Pastelão ferrarista

SÃO PAULO (ganhar assim é difícil…) – Monza, 1993. Alesi e Berger, a dupla da Ferrari. Equipe que não ganhava uma corrida desde 1990. Aí, Berger vai passar Alesi. E aí, lembra Gabriel, o Pensador, bum!

Realmente, a Ferrari naqueles dias dava pena…

Comentários

  • O Allan tem razao. Em seu livro “Na Reta de chegada”, o Berger comenta justamente isso. Ele queria percorrer as 2 primeiras parciais com o pé no chão mas sabia que o treino havia acabado. A %!@$&@#toda foi o Alesi vir justamente para a esquerda. A narrativa do Berger sobre isso é até engraçada. Ele conta que quando viu Alesi vindo para o seu lado, ele pensou “tudo menos aquela roda. se bater ali, vou decolar”. E ele arremata dizendo que naquela velocidade, voaria mais ou menos até Sydney. :P

    E como desgraça pouca é bobagem, vamos lembrar que num intervalo de 2 semanas, aconteceu isso aqui, com o mesmo Berger. http://www.youtube.com/watch?v=LV9Sazk2uqk

    No livro ele conta que a culpa foi uma falha na programação da suspensão ativa. Esqueceram de incluir uma paralela à reta dos boxes (que é bem lisa, ao contrário do box, todo ondulado). O carro rebaixou uns milímetros, ‘pensando’ que ali era a longa reta de chegada, lisa e bem asfaltada. Ele perde o carro e tem a graaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaande sorte de passar ali sem pegar o Warick em cheio.

  • Já disse isso em outra oportunidade e vou repetir: a Ferrari em 2007 deve voltar aos tempos do Berger e do Alesi, principalmente pelo desmantelamento do “staff” técnico, mas também em função dos pilotos que irão representá-la. Por isso acredito que o desejo do Pedro deve se confirmar.

  • Bom,

    Se fosse nos tempos de hoje teria gente acusando o Schumacher de tentativa de homicidio né….
    Bom, sou torcedor da Ferrari desde sempre e pra mim esta época só era bela porque os carros da Ferrari sempre eram os mais bonitos ( excessáo a esse ano com essa ridícula faixa branca) por isso não tenho saudade nenhuma destes anos, prinipalmente porque a Ferrari tem uma histório que nenhuma equipe vai alcançar…..

  • Alesi era um bom piloto, mas o Geraldo Montanhoso (Gerhard Berger) nunca me chamou maior atenção. Teve alguns bons momentos, aos quais sou grato (as vitórias no fim da temporada de 87, quabrando o jejum, a vitória herdada em Monza – 88), mas era muito burocrático. Era bem melhor fora das pistas do que dentro delas. Já Alesi era um artista do volante, extrememente arrojado, mas era o piloto certo na equipe certa no momento errado.

  • Só lembrando que o acidente ocorreu no treino, APÓS o cronometro zerar, quando Alesi, salvo engano, comemorava a pole, e Berger vinha em volta rápida… Trapalhões perde…
    E outra. A Ferrari tinha, sim, carro pra ser campeã em 89 e 90. Foi ela quem iniciou a moda “garrafa de coca-cola”, e se não quebrasse tanto, e não tivesse o Senna numa McLaren infalível, teria sido certamente campeã em 90…

  • Esse acidente foi nos treinos desse Grande Premio, porque depois, na corrida, o Alesi acabou em segundo e o Berger retirou-se, mas foi por problemas de suspensão.

    Mas pior, pior, foi erm 95, quando eles se eliminaram um ao outro. E estavam numa posição onde ambos poderiam fazer dobradinha!

  • É, é uma cena melancólica para a Ferrari, desastrosa para os interesses de qualquer equipe, numa situação daquelas…
    Mas pra mim, muito mais vale ver dois pilotos da mesma equipe digladiando na pista do que a mutilação do espírito esportivo do auomobilismo que deram o nome de “jogo de equipe”. Piloto que se garante se vira pra vencer na pista. E não quero começar a velha discussão sobre piloto A ou B, pra mim isso vale pra todos.
    Quanto ao lance em questão do video, o Alesi apelou feio… que fechada criminosa… mas era uma boa dupla, pena que o carro não correspondia.

  • O acidente de Ímola que matou Senna foi sem dúvida menos agressivo que o do Piquet e do Berger lá.
    Berger só não morreu pela velocidade absurda do socorro, acho que em 12 segundos já estavam esguichando os extintores, e em 40 segundos já estava tudo apagado, uma sorte mesmo!
    Quanto à Ferrari, espero que voltemos aquele tempo, pois adoro ver os vermelhinhos apanhando!

  • O acidente de Ímola que matou Senna foi sem dúvida menos agressivo que o do Piquet e do Berger lá.
    Berger só não morreu pela velocidade absurda do socorro, acho que em 12 segundos já estavam esguichando os extintores, e em 40 segundos já estava tudo apagado, uma sorte mesmo!
    Quanto à Ferrari, espero que voltemos aquele tempo, pois adoro ver os vermelhinhos apanhando!

  • Não me lembrava desse detalhe do fotógrafo!

    Agora, o pior momento foi, sem dúvida, aquele acidente de Imola dele com a Ferrari. Lembro-me que gelei naquele momento, quando o carro pegou fogo então, pressenti que era o fim…
    Acho até que, não fosse pelo trágico desfecho, aquele acidente foi mais grave que o que vitimou Senna.
    O clima ficou tão pesado que até o pessoal do CEA, que acredito serem os melhores em matéria de socorro, demonstravam muito nervosismo durante o atendimento.
    Tristes momentos da F1…

  • “Tempi duri, ragazzi, tempi duri…”.

    Sempre gostei do Berger, não teve muita sorte nos tempos da Ferrari mas, assim mesmo, sempre o admirei.
    Como torcedor da Ferrari, também admiro muito o trabalho desenvolvido por Shumy, mas gosto mesmo é do austríaco, justamente pela precariedade vivida pela Ferrari naquela época.
    Seu melhor momento, foi naquela vitória histórica em Suzuka, com festa programada para a McLaren com motor Honda na primeira corrida da F1 naquele circuito ( 88? ), vai o Berger e ganha a corrida com a Ferrari que não ganhava nada havia dois anos.
    Outro que fez sonhar em meio a precariedade foi o Alboreto, acredito que ele deva ter recebido o Clay lá em cima!

  • Que horror era aquela Ferrari! Pior mesmo só aquela de 92 que, diga-se de passagem, foi a base do carro de 93.
    Vendo essas coisas que aconteciam na Ferrari fica fácil entender o valor de Schumacher e o que ele foi capaz de fazer na equipe italiana.