Motoland (sábado)

SÃO PAULO (sonho de consumo) – Amanhã é dia de passear de moto, então nada como homenagear aqui a moto das motos, pelo menos na modesta opinião deste modesto blogueador.

Com o que concorda Veloz-HP, que enviou a foto: “Meu amigo kamarada voador, em relação à história do motociclismo mundial costumo dizer que ela deve ser contada como ‘antes da CB-750’ ou ‘depois da CB-750’. Nada foi como era antes após o lançamento dela e tudo o que temos hoje, tanto em conceito como em tecnologia, deu seus primeiros passos já potentes e velozes nessa belezona aí da foto. Ela instigou todas as fábricas, todas as cilindradas e todos os pilotos, estabelecendo novos parâmetros e prazeres para veículos de duas rodas pilotados pelas pessoas mais felizes e diferentes do planeta Terra. Para quem gosta de ídolos, deuses ou coisas do tipo, como os romanos e egípcios gostavam, eis aí um belo objeto para se colocar em um altar de adoração. Como abomino essas babaquices ridículas, prefiro adorá-la como se deve, pilotando-a”.

Falou e disse.

Comentários

  • Pena que cheguei atrasado ao post, mas enfim …
    Realmente como nosso querido VelozH2 ,nada mais no mundo das motocicletas foi o mesmo depois da CB-750 , e depois dela todas as grandes marcas se tornaram obsoletas do dia para a noite, neste periodo quase todas as fabricas europeias fecharam e outras ficaram perambulando com as migalhas que ficaram no mercado.
    Foi um dominio absoluto das fabricas japonesas por quase 20 anos até a chegada da Ducati 888 que venceu no terceiro ano da Superbike com Roche .
    Só a partir dai é que uma fabrica europeia voltou a ser encarada como gente grande outra vez.
    Acho que a unica excessão foi a BMW ,mas nunca foi uma marca muito esportiva ,o que é o caso desse post.

  • Caro Gomes,
    É inegável todos os atributos que a CB 750 tem, mas muito me admira que logo o senhor ,um amante inveterado dos DKWs e por conseqüencia dos motores 2T, ainda não tenha se rendido às Yamaha R5 350 e depois as RD 350 A e B, estas sim, na minha modesta opinião, motocicletas com alma e espírito esportivo que, mesmo com cilindrada menor e tipo de motor distinto, não deviam nada às famosas “Sete Galo”, isto sem levar em conta que me parecem mais afinadas com o espírito daqueles tempos……..

  • Com o sonho das 750 assim que cheguei na Inglaterra em 1982 comprei uma 750 KZ para emular o sonho das 750!
    Pena que vivi no Brasil aqueles estupidos milicos que proibiram as importacoes impedindo que o povo pudesse curtir a vida de motociclista!!! Ficou a magoa profunda daquele tempo ridiculo!

  • Maravilhosa! Apenas estranhei (seria acessório de época?) o suporte de placa e conjunto de lanternas traseiras, que pelo menos no Brasil vinham bem diferentes. No mais, sem retoques. Legal mesmo é original assim, com os 4 tubos de escapamento

  • Concordo contigo Flávio essa é moto que tem cara de moto te dá o prazer que toda moto deveria dar ao dirigi-la.o estilo lindo,a pintura linda,por que não se faz mais pinturas com esse bom gosto,lembro de quando vi pela primeira vez essas motos lá por 70 ou 71 numa viagem com meu querido pai para a cidade de rio grande RS e vi uma 750 e uma 500 a 500 dourada e a 750 igual a essa,imagine 36 anos atrás eu quase me atirei fora do carro para ver as motos.A paixão que tenho até hoje por motos começou ali.Pena que hoje só se fala em mais potência ,menos peso ,mais carenagens,poderiam falar em menos mortes tambem,essas motos de corrida deveriam ser proibidas ,os defensores podem falar o que quiserem mas elas são um perigo para motoqueiros comuns sem preparo e com dinheiro para comprá-las.Que volte o prazer mais simples e despreocupado ao andar de moto.

  • Essa 7Galo mereceu sem duvida o titulo de moto do século.
    Moto perfeita em todos os sentidos, tinha um imponencia principalmente com o guidão original alto, (essa da foto está com um guidão quase plano).
    Junto com as 500 Four com os escapes 4 em 1, eram responsaveis por uma sinfonia noturna, inesquecível, nos anos 70.
    A “velha senhora” merece todo o meu respeito.

  • Meus amigos apaixonados por motos de todos os tipos e cilindradas, quero comunicar-lhes que será realizado no próximo dia 15 de julho, domingo, no Páteo do Colégio em São Paulo o encontro anual de motos clássicas organizado pela Moto & Cia.
    É senssacional. Motos como essa da foto aos montes. O lugar já está ficando até pequeno tamanho o sucesso do evento a cada ano.
    Haverá até cobertura pela TV.
    Vamos fazer uma “pessão amiga” para o nosso amigo kamarada comparecer lá e fazer uma matéria bem completa para o Programa Limite.
    Sabem como é, o cara agora é celebridade internacional e então fazê-lo trabalhar num domingo será dificil pois ele alegará compromissos já assumidos, agenda lotada, gravações especiais, etc.
    Celebridades são enjoadas assim mesmo…

  • Bela moto! Lembro-me de, na minha infância, ter andado na garupa de uma CB 550 Four de um primo do meu pai lá no Rio de Janeiro, na última vez que fui a essa cidade (fim doa anos 70). Um ronco maravilnoso! Posteriormente, já na ZN de São Paulo, um vizinho tinha uma 750 four tanque amarelo e três discos de freio (acho que foram as últimas a vir antes da proibição das importações), mas essa estava com o escape 4 em 1, com um ronco tronituante.

  • Apesar de sempre ter possuído motos inglesas (Triumph 650, Vincent-HRD 1000, BSA 650, Norton 500 ….) reconheço que a Honda 750 foi merecidamente escolhida a moto do século.

  • Esta, dava um crack de primeira para segunda e ia embora, mas a imagem desta moto, quando a vejo é do Antonio Pinheiro contornando, e não fazendo a ferradura, ou ainda entrando no pinherinho. Deitava e jogava o capacete no asfalto, coisas que o Tamada veio a fazer uns dois anos atrás. Hj. de tarde estava comentando com uma moçada. Vi 500 2 tempos derrapar, mas hj. assistir ao Alex e turma descer uma reta à 330, reduzir para 260 e entrar de lado em duas rodas……….!

  • Eu sempre tive motos Yamaha ou Honda, no início sempre dois tempos. Acho a setegalo uma motona, mas cansei de dar couro nelas, com a RD 350, primeiro as japonesas, (isso nos anos 70) e depois, covardia, nas RDLC.
    Agora estou véinho, e com medo de motos.

  • Parabens pela restauraçao exemplar. o pior que pode acontecer é a moto nao ter o escape de quatro canos! imagine a moto pronta com aquele quatro em um gay de tubo fininho é de chorar…

  • As palavras de Veloz-HP não embutem nenhum ufanismo ou exagero… Essa moto representou uma virada tão marcante na indústria de motos de foi o catalizador da falência de vários fabricantes italianos e ingleses, que não souberam se preparar para a concorrência: um produto melhor, de manutenção mais racional, mais potente, mais bonito e mais BARATO…

    Meu sonho é ter uma dessas…

    Salve a eterna e imortal CB 750, a “sete galo”, de ronco poderoso nas madrugadas de rachas irresponsáveis, em uma era antes dos radares, e de avenidas mal iluminadas!!!

  • Segundo o site Bestcars, ela foi eleita a moto do século, tanto no exterior como no Brasil.

    Concordo. Me lembro da infância, férias em Santos, e o pessoal mandando ver nas 750 Four com tanque amarelo, capa cinza, aquele ronco ….

    Não sou motociclista, mas também adoro motos.

    Penso até que antes da indústria automobilística, os maiores pólos tecnológicos são as indústrias aero-espacial, motociclística e náutica, depois automobilística.

    Desde 1990, quando comecei a freqüentar encontros de motos, sempre que vejo uma, bate uma emoção única.

    Adoro a V Road, a Kawa 750 R (as primeiras com 2 faróis e scops e mangueiras cinza conduzindo ar ao motor passando por dentro do tanque), XT 660, Tiger, DT 200 R, RD 350, as primeiras CB 400 japonesas prata (halls).

    Mas antes de tudo, a CB 750 Four;