Um ano: Baú do Sidney

SÃO PAULO (tem mais, muito mais) – Sem mais delongas, porque o material é farto, seguem as explicações do nosso blogueiro mais célebre, o Sidney “GT40” Cardoso:

Flavio, estou enviando um material que, acho, seria legal pra brincar com os matuzas. Perguntar-se-ia: que é isso, distribuição de leite no autódromo? É uma foto onde aparecem alguns tonéis em cima de um andaime. A história foi a seguinte. Tínhamos um patrocinador, “seu” Domingues, que era proprietário de um posto de gasolina. Às véspera dos 1000 Km da Guanabara de 1969, corrida longa, em que o tempo de abastecimento era importante, ele viu uma foto lá de fora onde os carros eram abastecidos por gravidade num nível mais alto. Por ser dono de posto e lidar com mangueiras e registros, teve a idéia de fazermos o abastecimento igual. Apareceu com uma revista na mão e disse: “Dá pra fazer isso!”. De início, todos que ouviam sua pretensão caçoavam dele, achavam muito difícil. Depois de insistir e mostrar que seria possível, usamos na corrida que o Lorena ganhou. O abastecimento mais rápido não foi fator preponderante na vitória, mas encurtou o tempo da prova. Fomos os primeiros no Brasil a fazer isso.

Está contado, Mr. Cardoso!

Comentários

  • Claudio Ceregatti
    Este livro não tenho, vou procurar.
    Ganhei um de Daniel Filho, com dedicatória em 2000, que também fala desta novela, o nome é O Circo Eletrônico – Fazendo TV no Brasil.
    Vou descrever algumas pessoas desta foto porque tem uma que é bem conhecido de vocês, aí na foto ainda garoto.
    Da esquerda para direita, de óculos, filha do Sr. Domingues o Sr. que teve a idéia de botar tonéis no alto. Segundo José Américo, auxiliar da equipe. Terceiro, primeiro segurando mangueira, Paulo borracheiro, nossa equipe. De camisa branca, segundo pegando mangueira, Paulo “Bigode” auxiliar equipe. Agora a surpresa pra vocês, ao fundo de camisa escura, mão na cintura, bem novinho, João Carlos Peixoto de Castro, “Capeta”, mais tarde piloto conhecido da blogaiada. Ao lado de Paulo Bigode, “Nenén”, mecânico auxiliar equipe e meu pai. De chapéu Roberto Carlos Bonfim, jornalista de automobilismo jornal Correio da Manhã. Encoberto pela mangueira, mão fazendo sinal, Roberto, supervisor da equipe. Camisa listrada, Benjamin Vera Molano, foi grande preparador de motores do Rio, neste dia como fiscal de box da organização da corrida. Por fim, último da direita, camisa clara Antonio, eletricista de nossa equipe.

  • Sidney e Joaquim:
    Se ainda não leram, procurem em seboas o livro do Daniel Filho “Antes que me esqueçam”, que ele cometeu a alguns anos atrás.
    Tem histórias saborosas sobre os primórdios da TV brasileira, e muita, mas muita coisa sobre os altos e baixos da vida.
    Recomendo.

  • Joaquim
    Você está com a razão, aquele ônibus era onde ficava Daniel Filho, diretor da novela Véu de Noiva, com vários monitores, dirigindo e gravando cenas.
    Fizemos filmagens no Autódromo do Rio como se fosse o de Monza, muitas vezes, mas não em dia de corridas, esta daí foi a única. Havíamos feito antes uma num dia de treino, numa sexta-feira de uma outra corrida, mas esta é outra estória, onde teve alguns lances divertidos e até bem pesados.
    Normalmente a Globo levava uns três ônibus cheios com figurantes para simular público e gravávamos em dias de semana.
    Daniel Filho, pessoa engraçadíssima e inteligente, resolveu fazer gravações nela, devido esta corrida ter sido muito anunciada.
    Sacando que teria bastante público, aproveitou para pegar cenas de boxes com muita gente, público verdadeiro de corridas e também para divulgar mais a novela.
    Agora, aquelas cenas que você viu neste endereço http://www.obvio.ind.br/Novo_Site/anisio/veudenoiva.asp
    Não foram filmadas neste dia, devido ter acontecido uma estorinha também engraçada pra nós agora e irritante pra Daniel na ocasião.
    Por estes dias, cheguei a conclusão que velho tem ao menos uma vantagem, estórinhas pra contar.
    “Aninha”, na época responsável pelo elenco desta novela, ligava sempre nas vésperas de gravações para marcar hora e combinar roupas.
    Desta vez e, apenas nesta única vez, se esqueceu de ligar pra mim pra saber a cor do macacão que iria.
    Como nas duas corridas anteriores havia feito com macacão azul, aquelas que fiquei em segundo para Márcio e Marcelo de Paolli, ela deduziu que iria com o azul nesta.
    Ah, você pode constatar neste endereço http://www.obvio.ind.br/O%20Lorena-Porsche%20GT%20-%201968.htm
    lá tem fotos destas duas corridas onde estou com o macacão azul.
    Bem, neste 1000 Kms, 69, sabia que haveria filmagem, por uma “cisma” de que o macacão azul estava influenciando segundos lugares (olha a maluquice), resolvi ir com o branco e Clauio Marzo e José Augusto Branco foram com azuis.
    Bem, Daniel Filho ficou uma “arara” com “Aninha”.
    Observe bem na fisionomia deles e entenderão tudo.
    Joca, infelizmente, vou ter que sair pra levar minha mãe ao médico, se quiser mais estótinhas engraçadas sobre gravações desta novela é só falar, tem muitas, pois Daniel Filho é engraçadíssimo e personagem principal de várias.

  • Olha só a “elegãncia” dos boxes!! E, ao fundo, o ônibus de externa da TV Globo. Sidney, não foi nesta corrida que a Globo estava fazendo uns takes para a novela “Véu de Noiva”, que o ator Claúdio Marzo é filmado usando o seu macacão de corrida?
    Conta aí…

  • Uma foto que guardo na memória erade um protótipo que era chamado de El Televisor; se não me engano, o piloto era C.Roitmann e para dar a altura mínima, fizeram algo sobre o cockpit do carro que se parecia com um televisor.

  • Carlão,
    A prova foi os Mil Km da Guanabara de 1969, realizado em 14/12/69, vitória do Lorena-Porsche da foto, com a dupla Giu Ferreira/Heitor Peixoto de Castro.
    Moniz estava lá e eu também, ali entre a curva Sul e a entrada do miolo.
    Abs.