Zero zebra

SÃO PAULO (faz falta) – A versátil coluna Warm Up de hoje aborda a infalibilidade no esporte, que acabou com zebras e surpresas. Levantamento espetacular constata que neste século, em 110 corridas disputadas na F-1, 108 foram vencidas pelas quatro grandes.

Comentários

  • Discordo, Érico. Porque não acho que os melhores, apenas, sobressaiam, mas sim os que têm MAIS GRANA, e especialmente esses, o que, pra mim, não é critério de competência.

  • O fim das zebras representa que a F1 está cada mais competitiva. Isso no sentido de premiar apenas os obcecadamente dedicados e naturalmente talentosos. Todos têm chances iguais, mas só os melhores vencem, não é um retrato da sociedade? Não me incomodo com isso.

  • Não se pode avaliar os números tão friamente… não é o fato de um só ou poucos ganharem….a diferença é que hj se ganha SEM disputa; e antes, me parece, COM disputa! Aí é que tá o problema!

  • O que dizer de Fangio na década de 50 ? A Formula 1 sempre foi assim amigo Flavio Gomes. Daqui há pouco você vai dizer que na Argentina é que tem automobilismo de verdade e não nessa Formula 1 hehe . e no Tênis na época do Bjorn Borg ? Do Sampras ? Ou seja sempre há cilclos em que alguns pilotos e equipes dominam o pódium. Era bom e é ruim ? só se for pra viúvo de alemão ! Pronto, falei !

  • Que voltem a incompetência , a sujeira de graxa nos boxes, a insegurança nas pistas, as mortes dos pilotos por consequencia da insegurança, as invasões nas pistas, o atraso tecnológico, as brigas e intrigas entre os pilotos´e por aí vai

  • Só neste século?
    E antes? Não era bão também não!
    Isso parece conversa de viúva!
    Sempre a mesma lorota. “De 2001 prá, era Schumacher, etc.”
    A Mclaren Honda só não ganhou TODAS as corridas em 1988 porque Senna bateu em Jean-Louis Schlesser na penúltima volta quando liderava tranquilamente em Monza. Em 89, Prost só ganhava se Senna batesse ou quebrasse. E só sobrava alguma coisa pros outros, quando acontecia alguma coisa com ele também.
    Por acaso na era Senna era diferente. Ah! Mas teve os Williams Renault que ganharam do Senna e só acontecia alguma coisa diferente quando chovia! Do mesmo jeito que acontece hoje.
    E no tempo do Mclaren Tag. Quer campeonato pior que em 1984.
    Esse ano tá até bom! O campeonato está sendo disputado por 2 equipes e por 4 pilotos.
    E antigamente também era muito ruim! Em 1963, Jim Clark ganhou 7 das 10 corridas. Não sobrou nada para os outros. Em 1965, ele ganhou 6 corridas em 10.
    Jackie Stewart ganhou 6 corridas das 11 em 1969 e em 1971.
    Ascari ganhou 6 corridas das 8 em 1952. Fangio ganhou 6 corridas das 9 em 1954. Parece que era pior do hoje. Um cara sozinho ganha 70 % das corridas.
    As pistas antigas sim, eram melhores que as de hoje. Melhores no traçado claro, pois não tinham segurança, acomodações, estrutura, área de escape, etc.
    Por mim, deveriam ter sido mantidas. Melhoradas até onde desse, mas mantido o traçado original.
    Se era perigoso, azar! Automobilismo é perigoso. Piloto ganha muito bem prá isso e se não quiser correr riscos, vá brincar de GP4, GT legends, GTR, etc.
    Se essa mentalidade prevalecesse no mundo todo, Indianapólis teria uma chicane em cada curva.
    Imagina que m.erda deveria ficar!

  • Mas Flavio Gomes agora você me confundiu. Não é você que preza tanto pela competência e desenvolvimento técnico das equipes ?

    Agora vem reclamar justamente disto ?

    Não é você que critica a Stock Car pois os carros são todos iguais e não permitem desenvolvimento técnico ?

    Ou uma coisa ou outra amigo ! A Formula 1 é assim há muito tempo. Onde você esteve nos últimos anos que só reparou agora ?

    Quer período mais enfadonho que a era Schumacher ? onde o único piloto que tinha carro pra disputar com ele não tinha autorização para isso ? Era obrigado a ceder a colocação para o alemão . Se quer reclamar que na formula 1 só dois pilotos ou duas equipes tem chances de ganhar então é melhor mudar de categoria ou de esporte meu amigo. Pois isso é assim há muito tempo. e é claro que uma zebrinha ou outra sempre aparece

  • Essa zebrinha da loteca dos anos 70 éra o bicho… quando o Juventus sapecava o Corínthians no Pacaembú ela aparecia no domingo á noite e falava:
    ” Ih, olha eu aí, zeeeebraaaa!!!!!”
    kkkkkkkkk….

  • Essa zebra do tempo da loteria esportiva no final do fantástico me dá um pavor que ninguém faz idéia. Sempre que eu assistia tinha pesadelos ainda mais com aquele vozinha fina. Isso é coisa do gramunhão. Por favor FG, não use mais essa imagem. :)
    Abraço

  • Caríssimo, só uma solução: volte a acompanhar as corridas e leve junto o Paiakan e o Raoni. Com um boa pajelança, a chuva será abundante e as provas cheias de emoção! Porque, hoje estão verdadeiros programas de índio.

  • além dos aspectos técnicos, coincide com essas novas pistas que vão entrando no circuito.

    as pistas que realmente ocorriam disputas e ultrapassagens estão sendo substituídas por motivos vários.

    mas modernidade pode estar junto com competitividade.

    pistas de verdade já!

  • Flávio, esse assunto você domina bem e eu concordo plenamente com você. Eu aprendi com os blogueiros aqui a acordar às 6hs da manhã e assistir a FIM(Mundial de Motovelocidade). Essa sim, é garantia de emoção do começo ao fim. Mas eu vou voltar a dizer:
    Não me conformo com o desprezo que a ESPN trata o WRC e os seus telespectadores fiéis. Tenho que consultar todo dia o canal pra saber se vai passar, se não vai, quando… Nem o próprio Limite(merecia tempo maior) cita, e ao menos comenta a melhor competição de automobilismo . Eu não consigo entender!!!
    A ESPN -BR passava o ano passado o Campeonato Brasileiro de Rally. Agora, nem isso.
    Quanto à F-1: se conformem. A Ferrari vai ganhar todas daqui para frente. Se não gostarem, nem vejam. Porque é isso que vai acontecer.

  • Mandou bem, FG… tem horas que ser certinho demais, perfeito demais, estraga… falta a possibilidade da falha, do erro, da quebra…

    É, e a gente fica aqui torcendo pelo imponderável, principalmente para cair um toró daqueles, que ainda consegue bagunçar um pouco esse asséptico mundo atual da F1, como ano passado, na Hungria…

    Estou naquelas: vamos assistir porque estamos acostumados, mas se ao menos tivermos uma corrida de verdade no Canadá, certamente nos daremos por satisfeitos. Que os deuses motorizados estejam conosco neste domingo!

  • Errado Gomes.

    Nada está ruim, o que aconteceu foi uma evolução natural das coisas que levou certas equipes e atletas à beira da perfeição.

    Nadal e Federer ganham tudo? o Federer é um dos atletas mais completos e perfeitos da história do tênis, um sério candidato a virar lenda do esporte, se nenhuma lesão pelo elevadíssimo nível do esporte ou alguém melhor do que ele surgir. Já o Nadal é a máquina do saibro que trabalha, treina e estuda 24 horas por dia para ficar melhor do que o Federer nos outros pisos.

    O futebol? Acabou aquela coisa de fazer firulas, do jogo sem compromisso, que dependia exclusivamente da criatividade e do talento dos atletas. Hoje em dia se impõe uma marcação cerrada digna das defesas do basquete americano que anula até o mais craque dos craques, com raras exceções. Até seleções como o Brasil precisarão de uma aplicação técnica extrema para não enfrentarem dificuldades, como aconteceu nesta última copa.

    E a Fórmula 1? Ela chegou a um estágio em que os motores rendem o máximo de potência possível de seus compactos e leves motores e a aerodinâmica atingiu níveis tão elevados que torna impossível um carro superar ao outro no final da reta.

    Por mais que a FIA tente impor novas regras limitando a tecnologia, sempre surgirá uma novidade que fará com que os carros voltem ao máximo.

    Tentar impor regulamentos excessivamente restritivos apenas vai incentivar as trapaças, que serão cada vez mais difíceis de se detectar, como já acontece com o atletismo, um dos esportes mais próximos do limite da perfeição atualmente.

    Tentar impor limitações para voltar as velhas ultrapassagens equivale a uma senhora se entupindo de botox, pode até enganar os mais ingênuos, mas não deixará de ser uma coisa falsa, plastificada.

    O negócio é aprender a curtir a Fórmula 1 da precisão e da perfeição e torcer para que surjam lances como a largada da Malásia e da Espanha. Ou raras corridas mágicas como Alonso na Hungria ou Schumacher em Interlagos no ano passado. Ou aprender a vibrar com as raras ultrapassagens como a do Heidfeld, cada vez mais complicadas como em um jogo de xadrez.

  • E Viva o São Caetano!

    Parabéns Flavinho. Ótima coluna.

    É mais ou menos o que o Reinaldo disse, tá ruim, mas tá bom (parafraseando uma musica sertaneja). Somos apaixonados por isso…

    Só nos resta torcer, torcer, xingar, brincar, discutir e… ir a farneis.

    Abração,

  • É isso ai Gomes! Comecei a ver a formula 1 desde a primeira transmissão e até hoje devo ter deixado de ver ao vivo umas tres ou quatro, mas que sempre eram gravadas pra ver depois. Sempre comprei todas as revistas mensais e sempre que havia provas eu laestava em Tarumã. Mas a chatice ou a idade começam a chegar e a preguiça ou falta de saco para ver o mesmo começa a me levar a fazer outra coisa. O desenvolvimento da F1 é inquestionável mas trouxe a chatice com ele. A eletronica num volante chega a dar pena da quantidade de botão que o piloto tem q

  • Acho bem difícil o cenário ser alterado a persistir as regras como estão. O regulamento é bastante severo e fechado, não permite grandes inovações. Daí criam-se asas inuteis para achar que vão ganhar meio décimo de segundo. Anteriormente, os bólidos viviam dem desenvolvimento, ainda não se tinha alcançado o status mór da tecnologia. Hoje está bem próximo, por mais avanços que se possam fazer.

    E outra coisa que facilita a diminuição de quebras é a maldita norma de um motor para duas provas. Quem vai arriscar?

  • Pois é. Onde existe competência plena, nem poderia ser diferente.
    No entanto, naõ adianta reclamar.
    O regulamento é tão carregado de preciosismos que, as equipes mais competentes no enquadramento, dar-se-ão sempre bem. É tão simples mudar isso. Basta proibir os penduricalhos, retornar aos sliks, diminuindo um tico o tamanho dos pneus dianteiros, só umas 2 polegadas em relação aos trazeiros que, certamente teremos a tão criatividade de volta, claro se limitarem também o plat station do volante, para digamos no máximo umas 10 posições (que já não é pouco), Porém, como isso é só conversa de botequim, iremos continuar a reclamar mas não perderemos nenhuma corrida, por mais monótona que seja. Nós, aficionados AMAMOS esse esporte. Simples assim.
    Gostei do enfoque da coluna.
    Bem vindo de volta ao assunto que vc domina com grande talento..