, PLEASE!!!

  • Carol,

    Tiveram 2 antes:

    O Willy T Ribbs,americano, em 1985(mas esse era ruim de doer)

    e o Jason Watts ,que corria com destaque na f3000 internacional,mas que se acidentou e ficou paraplégico.É muito amigo do Tom Kristensen ,da DTM.Até pouco tempo atrás disputava provas de Turismo na Dinamarca,não sei se continua.

    Um beijo para você!

  • Só para ser chato:tecnicamente falando Hamilton NÃO é negro,é mestiço,seus pais um é negro o outro(a)-Não sei qual-é branco.História que será repetida milhares de vezes pelo Galvão Bueno se um ouro negro vier a estrear na F1

  • Repete-se com Lewis Hamilton, a mesma ladainha quando Arthur Ashe brilhava no tênis e mais recentemente com Tiger Woods no golfe. E o que é pior: isso vai do nada ao lugar nenhum. O problema não é a cor da pele do Lewis. O problema é que ele vai ter como companheiro de equipe o marrento, porém fenomenal Fernando Alonso. Além disso, terá como chefe de equipe, o *divertido e complacente* Ron Dennis. Ou seja, como diria nosso querido Burti, o cara vai ter que mostrar serviço. Muito serviço.

  • Agora além de aguentar o Galvão falando a temporada inteira de 2007 como se pronuncia ” ROBERT KUBTZA “.
    Vamos ter de aguentar também ele lembrando toda hora e todo instante que o Hamilton é o primeiro negro da F-1 ……
    Haja saco !!!!!

  • Gomes, acho que a ausência de negros praticando o automobilismo pode ser creditada a um traço cultural. Não deveria haver esportes de brancos e esportes de negros, mas o fato é que determinados esportes tem mais adeptos de um determinado grupo social, por razões variadas, algumas compreensíveis (como o fato de serem quase todos brancos os praticantes de esportes de inverno), outras nem tanto. O que ocorre com o automobilismo não pode ser comparado com o que acontecia no futebol brasileiro ou no basquete americano, por exemplo, em que os negros eram proibidos de jogar, mas depois foram aceitos e passaram a dominaram completamente estes esportes. Acho que no caso do automobilismo falta interesse mesmo. Os negros de gabam, com razão, de sua maior habilidade atlética e o automobilismo é um dos únicos esportes em que esta acaba ficando oculta.

    Mas uma coisa é certa: se houver um maior interesse por parte dos negros no automobilismo, os branquelos que se cuidem. Você falou do hipismo, Gomes. Provavelmente se referiu ao hipismo clássico. Vou abordar um assunto que conheço mais, o hipismo rural, que sempre foi, nos EUA, um reduto de brancos. Lá, os negros começaram a fazer sucesso nas várias modalidades. No laço de bezerro, por exemplo, um dos maiores da história se chama Fred Withfield, um “negão” que inclusive esteve no Brasil e é simplesmente idolatrado por quem acompanha o esporte. Os negros também se dão bem no “bulldogging” e, saindo um pouco do hipismo propriamente dito, até na montaria em touros (o que seria inimaginável para qualquer cowboy americano até pouco tempo atrás).

    O que me faz concluir: de fato existem esportes pelos quais eles têm menos interesse. Mas quando resolvem competir, a chance de derrotarem os brancos se torna bastante grande.

    PS: Falando em rodeio, o atual campeão mundial e também o vice-campeão da Professional Bull Riders são brasileiros. O campeão, aliás tricampeão, é o Adriano Moraes, respeitadíssimo nos EUA mas um completo desconhecido por aqui. A PBR está repleta de brasileiros, o que mostra que o Brasil não tem tradição apenas no futebol e no automobilismo. A propósito, é engraçado ouvir os locutores americanos tendo que se virar para pronunciar os nomes das cidades do interiorzão paulista onde os caras nasceram.

  • Li a reportagem nas nao tiver certeza da conclusao, vou ler de novo com calma depois. A unica coisa que posso dizer eh que independente da nacionalidade, cor ou credo na F1 so se chega e se estabelece quem tem talento, supporte financeiro, bons contatos/managers e (infelizmente) um pouco de sorte (pra poder estar na equipe certa na hora certa etc). O fato dele ser negro pra mim nao muda nada – eh um piloto como outro qualquer e deve ser tratado como qualquer outro. Pelo que vi parece ser um cara sensato e na GP” deu show.

    So que tenho certeza de que a imprensa sensacionalista espalhada pelo mundo afora vai se aproveitar desse fato pra vender jornal ou ganhar ibope – ou pelo fato dele ter sucesso (e ser o Tiger Woods da F1) ou pelo fato de quebrar a cara logo nas primeiras corridas. Nao sao os fans do automobilismo que vao fazer esse tipo de distincao – sao os orgaos de imprensa (querendo atrair quem nao acompanha a F1) que vao fazer alarde sobre isso.

  • Como disse o Chico Buarque, no Brasil, só a Xuxa e o Taffarel são brancos. Os resto é só miscigenação. O Pelé sempre foi o Negão. Essa coisa brasileira recente de negros e tal só serviu para aprumar políticos do calibre da Benedita da Silva.

    O mais lamentável é que até uma cadeira do Supremo Tribunal Federal foi loteada pela cor, e para lá seguiu um ministro que jamais poderia ter deixado a Procuradoria da República, afinal, não tem a mínima aptidão para magistratura. Hamilton é o primeiro? Ótimo. Sinal de que a teoria de Darwin continua atual como nunca.

    Brasil, de avanços e atrasos. Transformar-nos num país racial (quando está provado que raça não existe) é prova de atraso, afinal, não existe pecado abaixo da linha do Equador… E, à exceção do Taffarel e da Xuxa, somos todos a prova disso.

  • Gostei da coluna, Gomes. Como sempre, muito bem escrita. Mas devo dizer que, no meu caso particular, só me dei conta dessa história de negro porque foi a primeira coisa que lí na imprensa.

    Acho que a imprensa é um pouco responsável por isso. Ela explora qualquer coisa que possa se tornar notícia.
    Realmente, o fato dele ser o primeiro negro na F1 é uma estatística que pouco importa.
    Porque não falam dos feitos dele pra que chegasse onde chegou? Quais são seus verdadeiros méritos? Como é a trajetória da sua carreira?

    O problema é que a imprensa tem uma tendência sensacionalista.

  • Olá.
    Flávio.
    Achei que esta sua coluna, reflete um pensamento em foco, hoje em dia no Brasil. A de que, se o sujeito é negro automaticamente vai ter menos chances na vida, vai sofrer mais, fai ser pobre, ter empregos inferiores (se é que existem empregos inferiores).
    Este pensamento, na minha opinião, é fomentato pela própria classe negra, que em nome de uma pseudo inferioridade social, vem praticando fortes lobys (não sei se é assim que se escreve) juntos ao poderes públicos, para manter esta imágem de que “para o negro é tudo mais dificil só porque ele é negro”, a fim de conseguir inexplicáveis vantágens na sociedade (vide a aberração so sitema de cotas).
    Portanto acho que hoje o racismo parte exclusivamente do negro que precisa ser diferente para ter seu caminho na vida facilitado pela nossa caótica legislação.
    Assim, como a imprensa é puro reflexo da soiedade da época, nada mais normal estranhar o fato de um negro chegar a F 1 depois de 57 anos, pois ele o fez por mérito próprio e não se utilzou do sistema de cotas.

  • Flavio, concordo com seu texto. Mas a imprensa também explora demasiadamente o fato de Lewis ser negro. O cara fez uma ótima temporada de GP2 e isso pouco tem sido noticiado. Alguns setores da imprensa pega um gancho e vai embora. Outro dia, estava lendo um jornal que apresentava uma entrevista com uma veterana advogada. A introdução da entrevista começava assim: Fulana de Tal, 70 anos, lúcida,….!!! É brincadeira! Quer dizer que todo mundo que tem 70 anos está gagá? O jornalista pisou feio na bola.

  • Na boa, Flávio, com todo o respeito, acho que isso tudo em cima da cor do cara é culpa da imprensa que hoje em dia não tem capacidade nem criatividade para explorar outros pontos. Além de se “aproveitar da deixa” de que ele é negro. A imprensa infelizmente só segue a maré, repetindo o que os outros dizem, mas de uma forma diferente.

  • Na boa , desde que eu vi as primeiras manchetes com o Hamilton ( sites , revista , jornais e etc ) tratam ele como ” PRIMEIRO NEGRO DA F-1″.
    Parei para pensar um pouco e considerei que se o Hamilton para a impressa é negro , o Pelé seria AZULÃO ???
    Acho uma falta de respeito ficar tratando o Hamilton desta forma por que , sinceramente , ele tá mais para moreno que para negro
    E também por que ele chegou a F-1 muito pelo seu talento e não por causa da sua cor / raça / religião / opção sexual e etc ……
    Não gosto e não aprovo este modo como a imprensa mundial vem tratando este garoto , que para mim , é uma promessa muito boa .
    O garoto é bom e ponto final .
    Parem de tratá-lo de “primeiro negro da F-1 ” .

  • também não concordo.

    é por esse tipo de pensamento que existe feriado para o Dia do Zumbi, e não existe para o dia do Indio.

    Tem feriado no Brasil para o dia do branco? do japones? do judeu? do russo?

    Não, mas tem para o negro. e eu acho que isso alimenta mais a discriminação racial.

    Pelé é negro, e Maradona branco.
    Arnold Palmer é branco, e Tiger Woods mistura de negro com asiático.

    Uma coisa não tem nada a ver com a outra.
    Ayrton Senna era canhoto, e daí?

    Não encontrei nenhum nexo para sua coluna.

    O cara tá dirigindo na Formula 1 por dois motivos: ou é bom, ou tem dinheiro.

    Pedro Paulo Diniz era bom piloto? Não.
    Alex Young era bom piloto? Não.

    O Hamilton entrou porque é bom.

    Se demorou 57 anos para aparecer um negro na Formula 1, isso não tem nada a ver.

    Não foram escolhas do Robert Sheidt, Pete Sampras e Rodrigo Pessoa serem brancos,
    Mas eles ralaram pra caramba para chegarem aonde chegaram.
    O mesmo o Hamilton.

  • Realmente como você disse, os “Primeiros” sempre chamam atenção, mas pelo que ví o LH fazendo na GP2, em minha modesta opiniâo, está na F! porque é muito bom piloto e nâo por ser o 1° negro a chegar em uma equipe de ponta da F1, se vai dar certo, é outra história, mas que é bom, isso não tenho dúvida e, acho que o assunto sobre ele deveria ser somente sobre seu talento e não a cor de sua pele.

  • Para mim o preconceito contra negros e devido principalmente na falta de oportunidade historica , pois o negro era escravo ate tempos atras e nao herdou terras e bens,resultando em sua baixa condicao economica e dificuldade de acesso a ensino de qualidade, sendo estereotipado, como sao outras pessoas discrimindas como nortistas, nordestinos ,etc. O padrao mundial e que os bracos teem dinheiro e cultura e os negros nao, mas com as mudancas economicas que se seguirao nas proximas decadas, vai diminuir um pouco este preconceito, pois com acesso a cultura eles irao “igualar”, segundo alguns hipocritas, a cultura dos brancos. Sobre ser o primeiro negro na f-1, isso so ratifica meu ponto de vista que com as melhoras economicas ocorrendo, poderemos ver pilotos negros nascidos na africa na f-1 em alguns anos ou decadas, bem como de bangladesh e outros paises muito pobres. Torco para que o hamilton ande muito bem, mas ele pegou uma pedreira danada, o melhor piloto dos ultimos 4 anos na minha opiniao, e se provar que e melhor, ai sera um novo mito, eu nao acho que isto va acontecer acho que ele dara trabalho para alonso e fara um bom papel, mas com os dois na mesma equipe acho dificil, mas nao impossivel.

  • Acho que é um debate que não leva a nada. As pessoas tem que ser julgadas por seus méritos e mais nada.
    Se a F1 fosse fosse um esporte racista, nenhum brasileiro teria chegado lá. Quem chega é por mérito ou grana.
    Todos os esportes foram criados por brancos, mas isso não importa, quem se destaca é por mérito.

  • Falou, falou e não disse nada. E olha que normalmente suas colunas são ótimas…
    Achei muito bom um piloto negro na F1 e torço pelo sucesso dele. Assim como gosto quando uma mulher chega a F1. O problema é simplesmente proporcional. Mais de 99% dos jovens que começam a andar de Kart são homens e brancos. Se 50% fossem negros… se 50% fossem mulheres…
    O grid da F1 seria igualmente distribuído e os títulos também.

  • Vai dar polemica é claro. Vc e sua capacidade inata de apagar incendio com gasolina é notória. Quanto mais se tocar nesse assunto, mais o racismo (?) irá aflorar. Aproveitando o mote, deixa o menino trabalhar e, se ele for bom, irá colher os frutos e se não for, o Ron lhe dá um na b.unda rapidinho. Aguardemos pois…

  • Flavio,

    li e não gostei !

    Não tiro a sua razão, mas eu acho uma %[email protected]$&@#frescura essa história de ficar registrando que o cara é preto, japa, alemífero etc, etc, etc…

    Que existe uma tremenda lambança atrás de grana e patriotismo babaca isto lá é verdade, basta ver a SA, por exemplo, mas na minha sempre modesta opinião quem é bom não interessa se é daqui o de acolá ou se é negro, japa, alemífero etc, etc, etc… o cara senta a bunda no carro, acelera e ganha !

    Se este for o caso do LH, bem-vindo ao clube dos campeões e tanto faz quais são as particularidades dele.

  • A maior restrição no automobilismo, assim como nas faculdades, é financeira. Cor não quer dizer nada.
    Agora, realmente o número de negros que corre de carros é proporcionalmente baixo, até mesmo em categorias mais baratas como kart five speed (com motor de moto) e speed 1600 (fusca).

  • Flávio. Concordo com tudo o que você disse, cara. E ter como primeira análise dele na fórmula 1 a cor da sua pele, mostra apenas que a pessoa não sabe nada de automobilismo. Ron Dennis não é nenhum idiota de apostar suas fichas (hà muito tempo, diga-se) em um braço duro qualquer. O cara foi campeão da categoria escola da Fórmula 1!!! Será que isso não chega? Termino apenas dizendo que não vejo problema nenhum em se notar a cor da pele do Hamilton, desde que se faça isso de forma imparcial e não desmerecendo a capacidade do rapaz em pilotar. Pra mim esse blá blá blá todo é como a cota para negros em universidades, apenas discrimina ainda mais os negros. Hamilton terá que provar que é bom como os brancos no volante do carro. Se fizer melhor ou pior que isso não será por causa de sua cor. Por favor, refresquem minha memória, que cor era mesmo Katayama, Tuero e Belmondo? Eram negros por andarem no pelotão de trás?? Quanta hipocrisia mesmo… debaixo do capacete todos são da mesma cor!

  • Na boa, houve alguma crise quando o primeiro o primeiro asiático pilotou um F1? Houve alguma celeuma qdo o primeiro árabe pilotou um fórmula 1? (Algum árabe já pilotou?)

    Falando sério, a quem importa a cor do cidadão??? Se não teve nenhum outro negro na F1 antes, tb nunca ouve nenhum piloto com um olho de cada cor como o David Bowie ou com sardas nos cotovelos.
    Será que saiu na primeira página de algum jornal quem foi o primeiro branco que tocou samba ou jazz? E importa?

    Acho que o verdadeiro preconceito está na gritaria que se faz por esse tipo de coisa. Me parece um ‘pega ladrão!’ pra avisar todo mundo que tem alguém ‘estranho’ na turma.

  • Siceramente como sou simpatizante da causa, fiquei extasiada com a coluna de hoje. E discordando do colega, acho que nenhum piloto negro chegou a F1 até hoje porque não teve a chance de mostrar capacidade, não porque não tivesse, ou vc já viu alguma equipe dar chance pra piloto negro testar?
    Parabéns Gomes!