Motoland (sexta)

SÃO PAULO (lindona) – À turma das duas rodas, a contribuição de Jonny’O: “Esta Jawa 350 cc de 1969 foi uma das mais revolucionárias da motovelocidade. Ela mostrou o caminho a ser seguido no plano técnico: a geometria do quadro, motor V4 dois tempos. Quem acabou com o domínio da MV e dos motores 4 tempos em 1976 foi a Suzuki RG500, mas é óbvio que se trata de quase uma cópia da Jawa”.

Também acho. Jawa forever.

Comentários

  • Fico bês.ta com o conhecimento da turma que frequenta esse espaço democrático, pilotado por um comunista.
    Começa com o Johnny O, Miranda, Cássio e por aí vai…
    Impressionante.

  • Obrigado Jonny\\’o e Cassio Missiroli,

    A Harley Davidson (AeRmacchi) de Villa pode ser um novo tópico do Motoland.

    Vicente Miranda,

    Tenho uma foto da como não tenho seu email enviei para o . Espero que vocês se comuniquem.
    Abs.

  • Vicente Miranda,
    Esta Jawa pertence hoje a Baldé ,piloto que disputou muitas corridas com o Mang na epoca das Kawazaki 250cc no mundial ,e foi o responssavel pela restauração da maquina.
    Foi justamente em uma reportagem com ele que achei essa foto .
    Vou dar uma procurada.

  • Jonny’O e todos demais,
    Alguém conseguiria a ficha técnica detalhada dessa moto? Já vasculhei minha literatura e não encontrei nada, afinal de contas sempre me dediquei às inglesas.
    Por acaso você ou alguém tem alguma foto daquelas Harley Davidson (ex-Aeremacchi) italianas do Valter Villa?

  • Du,
    Corri de kart aqui no Rio, na mesma época (meados dos anos 70) em que os irmãos Perenyi, Chico Serra, Maurizio Sala, etc.. corriam aí em São Paulo. Na categoria FIA100 corria-se de Parilla, BM e Komet, todos com válvula rotativa e os carburadores utilizados eram Tillotson (de membranas vibrantes, sem cuba, regulagem de mistura por agulhas de alta e baixa) em, na sua grande maioria, e pouquíssimos Dellorto (os motores mais antigos). Os motores eram sempre preparados pelo Che (ostentavam uma plaquinha verde e amarela no cabeçote onde se lia “Elaborado por Lucio”), Rino Genovese, Japonês da Mini (poucos FIA100, mais dedicado aos RioMar 125), Gera da Araçá Speed Shop (arrombava e preparava super bem os carburadores Tillotson). Pela “cara” desses carburadores aí da foto, posso estar errado mas tem chance de serem Jikov especiais, afinal de contas a moto em questão é tcheca (Jawas eram equipadas com Jikov), Dellorto e Amal, e digo mais, a chance de serem Dellorto é grande pelo formato da parte superior dos mesmos. Quando parei de correr de kart, dediquei-me às motos.

  • A fúria deste bólido fêz suas vítimas, mas obteve a vitória na última etapa do campeonato mundial de 1969, na categoria 350cc, nas mãos de Silvio Grassetti.
    O piloto inglês William David Ivy “Bill Ivy”, vencedor de 21 GPs (125cc e 250cc) campeão mundial de 125cc com Yamaha em 1967, foi convidado pela Jawa em 1969 para correr com a nova 350cc de 4cilindros, a fim de combater Giacomo Agostini e sua MV Agusta.
    Em disputas acirradas Bill fêz dois segundos lugares com a Jawa, em Hockenheim e Assen. Em 12/07/69 , aos 26 anos, nos treinos para o GP da Alemanha Oriental, em Sachsenning, sua Jawa derrapou, ele caiu e bateu sua cabeça contra uma árvore, vindo a falecer no hospital.
    Uma semana depois, em 20/07/69, no GP da Tchecoslovaquia, o piloto da casa, de 34 anos, Franticek Bocek sofre um acidente com uma Jawa 350 4 cilindros, falecendo no dia seguinte.
    O piloto italiano Silvio Grassetti assumiu o posto de Bill na Jawa, após a sua morte. Grassetti já tinha um terceiro em Assen com Yamaha. Com a Jawa fêz terceiro na Tchecoslovaquia, segundo na Itália, e venceu o seu 1º GP em 14/09/69 na Yugoslavia, o último da temporada, terminando em 2º lugar no campeonato atrás de Giacomo Agostini, com uma diferença de 73 pontos.
    O campeonato mundial de 350cc finalizou desta forma em 1969:
    Campeão: Giacomo Agostini / MV Agusta / 120 pontos (8 vitórias em 10 GPs)
    Vice campeão: Silvio Grassetti / Yamaha e Jawa / 47 pontos
    3º lugar: Giuseppe Visenzi / Yamaha / 45 pontos

  • Os carburadores são Mikuni de vávulas rotativas, no cátrer. Ah. o radiador foi o maior engôdo. Os parrila usavam isso, na época que o Ernest Perenyi, gêmeo do Michel corria de Kart, e quando o Nélson andava de super-vê, o Maluco do Ernest andava na vê. Estudávamos juntos no Objetivo da Paulista, e o Pontiac Trans Am do Di Gênio éra o carro.

  • Vão se ferrar!!!! Isso é Photoshop. Domingo em Indaiautuba Paulista de Motocross, e cheguei de lá agora. Tenho de dar comida para a cachorra. Flavio, coloca logo a foto da sua motinho DKW.

  • Sabe o que é o pior? Ver a arte europeia copiada por chinos.E pior ainda é que o europeu parece não se importar com isso,desde que eles não tenham que fazer serviço de peão de fabrica.O Brasil entra com a agropecuaria e minerios,eles com a tecnologia e os chinos com a vantagem.

  • Vejam bem ,de fato como disse nosso amigo Vicente Miranda esta Jawa realmente utilizava discos rotativos ,e seu motor era muito avançado para epoca ,nada a ver dizer que se compara a um motor de trator.
    O fato é que toda sua arquitetura ,motor 4 cilindros refrigerado a agua , o quadro posicionando o motor mais a frente ,vem de encontro com o que se procurou em motos de competição durante os anos 80 e 90 nas maquinas de 2 tempos.
    Esta 350 tinha já em 1969 70 cv ,algo muito forte para os padrões da epoca, seu desnvolvimento foi descontinuado por problemas financeiros da fabrica ,que procurou dar atenção especial aos modelos de rua,claro.
    Mas se olharmos francamente para esta foto ,diriamos que tanto a RG500 ou a TZ da Yamaha busaram exatamente o mesmo caminho no meio da decada de 70.
    A Kawazaki já havia esperimetado o dois tempos nas 500cc com sua tricilindrica H1,mas seu motor era refrigerado a ar e derivado de serie e ainda era destinada a pilotos privados ,e a propria Suzuki tentou a partir de 71 com uma TR500 de dois cilindros ,mas só com a RG que consequiram finalmente derotar a MV.

  • Aahhnn.
    Só que tem um problema, caro Vicente…
    O motor das Suzuki RG 500 Gamma que deram o bi para o Barry Sheene e os campeonatos para o Luchinelli e o Uncini não eram V4 e sim uma configuração de quatro cilindros em “quadrado”.

    O V4 da Suzuki só veio na segunda metade dos anos 80, já pela Suzuki Inglaterra, já que o Gallina ficou enciumado com o fornecimento das novíssimas RGV ao time inglês e trocou a Suzuki pela Honda.

    Aliás, foi com o V4 que o Kevin Schwantz conseguiu ser campeão mundial, depois de anos tomando pau do Wayne Rayney.

  • Marcelim,
    Veja como essa Jawa era avançada para o seu tempo, afinal são passados quase 40 anos. E o que o escriba doistempista quis dizer é que a Suzuki RG500 comseu motor V4, cujo MOTOR tem arquitetura semelhante à desa Jawa, destronou o binômio MV Agusta – Giacomo Agostini.
    É óbvio que não podemos compará-la, como um todo, em termos de performance com as atuais da antiga categoria 500, hoje substituída pela Moto GP.
    Mas como isso aqui é uma festa, um barato total, vamos ver até que ponto o FG chega, quem sabe ele dirá que algum antigo kamarada, desertor da KGB vendeu os desenhos do motor para a Suzuki. Mas que essa Jawa traduz tudo que havia de vanguarda na época, lá isso é verdade.

  • O incrível é que o visual dessa geringonça continua atual nos dias de hoje….
    Tirando alguns detalhes, até se passaria por uma Ducati.

    Mas comparar esse motor de trator com o compacto motor “quadrado” das RG gamma é um exagero.

    Isso aí tá mais para motor de John Deere do que de Suzuki.

  • Jonny’O,
    Bela contribuição ao Motoland. Moto interessantísima, tanto em conceito como em estética. Dá gosto ver o motor 2 tempos V4, os carburadores que, para manter a tradição ad Cortina de Ferro devem ser Jikov, na “cara” das válvulas rotativas, como nos antigos motores de kart (Parilla, Komet, BM, Saeta) da categoria FIA 100 . Os freios são Fontana ou cópia feita lá por aquelas bandas, assim como a frente Ceriani, os aros Borrani ou Akront.

    FG,
    Pega leve..os motores da MV eram 4 tempos, enquanto os da Suzuki RG500 de 2 tempos.

  • Se instalar um freio a disco no lugar do “tamborzão” dianteiro, pode pôr na pista AGORA que não fará feio…

    O que são aqueles conjuntos de cilindros duplos na lateral do motor?