Boom da Alemanha
SÃO PAULO (correndo, como sempre) – Olhando para a lista dos inscritos para o Mundial de 2008, nota-se que a Alemanha aproveitou bem a “era Schumacher”. Ou os “anos Schumacher”, como queiram. Serão nada menos do que cinco alemães no grid neste ano: Rosberguinho, Vettel, Sutil, Heidfeld e Glock.
O Brasil viveu fenômeno parecido durante a vigência do trio de ouro Emerson-Piquet-Senna, em mais de 20 anos de sucessos. No rastro deles vieram (esquecerei vários, vocês completam a lista), sem ordem cronológica, nem de importância: Barrichello, Christian, Massa, Diniz, Rosset, Pizzonia, Bernoldi, Tarso, Helinho, Tony, Gil, Gugelmin, Da Matta, Junqueira, Burti, Zonta…
Teve uma corrida, no Canadá em 2001, em que cinco brasileiros estavam no grid. Burti, Barrichello, Zonta, Tarso e Bernoldi. Acho que foi recorde. Na época, pelo menos, tratamos como tal. Hoje são três, Felipe, Rubens e Nelsinho.
Ainda é muito, considerando o automobilismo que se pratica no Brasil. Mas é preciso lembrar que um está em fim de carreira e é resíduo dos anos dourados, o outro tem uma história muito mais ligada ao pai do que ao país e só o terceiro, Massa, é fruto de algo que se fazia por aqui, a F-Chevrolet.
E que o torcedor brasileiro aproveite, porque do jeito que andam as coisas, a próxima geração a chegar à F-1 vai demorar para aparecer. E muito.
O futuro das próximas gerações dependerá do que o trio atual irá aprensentar na pista. A hora em que um dos três começar se firmar, ganhar GP´s, disputar, de fato, títulos, a F1 voltará a atrair o interesse do brasileiro.
Certamente se a patota brasuca que correu no final dos anos 90 tivesse dado continuidade às conquistas de Fittipaldi, Piquet e Senna, o automobilismo nacional não estaria tão sucateado como se encontra hoje. Acretido até que Jacarépaguá não teria sido mexida.
Esse tipo de fenômeno é normal no esporte em qualquer país, com exceção, lógico, ao futebol. Quem não lembra de quando o Gustavo Kürten começou a se consolidar no tênis mundial? Quantos meninos e meninas resolveram praticar tênis? Bastou Kürten ter problemas no quadril para que as vitórias fossem embora e, junto, o interesse relâpago pelas raquetes.
Assim, que DEUS guarde essas três criaturas, afinal, a nossa tradição no automobilismo mundial (infelizmente) está nas mãos deles.
o nelson angelo piquet nasceu na alemanha, é brasileiro de coração, o nico rosberg embora tenha pai finlandes, é alemão sim, nem sabe falar finlandes, alias o pai dele não nasceu na finlandia, nasceu na suecia
Carlos, esse acidente foi em Laguna Seca nos EUA, em um Campeonato de F-1 antigos que tem por lá… o carro realmente é uma Ferrari, que um milionário americano comprou pra correr nesse campeonato de antigos.
O que eu li em alguns fóruns estrangeiros, é que o milionário era muito alto e nao cabia no carro, entao pediu pra fazerem uma “gambiarra” e aumentar o tamanho do cockpit… deu nisso… o chassis partiu bem na emenda, mas pelo que li a batida foi em baixa velocidade, e o piloto milionário nao teve nenhum arranhãozinho…
Até mais!
É uma pena… Por falar em pilotos de outras épocas, por onde anda o Gugelmin?
Ah, a URL daquele vídeo é essa:
http://www.youtube.com/watch?v=lwWRcX7Vs3M&feature=related
Pessoal, vcs já viram essa Ferrari nesse vídeo? É verdade isso mesmo? Qual foi o piloto? ele se machuco? Ajuda ai Gomes!
Falo
Carlos
Teve uma época em que a Itália detinha quase 1/3 do grid, o que não significava que algum de seus pilotos tivesse lá alguma relevância.
O tênis é um esporte menos elitista do que o automobilismo é só tivemos dois nomes de relevância internacional em mais de um século, o que torna até anormal essa quantidade de pilotos do país.
Quais outros países ‘em desenvolvimento’ ou do dito BRIC que possuem pilotos na Fórmula 1?
A maior parte dos países no mesmo patamar econômico do Brasil tiveram uma ou outra exceção, como Fangio, Jody Scheckter.
Sem contar que países mais endinheirados e com competições mais fortes de automobilismo como o Japão, Malásia, Austrália não possuem pilotos de ponta.
Não me venham com aquele papo que é a água ou que é uma vocação nacional, porque o brasileiro é um dos piores motoristas do mundo.
Eu acho que o Brasil foi abençoado com uma chuva de fenômenos, de talentos excepcionais e já está no lucro se compararmos com a qualidade dos pilotos brasileiros nas outras categorias motorizadas.
Rosberg, alemão ???? É sério ???
esses dias eu estava pensando exatamente nisso… dps desses 3, quem vai entrar no lugar deles?
pq do jeito q ta vai demorar mesmo!!
Pior que a tendência parece ser essa mesmo… até porque ultimamente os pilotos brasucas têm sido mais felizes mesmo é na terra do Tio Sam… lá encontram o mercado que anda fechado na Europa, ainda que renitentes lá militem insistentemente… mas apostaria que o Di Grassi vai ser mais fácil se achar nos EUA do que na F-1…
Faltou o Serra. E tem alguns aí que não correram de F1, embora tenham sido comtemporâneos dos que chegaram, e tiveram sucesso nos EUA.
dos que me lembro (não é recorde, mas 4 pilotos)
brasil 73: emerson, wilsinho, pace e luis pereira bueno
brasil 77: emerson, pace, ingo e alex ribeiro
O Piquet disputou campeonatos de Kart e Fórmula 3 no Brasil. Eu considero que ele seja fruto do automobilismo brasileiro
Faltou o “Chaveirinho”, o grande Roberto Pupo Moreno
Souza,
Bruno Senna pode até ter uma chance, o que acho difícil, mas o Lucas di Grassi acho que o bonde passou e ele ficou pra trás.
Olá vitor, eu já tinha lido esta coluna a qual vc se refere, realmente Brasil e Franca encontram-se no mesmo barco, olha que eles tem a Renault, nos brasileiros a Cba e a Fasp, kkk
Moreno…..
Assiti uma corrida em Silverstone em que nos seis primeiros do grid de largada tinham 4 brasileiros: Senna, Gugelmin, Piquet e Moreno.
Sim, temos ainda o Bruno Senna e o Di Grassi… em categorias de base. A transição pra F1 é mais complicada. O Bruno tem o nome, lampejos de talento e tal, mas conta também com uma bela defasagem nas categorias de base. E o Lucas di Grassi…. bom, quem não tem nome tem que contar ou com muiiiiiito talento (e olha que as vezes nem isso ajuda) ou um patrocínio (ou paitrocínio) dos bons. Sei não, posso estar sendo pessimista demais, mas do jeito que a concorrência tá grande, acho que nenhum dos dois vingam…
Falando nos velhos tempos em que se preparavam pilotos para o automobilismo no Brasil, recomento a coluna do Luis Fernando Ramos no GPtotal, sobre o antigo programa de desenvolvimento de pilotos da Elf, na França. É, se serve de consolo, não estamos sós…
Faltou o Boesel, Alex e Ingo .
Concordo plenamente FG….hoje não temos mais ninguém em uma imaginária fila para entrar…
O Rosberg é tão alemão quanto o Nelson Piquet Jr
Se descontarmos ele temos 4 alemães e 3 brasileiros
O Barrichello está em fim de carreira mas temos o Bruno Senna e o Lucas di Grassi com possibilidades para os anos vindouros.
Acho que isso é coincidência. Não se deve ao Schumacher.