Não quebra mais
SÃO PAULO (que coisa) – Uma ótima matéria assinada pelo Fred Sabino no “Lance!” de ontem chega a uma conclusão de deixar qualquer um estupefato: os carros de F-1 simplesmente pararam de quebrar!
Fred fez um levantamento desde 1986, ano em que, pelas suas contas, houve nada menos do que 45,07% de abandonos por problemas mecânicos em 16 corridas disputadas por 14 equipes. Em outras palavras, para entender mais fácil: a cada prova, de cada 20 que largavam 9 quebravam.
Essa taxa caiu um pouquinho em 1987 (42,78%) e foi caindo, caindo, até chegar a incríveis 10,65% em 2005, passando por 16,57% no ano passado e batendo nos 10,6% deste ano.
Resumindo, de novo para facilitar: a média hoje é de duas quebras por corrida, e olhe lá. Isso com a regra de motores que devem durar duas corridas…
Tenho cá comigo, como dizem os velhos locutores, que um dos fatores de animação das corridas do passado eram as quebras. O imponderável, o cara favorito que explodia o motor no fim, o outro que errava a marcha e era ultrapassado. E a gente se divertia com a desgraça de todos.
Com carros que não quebram, o espaço para as surpresas fica dramaticamente reduzido. Por isso é fácil apontar favoritos. Por isso as corridas vêm perdendo o sal nos últimos tempos. Por isso não há zebras.
E é por culpa de carros que não quebram, também, que estão acabando os bons mecânicos. Estou falando de carros de rua, agora.
4 kg de pressão num turbo? Quer que os pilotos morram? Com a tecnologia atual, um motor desses passaria fácil dos mil cv!
Vale lembrar, que no último ano do turbo, os motores chegavam nos 650 cv com apenas 2,5 kg regulamentados.
Eu tenho saudades dos Motores TURBOS imprevisiveis, e aqueles enormes extratores de ar colcados nas saidas dos assoalho dos carros.
Lanço aqui uma pergunta aos Blogueiros, qual seria a (sua)configuração tecnica ideal para F-1 ??
Sou a favor da seguinte configuração: Motor TURBO de 1,5L com 4 Bar de pressão; giros ilimitados; Pneus Slicks; Fundo plano no asoalho; regras aerodinamicas mais Liberias. Piloto que tiver medo vai jogar Tenis então… F-1= Risco e velocidade extrema, o limite do homem e da maquina é que traz emoção a esse esporte !!!
Os motores atuais V8 de 2,4 litros não quebram pois a maioria dos pilotos(com exceção das equipes Ferrari e McLaren) são conservadores e a regra diz que o motor deve ser utilizado para duas corridas. Se fosse o motor turbocomprimido, a vida útil seria menor e um piloto não conseguiria vencer mais de três corridas seguidas.
Vocês repararam que depois que a Mclaren roubou o projeto da Ferrari parou de quebrar ??
Eu tenho uma Courier 98 que alem de feia quebra como um Minardi 88!
Se alguem estiver precisando de emoção….
Nem o Rubinho quebra mais!
Acho que a FIA devia escolher uns 13 infelizes por corrida para terem seus motores explididos via controle remoto!!
O Ralf deveria ser escolhido em TODAS!!!
Atualmente não mais existem mecânicos , apenas reles trocadores de peças.
Na medicina os médicos só dão o diagnóstico após virem o resultado dos exames,por mais simples que o sejam.
SOCORRO !
É a questão do acerto. Sempre envolve o risco, pois assim se tem a quebra. Motor quebra por ultrapassar o limite de seu uso.
Mas temos uma regra que limita o desenvolvimento dos motores, lembram? Assim, não existem margens muito grandes para riscos, e vemos a F1 cada vez mais estavel e chata.
Ei Gomes… em proporção inversa aumentam as penes no seu servidor
Muda de servidor Gomes!!!.
Já que dificilmente os carros pifa, que tal mexer no Pit Stop , caboclo escolhe entre
abastecer ou troca pneus –
Ex: se abastecer – trocar pneus so na volta seguinte – Se trocar pneu – abastecer so na volta seguinte. Quem sabe ….
Me desculpe, mas agora tenho que discordar. Qual a emoção de ver um motor de um carro explodindo? Se tiver, desconfio que o nosso conceito de emoção seja diferente. Se tiver que ter surpresas, que sejam entre os pilotos, com brigas, barberagens etc.. Se a Formula 1 esta sem emoção, a culpa não são dos motores que não quebram. Mas sim do foco na aerodinâmica. Eu particularmente acho ótimo o fim das quebradeiras. Adoro carros antigos, mas sou obrigado a concordar que um Celtinha é mais eficiente que um Fusca no quesito quebras. Quanto menos quebrar melhor.
Gomes, dos dois carros que quebram hoje por corrida, um é o do Rubinho, né ??? rsrsrsrsrs
Só falta emoção na F1. Os carros não quebram na IRL também e emoção é o que não falta. Lá o que tem de sobra é acidente….
Há um bom tempo atrás (cerca de 4 ou 5 meses), quando tentei ter um blog (e depois enchi o saco!), escrevi sobre isto: a total previsibilidade das corridas. A regra dos pneus de 2005 mudou um pouco isto, mas como só durou um ano, tudo voltou como era antes. E o atual sistema de treinos só confirma isto. Ao menos deveriam acabar com o tal do parque fechado e fazer como o Senna e sua Lotus preta: um motor foguete para a classificação e um motor que tentasse durar a corrida. Um carro para a corrida totalmente diferente do treino. Acho que ajudaria.
Pois é !
Quem poderia imaginar que os filhotes dos rádios Spica viriam a k.gar com as corridas de automóveis ?
Acho que só uma campanha massiva pela eletrônica desembarcada poderá devolver a emoção para F1.
Abaixo os C.I., processadores, eprons, transístores e resistências !
Pela volta URGENTE dos carburadores, giclês, rolos de arame e martelos !!!!!!
Que bom que os carros de rua não quebram mais como uma vez, com a violência que impera, é sempre uma temeridade ficar empenhado em qualquer lugar desse moribundo país (como o mundo). Quanto aos F-1: é tudo produto da inevitável tecnologia….caminho sem volta.
nas ruas, o que sobrou é trocador de peça, conecta o EPROM e baixa atualização. No peugeot da minha cunhada não foi possível, daí queriam trocar o módulo, e claro, cobrar 3 mil dinheiros….
nas pistas…. é só esticar o pescoço e ver o que andam aprontando o pessoal do rally e das motos. domingo de manhã já mudei a programação, desisti da F1 e passeio por passeio faço eu com minha família, que aprovou a idéia…rs
Anos atrás, na Ford, Lauda disse que até chimpanzés guiavam um F1. Agora vou dar uma de fã do Nélson.: Nínguem preparou um moleque, para a F1 atual, seja na vida pessoal, financeira, ou de passar horas acelerando um kart que a relação Nélson / Nélsinho. Para quem conhece o Nélson, sabe que grana é uma coisa, adrenalina é outra. E para quem der pitaco, estou falando de automobilismo puro, e não de oportunidades de marketing!
Minha listinha:
_ Fim do reabastecimento;
_ Mais pistas improvisadas (rua, parque, aeroporto) onde há ondulações no asfalto, dificuldade de acerto, sujeira na pista, mais chances de errar;
_ Fim do limite de giros;
_ Câmbio Manual.
Foi esta fórmula -1 que me fez gostar de corrida de carro.
Mas o Piquet já falou sobre isto há muito tempo!
Antigamente, por causa das quebras, o piloto tinha que poupar o equipamento, de modo que às vezes carros mais rápidos não podiam desenvolver todo o seu potencial. Mesmo que não quebrassem, ficavam mais próximos dos outros.
Já que não se precisa mais poupar equipamento, é pé no fundo o tempo todo. O carro mais rápido vai sempre abrir distância.
Carros superiores aos outros sempre existiram (vide Lotus 78, Brabham 83, etc, etc.), mas quebravam (ou tinham que se poupar). O que, como o FG disse, dava o molho extra de competitividade da época.
Lembrem que foi justamente quando a FIA limitou a 01 jogo de pneus por corrida que as surpresas nas corridas mais aconteceram, além de rápidas aproximações entre líderes.
Na mosca!
Essa viadagem toda que virou a F1 passa sem dúvida nenhuma por esse fator.
Liberem o regulamento, oras! Motores sem limite de uso ou de rotação, cambios revolucionários, suspensões idem. Quebra mecanica também é sinonimo de evolução. Tivesse a McLaren com os motores de dois anos atras (que quebravam quase toda corrida) e o campeonato estaria bem mais embolado.
Flavio, os mecânicos, xis da questão. Vou na minha praia. Antigamente no motocross two stroke forever, era um tal giclar, mexer na mistura de óleo, testar avanço de ignição, gás na suspensão, calibragem do pneu para a temperatura e tal. Se a corrida era em Campos do Jordão, uma coisa, quando desciamos para a praia mudava tudo. Hoje no Japão e em breve aqui vai ser o seguinte: Conecta o lap top, daí vc. tem altitude, temperatura, umidade. Numa tecla enter, o Softer regula injeção, ignição, e de quebra, dá o mapa on line no treino. Então daqui 20, 30 anos, esta geração mão na graxa vai ser parte do Santo Google, e pessoas que nunca limparam as unhas de graxa vão estar tomando conta dos motores. E ai dos pilotos se errarem! Por estas e outras, que a Superclassic é o bicho, saudosismo o cacete, é adrenalina pura, conhecimento macro, é forjar uma peça nova para tirar centésimos de segundo, o feeling de calibragem de suspensão e pneu. Não estamos velhos, estamos sim conhecedores.
Claro que não quebra mais! O piloto agora é passageiro no carro.Queria ver essa turma que esta ai chegar em segundo lugar numa Mille Miglia pilotando o carro sozinho de ponta a ponta com um dos cilindros sem funcionar e com oleo quente vazando do instrumento do painel bem na perna do peão! Quem fez isso? Fangio com uma Mercedes não lembro o ano agora mas acho que foi 1952.
Por isso que eu acho que o SISTEMA DE PONTUAÇÃO deve ser alterado, aumentando os carros que pontuam, como por exemplo na Indy, assim haveria muito mais “brigas” e muito mais emoção e não precisaria culpar a tecnologia.
A respeito do imponderável na F1 concordo com vc que parece sumido das corridas as tornando previsíveis.
No outro dia lendo a entrevista do Massa ele assegurou que a Ferrari estaria na frente em Monza elencando os motivos pelos quais a McLaren figurou na frente nos treinos o que me levou a pensar no seguinte : a F1 de hoje é tão precisa a ponto de uma equipe deliberadamente ficar centésimos de segundo atrás de outra só para que essa afrouxe a sua expextativa ?
Chegamos nesse ponto ? Uma equipe define que ficará atrás para surpreender e provocar frison nos treinos e se colocar diante da outra , pega no contrapé?
O imponderável ,assim, se transformará em peça de museu brevemente.
Os carros não quebram mais porque o fator humano está influenciando cada vez menos.
A alta tecnologia, com telemetrias que dizem absolutamente tudo sobre o carro, não permite que erros aconteçam.
O imprevisto praticamente não existe mais.
É verdade OS CARROS NÃO QUEBRAM NÃO ULTRAPASSAM UNS AOS OUTROS E EU TENHO DORMIDO DEPOIS DO SEGUNDO PIT STOP, BERNIE ECLESTONE QUE PENSA QUE AINDA É O EMPRESARIO DOS BEATLES COM AQUELE CORTE DE CABELO, ACERTOU QUANDO FALOU QUE O PESSOAL DORME DEPOIS DO SEGUNDO PIT ACERTOU, E AGORA SÓ PONDO 5 OU 6 DKW DO GOMES E 4 SIMCA CHAMBORD LÁ PRA DAR EMOÇÃO INESPERADA NAS CORRIDAS. MAS EM MONZA SEMPRE TEM UMA PARABOLICA DIABOLICA, VAMOS VER SE DOMINGO MELHORA E QUEBRE O ALONSO, O FAVORITO, NA ULTIMA VOLTA E O HAMILTON FURE O PNEU DE NOVO MAS DESSA VEZ LONGE DO BOX E GANHE O MASSA PORQUE GANHAR EM MONZA FAZ PARTE DO PACOTE PARA SE SER CAMPEÃO
1- Carros não quebram;
2 – Pilotos sequer saem de giro ou erram marchas;
3- Circuitos onde é quase impossível ultapassar.
É por isso que as coisas andam meio chatas…
É como o Capelli falou outro dia…
A Fórmula 1 anda perfeita demais. Quem diria que essa perfeição iria atrapalhar o espetáculo?
é verdade… daqui uns dias nao levaremos mais nosos carros no mecanico e sim no “suporte” !
“Alo, to com um problema no meu carro.. ele n liga… – Simples, aperta o freio e o acelerador ao mesmo tempo e liga ele, na tela que aparece vá em configuraçoes…”
Carros não quebram e pilotos não erram.
É inegável que as regras de segurança, a eficiência do motor, câmbio, aerodinâmica e freios “nivelaram” os pilotos, deixando pouco espaço para que o piloto cometa um erro que venha afetar a sua corrida.