Um ano: Bus Stop


Foto enviada por Rafael George Lucas

SÃO PAULO (um silêncio) – Seguindo com a edição de aniversário do blog (vocês vão se surpreender com o tanto de seções inventadas neste ano), a “Bus Stop” é elétrica, com dois trólebus paulistanos, em foto não-datada, mas com cara de anos 70 ou 80.

Comentários

  • O Minoru tem razão quanto à velocidade deles. O antigo era bem mais ágil.
    Quando foram retirados alguns estavam realmente péssimos.
    Em um específico havia buracos no chão e os últimos assentos eram impossíveis de serem utilizados por causa do calor.
    Mas tinha um ou dois que pareciam estar apenas mal-cuidados, sem grandes danos.

    E com licença que agora eu tenho que pegar um desses (dos novos) para ir à Aclimação…

  • Tirando a poeira da memória, outra coisa que me lembro era que com certa frequência (e principalmente quando o motorista era novo) acontecia o seguinte; nas emendas dos fios – e principalmente aonde os fios bifurcavam em duas vias – não tinha eletricidade e se um desses parasse alí por alí ficava, então o que vinha atrás encostava e empurrava o parado até ele cair na rede elétrica de novo.

    Vai fazer isso com um novo… primeiro que não empurra (aliás mal se desloca com tanto peso) e depois vai entortar o chassi todinho!

    Pena que os veteranos não tinham mais condições de trabalho; mesmo depois de umas tantas reformas me lembro que em dia de chuva tinha goteiras enormes dentro do ônibus e quando o motorista pisava fundo parecia que tudo ia desmontar, de tão desconjuntado que estava… usaram até o osso e jogaram fora o que é uma pena!

  • Nada disso, é que eu moro por alí a pelo menos uns vinte anos e de uns seis anos para cá, passo todo santo dia por aquele trecho na volta do trabalho!

    Isso sem contar uns doze anos pegando esse elétrico (ou o Gentil de Moura / Pça da Sé que também ainda resiste…) no tempo que trabalhava no centro.

    O duro era explicar ao meu chefe que tinha atrasado porque tinha acabado a luz do ônibus!

  • Aliás, tinha um modelo desses que era mais “quadrado” e de chassi mais curto que diziam – não sei se é verdade – terem sido antigos FNM e que adaptaram motores elétricos.
    O interessante era que na frente dele tinha uma chapa rebitada que estava exatamente aonde se colocaria uma entrada de radiador, caso fosse a diesel.

  • Respondendo a respeito de ultrapassagens: quando eu fazia Letras na USP, pegava o elétrico (ou tróleibus, ou trolley-bus no original) do Jardim São Paulo até o começo da Augusta, para daí pegar o 7181 Anhangabaú-Cidade Universitária. Tinha um motorista de elétrico, o “Alemão” (esse era o apelido dele), que foi o único motorista que eu ví andar rápido com o elétrico sem soltar os chifres do ônibus. Pois bem, certa manhã, o ônibus entrou na Voluntários da Pátria… e tinha acabado de entrar na frente dele um elétrico vindo de Santa Terezinha, com um motorista que era uma autêntica tartaruga paraplégica (aquela que só mexe as patas da frente). Descemos a Voluntários inteira, e o Alemão estressando com o elemento. Pouco após o PS que tem no começo da Voluntários, onde o ônibus vira a direita para chegar na praça Campos de Bagatelle (e não Bagateli como está no site da CET), o Alemão gritou para o cobrador: “se prepare!”. O ônibus da frente parou no ponto, o Alemão tirou para a esquerda, acelerou, bateu os chifres nos do outro ônibus, ultrapassou o dito cujo no embalo e parou atravessado na diagonal em frente do outro ônibus. Nisso, já abriu a porta traseira com o carro em movimento mesmo, o cobrador desceu rápido, reconectou os chifres na linha elétrica, entrou e fomos embora. Não sei por onde anda o Alemão, mas até hoje me lembro dessa manobra pura de audácia.

  • Pô, Flávio, quando vi essa foto hoje aqui no teu blog não resisti, tinha que escrever algo… para um cara fanático por ônibus como eu, dá até arrepio ver essas preciosidades que, mesmo na casa dos 30, eu vi rodar em Sampa e andei muitas vezes… aliás, eram tróleibus muito silenciosos, mesmo circulando dificilmente faziam barulho e quando parados davam até impressão de ter o motor desligado… e tinham um baita arranque mesmo… aliás, só para matar a dúvida, acredito que essa foto seja dos anos 80, talvez 82, 83, porque esse tróleibus da frente usa uma pintura mais “nova”, que era t %[email protected]$&@#dos elétricos “novos” que a CMTC colocou na época (carrocerias Ciferal Alvorada e Marcopolo Torino), enquanto o de trás ainda tinha a pintura listrada em azul característica do final dos 70, começo dos 80.
    Uma pena que devem estar hoje apodrecendo em alguma garagem (arrisco a dizer na antiga garagem Tatuapé, onde estão os tróleibus remanescentes) desde que dona Marta os tirou de circulação…
    Mas bons tempos…

  • Bom, aí é a av.Lins de Vasconcelos e a linha é a Pça da Sé/Sta.Margarida Maria (que existe até hoje, com tróleibus novos e cujo ponto final saiu daí para a lateral do cemitério que fica alí na Lacerda Franco)

    Aliás, para quem disse que esses eram lerdos, apenas dois comentários;

    1. a arrancada de um elétrico desses deixava muito carro 1000 para trás (sem falar nos ônibus a diesel)

    2.Quando os desativaram – depois de uns 40/50 anos (e me digam qual outro ônibus aguentou tanto tempo? Nenhum…) e trocaram por modelos mais novos, passei a chegar de 15 a 20 minutos mais tarde no trabalho!

  • em santos ainda temosalguns desses, um pouco mais modernos.
    os antigos os babacas tiraram de circulação.
    na minha infância lembro de pegar uma carona nas chamadas ‘TETAS”, era muito bom, mastotalmente irresposável. parei qdo. um amigo caiu, por sorte leves escoriações.
    coisa de muleque mesmo!!!
    mas quanta saudade..

  • Eram lindos esses ônibus.
    O que marcava era o silêncio que ficava dentro dele quando ele parava em algum semáforo. Se o compressor de ar estivesse desligado, dava pra escutar o que todo mundo falava.

  • Sim.

    Quando um quebrava, o que vinha atrás pegava um embalo, com o cobrador correndo atrás e puxando os cabos na hora H e recolocando os contatos nas linhas de transmissão na seqüência.
    Andei muito de tróleibus.

  • Esses eram os famosos “tróleibus'” AC Brill (se não me engano ingleses) já reformados pela CMTC, com carroecerias mais “modernas”.
    Alguns deles eram do inicio dos anos 50 e resistiram bravamente até pouco tempo atras, quando a maioria das linhas foi desativada.
    Andei, brinquei e baguncei muuuuito nesses onibus aqui (desculpe Favio), nos Jardins.